Notas iniciais
Oláá galeraa!! Como estão? Estou bem, obrigado. u.u Prontos para mais um capitulo? Divirtam-se! oo/

­Meu coração ficou apertado de pânico, medo e insegurança quando ouvi o som da luta acima de nós. Os gritos dos campistas, mais os rugidos e gritos de monstros sendo desintegrados me fez ficar atônito.

Corremos o máximo que podíamos. Dobramos uma curva feita de tijolos degastados, e demos de cara com uma fila enorme de monstros a nossa frente. Dracaenaes, Lestrigões, Telquines, Semideuses inimigos e outros estavam esperando para subir até ao acampamento. Todos estavam preparados para a batalha. Usavam armaduras gregas completas, escudos feitos de diversos pedaços de carros, portas de casas e casca de arvore. Nenhum sequer nos notou, mas eu sabia que se fizéssemos qualquer barulho...

— Meu Deus. — sussurrei. — E agora?

— Fogo! — gritou uma voz grave acima de nós.

— É Beckendorf. — sussurrou Percy.

A fila de monstros andou. Eles estavam ansiosos, todos esperando a sua vez.

— Temos que ajuda-los. — Annabeth insistia. Ela estava balançando os pés ansiosamente. — Vamos.

— Você está vendo o tamanho dessa fila de monstros? — sussurrei para ela.

— Somos doze semideuses. — disse Igor. — Vamos logo acabar com esses malditos monstros.

Annabeth colocou seu boné de invisibilidade.

— Quando eu contar até três, nós atacamos. — decidiu ela. Todos nós concordamos.

— Estou com medo. — choramingou Beatriz. — Não temos nenhuma arma.

— Peguem dos monstros que matarmos. — falei. Elas concordaram timidamente.

— Um. — contou Annabeth bem baixinho.

— Caraca, é agora! — murmurou Israel.

— Dois.

— Misericórdia. — disse Marcos tremendo.

— Três!

E atacamos.

O lugar se transformou numa bagunça total. Monstros eram pegos de surpresa por nossas espadas e se desintegravam. Estávamos destruindo e matando todos os que estavam lá, menos os semideuses inimigos. Esses nós deixávamos atordoados e feridos. As mulheres-serpentes gritavam enquanto se desintegravam. Mas eles começaram a se recuperar do susto, e começaram a nos atacar.

Agora havia duas batalhas. Uma em cima e a outra embaixo.

Um telquine se lançou contra Dandara e a mordeu no ombro. Ela gritou e caiu no chão.

— Dandara! — gritou Marcos. Ele estava com um bastão na mão, atingindo as dracaenae na cabeça, mas parou e correu para ajudar Dandara.

— Vocês não vão conseguir chegar lá em cima. — rugiu um Lestrigão.

— Vamos ver quem não vai conseguir. — rosnou Percy.

Ele rolou por baixo das pernas dele e o atingiu nas costas. Matheus e Stefferson tinham cada um, uma lança nas mãos. Eles recuavam, mas iam espetando os monstros constantemente.

Para minha surpresa, Barbara e Beatriz começaram a lutar juntas. Elas tinham um machado nas mãos, e com ele atingia cada monstro bem nas pernas.

Eu pegava as armas dos monstros desintegrados e as jogava contra os outros que ainda estavam vivos, num ato desesperado de atingir algum. No inicio funcionou, e alguns Lestrigões gritavam quando explodiam em poeira. Mas depois eles perceberam e começaram a se defender contra os meus ataques. Um dos machados que joguei estava encravado num escudo de uma mulher-serpente.

— Socorro! — gritou Marcos, fazendo um som de ganso torturado. Olhei, e percebi o por que. Um semideus inimigo o estava sufocando contra a parede. Dandara estava caída com o ombro ensanguentado. Peguei um escudo de um monstro e o joguei com toda a força em direção a ele. O escudo o atingiu nas costelas, e ele caiu.

— Sssseu acampamento ssserá dessstruído. — riu uma dracaenae tentando me atingir com o seu escudo.

— É o que veremos. — disse eu. Me agachei no exato momento em que ela pretendia me atingir na cara, e a espetei nas suas pernas de cobra. Ela se foi.

Graças aos deuses, conseguimos liquidar todos. O caminho estava repleto de poeira, armas e armaduras que caíram dos corpos dos monstros.

— Vamos! — Percy marchou para uma abertura acima de nós e começou a subir. Eu estava logo atrás dele.

Quando finalmente saí de dentro daquele labirinto, olhei para o céu e vi que estava de noite. A claridade do acampamento incomodou um pouco meus olhos, mas pude ver a grande batalha que estava acontecendo, e fiquei paralisado.

