E Se... Eu e você... 2
28 Capítulo 28
Notas iniciais
Por favor não me matem... juro que a culpa dessa vez não foi minha... Eu viajei de férias para visitar os meus avós na Bahia e no sítio deles não tinha sinal de nenhum operadora de celular, quanto mais de internet e quando eu finalmente voltei para casa percebi que a porcaria do vivo 3G não estava encontrando rede, resumindo, estou a 3 dias tentando postar o novo capítulo e não consigo... sniff...
Gostaria de agradecer a todos q deixaram reviews... vcs são uns amores...
Capítulo dedicado a 'Linkbill' pela recomendação... eu adorei... tbm agradeço pela sinceridade, é muito bom saber que mudou de opinião e q gosta tanto da minha maneira de escrever... =)
Tbm quero dedicar ao 'Daniel' que faz niver nesse mês. PARABÉNS!!!!!
Boa leitura e desculpe caso tenha algum erro ortográfico.
- Lucas, tem certeza de que quer fazer isso? – Perguntou o Daniel. Estava preocupado com o sobrinho, pois desde que saiu do apartamento do Ian e foi morar em sua casa, o garoto estava triste e jogado pelos cantos da casa.
- Tenho certeza tio, é o melhor para mim e para o Ian.
- Mas Lucas...
- Sem mais, tio. Eu já tomei a minha decisão.
- Pelo menos fale com o Ian antes, diga a ele os seus planos.
- Não, ainda não... É melhor assim. Acredite em mim.
- Ele não vai nos perdoar quando descobrir que você foi morar do outro lado do oceano e ninguém o avisou.
- Eu não posso ficar aqui vendo o Ian casado com aquela mulher. Eu preciso me afastar dele para que possamos esquecer um do outro e, preciso me afastar daquela vagabunda, ou eu juro que arranco aquela cabeça horrorosa daquele corpo ridículo.
- Mas ele tem o direito de saber. É a vida dele também. Vocês se amam Lucas. – A Carla tentou argumentar, mas o garoto estava irredutível.
- Eu já tomei a minha decisão e nada do que vocês disserem irá me fazer mudar de ideia.
Lucas sabia que o Ian iria ficar magoado no momento em que descobrisse sobre a sua mudança para a Europa, mas naquele momento ele não podia ficar pensando nos sentimentos do Ian, não quando os seus próprios estavam em pedaços.
- Eu realmente preciso fazer isso tia. Preciso de um tempo longe do Ian. Preciso tirá-lo da minha cabeça e do meu coração. – Fechou os olhos, tentando afastar a dor que resolveu o acompanhar desde que rompeu o seu relacionamento com o Ian. — A partir de agora eu tenho que olhá-lo e ver apenas o meu tio e não o homem que me fez conhecer o amor.
- Lucas...
- Eu vou dar uma volta... Preciso pensar um pouco.
- Se for chegar tarde ligue para avisar. – Pediu a Carla.
- Ok!
Lucas estava deitado na areia ouvindo o barulho das ondas e sentindo o vento gelado batendo em seu rosto e jogando os seus cabelos insistentemente em seus olhos, mas ele não se importava, nada naquele momento lhe importava, a não ser a dor em seu peito. Estava com saudades do Ian.
Ouviu passos na areia e virou a cabeça na direção do som. Observou o amigo chegando com um sorriso tímido no rosto e sentar-se ao seu lado.
- Oi. – Pedro o cumprimentou.
- Oi. Como me achou aqui?
- Hum... Eu fui até a casa dos seus tios e eles falaram que você havia dito que iria dar uma volta para pensar, então não foi muito difícil de imaginar onde você poderia estar.
- Hã! Entendi.
- Sobre o que você queria pensar? Sobre o Ian, ou sobre essa ideia maluca de se mudar para a Europa?
- Não começa você também Pedro, já basta os meus tios me enchendo a paciência com esse assunto. Eu já tomei a minha decisão e nada do que você disser irá me fazer mudar de opinião. Ok!?
- Você não percebe que isso é loucura?! Não pode se mudar para o outro lado do oceano só porque aquela vadia resolveu dar um golpe baixo e roubar o homem que você ama.
- Pedro...
