E Se Fosse Verdade?

12 Capitulo 12 - Dor


Notas iniciais
Eeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeh! finalmente o Nyah voltou, meu deus to muito feliz *u*, então vo postar esse capitulo imediatamente ... vamos ao capitulo o/

Abro meus olhos. Primeiro, tudo não passa de um borrão, mas alguns segundos são o suficiente para que eu consiga ver tudo com mais clareza. Levo minhas mãos à cabeça gemendo. Tudo parece estupidamente mais doloroso em meu corpo; cada milimetro chega a doer a cada segundo mais. Forço meu tórax para cima ficando sentando. Agora posso ver mais claramente. Estou numa cela. Vejo Bunny sentado à beira das grossas grades de ferro; seu focinho rosado se move rapidamente de um lado para o outro e concluo que ele está pensando numa maneira de sair daqui. Mas por que não os túneis? Minha resposta vem a seguir, observando suas longas orelhas mais felpudas, o focinha mais rosado, os dentes mais estreitos. Bunny está ficando fofo, e Bunny nunca é fofo! Ele não pode usar seus buracos por que não consegue mais fazê-los, está mais fraco. Poucas crianças acreditam nele agora.

Vejo Norte, grade como é, sentado em um banquinho, as mãos cruzadas apoiando o queixo enquanto ele encara os próprios pés, talvez imitando – ou ajudando– Bunny a encontrar uma maneira de nos tirar daqui. Fada também está aqui; está no chão para a minha surpresa; na ponta dos pés como uma bailarina, suas asas pendem foscas e caídas em suas costas e ela caminha – sem nunca sair da ponta dos pés –de um extremo a outro da cela, sem saber o que fazer. Cupido também está aqui, em um canto, congelado, com a mesma expressão que o vi pela ultima vez. Mas minha mente só diz algo: Onde está o Sandy? Pigarreio puxando minha voz de volta dos mortos.

– Pessoal...– Chamo, ainda um pouco rouco. Fada se vira para mim e como se eu fosse a pessoa mais importante do mundo, salta em minha direção passando os braços ao redor do meu pescoço tirando todo meu ar.

– Harry!– Diz animadamente.– Eu fiquei tão assustada!– Confessa.– Cheguei a pensar no pior! Que bom que está bem...– Ele se afasta de mim passando a mão carinhosamente por meu rosto. Como de habito, entreabriu meus lábios analisando meus dentes.

– É... Bom te... Ver... Também... Fada!– Tento dizer com sua mão dentro de minha boca. Ela se afasta ainda sorrindo. Puxo o ar novamente me lembrando do que iria falar antes de quase ser sufocado por uma guardiã incrivelmente animada que pode deixar de existir a qualquer momento.– Eu estou bem... Bem melhor que vocês, eu vejo.– Fada suspira pesadamente tocando as próprias asas.– Onde está o Sandy?–Que não seja a resposta que estou pensando. Que não seja a resposta que estou pensando. Que não seja a resposta que estou pensando. Que não seja a resposta que estou pensando!

Fada suspirou pesadamente.

– Bem... O Breu, ele...– Gaguejou. Seus lábios se converteram num biquinho.

– Breu se aproveitou que estávamos congelados e...– Norte começou, mas foi interrompido.

– E o transformou em pesadelos...– Bunny completa. Ele está olhando pra mim agora.

Imagino, diferente deles uma forma de trazê-los de volta, mas não há uma maneira. Estamos no esconderijo de Breu, e eu estou com medo. Não! Estou apavorado! As crianças não acreditam mais nos guardiões e eles podem deixar de existir a qualquer momento, Sandy virou poeira de pesadelo e Jack... Bem, Jack não é mais Jack.

Me lembro do par de orbes absurdamente negros, cintilando em minha direção e de repente estou com frio por que posso senti-lo me congelando. Congelando meus braços, pernas, e corpo. Estou gangrenando. Me encolho de frio, pensando que deitar e chorar durante o pouco tempo que me resta não parece assim uma ideia tão ruim. Ergo a cabeça e posso vê-lo, está bufando e trotando em minha direção, um grande pesadelo de olhos vermelhos. Ele está aqui por que pode sentir meu medo, por que sabe que não consigo enfrentá-los. Penso em chorar e me encolho mais. Posso sentir sua respiração pesada sobre mim.

