E Se fosse verdade?

36 Encontramos o deus do fogo


Notas iniciais
Iai galera!! Estou de volta com mais um capitulo. hehe.

– Mata essas coisas! Mata! Mata!

Annabeth berrava mais alto do que todas as outras juntas.

As aranhas avançaram com fervor para cima da gente. Elas tentavam nos cercar e nos morder, mas eu e meus amigos, e o garoto espião, matavam todas que vinham para cima. As aranhas se desintegravam à medida que morriam. Algumas recuavam, mais outras avançavam com uma ferocidade tremenda.

Em um momento, uma pulou em cima de mim. Quando eu senti aquelas patas peludas, nojentas e horrorosas nas minhas costas, eu entrei em pânico. Larguei a espada e comecei a gritar e a me debater feito um louco. O fedor de corpos em decomposição entrando em meu nariz, mais os gritos das meninas as minhas costas, e mais aquela aranha asquerosa foi absolutamente de mais para mim.

– Esmague-a contra a parede! – gritou Israel, matando uma no ar.

Sem pensar, lancei minhas costas contra a parede. A aranha emitiu um guincho agudo. Peguei minha espada do chão e enfiei em sua cabeça. Olhei para os meus amigos lutando. Percy e Igor avançavam matando tudo ao seu redor. Stefferson batia nelas com o osso de um braço e depois as chutava. Israel, Marcos e Matheus estavam fazendo trabalho em equipe. Um batia em uma aranha até essa ficar tonta, enquanto o outro pisava em cima dela, e por fim Israel a matava com a sua espada.

Grover estava branco de medo, mas tocava em sua flauta uma musica animada, e algumas aranhas começaram a dançar felizes da vida.

Quando eu pensei que estávamos vencendo, outras aranhas começaram a sair dos buracos das paredes.

– Eu não estou acreditando nisso! – berrou Igor.

– Que droga! – gritei. Fui ajuda-los.

As meninas estavam encolhidas bem no canto da parede. A gente lutava, matava e cortava ao meio, mas outras aranhas chegavam. Meus braços estavam começando a se cansar. Umas começaram a soltar teias tentando nos prender. Uma teia de aranha é fácil de romper, mas milhares de fios de teias juntos é muito mais difícil.

Percy foi atingir uma, mas o aracnídeo lançou teia em seu rosto. Ele gritou e ficou desorientado, mas Igor chutou a aranha pra bem longe. Matheus estava tentando esmagá-las, quando duas saltaram para cima dele e o morderam.

— AAAHHHH! — ele gritou.

— Não! — Israel deu um murro em uma que estava em seu pescoço, e ela caiu. A outra vendo que ia ser morta, pulou para longe se juntando com as suas amigas assassinas.

— Não está dando certo! — gritei.

De repente, o garoto espião estava atacando-as com velocidade, e foi ganhando confiança até ele estar quase no meio da sala matando tudo em seu caminho.

Foi seu grande erro.

As aranhas viram que ele estava sozinho, e todas, nos deixando, avançaram para cima dele.

– Cuidado! – gritou Marcos. Mas era tarde de mais.

Ficamos olhando aterrorizados enquanto ele era envolvido por elas. Ele se debateu tentando se livrar, mas as aranhas começaram a mordê-lo. O pobre garoto caiu no chão aos gritos de dor e horror, enquanto elas o comiam vivo. Umas o morderam nos olhos e começaram a comer. Outra entrou em sua boca. O sangue começou a se derramar no chão. Em um segundo, o corpo dele desapareceu debaixo de varias patas de aranhas. Foi a coisa mais horrível que eu já vi na vida. Aquilo ficou em minha mente o dia inteiro.

– Vamos sair daqui! – gritou Grover.

– Venham! – chamei as meninas, que estavam todas com os olhos fechados.

Nos agrupamos e corremos em direção ao pequeno túnel de saída.

– Vai, vai, entra! – chorava Barbara.

Eu não sabia que teríamos que engatinhar. O túnel era baixo e estreito. Entramos e começamos a engatinhar o mais depressa possível. O suor escorria em meu rosto.

Dandara sussurrava em pânico:

– Ah, meu Deus! Meu Deus!

– Rápido! – exclamou Percy. – elas podem vir atrás da gente!

