E Se fosse verdade?

10 Eu enfrento um motorista de ônibus


Notas iniciais
ooooiiii Galera!! quanto tempo! prontos para mais um capitulo?

De manhã, eu já estava pronto para a minha missão. Estava com Quíron (que estava em sua cadeira de rodas) na varanda da Casa Grande. Vínhamos conversando sobre a missão, e ele disse que eu precisava de quatro parceiros, já que a oráculo tinha dito. Grover estava comigo lá, e se prontificou a ir.

– Eu vou ajudar a achar Israel. – disse ele. – Vamos encontrá-lo e trazer ele de volta. – Me senti grato. Pelo menos um eu já tinha para me acompanhar.

– Então, precisamos de mais três. – disse eu. – Grover, você poderia chamar Percy e Annabeth pra mim?

– Claro! – ele se animou. – Volto já.

Ele se foi trotando até a Arena.

– Quíron, eu... – tentei falar. – queria lhe dizer uma coisa.

Ele sorriu tranquilamente.

– Pode dizer.

– Eu estou muito inseguro enquanto a essa missão. Eu... não sei bem o que fazer.

Ele pousou a mão em meu ombro.

– Não se preocupe Raphael. Você terá ajuda de seus amigos aqui do acampamento. Você conseguirá. Sei que está um pouco receoso, mas você irá conseguir.

Aquelas palavras pareceram melhorar um pouco. Olhei enquanto Percy vinha até a Casa Grande com Grover atrás.

– Não sei se é o que estou pensando. – disse Percy. – Mas pode contar comigo.

Eu sorri.

– Obrigado. Onde está Annabeth?

– Aqui! – disse uma voz do meu lado. Dei um pulo.

– Onde? – perguntei surpreso.

O ar tremulou. Annabeth apareceu do nada. Ela estava bem ao meu lado.

– Você estava invisível? – Perguntei. – Uau! Como você faz isso?

– É um presente mágico de minha mãe, Atena.

– Bem, você vai...

– Claro. – disse ela. – Vamos resgata-lo.

Virei-me para Quíron.

– Pronto. Podemos partir?

– Esta faltando um ainda. – disse ele.

Não sabia quem mais iria. Aqui estava toda a minha ajuda. Quem mais estaria faltando? Não ia chamar Clarisse, por que era a mesma coisa de chamar um monstro para perto. Então quem?

– Ah sim! – eu disse. – Dandara! Pronto, agora temos cinco. Grover, você poderia...

– Sim, eu posso ir chamá-la. – falou ele.

Enquanto Grover ia chamar Dandara, nós conversávamos com Quíron.

– Precisamos localizar o navio de Luke. – disse Annabeth. – Se não, como poderemos ir até ele?

– Mas nós teremos que ir pela a água não é? – perguntou Percy. Olhamos para ele. – Tudo bem. Só conferindo.

– Na verdade – falei. – Eu sei onde está o navio de Luke.

– Sabe? – perguntaram todos em uníssono.

– Eu venho sonhando com o navio recentemente. Não sei como, mas eu soube a localização dele. As coordenadas, tudo.

Eu disse-lhes as coordenadas.

– Bem, isso já é um problema resolvido. – disse Quíron. – Vocês terão que ir para o sul como foi dito na profecia. Essa é a primeira vez que temos uma missão a essa direção.

– Vai ser meio difícil chegarmos até lá, mais conseguiremos. – tentei ser otimista. – Precisamos ir para Flórida.

– Flórida? – disse Percy. – Ótimo. Lá vamos nós de novo.

– Ahn... e de lá, teremos que ir pela a água, tentando achar o navio de Luke. Mas chegar ao nordeste Brasileiro é imensamente longe. Como vamos fazer isso?

–Pronto! – disse Grover guiando Dandara à casa grande.

– É verdade que você quer que eu vá? – perguntou Dandara. – Eu acho que não vou oferecer muita ajuda.

– Ah, eu acho que vai sim. – disse eu.

– Bem, não podemos demorar. – disse Quíron. – Vocês tem que partir hoje mesmo.