- Vocês passaram por tantas coisas para poderem ficar juntos e agora você vai simplesmente desistir? Depois de finalmente conseguir convencer o seu tio a aceitar a relação de vocês, depois de tudo que aconteceu após o acidente do Ian, a perda da memória, o fato de ele lhe deixar e depois perceber a burrada que havia feito. Depois de tudo isso, como você pode simplesmente deixá-la vencer?
- Não há mais nada que eu possa fazer Pedro. Ela ganhou. Está esperando um filho dele. Eu nunca vou poder competir com isso.
- Como você pode ser tão inocente às vezes Lucas?! – Falou exasperado. — Existem milhares de formas de separá-los após o nascimento do bebê. Existem tantos recursos tecnológicos que podemos usar para provar para qualquer juiz que ela não quer essa criança.
- Acontece que até essa criança nascer, ela já terá conseguido o que tanto queria. Levar o Ian para a cama. Ela tem razão quando diz que ele não irá conseguir ficar muito tempo sem fazer sexo. Ele é uma verdadeira máquina do sexo, tem noites em que fazemos pelo menos três vezes antes de dormir. Ele é insaciável. – Completou envergonhado, o rosto pegando fogo.
- Tá legal. Chega, ok! Eu não estou interessado em saber quantas vezes vocês fazem sexo por noite. – Respondeu o loiro, a inveja o corroendo por dentro. Gostaria de estar no lugar do Ian.
- Desculpe.
- Tudo bem... Deixa pra lá. – O Pedro sabia que não deveria dar forças para o Lucas lutar pelo amor do Ian, mas era a única forma de manter o moreno de olhos verdes jade perto de si, caso contrário ele iria embora e provavelmente nunca mais iria vê-lo. – Apenas pense no que eu te disse, apenas pense no assunto.
- Não tem mais nada o que pensar Pedro. Já tomei a minha decisão.
- Então conte para ele sobre a viagem. Ele tem o direito de saber.
- Não sou mais o namorado dele. Não tenho a obrigação de lhe dizer o que pretendo fazer da minha vida. Já sou maior de idade e ele não é mais o meu tutor.
- Lucas, já pensou o quanto vai magoá-lo com essa atitude?
- Magoá-lo? MAGOÁ-LO? E EU? POR ACASO ACHA QUE EU NÃO ESTOU MAGOADO? – Levantou-se enquanto gritava e gesticulava com as mãos...Viu quando o loiro se encolheu onde estava sentado, assustado com o seu ataque e imediatamente se arrependeu por ter gritado com o amigo. Ele só queria ajudá-lo, mas o moreno estava tão triste, magoado e irritado com tudo que estava acontecendo que não foi capaz de perceber isso. – Desculpe... Eu... Eu não queria gritar e nem descontar as minhas frustrações em você... É só que... Está doendo tanto que eu não sei mais o que fazer para esquecê-lo. Eu só queria voltar no tempo e impedir que esse sentimento entrasse em meu coração. Foi um erro me apaixonar por ele, agora eu percebo isso.
- Ei, não fale assim. Amar é sempre certo, não importa quem o nosso coração escolha, às vezes ele faz péssimas escolhas, mas ainda assim, não existe nada melhor que o amor. – O loiro falava enquanto abraçava o moreno de olhos verdes.
- Você é o melhor amigo que eu poderia ter, sabia? Eu só queria ter me apaixonado por você ao invés dele... Minha vida teria sido muito mais fácil.
- Pois é, você preferiu aquele moreno horroroso a mim, agora aguenta. – O loiro falou em tom de brincadeira, numa tentativa de melhorar o humor do Lucas.
- Moreno horroroso? – Lucas perguntou com a sobrancelha erguida. “Como o Pedro pode achar o Ian horroroso, ele é um verdadeiro Deus grego?” Se perguntou o Lucas.
- Ok! Eu admito, ele e gato e gostoso, mas eu ainda prefiro você e acho que nós dois combinamos muito mais do que você e ele juntos. – Disse enquanto levantava as mãos em sinal de rendição, o que fez com que o Lucas acabasse dando um meio sorriso.
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- O que você quer aqui? – Ian perguntou entre dentes ao ver o loiro parado a sua porta.
- Porque ao invés de ficar me olhando com essa cara de quem vai assassinar alguém a qualquer momento, você simplesmente não me agradece por estar aqui nesse momento?
