E Se... Eu e você... 2
9 Capítulo 9
Notas iniciais
Eu sei, deveria ter postado antes, afinal, o/ eu recebi uma recomendação... o/ uhuuuuuuuuuu....
Capítulo dedicado especialmente para a 'Tsubaki' pela linda recomendação, eu simplesmente amei... 0_________0
Tenho quase certeza q vou ler um monte de reviews de leitores me xingando, após lerem esse capítulo, mas ele é necessário, portanto desculpe decepcionar vcs que não gostam de drama... Lembrem-se que todo romance que se preze, tem que ter um bom drama, caso contrário, a história fica chata e monótona, isso sem falar que quando tem conflitos em um romance, o felizes para sempre é muito mais prazeroso. ;D
Gostaria de agradecer a todos que deixaram reviews... vcs são uns amores (só espero que não virem leitores fantasmas de novo... u.u).
Boa leitura.
"Lamentar uma dor passada no presente, é criar outra dor e sofrer novamente." (Willian Shakespeare)
–- A minha mãe se foi Ian, ela e o meu pai nos deixaram há quase três anos. – Lucas dizia entre lágrimas.
–- Não, não, não... A minha irmã não – Ian balançava a cabeça. – Você está mentindo. Por que está fazendo isso comigo? Por quê? Por quê? –Praticamente gritava. -- O que foi que eu te fiz para estar me torturando desse jeito? – Ian estava muito agitado e o Lucas sabia que isso não era nada bom.
–- Fique calmo Ian, ficar agitado desse jeito não é nada bom para você. – Dizia o Lucas, enquanto tentava se levantar. Ainda sentia as pernas fracas.
–- Não chega perto de mim. – Ian gritou no momento em que o sobrinho tentou tocá-lo, numa tentativa de acalmá-lo.
–- Ian... – Aquela reação do namorado deixava o garoto ainda mais triste. Nunca imaginou que fosse presenciar algo daquele tipo, nunca imaginou que o grande amor da sua vida iria afastá-lo, fosse rejeitá-lo daquela maneira.
Os aparelhos que estavam conectados ao Ian começaram a apitar sem parar e uma enfermeira entrou praticamente correndo dentro do quarto, foi até onde o Ian estava deitado e tentou acalmá-lo, mas ele se debatia e gritava que queria falar com os irmãos e que queria o garoto longe dele, deixando o menor ainda mais arrasado.
–- Tira ele daqui... TIRA. – Gritava sem parar. – Onde estão o Dan e a Bia? Eu quero os meus irmãos, eu quero vê-los... Por favor... Traga-os para mim... Por favor... – As últimas palavras eram regadas de dor e saiam misturadas a soluços e lágrimas.
–- Calma... Está tudo bem... Eu vou chamar o seu irmão, está bem, agora fique calmo. – A enfermeira falava gentilmente, tentando acalmá-lo, mas sem muito sucesso. – E você, é melhor sair. Ele precisa se acalmar e a sua presença o está deixando muito agitado.
Lucas olhou pela última vez para o namorado. – Eu vou falar com o meu tio para vir vê-lo. – Disse e depois saiu. Os olhos completamente embaçados pelas lágrimas que insistiam em cair.
–- Obrigada! – Respondeu a enfermeira.
Ian ainda estava muito agitado. A enfermeira tentava acalmá-lo, dizendo que ia ficar tudo bem, mas ele continuava chorando sem parar e chamando pelos irmãos. Precisava vê-los, precisava ter certeza que o garoto estava mentindo e que a sua querida irmã estava viva. Não queria e não podia acreditar que ela não estava mais ali para ajudá-lo quando ele mais precisava dela, do seu carinho e do seu amor. Ela era tudo para ele. Podia agüentar tudo, desde a perda da memória até mesmo ficar o resto da vida em uma cadeira de rodas, mas perder a sua irmã era uma coisa diferente, nunca não estaria preparado para isso. Não iria suportar tal dor.