Quando todos nós já estávamos prontos, fomos até o alto da Colina Meio-Sangue. De lá, dava para ver o acampamento inteiro. Sentia-me estranho por estar saindo de lá. Annabeth estava com seu boné de invisibilidade e sua faca. Percy com sua caneta letal, e um saquinho de ambrosia que era, ele me contou, uma espécie de medicamento para meio-sangues. Poderia curar qualquer coisa, mais se fosse ingerida em excesso, poderia nos fazer pegar fogo.

Dandara (Que fora reclamada como filha de Apolo.), vinha com seu arco e uma aljava pendurada nas costas. Todos nós estávamos com a camisa do Acampamento. Grover estava disfarçado com seus pés falsos, um boné para cobrir os pequenos chifres e calça. Ele tinha uma mochila nas costas.

Quíron me apresentou um homem alto e forte. Ele era loiro com olhos azuis, mas a coisa mais estranha era que ele tinha olhos por todo o corpo. Recuei um passo. Quíron disse que ele iria nos levar até a cidade.

– Tudo bem. – eu disse.

– Ah, Raphael. – Quíron pôs a mão no bolso, e tirou de lá um minúsculo celular. Ele tinha a capa vermelha, e bordas pretas. Tinha uma antena em cima. O celular cabia na palma de minha mão. – Tome isto, caso você precise se defender.

Peguei o celular. Pensei que Quíron estava brincando comigo, mas ele estava sério.

– Hã... Pensei que não podíamos usar celulares. – disse eu.

– Isso não é um celular comum. – Quíron estava sorrindo. – Puxe a antena.

Puxei, achando estranho. De repente o celular ficou mais pesado em minha mão. Ele foi se alongando e engrossando, até que eu estava segurando uma espada. Uma espada de bronze.

– Uau! Isso é muito legal! Obrigado Quíron.

– De nada. E se quiser guardar sua espada, aperte um botão pequeno na guarda dela.

Olhei, e vi um pequeno botão de metal que dizia: Off

– Ok. Tudo bem.

Quando apertei o botão, a espada se transformou novamente em um mini celular. Fiquei perplexo.

– Agora vá. – disse ele. – E não morra.

Sorri pra ele. Fomos até á van que estava a nossa espera no pé da Colina. Observei o grande pinheiro no topo da colina. Annabeth me contara a historia a respeito do pinheiro.

Uma menina chamada Thalia, junto com outros dois meio-sangues que eram Annabeth e Luke, o cara do navio, estavam fugindo de vários monstros quando Grover os encontrou e guiou-os até a colina meio-sangue. Quando Thalia viu que eles não conseguiriam chegar, lutou sozinha no topo da colina com uma porção de monstros. No final, quando ela estava morrendo, Zeus teve pena dela, e a transformou em um pinheiro para preservar a vida dela.

Admirei a coragem daquela garota. E eu, com medo de enfrentar um monstro. Entramos na van e saímos em direção à cidade.

Durante a viagem, observei os carros, os grandes prédios e as pessoas. Todas andando tranquilamente. Era muito estranho estar de volta ao mundo mortal. Fiquei pensando: Eles não sabem que existe outro mundo dentro do deles? Todos os monstros e criaturas gregas?

– Eles não veem o que nós vemos. – disse Annabeth.

– Você pode ler minha mente? – disse eu surpreso.

– Não. Mas foi fácil deduzir pelo o seu olhar preocupado. Os mortais não veem os monstros ao seu redor por causa da Névoa.

– Névoa? – perguntei.

– Sim. Ela age como um véu que impede os humanos de verem as coisas como são. Por exemplo, eles podem ver o Minotauro como um touro comum, ou como outra coisa, mas o bicho real eles não veem.

– Nossa! – disse Dandara. – Isso é impressionante.

Viajamos o restante do tempo em silêncio. Quando finalmente chegamos à estação Greyhound, Argos descarregou nossas malas.

– Obrigado. – disse eu. Ele sorriu e acenou para mim.

A van se foi e ficamos esperando o ônibus chegar. Annabeth nos contava as historias e as aventuras em que ela e o Percy já foram. Riamos cada vez que uma parte engraçada era falada. A julgar pelo o sol, eram mais ou menos dez horas da manhã. Varias pessoas andavam de um lado para o outro com pressa. Carros buzinavam nas ruas e alguns cachorros passaram correndo perto de mim.