Percy mal acabou de falar, e ouvimos o som das aranhas entrando no túnel.

– Ah, seu boca suja! – resmungou Stefferson. Um som de peido foi ouvido.

– Ah, seu bunda suja! – devolveu Percy.

– NÃO É HORA DE BRIGAR! – Annabeth berrou.

– E nem de peidar! – completei, me engasgando com o cheiro de ovo podre.

– Tem aranhas vindo em nossa direção! – ralhou Annabeth.

– Com sorte, esse fedor vai acabar matando elas. – murmurou Igor.

O túnel se abriu. Saímos todos apressadamente, só para descobrir que estávamos presos em uma pequena salinha circular.

– Estamos presos! – gritei.

– Nãããããooo! – Beatriz fez um escândalo. – Nós vamos morrer!

– E vivos ainda! – completou Matheus.

Percy deu chutes e murros na parede tentando derrubá-la, mas ela não cedeu. Foi quando uma das aranhas entrou na nossa pequena sala. Ela pulou sobre Annabeth, que pegou sua adaga e cravou em sua barriga. Ela se desintegrou.

– Aranhas! – berrava Annabeth.

– Não me diga! Eu sei que são aranhas! – retrucou Israel.

Duas entraram, mas nós as matamos. Era só uma questão de tempo antes de a gente ser devorados vivos. Eu estava no auge do desespero. Chutava a parede e dava espadadas, mas não adiantava.

Nesse momento, um símbolo incandescente apareceu na nossa parede. Uma coruja.

– Agora é uma coruja que vai nos matar! – gritei. Annabeth olhou para o símbolo e seus olhos se arregalaram.

– Mãe! – ela exclamou, e tocou no símbolo na parede, que desapareceu e revelou uma passagem. – Corram!

– Graças aos deuses! – sorriu Percy.

Quando todos saímos daquela sala, as aranhas começaram a sair do túnel. Mas a parede se solidificou novamente trancando-as lá.

Depois a única coisa que fizemos foi cair de exaustão. Estávamos ofegantes, suados, sujos e cansados. Meu corpo tremia. Tudo o que eu queria era sair dali, sair daquele labirinto, e ficar longe, bem longe de todos.

Annabeth suspirou e disse:

– Foi o pior dia da minha vida!

– Idem! – murmurou Barbara.

Ficamos ali sentados em silêncio alguns minutos. O chão a onde estávamos era feito de cimento. Olhei a nossa frente, e vi varias entradas separadas por uma parede de tijolos. Lembrei-me do que Percy havia me contado um dia. O labirinto crescia por si só. Se expandia e criava coisas sozinho. Não queria pensar que o labirinto podia ser uma coisa viva.

– Eu me lembro vagamente de estar aqui. – disse Percy franzindo a testa.

– Eu também. – murmurou Annabeth pensativa.

– Ótimo. Por favor, vamos logo sair daqui. – implorou Marcos.

Ficamos em pé. Meu corpo queria permanecer sentado, mas forcei-me a andar. Olhei para trás, e não vi mais a parede de onde saímos.

– E agora? – resmungou Dandara. – Me digam que ainda se lembram de como sair daqui.

Annabeth contraiu os olhos para as varias entradas. Ela parecia estar ouvindo algum som.

– Por aqui. – disse ela.

– Ok, mapa. – murmurei.

Ela sorriu, o que fez eu me sentir bem melhor.

Ficamos andando por alguns minutos, dobrando esquinas, entrando em corredores, até que encontramos uma porta de metal bem estranha. Era oval, com um volante de metal como maçaneta, e no meio da porta havia uma letra grega: Eta.

Eu fiquei impressionado por que eu consegui entender. Fiquei pensando no que haveria atrás dessa porta.

– Ei, eu me lembro dessa porta. – disse Annabeth. Ela deu um passo, girou o volante de metal, e a abriu. Nós seguimos Annabeth que foi entrando como se estivesse em casa.

A sala era enorme. Havia coisas de mecânico jogadas por todos os lados. Carros estavam no canto da sala, como se estivessem esperando para serem concertados. Aquilo parecia uma oficina mecânica subterrânea. Animais de metal estavam espalhados por todo canto.

