Notas iniciais
Oie meu povo...
Gostaria de pedir desculpas pela demora, eu recebi uma recomendação (uhuuuuuuuuuu o/), mas não cumpri o combinado de postar um capítulo bem rápido e sei que estou em dívida com vcs, mas é q eu andei meio sem criatividade devido alguns problemas pessoas e ainda por cima teve essa tragédia no sul... enfim, acabei não postando o capítulo antes.
Gostaria de agradecer a todos que deixaram reviews e dizer que vcs são os melhores leitores desse mundo... Também gostaria de dedicar esse capítulo a 'Melanya Desousa' pela linda recomendação, muito obrigada mesmo... E gostaria de pedir a todos que rezem pelas vítimas do sul e pelos seus familiares, graças a Deus eu nunca passei pelo que eles estão passando, mas imagino que deve ser a pior sensação desse mundo...
Boa leitura.

A Carla e o Daniel estavam assistindo TV com as crianças quando a campainha tocou. Ao abrirem a porta viu um furacão passar pela mesma.


– Vocês sabiam, não sabiam? – Perguntou furioso.



– Ian...


– Eu tinha o direito de saber. Como podem ter tido coragem de fazer isso comigo?

– Ian se acalme, por favor. – Daniel pediu ao irmão. – Meninas vão brincar no quarto de vocês porque a mamãe e eu precisamos conversar com o tio Ian.

– Mas pai... – Protestou a Luiza.

– Sem mas, precisamos conversar em particular com o tio de vocês.


Ian continuava olhando furioso para o irmão e a cunhada. Simplesmente não podia acreditar que eles tiveram coragem de esconder dele o fato da pessoa que ele mais amava no mundo estar se mudando para o outro lado do planeta.



– Porque fizeram isso comigo? Eu tinha o direito de saber que ele estava indo embora. – Perguntou novamente, assim que as sobrinhas saíram da sala.



– Sabemos disso Ian, mas essa era uma decisão do Lucas e não nossa. Não cabia a nós contar a você e sim a ele.


– Eu tinha o direito de saber.

– Eu sei disso, a Carla também sabe, mas o Lucas não nos deixou contar. Ele disse que seria melhor assim, sem despedidas, sem mais sofrimento. Você conhece aquele garoto melhor do que qualquer outra pessoa, ele consegue ser tão cabeça dura quanto você e quando enfia uma coisa na cabeça não há quem tire.

– Porque ele fez isso comigo? Me diz... Por quê?

– Ele só está cansado de sofrer por sua causa Ian. Desde que vocês se envolveram amorosamente, ele vive sofrendo, você vive sofrendo. Já parou para pensar que nesses três últimos anos vocês dois mais sofreram do que foram felizes?

– Mas cada minuto feliz que passamos juntos compensou cada dia de sofrimento. Essa relação pode ter trago sofrimento, mas eu nunca fui tão feliz como fui nos últimos meses em que fiquei com ele. Eu o amo tanto que chega a doer.

– Eu sei, qualquer um pode ver isso. – Daniel disse em um suspiro.

– Menos a vadia da Fernanda. – Respondeu a Carla com os dentes cerrados e um olhar mortal. – Eu definitivamente odeio aquela mulher.


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Era fim de tarde e todos os convidados aguardavam a noiva dentro de igreja. Ian queria uma cerimônia simples, apenas os noivos, o juiz e as testemunhas, mas a Fernanda bateu o pé e praticamente o obrigou a fazer uma cerimônia na igreja com direito a vestido de noiva branco e uma recepção para duzentas pessoas. Ela queria que todos soubessem que o Ian agora era seu.



– Será que você poderia pelo menos fingir que está feliz com o nosso casamento? – Perguntou ao se aproximar do noivo durante a cerimônia.



– Não, eu não posso. – Rebateu irritado.



Mais tarde, durante a recepção, o noivo continuava com cara de quem estava indo para a forca, qualquer um poderia perceber que ele gostaria de estar em qualquer lugar do planeta, menos na recepção do seu casamento. Era quase palpável a sua tristeza de tão exposta que estava.



– Estou com tanta pena do Ian. – A Jane disse enquanto bebia o sexto copo de champanhe. Ela queria ficar bêbada o mais rápido possível, só para não ter que ficar se remoendo de culpa por não ter conseguido afastar a Fernanda do Ian.