Breu o transformou em poeira de pesadelo.Breu o transformou em poeira de pesadelo. Breu o transformou em poeira de pesadelo. Breu o transformou em poeira de pesadelo. Breu o transformou em poeira de pesadelo. SANDY!

Estico o corpo, com o restante de minha coragem e o agarro. O pesadelo se contorce em meus braços, balançando-se violentamente de um lado para o outro.

Seja homem pelo menos uma vez nessa vida, Harry! Não o deixe escapar!

Continuo agarrado ao pesadelo e só o solto quando vejo pó dos sonhos no chão. Sandy está de volta. Volto a me encolher. Devia estar melhor, feliz, mas ainda estou apavorado. Sinto as mãos de Sandy em minha nuca, ele está fraco, mas ainda é o velho Sandy. Posso ver Jack em minha mente, omeu Jack. Com olhos cor de gelo, com um sorriso, como sempre foi.Meu Jack.

Sorrio para Sandy e o vejo sorrir em retorno. Estamos nos agradecendo. Ele não sabe o bem que me fez. E talvez eu não saiba o bem que o fiz.

– Sandy!– Vejo fada passar os braços ao redor dele de forma apertada.– Você voltou!

– Mas, ora, vejam...– Está frio de novo. Muito frio. Posso vê-lo através das grades. Posso vê-lo dentro das grades. Breu está em todo lugar.– As coisas estão muito animadas por aqui...– Vejo-o por fim. Depois das grades, com sua expressão habitual, seu ceticismo habitual. Jack está logo atrás, posso ver seus olhos cintilando negros em minha direção. Ele não está de volta e talvez nunca volte, tento me convencer em vão.– Sandman, meu velho inimigo, que surpresa mais desagradável.– Vejo Sandy o encarar e os mais variados símbolos se formarem sobre sua cabeça. Palavras e palavrões que nenhuma criança imaginaria que Sandy diria. Breu riu, parecia mais forte do que nunca.

– Breu...– Nego com a cabeça, vendo que agora tenho sua atenção.– Por que não desiste logo?! Eu sei, você sabe, todos nós sabemos... Se nos últimos milênios você perdeu, vai perder hoje também...

– Ah... Nosso querido humano, Harry...– Diz cético.– Para alguém que há alguns minutos estava semimorto, você fala demais... E sempre as coisas erradas...– Ergo uma sobrancelha.– Terei que mudar isso. Com um movimento de mãos, sinto meu corpo colidir contra uma parede e quando crio coragem para abrir meus olhos vejo poeira de pesadelo, para todos os lados; um muro daquilo me cercando.

– Harry! – Posso ouvir fada distante do outro lado do muro; ela gritava, mas ali dentro, ainda era baixo. Tusso, uma, duas vezes até meu ar voltar aos pulmões.

– É só isso?! – Provoco. Já chega, Harry! Vamos morrer aqui!, minha consciência grita, mas a outra parte me dá tapas na cara e ordena que eu não seja um maldito covarde que vai se render por medo. Sinto mais socos contra meu estômago e rosto, mas Breu continua em silêncio, me observando; os dedos movendo-se lentamente, dando vida e movimento a poeira de pesadelo que me espanca contra a parede.– Vai ter que fazer bem mais, Breu... Não me impressionou. Com essa força, ninguém nunca vai acreditar em você...– Mais socos. Posso ver Jack, em meus poucos seegundos de olhos abertos. Seus olhos, mudam freneticamente de cor, no negro para o gelo, do gelo para o negro e em seguida repetindo o primeiro ato.– Você está ficando velho, Breu... Só está me fazendo cócegas!– Digo.

– Já chega, seu moleque!– Breu ergue os braços. Uma longa lança pontuda se vira em minha direção.The end. O ato final.– Adeus, Harry.– Diz estranhamente simpático, antes de lançá-la em minha direção.

– Harry, não!– Parecem milhares de vozes, mas são apenas quatro.

Fada.

Norte.

Bunny.

Jack.

Notas finais
Espero que tenham gostado Historia Betada por B1tch Ps: Eu comecei uma outra historia, mas é poemas sintan-se livres para lerem