A Bia era muito mais que uma simples irmã, ela era praticamente a sua mãe, na verdade, ela era a sua segunda mãe... O criou e educou... Ela o transformou no homem que ele é hoje. Não podia simplesmente tê-lo abandonado assim. Ela não faria isso com ele. Ela havia prometido que nunca iria abandoná-lo, ela havia prometido isso no dia em que os seus pais morreram, os deixando órfãos. Ela não quebraria essa promessa, ela nunca havia quebrado nenhuma promessa feita a ele e não seria justo essa que ela iria quebrar.
–- Ian? – Daniel chamou pelo irmão, correndo até ele e o abraçando forte. – Como é bom vê-lo acordado.
–- Onde está a Bia Dan? Eu quero vê-la... Eu preciso dela, preciso dos carinhos dela... Por favor, chame-a para mim. Por favor. -- Implorou ao irmão.
–- Ian fique calmo, está bem... Ficar agitado assim não vai te ajudar em nada. Vai ficar tudo bem, apenas fique calmo.
–- Eu quero a minha irmã... Porque você não a chama? Por quê? E porque aquele garoto disse que ela morreu? Porque vocês estão fazendo isso comigo? Eu sou o seu irmão mais novo Daniel, deveria me proteger e não me torturar assim.
–- Estamos tentando protegê-lo Ian, mas para isso você precisa se acalmar. Por favor, apenas fique calmo e eu te conto tudo que você quiser saber. Eu prometo. – Daniel dizia de maneira calma, tentando acalmar o irmão, pois segundo os médicos, ele não poderia ficar muito agitado, pois poderia aumentar a Pressão Intra Craniana e a sua Pressão Arterial e isso não seria nada bom para o seu quadro clínico.
Ian tentou acalmar-se, mas estava difícil, estava se sentindo sufocado, como se uma pedra de uma tonelada estivesse sobre o seu tronco.
–- Onde está a Bia Dan? Me fale, por favor.
–- Ian... Olha, por que você não descansa um pouco e mais tarde nos conversamos.
Daniel tentava fugir da pergunta do irmão. Ainda não conseguia acreditar que o irmão mais novo havia perdido a memória. “Isso não é justo.” Dizia para si mesmo mentalmente.
–- Eu não quero descansar, eu quero a minha irmã perto mim. Ela está em São Paulo?
–- Não Ian, ela não está em São Paulo... Quer dizer, ela está e não está, entende?
Daniel definitivamente não sabia como dar essa notícia ao irmão, pois ele sabia que agora era diferente. Quando ele teve que dar a notícia ao Ian sobre o falecimento da irmã, logo após tudo acontecer, foi muito mais fácil do que agora. Antes o Ian estava bem e poderia agüentar o baque que seria a notícia da morte da irmã, mas agora, agora ele estava tão frágil, não apenas fisicamente, mas principalmente psicologicamente, isso estava bem óbvio para qualquer um perceber. O Ian nem de longe se parecia com aquele homem forte e determinado que o Daniel ajudou a criar.
–- Não, eu não entendo. Por favor, me explique. – Pediu com lágrimas nos olhos.
O irmão mais velho sabia que ele havia entendido, apenas não queria acreditar.
–- O que eu quero dizer é que... O Lucas não mentiu para você Ian. A nossa irmã, ela... Ela não está mais entre a gente, ela deve estar perto de Deus nesse momento, nos protegendo de onde quer que ela esteja.
–- Não. Eu não acredito em você. – Ele negava com a cabeça.
–- Ian...
–- É MENTIRA. – Gritou – É mentira. – Falou com a Voz um pouco mais baixa. – Ela não está morta... Ela prometeu que nunca iria nos abandonar, lembra? Quando os nossos pais morreram, ela nos prometeu que estaria sempre ao nosso lado... Ela prometeu Dan... Ela não quebraria uma promessa dessas, você sabe que não.
–- Eu tenho certeza que ela continua ao nosso lado Ian, onde quer que ela esteja. Ela nunca irá nos deixar, a Bia continua nos protegendo.
–- Isso não é justo. Porque Deus está me castigando assim? O que foi que eu fiz de tão ruim para ele estar fazendo isso comigo? Ele está tirando de mim tudo de mais importante que eu tenho. Tirou a minha irmã, a minha memória e os movimentos das minhas pernas. O que mais ele vai tirar agora?