Grover pegou sua flauta e começou a tocar. Ele tocou uma musica animada, e de repente, grama começou a crescer da calçada. Annabeth arregalou os olhos e pediu para Grover parar com a musica.

Finalmente o nosso ônibus chegou. Entramos com nossas malas e sentamos no fundo. Como não tinha assentos para caberem todos nós juntos, sentamos separados. Percy, Grover e eu sentamos juntos. Annabeth e Dandara sentaram-se na nossa frente.

– Estou um pouco nervoso. – disse eu.

– Por quê? – perguntou Percy.

– Por quê? Nós estamos fora do acampamento. Você disse que os monstros podem atacar à vontade.

– É, mas... – ele parecia inseguro. – Se formos atacado por monstros, vamos nos defender. Não vamos os deixar machucar ninguém.

– Por outro lado – disse Grover. – A probabilidade de um monstro atacar é muito grande. Ele até pode estar aqui no ônibus.

– Obrigado por me acalmar. – disse eu.

Viajamos em silêncio. Observei enquanto passávamos pela ponte Williamsburg. Encostei minha cabeça na janela. Queria dar um cochilo, mas com o ônibus chacoalhando direto, ficou difícil.

Pensei em Israel. Ele estava sendo forçado a escolher se juntar ao lado inimigo. O que será que estava acontecendo com ele agora? Pensei na longa viagem que teríamos que fazer até Flórida. E depois de chegarmos lá, ainda teríamos que navegar pelo o mar a procura do navio.

Por fim, fechei os olhos e dormi. E novamente sonhei.

Eu estava no navio novamente, mas em uma parte diferente. Era uma sala. As paredes eram feitas de mármore. No chão havia um tapete grande e circular. Olhei em volta, e no lugar mais escuro da sala estava Luke. Ele cochichava para si mesmo. Cheguei mais perto dele.

– Ele vai ter que se juntar a nós. – falava ele. – Vai sim. Ou então será arremessado do navio. Não, melhor, ele será comido por monstros. Assim teremos menos um problema.

De repente as portas se abriram.

– Ssssenhor. Precisamos parar por um tempo. – disse uma mulher-serpente. Vê-la fez meu corpo estremecer. Junto com ela, estavam mais duas.

– Parar? Por quê? O que houve? – disse Luke irritado.

– O motor esssstá muito quente. E também a gasolina essssta acabando.

– Era só o que faltava! – Luke berrou. – Assim não iremos chegar ao Brasil tão cedo. Precisamos chegar lá o quanto antes. Temos umas encomendas para pegar. Faça o que puder para prosseguirmos.

– Ssssim meu senhor. – sibilou a mulher-serpente. Ela rastejou com suas amigas e saiu.

– Droga! – disse Luke andando apressadamente pela a sala. – Precisamos chegar depressa, antes que eles sejam descobertos por algum monstro.

– Senhor! – disse Agrio, o homem-urso. Ele estava parado na porta. – Boas noticias. O meio-sangue Israel, esta começando a aceitar a sua rejeição por parte dos deuses.

– Ótimo! – disse Luke. – Continue assim. Quem sabe ele será útil para nós.

Acordei com alguém me sacudindo.

– Raphael. – disse Annabeth. – O ônibus parou por um tempo. Vamos descer para comprar algo.

– Hã, certo. – eu disse sonolento. – Quanto tempo estive dormindo?

– Algumas horas. Vamos indo, antes que o ônibus comece a sair.

De volta ao ônibus, todos começaram novamente a se sentar em seus devidos lugares. Annabeth, Percy, Dandara, Grover e eu estávamos com os braços cheios de salgadinhos, biscoitos recheados, refrigerantes e água. Pra mim aquilo estava ótimo.

Quando começamos a viajar outra vez, pensei em contar a Percy meu ultimo sonho. Mas a fome venceu, e eu ataquei os biscoitos e salgadinhos.

Annabeth e Dandara conversavam a nossa frente. Grover estava comendo até o saco dos salgados, mas fez uma careta, e jogou o saco no chão do ônibus. Esperei que ninguém tivesse visto.