Milhares de monstros estavam por toda a parte do acampamento. Os campistas lutavam contra eles, mas parecia que estavam perdendo. Olhei para o chão, e vi pessoas mortas. Reconheci algumas do chalé de Hermes. Dentre elas estava Elissa, a garota que eu havia conhecido no chalé.

— Vai, Raphael! — berrou Grover embaixo de mim. — Sobe logo!

Eu me refiz da perplexidade e saí de cima da entrada. A minha insegurança e o meu medo, logo se transformaram em raiva. Eu não ia deixar esses monstros idiotas destruírem o acampamento.

Meus amigos começaram a sair do labirinto, até que todos estavam fora. Olhei para eles e disse:

— Vamos nos separar em duplas. Cada dupla vai para uma parte onde eles precisam de mais ajuda. Não se separem por nada. Lutem com toda força!

Matheus ergueu a mão.

— Quem vai ser minha dupla?

— Ah, eu não sei! Escolhe!

— Assim não tem graça. Vamos fazer de modo justo.

— Como? — disse eu, começando a ficar irritado.

— Pedra, papel e tesoura. Vamos!

— O quê? — gritou Percy. — Cara, deixa disso.

— Vamos logo! — insistiu Matheus

— Ah, tá bom! — gritei, impaciente. — Vai!

Erguemos as mãos, e falamos em uníssono.

— Pedra, papel e tesoura!

Sim, acreditem. Ali estávamos nós, um circulo de pessoas brincando de pedra, papel e tesoura, enquanto o acampamento inteiro era atacado. Não me perguntem como eu tive paciência pra isso. Acabamos descobrindo que não dava para jogar de pedra, papel e tesoura com doze pessoas. O que me deu mais raiva ainda.

— Já chega! — exclamou Annabeth. — Percy, vá com o Raphael. Stefferson vá com o Israel. Matheus e Marcos, vocês dois! Eu vou com o Igor. Dandara vai com Barbara. E Grover com Beatriz. Agora! Vão!

Saímos correndo, cada um com o seu parceiro. Percy ergueu a espada e gritou.

— Atacar!

Ele cravou contracorrente nas costas de um gigante, deu uma rasteira em um semideus inimigo e atingiu um Lestrigão nas pernas.

— Percy? — gritou Quíron, pasmo.

Quando os campistas nos viram, gritaram de alegria. Um brado de júbilo ecoou pelo o acampamento. Nesse momento eles começaram a atacar com mais vontade. Os filhos de Deméter faziam crescer flores venenosas pelo caminho. Os filhos de Ares brandiam suas espadas contra os Cães infernais.

— Matem-nos! — rugiu um gigante.

O exercito de monstros se dividiu. Um foi combater os nossos amigos do acampamento, e o outro veio em nossa direção.

— Aaahhh! — gritei de raiva com toda a força.

Ergui minha espada, e ataquei-os. Cortei a lança de uma mulher-serpente, e finquei a minha lâmina na cabeça de outra. Um telquine tentou pular sobre mim, mas lhe dei um soco em pleno ar. Ele caiu no chão e eu o matei. Ouvi um rosnado atrás de mim, e de repente um Cão Infernal pulou sobre mim e me derrubou no chão. Pensei que ele iria arrancar minha cabeça, mas um garoto do chalé de Apolo o fez virar poeira com uma de suas flechas.

Olhei para os meus amigos.

Israel havia pegado um escudo de um monstro, e lutava contra um semideus inimigo. O cara tentou dar uma estocada, mas Israel o atingiu no rosto com o escudo, e Stefferson enfiou a lança em seu ombro. Não era uma luta justa, mas eu não estava nem ai.

Matheus e Marcos lutavam lado a lado. Eles não tinham muita habilidade de luta, mas estavam se saindo bem. Marcos se agachou e atingiu um lestrigão na coxa, com o seu bastão. Matheus pegou a sua lança e a atirou como se fosse um dardo, e incrivelmente acertou em cheio dois telquines. Porém um gigante os pegou pelos os braços, e os arremessou para longe.

Grover estava tocando sua flauta junto com seus amigos sátiros, e as arvores começaram a agarrar alguns monstros com seus galhos, prendendo-os. Pedras se levantaram do chão o os atingiram em cheio na cara. Beatriz gritava para que os garotos do exército de Cronos ficassem parados. Alguns a escutaram e ficaram imóveis, e assim as pedras flutuavam e os atingiam.

Do outro lado do acampamento, vi Quíron atingindo calmamente flecha por flecha cada monstro. Beckendorf e outros filhos de Hefesto colocavam pedras enormes em suas catapultas e as atiravam, atingindo os Lestrigões e Gigantes bem nos peitos. Annabeth, juntamente com Igor, estava ajudando os seus irmãos do chalé de Atena. Uma mulher-serpente tentou atingi-la, mas Annabeth ficou invisível, e num segundo a infeliz mulher-serpente se foi aos gritos.