– Nem me fale, eu só não fui embora dessa maldita festa porque isso iria deixá-lo ainda mais deprimido, se é que é possível. – Respondeu a Carla.


– Por favor, alguém me tire daqui e me diga que isso tudo é um pesadelo e que logo vai acabar. – Ian pediu alguns minutos depois, sentando em uma cadeira próxima a cadeira da cunhada.

– Sinto muito cunhado, mas acho que você não vai se livrar desse pesadelo tão cedo.

– O Lucas ligou? – Perguntou pela milésima vez a cunhada.

– Eu sinto muito Ian. A última vez que ele ligou foi ontem pela manhã, mas não perguntou por você. Ele está determinado a esquecê-lo.

– Você acha que ele encontrou outra pessoa?

– Eu não sei Ian, ele não comentou nada.

– Você acha que ele já me esqueceu?

– Ian, tem apenas dois meses que o Lucas viajou, não acredito que tenha dado tempo para ele ter encontrado outro amor e se esquecido de você tão rápido. O amor de vocês é verdadeiro e quando um amor é tão profundo quanto o de vocês, não morre assim tão fácil, no máximo fica adormecido. – Respondeu a Jane.


Após a festa, assim que chegaram em casa, Ian foi direto para o quarto tomar um banho e trocar de roupa, deixando a Fernanda na porta esperando que ele a carregasse até a cama e lhe cobrisse de beijos, coisa que não aconteceu.



– Ei, volte aqui Ian. Não vai me levar até o nosso quarto? Onde está o seu romantismo, já não basta não termos lua de mel?



– Você tem duas pernas e pode muito bem vir andando até o quarto.



Assim que chegou ao quarto tomou um banho e dirigiu-se até a cama, estava cansado e queria dormir. Sentiu braços finos rodearem o seu tronco, as mãos pequenas tocando o seu tórax e abdome, o que irritou bastante o Ian que afastou as mãos atrevidas.



– Eu já disse que não vou ter relações sexuais com você enquanto eu não tiver certeza que o meu filho está em segurança.



– Ian, deixe de besteiras, eu sei que você também quer e eu estou aqui, linda, apesar dessa barriga que não para de crescer. Além do mais, falta apenas três meses para o bebê nascer, não vejo porque esperar o bebê nascer quando podemos começar a nos divertir hoje mesmo.


– Você vai dormir no antigo quarto do Lucas.

– Eu não vou dormir no antigo quarto do se ex-amante. Eu vou dormir aqui, em nossa cama. Está no contrato. Nele está escrito que a partir do momento em que nos casarmos, eu devo dormir no seu quarto, na sua cama.


Ian a olhou por um tempo e depois pegou o seu travesseiro e o travesseiro do Lucas, o travesseiro que ainda tinha o seu cheiro, juntou o edredom aos travesseiros e começou a sair do quarto, o que deixou a Fernanda possessa.



– O que você pensa que está fazendo? – Perguntou aos berros.



– Você tem razão. – Disse calmo. — O contrato diz que após o casamento você deve dormir no meu quarto, então nesse caso, eu vou para o antigo quarto do Lucas.



Disse antes de fechar a porta atrás de si e ir para o quarto que era do sobrinho, trancando a porta atrás de si. Sabia que não iria demorar muito e a Fernanda estaria tentando entrar no quarto para agarrá-lo.



– Ian, abre essa porta agora.



– Vá dormir Fernanda. Vá dormir e me deixa em paz.


– Eu só vou dormir quando você voltar para o nosso quarto.

– Esse aqui é o meu quarto de agora em diante.

– Eu não vou sair daqui enquanto você não abrir essa porta e vir dormir comigo.

– A coluna é sua, depois não reclama. – Ian lhe respondeu antes de deitar e ligar a TV, colocando um volume considerável só para não ter que ouvir a voz irritante da Fernanda, fechou os olhos e em pouco tempo já estava dormindo.


Os meses seguintes se arrastaram e por mais que tentasse não pensar tanto no garoto, não conseguia, ele dominava os seus pensamentos a cada hora do dia, aumentando cada vez mais a sua angústia. Precisava vê-lo ou pelo menos ouvir a sua voz. E pensar que faltava menos de um mês para o seu filho nascer.