- E porque eu deveria agradecer ao homem que vem tentando roubar a pessoa que eu amo por estar parado a minha porta nesse momento?
- Porque graças a mim você terá a chance de impedi-lo de partir. – Disse o loiro com um sorriso presunçoso no rosto.
- Como assim, partir?
- Partir... Ir embora... Se mudar para outro país, em outro continente.
Ian ficou parado apenas olhando para o loiro estacionado na porta do seu apartamento. O que diabos aquele loiro estava falando, afinal de contas? Como assim o Lucas ia embora? Ele não faria isso, não iria embora sem se despedir. Ele não faria isso, não faria. Tentou convencer a si mesmo, mas por dentro ele sabia que era bem capaz do garoto fazer isso. Ele era impulsivo e sempre agia sem pensar. “Droga, ele não pode fazer isso comigo. Não pode simplesmente ir embora sem se despedir, não depois de tudo o que vivemos juntos. Eu tenho o direito de me despedir. Eu ainda tenho esse direito.” Disse para si mesmo.
- Ele não faria isso comigo... Ele não iria embora sem antes falar comigo... Ele não...
- Acorda Ian... Ele está indo embora para esquecê-lo. Acha mesmo que ele iria vir aqui contar a você que está partindo?
- Não, não, não, não... NÃO... – Ian parecia transtornado com a notícia de que o seu ex-namorado o estava deixando para sempre. Ele dava voltas pela sala do seu apartamento, as mãos bagunçando os cabelos castanhos, o deixando parecido com um ninho de passarinho. – Ele não faria isso comigo... Ele não faria isso.
- Ele já fez, Ian... E se você não for agora para o aeroporto, não vai consegui ver nem mesmo o avião decolando.
Ian o olhou assustado. Como assim? Ele já está partindo, mas tão rápido?
- O que?
- O avião dele vai decolar em exatos uma hora e trinta e dois minutos.
Ian sentiu-se como se tivesse recebido um soco na cara. Não era possível que algo do tipo estivesse acontecendo. Se fosse verdade a Jane ou a Maria teriam lhe contado, ou a Carla e o Daniel, no entanto ninguém lhe disse nada.
Justo quando estava pensando no assunto a Maria passou pela sala.
- Maria? Você sabia?
- Sabia do que Ian?
- Por favor, me diga que é mentira.
- O que é mentira, Ian? Não sei do que você está falando.
- Por favor, me diga que esse cara está mentindo e que o Lucas não está indo embora do Brasil.
- Eu não sei do que você está falando Ian.
Ian a olhou profundamente e a sinceridade que viu nos olhos da mulher a sua frente lhe dizia que ela estava falando a verdade.
- O tempo está correndo Ian... Você só tem mais uma hora e dezoito minutos.
O moreno de olhos verdes nem sequer o olhou nos olhos e muito menos lhe agradeceu. Naquele momento tudo que ele pensava era em uma maneira de chegar bem rápido ao aeroporto internacional do Rio de Janeiro. Pegou as chaves do carro e saiu o mais rápido que pôde do apartamento.
Ian correu até o seu carro, sendo acompanhado de perto pelo loiro.
Entraram no carro e praticamente voaram até o aeroporto, passando por alguns sinais vermelhos pelo caminho.
- Anda Ian, o tempo está correndo.
- Será que dá para você me deixar mais nervoso, acho que ainda não atingi o auge do meu nervosismo? – Ian disse com uma voz sarcástica.
- Só estou tentando ajudar.
- Mas não está ajudando nem um pouco.
- Ah! Desculpe por tentar ajudar. Por que ao invés de ficar me tratando com tanto grosseria, você simplesmente não agradece pela ajuda?!
Ian Parou o carro com tudo na primeira vaga que avistou no estacionamento.
- Ok! Você quer que eu lhe agradeça por me contar que o Lucas está me deixando. Tudo bem. Muito obrigada! Obrigada por me avisar que eu tenho menos de duas horas para impedir que a pessoa que eu mais amo nesse mundo está indo embora. Obrigada por me avisar que todo mundo sabia que ele estava partindo, menos a parte mais interessada. Eu! Obrigada, muito obrigada!