De relance, pude ver um garoto usando uma jaqueta preta, calças pretas e... bom, toda a roupa dele era preta. Ele lutava e se defendia com uma espada negra que, quando matava algum monstro, ela parecia suga-lo para dentro. O garoto ergueu a espada e gritou:

— Sirvam-me!

De repente, o chão se abriu, e uma dúzia de esqueletos saiu de dentro. Eles eram horríveis. Estavam armados e vestidos com uniformes de guerra, e começaram a atacar as dracaenae que estavam ao seu redor.

— Agrupem-se! — gritou Clarisse para seus irmãos. Eles formaram uma falange de dez campistas, mas um Cão Infernal os atacou e a falange foi rompida.

Eu lutava brandindo minha espada, mas estava começando a me cansar. Em um momento, ergui minha espada para um Gigante, mas ele me deu um murro que, se pudesse, teria me transformado em uma pizza. Eu gemi de dor e tentei me levantar, mas uma espada me atingiu no ombro. Senti a lâmina entrar lentamente no meu corpo. Eu berrei de dor.

— Você não tem chance! — riu um garoto do exercito inimigo. Ele ergueu a espada, e pensei: É o meu fim. Quando Igor surgiu do nada e cravou sua espada nas costas do semideus.

— Ah... — ele gemeu, os olhos cheios de surpresa, então caiu no chão.

— Sentiu minha falta? — sorriu Igor.

Sorri, aliviado.

— Obrigado. — agradeci.

Igor ajudou-me a levantar. Meu ombro parecia que estava sendo rasgado. O sangue estava descendo pelo o meu braço.

— Então este é o seu acampamento? — perguntou ele.

— É sim. Bonito não é?

— Eu já vi melhores. — murmurou.

Ouvi o som de uma explosão. Alguns Telquines acionaram uma armadilha, e estavam envoltos por um fogo verde. Eles corriam e grunhiam, mas os arqueiros de Apolo os acertaram.

— Nunca vamos derrota-los assim. — disse Igor.

— O que quer dizer? — perguntei, gemendo de dor.

— Temos mais monstros do que pessoas do acampamento. Temos que fazer algo grande. Temos que usar nossos poderes.

De repente, tive uma ideia.

— Vamos para o lago! — gritei para Igor.

— O quê? Pra quê?

— Você verá!

— Cuidado! — gritou Igor.

Ele me empurrou no exato momento em que um Cão Infernal saltou sobre nós. O Cachorrão tentou abocanhar Igor pelas pernas, mas ele brandia sua espada. Avancei contra o monstro, que rosnou e deu um salto sobre mim, derrubando-me no chão. Foi como ser atropelado por um trem. Aquelas patas enormes apertava o meu peito. Mas nesse momento ele ganiu e explodiu em pelos.

— Cão idiota! — rosnou Igor.

— Obrigado! — falei. — Vamos!

Olhei para trás. Outro Cão Infernal corria e pulava sobre os campistas de Apolo, fazendo-os se dispersarem. Um gigante chutou três filhos de Ares para longe, e com um soco, destruiu o chalé de Ares.

— Não! — gritou Clarisse. — Você vai pagar por isso! — e avançou para cima.

Pulei sobre alguém morto, me desviei do golpe de um Lestrigão, e corri em direção ao lago. Igor me seguia. O som da batalha prosseguia ao longe. Eu estava em pânico, mas temi para que desse certo. Entrei no bosque, desviei de galhos e arvores, saí e cheguei ao lago.

— O que está pensando em fazer Raphael? — perguntou Igor.

— Você é quem vai fazer. — corrigi. — Controle a água. Vou chamar o Percy!

— O quê?

— Rápido, cara. Vamos fazer um muro de água ao redor dos monstros. Vamos afoga-los.

— Tem certeza de que vai dar certo?

— É a única chance! — eu estava tremendo de cansaço. — Vou avisar o Percy. Jogue a água para o meio do acampamento.

E corri.

Quando voltei para o campo de batalha, vi que o chalé de Hera e Deméter estavam destruídos. Os campistas haviam recuado. Alguns cercaram um gigante e começaram a atingi-lo nas pernas, com as espadas. Ele desabou.

— Percy! — chamei-o.

Ele estava lutando lado a lado com Annabeth contra uma duzia de mulheres-serpentes. Um semideus inimigo me viu, e correu em minha direção.