A viagem continuou. Silenciosa e tediosa. O céu estava ficando alaranjado ao entardecer. Eu estava começando a me sentir impaciente e inquieto. Para semideuses, é difícil ficar parado por muito tempo, por causa da nossa constante hiperatividade. Tinha que me concentrar em algo. Então, contei a Percy meu ultimo sonho. Ele franziu a testa.

– O que será que Luke quer dizer com “uma encomenda para pegar”?

– Não sei. E ele disse que tinha que chegar rápido ao Brasil, antes que “eles” sejam descobertos por algum monstro.

– Não estou gostando disso. – disse Percy totalmente sério.

De repente, o ônibus deu uma tremida. Depois uma balançada grande, como se a gente estivesse dentro de um daqueles brinquedos de parque de diversões que balançam muito. O ônibus girou, e todos começaram a cair de seus assentos e a gritar. Segurei no braço de minha poltrona, e Percy segurou em meu braço. Grover não teve tanta sorte. Ele foi arremessado para a parte de trás do ônibus. Pude ver de relance Annabeth batendo o rosto no chão. O som dos pneus se arrastando pelo o asfalto, junto com Percy berrando em meu ouvido foi de mais pra mim.

Depois de girar três vezes, o ônibus bateu em uma árvore. Os passageiros que conseguiram permanecer sentados correram para a porta que se abrira. Eu estava tonto e confuso com o que havia acontecido. Havia pessoas caídas no chão do ônibus. Olhei para trás, e vi Grover de cabeça para baixo, caído na poltrona. Levantei-me e fui ajuda-lo.

Annabeth estava com seus cabelos loiros assanhados e os olhos arregalados de medo. Dandara não estava muito melhor. Parecia que ia vomitar.

Queria saber o que tinha acontecido, quando algumas pessoas que haviam saído do ônibus, começaram a gritar algo sobre motorista desmaiado. Achei aquilo estranho, e fui para a parte da frente do veículo.

O motorista estava desacordado, em cima do volante com a boca aberta. Dandara veio em minha direção.

– Meu Deus! Ele desmaiou? – Perguntou ela atônita.

– Não sei. – disse eu. – Mas parece que sim.

Olhei para fora e vi mais passageiros aflitos e nervosos.

– Temos que chamar uma ambulância. – disse uma senhora para mim. Ela pegou o celular e começou a ligar. Annabeth, Percy e Grover se juntaram a mim.

– Como ele pode ter desmaiado em plena viagem? – perguntou Grover desconfiado.

– Talvez ele tenha adormecido por causa de tanto sono. – sugeriu Percy.

– Ou tenha tido um enfarte ao se lembrar de algo desagradável. – falei. Todos olharam para mim. – Hã... É uma opção, não?

– E se eu espetar ele com a minha flauta de bambu? – perguntou Grover. – Pode ser que ele acorde.

Annabeth começou a dizer que nossas ideias eram tolas, quando de repente, o ônibus deu uma guinada para frente. Fomos todos arremessados para trás. Caímos um por cima do outro com gemidos e gritos. O ônibus começou a se mover rapidamente. Percy olhou para o motorista e arregalou os olhos.

– Ah meus deuses! Ele acordou!

– O quê? – disse Dandara.

– Ele esta dirigindo o ônibus loucamente! – gritou Percy.

Estávamos indo muito rápido. O vento entrando no ônibus assanhava nossos cabelos. Eu me perguntei se o tal motorista era de alguma quadrilha de sequestradores disfarçados.

– Pare esse ônibus! – gritou Annabeth.

– Não posso! – gritou o motorista de volta. – Tenho que levá-los.

– Pra onde? – gritei. Ele se virou para a gente, e por um instante seus olhos brilharam maldosamente.

– Vou levá-los para um lugar... Onde nunca mais vocês irão voltar! – Ele sorriu de forma assustadora. Seus dentes eram afiados. Ele riu e continuou a dirigir.

– Meu Deus! – gritei. – É um sequestrador disfarçado!

– Esta mais para um monstro disfarçado. – disse Annabeth. – Temos que pará-lo.