–- Você ainda tem a mim, a Carla, as crianças e ao Lucas que te ama mais que tudo nesse mundo.
–- Aquele garoto... Ele disse que... Disse que é o filho da Bia. Isso é verdade?
–- Sim.
–- Qual é a idade dele e... Porque ele disse que era o meu Lucas?
–- Ele tem 18 anos, faz 19 em menos de seis meses e... Ele e você, bem, vocês tinham um relacionamento.
–- O que você quer dizer com tinham um relacionamento. – Perguntou ainda entre lágrimas.
–- Eu quero dizer que vocês eram namorados.
–- O que? Não. Isso é... É algum tipo de piada sem graça?
–- Não Ian.
–- Como você permitiu uma loucura dessas? Eu não posso ter tido um relacionamento com o meu próprio sobrinho, é errado.
–- Eu tentei proibir, mas vocês dois quase se mataram após ficarem separados, você foi o que mais besteiras fez, se não fosse a Jane, há essa hora você estaria morto.
–- Quem é Jane?
–- Um anjo que cuidou de você no período em que morou nos EUA.
–- Eu morei nos EUA?
–- Sim. Algo em torno de um ano e meio.
–- Eu não acredito que morei nos EUA e o que é pior, eu não acredito que não lembro de nada dos últimos quatro anos
–- Ian...
–- Eu e ele ficamos juntos por quanto tempo? – Perguntou, sem conseguir pronunciar o nome do sobrinho.
–- Algo em torno de dois anos e meio.
–- E a gente...? – Ele não precisou completar a pergunta, Daniel sabia muito bem o que o irmão queria saber.
–- Sim. – Foi tudo que o mais velho disse.
–- Deus, a Bia deve estar me odiando nesse momento. – Disse e logo em seguida sentiu uma dor lhe atingir o coração, fazendo mais lágrimas brotarem nos seus olhos.
–- No começo eu também pensava assim, mas depois eu percebi que o sentimento que envolvia vocês era muito mais que fogo de palha, muito mais que uma simples paixão. Era amor, amor de verdade. A prova disso foi que mesmo ficando um ano e meio separados, ainda assim, o amor de vocês permaneceu, ou melhor dizendo, ficou ainda mais forte. Então, se a Bia antes era contra, com toda a certeza, agora, ela deve estar querendo vê-los felizes. Isso é o mais importante.
–- Eu não acreditei nele... -- Disse de cabeça baixa. – Eu fui grosso com ele e ainda o coloquei para fora do quarto.
–- Ele está sofrendo Ian. Durante todos esses dias que você permaneceu em coma, ele não saiu daqui um dia sequer e em todas as oportunidades que tinha, ele vinha vê-lo, falar com você, te dar carinho. Aquele garoto te ama de verdade e a maneira como você o tratou, o machucou mais do que qualquer outra coisa.
–- Eu sei, mas como você queria que eu reagisse? Eu não sabia quem ele era e ainda por cima, ele veio dizendo um monte de coisas que eu poderia jurar que era mentira.
–- Você deveria falar com ele. Talvez ele não esteja sofrendo tanto quanto você, afinal, o trauma que ele sofreu foi apenas emocional, mas ainda assim, não deve ser nada fácil ser rejeitado pela pessoa que ama.
–- Eu sei que tenho que falar com ele, mas eu não tenho condições agora. Não dá, desculpe. Eu... Eu só quero ficar sozinho e chorar.
–- Ok! Eu vou deixar você sozinho. Por favor, não faça nenhuma besteira. Você é tudo que aquele garoto mais ama nesse mundo. Se você morrer, eu não quero nem pensar no que ele pode fazer.
Daniel disse antes de dar um beijo na testa do irmão e sair.
Notas finais
Eu sei que vcs odiaram e estão querendo a minha cabeça, mas lembrem-se que todo romance tem confusão e muitas lágrimas... u.u
Espero o review de vcs... e como eu disse no capítulo anterior, se tiver bastante reviews e e/ou recomendação, capítulo em tempo record... u.u kkkkk
bjooooooooooooos
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