Meu ombro estava ardendo de dor, mas eu tinha que me concentrar na luta. Ergui minha espada pronto para acerta-lo em seu capacete, mas o cara se agachou e fez um corte em minha coxa. Eu gemi, mas não fiquei parado. Nossas espadas se chocaram, e eu lhe dei um chute em sua barriga. Ele me olhou com puro ódio, e rápido como um raio, me deu uma rasteira. Eu caí de costas, batendo minha cabeça no chão. Fiquei atordoado. De repente ele estava em cima de mim, com o joelho em minha garganta. Eu me engasgava tentando me livrar.

— Não é tão rápido como eu pensei que fosse. — debochou ele. — Aproveite, e veja pela ultima vez o seu acampamento.

Eu estava desesperado para fazer alguma coisa. Não podia simplesmente morrer. O cara ergueu a espada e disse:

— Adeus!

E abaixou a lâmina. Mas eu consegui segurar o braço dele no exato momento em que a espada ia atravessar o meu rosto. A ponta da espada ficou a centímetros dos meus olhos. Ele forçava a espada para baixo, mas eu segurava-lhe o braço. Minha mão tremia. Ele colocou o rosto perto do meu e sussurrou:

— Não vai escapar. Qual o seu ultimo desejo?

Eu olhei para ele e respondi:

— Que você fique com a cara molhada de cuspe.

Reuni toda a saliva que estava em minha boca, e cuspi bem no rosto do miserável. Ele gritou, enojado, e por um momento tirou o joelho de cima da minha garganta. Aproveitei, e dei-lhe um soco em sua barriga. Levantei-me rapidamente, e recuei alguns passos.

— Obrigado! Meu desejo se realizou — falei.

Ele veio para cima, mas joguei minha espada com toda a força em sua direção e... Não era minha intenção fazer isso, mas a espada o acertou na garganta e a atravessou. O garoto caiu no chão. O sangue se derramou pela terra e a cabeça dele veio parar perto dos meus pés.

— Ah, deuses! — eu gritei, e saí correndo.

Nesse momento, o céu escureceu-se ainda mais. Nuvens de tempestade surgiram acima de nós, e um vento forte começou a soprar pelo o acampamento.

— O que é isssso? — perguntou uma dracaenae.

Eu tinha certeza absoluta de que era Israel quem estava fazendo isso. Raios cortavam o céu negro, e um trovão ecoou.

— Saiam! — eu alertava os campistas. — Saiam do meio! Fujam!

Os campistas começaram a correr. Os monstros uivaram e rugiram de alegria. Talvez pensassem que estávamos perdidos. Nesse momento um relâmpago brilhou, e raios caíram do céu e começaram a pulverizar cada monstro. Cães infernais correram, mas foram desintegrados. Peguei minha espada do chão.

— Percy!

Ele olhou para mim.

Foi quando a onda entrou rugindo para o meio do acampamento. Percy arregalou os olhos quando a viu. Ergui as mãos em direção a ela e me concentrei. Senti uma dor nas minhas entranhas, e a onda se desviou dos chalés e foi em direção aos monstros. A água os cercou, formando um circulo enorme em volta deles, os separando dos campistas.

— Santo Hefesto. — disse, impressionado um garoto.

Todo o exército de Cronos estava no meio de um muro enorme de água que se formara ao redor deles.

— O que é isso? — rugiu um Lestrigão.

— Não faço ideia. — murmurou um telquine.

— Acabem com esse muro. — grunhiu um Gigante.

— Raphael... como... — gaguejou Annabeth.

Meus braços tremiam de cansaço. Eu gemia de dor por causa do meu ombro que ardia. Então, decidi acabar logo com aquilo. Desejei que o muro de água caísse sobre o exercito inimigo, e assim foi feito. A água se fechou sobre os monstros. Percy viu que eu estava precisando de ajuda, e ergueu as mãos para a imensa bola de água. Israel evocou um raio, que atingiu a água bem no meio.

Eu sabia perfeitamente que eletricidade e água, juntas, não davam um bom resultado.

Depois de alguns minutos, Percy e eu nos cansamos, e nos desconcentramos. A água se derramou por toda a parte. Eu caí de cara no chão, me sentindo trêmulo. Minha cabeça doía bastante. Quando olhei para cima, não vi nenhum sinal do exercito do senhor Titã.

Silencio total. Os campistas olharam para mim, pasmos. Mas depois começaram a gritar e a dar vivas. Eles me pegaram e me colocaram nos ombros, mesmo eu estando trêmulo, e me jogavam para cima e para baixo, gritando meu nome.

Eu corei. Me senti um pouco desconfortável por que eu não fiz aquilo tudo sozinho. E também me sentia feliz por essa guerra ter acabado. E me sentia mais feliz ainda, por que pela primeira vez, me senti em casa de verdade.

Notas finais
Iai, gostaram? deixe um comentario. ;)