E Se Fosse Verdade?

13 Capitulo 13 - Retorno


Notas iniciais
Desculpem a demora D: Acho que foi de uma semana, mas não teve como postar antes esperto que gostem desse capitulo :3

~Jack's POV~

Sou um fraco! É isso o que sou! O que mais quero agora é me mover. Pegar esse maldito cajado e congelar Breu para sempre. Mas eu não posso, não consigo. Sou um fraco! Me sinto horrível ao tentar retomar meu corpo, ao querer ajudá-lo e não poder. É tudo o que quero. Não suporto. Não posso. Não aguento mais. Não posso mais vê-lo ser espancado por Breu enquanto eu só assisto! Eu preciso ajudá-lo!Meu Harry...

– Já chega! – A voz de Breu era um eco em minha mente. Eu não conseguia deixar de encará-lo; fraco, ensanguentado, todo roxo. Mas que droga, harry! Pare com isso!, é o que quero dizer, mas não posso. Não tenho mais controle sobre mim. Sinto que Breu está mais irritado que nunca e sei que agora é o fim e de alguma forma muito dolorosa para mim, o encaro-o. Posso ver a longo e afiada lança de poeira de pesadelo apontada para Harry. – Adeus, Harry.

– Harry, não!– Sinto minha voz rasgar minha garganta e me vejo jogado ao chão com os braços esticados em sua direção.

A lâmina cortou o ar rapidamente em direção a Harry. Eu ainda não tinha controle sobre minhas pernas, não poderia ajudá-lo e Harry... Ele mal conseguia falar, quem dirá escapar de uma lança a essa velocidade. Continuo tentando debilmente me mover em sua direção, mas nada acontece. Vejo a lança negra atravessá-lo, sem cerimônias, bem no peito. Silêncio. Não há som nenhum senão o som das gotas do sangue espesso de Harry pingando no chão; ele, lentamente, leva uma mão ao peito, agora aberto, e tosse. Sangue. Puro sangue. Sangue escorrendo por sua camisa e pingando no chão. Sangue saindo de seus lábios de forma violenta. Está morrendo. Harry cai de joelhos sem tirar as mãos do peito e volta a tossir sangue. Continuo o encarando e posso vê-lo voltar os olhos em minha direção. Um único segundo é o que tenho para me lembrar de que o amo e em seguida, vejo-o capotar, inconsciente na poça de seu próprio sangue no chão.

Agora, me sentia novamente totalmente controlado. Meus músculos eram meus novamente. Engulo em seco e dou um passo adiante. Harry. Outro e caio de joelhos em frente a seu corpo inconsciente. Puxo-o em minha direção, sua cabeça sobre meu colo e posso sentir a neve cair contra minha pele. Está nevando no esconderijo de Breu. Afundo meu rosto em seu peito aberto, chorando. Grito. Eu sei que não vai adiantar, mas é tudo o que posso fazer. Grito novamente. Aperto-o contra mim. Mais um não. Eu não posso perder mais um. Meu cerne.

– Jack... Venha.– Olho-o. O rosto impassível enquanto me encara. Grito novamente esticando um braço debilmente em sua direção.– Veja o que fizemos juntos, Jack. Agora acreditam em nós!– Argumentou. Grito novamente. Agora, sou puro ódio. Não sei quem sou, não sei quem mais está entre nós. Só há Breu e eu e eu tenho certeza, que mesmo Breu sendo um imortal, eu vou matá-lo. Vejo o chão vibrar sob ele e um longo e afiado fio de gelo surgir. E Breu está ferido, no mesmo lugar que Harry. Isso não é o suficiente. Mais, ele precisa sofrer mais.

– Jack!– Tudo é apenas um eco em minha mente, mas sei que essa voz é real. É Fada!– Já chega, Jack.– Posso sentir suas mãos em meus ombros.– Isso não vai resolver nada, Jack.– Diz.– Ainda podemos salvá-lo.– Com isso, sou jogado de volta a realidade. Harry, meu Harry, ainda pode ser salvo.– Não quer salvá-lo, Jack?!