Percy tirou a tampa de sua caneta, e ela virou uma reluzente espada de bronze. Dandara pegou seu arco. Grover sua flauta de bambu. Annabeth sacou sua faca de bronze. Pensei que era melhor eu fazer a mesma coisa. Tirei meu minúsculo celular do bolso.

– Você trouxe um celular? – perguntou Annabeth incrédula. – Sabe que isso atrai monstros.

Puxei a antena. E uma espada, também de bronze, apareceu em minhas mãos. Annabeth arregalou os olhos.

– Quem lhe deu isso? – perguntou Percy.

– Hã... Foi Quíron. – respondi.

– Gente! – disse Dandara. – Acho que não estamos com tempo para discutir isso.

– Dandara está certa. – Annabeth se levantou. – Precisamos distrair esse monstro, e fazê-lo parar o ônibus. Ela olhou para Percy. Ele assentiu. Enquanto ele ia de mansinho surpreender o monstro-motorista, Annabeth nos disse uma estratégia para ele parar de dirigir.

– Ei! – disse Percy. – Pare já esse ônibus!

O monstro riu.

– Venha Perseu Jackson, e eu lhe transformarei em pedaços. – Percy tentou lhe dar um golpe com a espada, mas o monstro ergueu a mão. Estranhamente a mão dele se transforou em uma pata alaranjada. Ele pegou o braço de Percy com a espada e o arremessou para trás.

– Percy! – gritou Annabeth. Eu olhei para o monstro. Ele estava sorrindo pelo o retrovisor do ônibus. O veículo chacoalhava constantemente.

– Por que você esta fazendo isso com a gente? – eu gritei. – Para onde esta nos levando?

– Já disse a vocês. Para um lugar onde vocês não tem escolha... – ele não completou a frase. Rápida como um raio, Dandara pulou para o lado e o atingiu no lado com sua flecha.

– Aaarrgghh! – berrou o monstro. Ele virou-se para Dandara e tentou agarra-la, mas não podia deixar de dirigir.

– Ops... – disse eu. – Parece que você não pode pegá-la. Que pena.

– Você irá calar essa boca quando eu o destruir. – disse ele.

– Quando? Assim que você acabar de dirigir? Ah, ta bom. Então eu vou ficar aqui sentado olhando para sua cara horrível enquanto você dirige. – Ele rosnou, e tentou me agarrar com a sua pata gigante, mas dei um passo atrás.

– Nem me pega! – provoquei. – Não pode sair dai não é? Nossa. Esta tão impotente. – Nesse instante, Grover começou a tocar sua flauta, e raízes saíram de dentro do painel do ônibus e começou a envolver as mãos do ex-motorista. O monstro estava mais irritado, quebrando as raízes que apareciam a cada segundo. Eu comecei a rir apontando o dedo para a cara dele.

De repente, o monstro rosnou e avançou para cima de mim. Eu gritei de susto, e corri para o final do ônibus. Quando ele estava vindo em minha direção, Annabeth pôs o pé no caminho, e ele caiu de frente. O ônibus estava desgovernado sem motorista. Annabeth pulou sobre ele e agarrou o volante. O monstro se levantou e tentou avançar em Annabeth, mas Dandara lhe deu um chute na parte de trás das pernas e ele caiu de costas. O ônibus deu uma curva para a direita, e fomos lançados para a esquerda.

Annabeth gritava enquanto tentava controlar o ônibus.

Percy agora estava em pé ao meu lado. Grover continuava tocando sua flauta. Gramas e raízes, impressionantemente, brotaram do chão do ônibus e começaram a envolver o monstro caído. Ele lutava para se por de pé. Mas a cada estrebuchada do monstro para levantar, Dandara o chutava no peito gritando: Deita de novo!

Finalmente Annabeth apertou o freio. O ônibus gemeu e se encurvou para o lado até parar.

– Para fora! – gritou ela. Fomos todos correndo, pulando sobre o monstro. Ele estava envolto com gramas e raízes.

– Miseráveis! – ele berrava maldições em grego antigo. – Eu ainda pego vocês!

– Eu acho que não. – disse Percy, e corremos para bem longe do ônibus.