- Eu tentei fazê-lo mudar de ideia. Tentei convencê-lo, mas é claro que ele não me ouviu. Aquele garoto quando enfia uma coisa na cabeça é pior do que mula quando empaca.
Ian respirou fundo e fechou os olhos por alguns segundos, sabia que precisava se acalmar, mas ele tinha menos de quinze minutos para impedir o Lucas de entrar no avião e partir. Abriu novamente os olhos e olhou para o loiro parado à sua frente, sabia que estava sendo injusto com ele.
- Me desculpe. Você tem razão, eu deveria estar lhe agradecendo e não gritando com você ou lhe culpando pela partida do Lucas... Se existe um culpado aqui, esse alguém sou eu e não você. Obrigada por me avisar. Vou ficar lhe devendo uma.
- Tudo bem, deixa pra lá. Acho que entendo a raiva que você sente por minha pessoa.
- Que bom que entende, agora eu tenho que ir.
- Eu sei... É melhor correr.
- Sim...
Ao chegar dentro do aeroporto Ian procurou pelo ex-namorado por toda a parte, mas não o encontrou em parte alguma. Correu até o portão de embarque, mas foi impedido de passar pelo mesmo pelos seguranças. Correu para comprar uma passagem para poder entrar na sala de embarque e convencer o Lucas a não viajar, mas já era tarde demais, não havia mais tempo, o avião já ia decolar.
- Não, você não entende... Eu preciso conversar com uma pessoa que está dentro daquele avião... Eu preciso impedi-lo de ir embora. Por favor... Eu imploro.
- Eu sinto muito senhor. – Ouviu a atendente responder, mas ele já não a estava mais ouvindo.
Correu de volta ao portão de embarque e tentou passar pela segurança, mas foi contido mais uma vez.
- Eu preciso falar com ele... Por favor. – Gritava e tentava se soltar dos seguranças.
- Ian, pare com isso... Desse jeito você vai acabar sendo preso. – Pedro o segurava com força, tentando afastá-lo do portão de embarque. – Pare com isso.
- Leve o seu amigo daqui se não quiser que ele seja preso.
- Eu vou levá-lo. Obrigada!
Pedro dizia enquanto arrastava o moreno para longe do portão de embarque.
- Você não entende... Eu preciso falar com ele... Eu preciso impedi-lo de ir.
- Agora é tarde Ian. Ele já foi. O avião já decolou. Olhe.
Ian olhou para o céu e viu um avião enorme se afastando do aeroporto. Se deixou cair no chão do estacionamento e chorar. Ele havia partido. O Lucas, o seu Lucas o deixou sem nem ao menos se despedir. Simplesmente entrou no avião e foi embora. “Provavelmente nem olhou para trás.” Pensou Ian.
- Ele não podia ter feito isso comigo... Ele não podia. Eu tinha o direito de vê-lo pelo menos mais uma vez. Ele não podia ter me roubado esse direito. Não podia.
Pedro nunca imaginou que fosse sentir pena do homem diante de si, mas naquele momento ele sentia muita, muita pena mesmo do que havia sobrado do homem confiante e extrovertido que era o Ian. Era deprimente vê-lo jogado no chão daquele jeito e chorando por causa de um amor perdido. Pela primeira vez desde que ficou sabendo de toda a armação da Fernanda, o loiro sentiu ódio da mesma. Ela estava fazendo não apenas o seu amigo e amado Lucas sofrer como também estava fazendo um cara tão confiante e de bem com a vida feito o Ian chorar feito criança em um estacionamento público.
- Vamos, levante-se e vamos para casa. – Pegou as chaves do carro do moreno e abriu a porta, o colocando no banco do passageiro e em seguida sentou no banco do motorista, ligando o carro e saindo do estacionamento. Ian estava tão desolado com a partida do Lucas que nem mesmo se importou com o fato de o seu rival estar dirigindo o seu carro e cuidando de si.
Notas finais
Vou ficar aguardando os reviews de vcs e, se alguém recomendar eu prometo postar capítulo novo bem rápido (aproveitar q estou de férias... rs).
Se puderem, depois deem uma lida nas minhas outras fics:
Amar é...
Amizade Colorida...
Anjo Negro...
Beijos e até o próximo capítulo.
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