Annabeth sussurrou:

– É a... oficina de...

Um barulho veio do fundo da sala. Barulhos de alguém concertando algo. Fomos até lá, e o que eu vi me deixou um pouco confuso e nervoso. Havia um homem agachado concertando uma moto Harley. Ele usava um macacão jeans que estava sujo de graxa e óleo. Mas a parte assustadora era a aparência daquele homem.

– Ora, ora... – disse ele com uma voz profunda. Tive a sensação de que falava com a gente – o que será que temos aqui?

Eu fiquei sem saber o que dizer. O homem se endireitou, e eu engoli em seco.

Primeiro, a cabeça dele era grande e deformada. Sua barba preta soltava pequenas chamas de vez em quando. O olhar era de cansaço e fadiga. Segundo, seu corpo era totalmente desproporcional. O ombro esquerdo era maior que o outro. Sua perna fazia um barulho estranho quando ele a mexia. Suas mãos eram grandes e sujas. Ele era tão estranho e esquisito, que me fez recuar alguns passos.

Em seu macacão havia uma palavra bordada que demorei alguns segundos para ler. Estava escrito: Hefesto.

Olhei para ele perplexo.

– Você é... Hefesto?

Ele me olhou.

– Surpreso em me ver?

– Não, é que...

– Você não me imaginava assim. – adivinhou ele. – Entendo.

– Hefesto? O deus das forjas e do fogo? – perguntou Matheus admirado.

– Sim.

– Senhor Hefesto, lembra-se de mim? – perguntou Annabeth.

– Você?

– Sim. Eu sou Annabeth. Eu já vim aqui em sua oficina junto com Percy, Grover e Tyson, o ciclope.

Percy acenou para Hefesto. O deus olhou para Annabeth com um olhar vago.

– Hum... se vocês já vieram aqui, e eu não os transformei em nada, então quer dizer que vocês foram úteis para mim.

Ele olhou para Percy.

– Ah, lembrei-me de você. Destruiu minha forja no Monte Santa Helena.

– Bem... foi um acidente. – murmurou Percy.

– Você foi parar na ilha de Calipso.

Annabeth olhou para baixo. Tive a sensação de que isso a incomodava.

– Sim, sim, estou me lembrando. – o deus pegou um pano e limpou suas mãos sujas. – Então... o que vieram fazer aqui? Espero que seja importante para me interromperem.

– Hã... nós estávamos fugindo de algumas aranhas carnívoras. – murmurou Israel.

– Mas não viemos por causa disso. – disse Percy imediatamente. – É que... queríamos saber se o senhor pode nos ajudar a chegar até ao Acampamento Meio-Sangue.

– Vocês, heróis, sempre com problemas. – resmungou Hefesto.

– Mas esse é diferente. Um exército de monstros está prestes a invadir o nosso lar.

– Sim, eu sei. E eles estão quase chegando.

Grover arquejou.

– Quase chegando?

– Mas... – olhei para o deus. – Se você... digo... se o senhor sabe disso, por que não nos ajuda?

– Eu por acaso disse que não ajudaria?

Matheus fez um som de murro. Hefesto pegou alguma coisa do chão, que estava repleto de sucata.

– Isso vai ajudar vocês. – ele entregou para Annabeth. Era um carrinho vermelho de formula um, e cabia na palma da mão.

– Um carrinho? – perguntou Igor.

– Sim. – disse Hefesto. – Ele vai guiar vocês até lá.

– Vem com controle remoto?

– Obrigada Senhor Hefesto. – agradeceu Annabeth.

– Quando o soltarem, ele só vai parar quando chegar ao seu destino. – explicou o deus. – Então é melhor serem rápidos.

– Ok. – disse eu.

Annabeth soltou o carrinho no chão, e ele começou a se mover. Virou-se em direção a porta de metal, passou a marcha, cantou pneu, e saiu a toda velocidade.

– Vamos! – gritei.

– Tem certeza de que não vem com controle remoto? – resmungou Igor.

Saímos em disparada seguindo o minúsculo veículo. Não sabia se conseguiríamos ficar na cola do carrinho, mas uma coisa era certa: Íamos conseguir chegar ao acampamento.

Notas finais
Até o próximo capitulo pessoal! o