Com essas palavras retomei o controle sobre meu ódio e deixei Breu sobre uma grande camada de neve e gelo, me voltei para Harry e os outros Guardiões, estalei os dedos e descongelei o Cupido, ele voltou um pouco confuso, mas depois que viu a situação de Harry ele foi direto para o corpo imóvel do tal, e de seu cinto ele retirou uma poção com uma etiqueta de cruz de derramou no machucado de Harry

–Essa poção vai curar um pouco os machucados externos e vai estancar o sangramento, mas só poderei fazer mais por ele em minha casa. – disse o Cupido depois de analisar Harry

–Impressionante, alem de cupido e alquimista você ainda é um medico – disse Bunny para tentar aliviar o clima, afinal Harry não corria mais risco de vida, não muito. – Deixando as brincadeiras de lado – Disse ele depois de perceber que sua tentativa de aliviar o clima havia falhado. – Eu, Sandy e Fada ainda estamos fracos para fazer tuneis ou voar longas distancias e acredito que Norte não tem nenhum globo com ele. Cupido e Jack terão que levar Harry até la e depois nos encontraremos.

– Eu o levo. – Disse pegando-o cuidadosamente como se fosse um bebê.

–Jack. – Chamou cupido depois de um tempo de viagem em silencio.

–Sim?– Respondi sem tirar meus olhos de Harry.

–Eu não crio o amor, Jack. Crio uma paixonite. Envolvo duas pessoas que podem ou não dar certo, elas escolhem se querem ou não ficar juntas. São os momentos que criam o amor. Mas mesmo que eu pudesse, eu não poderia, em hipótese alguma, criar algo tão forte quanto o que vocês têm. Ele estava disposto a morrer para te salvar. Isso não foi obra mim. Foi obra de vocês.Ele te ama, Jack.

– Eu sei. Eu também o amo.– Esse foi o fim dessa conversa. Não houveram mais palavras até o fim da viagem.

Já em nosso destino, deitei Harry delicadamente sobre uma maca apontada por Cupido. Pude vê-lo, então, numa fração de segundos, voar de um lado para o outro com infinidades de frascos com substâncias coloridas e logo em seguida, despejá-los num grande caldeirão.

– Jack, retire-se.– Ergui meus olhos o encarando descrente.– E quando os outros chegarem, peça para que não incomodem.

– O que?! Mas...– Já tinha uma resposta irritada na ponta da língua, mas o encarei. Estava sério, sabia o que estava fazendo. Assenti e caminhei para fora.

Os outros chegaram depois de um longo tempo esperando sozinho, mas isso não foi tranquilizante. Tudo o que fiz foi repetir o que Cupido havia dito. Quantos minutos, horas, dias estávamos naquele silêncio agozante esperando Cupido aparecer e dizer o que tinha para dizer? Ele apareceu. Encharcado de suor e arfante. Abri a boca, mas ele foi mais rápido.

– Pode entrar, Jack. – Murmurou, rouco. – Ele vai ficar bem.

Apenas concordei com a cabeça e fui para a sala, Harry estava deitado na maca, inconsciente. Me sentei em uma cadeira que estava do lado da maca e encarei seus lábios, eles formavam um fraco sorriso. Obrigado, Sandy, por lhe dar bons sonhos. Os fios negros sobre sua cabeça estavam bagunçados, levei uma mão acariciando e arrumando-os, escorreguei a mão por seu rosto e pude ver seus olhos tremularem e em seguida se abrirem. Tão negros quanto os cabelos. Harry era lindo.

–Oi – Disse ele com um sorriso idiota estampado no rosto. – Tudo bem?

– Tudo bem?– Jogo explodindo.– Olhe para seu peito e me diga se está tudo bem!– Grito.– Como pode me perguntar se está tudo bem, Harry? Você quase morreu, seu idiota!– Grito.– Você quase morreu por minha causa! Eu te machuquei, machuquei os outros e tudo o que você faz é tentar se sacrificar por mim? Seu idiota!

– Me desculpe.– Encolheu-se assustado.

– Você ainda se desculpa! – Levo minhas mãos ao seu rosto colando nossas testas.– Você é mesmo um idiota.– Repeti.– Não precisa se desculpar, Harry. Eu machuquei você e os outros guardiões, eu deixei Breu machucar vocês. Fazer isso foi a melhor coisa que alguém fez por mim.

– Eu te amo.– Sussurrou.

– Eu também te amo, idiota.

Notas finais
Espero que tenham gostado e não se esqueçam de comentar :D