– Eu a quero fora daqui. – Acordou dos seus devaneios assim que ouviu a voz da Fernanda.



– O que?


– Aquela Jane, eu a quero fora do nosso apartamento. Eu não a suporto, ela inferniza a minha vida a cada segundo que permanece nessa casa.

– Eu não vou mandá-la embora. Ela é uma das minhas melhores amigas e vai ficar aqui, como minha hospede.

– Não me interessa que ela seja a sua melhor amiga ou o papa, eu a quero longe do nosso apartamento e longe de você.

– E não me interessa que você não goste dela. Ela é como uma irmã pra mim e eu não vou mandá-la embora nem por você e nem por ninguém, mas se você estiver muito incomodada, pode arrumar as suas malas e ir embora. Fique a vontade. Eu te garanto que ninguém aqui vai ficar triste com a sua partida.


A Fernanda o olhou com ódio nos olhos.



– Por que você me trata tão mal Ian? Poxa, eu sempre te amei. Sempre cuidei de você. Sempre fiz tudo por você, mas você nunca deu valor. Eu vou te dar m filho Ian.



– Eu nunca lhe pedi nada disso, pelo contrário, tudo que eu sempre quis foi a sua amizade, mas isso era muito pouco pra você, não é mesmo? Você sempre quis mais e mais de mim, mesmo sabendo que o Lucas é o grande amor da minha vida.


– Não fala o nome daquela bichinha na minha frente. Eu o odeio.

– Não fala assim dele. – Ian gritou com a Fernanda, a prendendo contra a parede. – Lave essa sua boca nojenta antes de falar qualquer coisa do Lucas. – Disse e logo depois soltou a mulher.

– Eu vou te dar 24 horas para você escolher entre mim e o seu filho, ou essa vadia que você chama de amiga.


A Fernanda gritou antes de pegar a bolsa e sair batendo a porta atrás de si.



Ao sair do prédio em que morava com o Ian, avistou a Jane parada em uma barraquinha de cachorro quente, não pensou duas vezes, avançou o carro contra a ruiva que tanto lhe atormentava.



De dentro do apartamento o Ian pôde ouvir um barulho ensurdecedor e gritos de pessoas assustadas, correu até a janela e o que viu fez o seu corpo tremer violentamente.



A Jane estava caída no chão e sangrando enquanto do outro lado da rua dois carros haviam se chocado violentamente. Um dos carros estava capotado no meio da rua e o outro carro havia batido em um poste que encontrava caído sobre o mesmo.



Desceu o mais rápido que pôde enquanto ligava para o corpo de bombeiros. Perdeu o fôlego ao ver quem estava ao volante do carro que se encontrava embaixo do poste. A Fernanda estava presa nas ferragens e sangrava muito, imediatamente começou a chamá-la, pedindo que abrisse os olhos e olhasse para si, mas ela não respondeu, tentou sentir a sua pulsação e não conseguia senti-la. Ian sentiu o desespero tomar conta de si, não queria a Fernanda em sua vida, mas também não desejava a sua morte, ainda mais agora que estava carregando um filho seu na barriga.



– Por favor alguém me ajude, ela está grávida... Ela está grávida. – As pessoas à volta podiam ver o desespero em sua voz. – Vamos Fernanda, abra os olhos, eu sei que você consegue. Pelo amor de Deus, você precisa viver, você está grávida, lembra?



– Eu sinto muito senhor, mas ela já está morta. — disse o paramédico que havia acabado de chegar e estava verificando os sinais vitais da mulher. – Eu preciso que se afaste para que possamos retirá-la do veículo. Ainda precisamos tentar salvar o bebê.



Ian se afastou um pouco, eles precisavam agir rápido, caso quisesse salvar o seu filho. Olhou para o outro lado da rua e viu os bombeiros tentando fazer a Jane se sentar na maca. Foi até a amiga verificar como ela estava e deu graças a Deus ao perceber que ela estava bem o suficiente para brigar com o paramédico que tentava obrigá-la a deitar.



– Eu já disse que estou bem e o corte foi superficial, como vocês mesmo disseram.



– Mas a senhorita precisa fazer exames para termos certeza de que não teve nenhuma hemorragia interna, ou traumatismo craniano.



Ela ia abrir a boca para protestar novamente, mas o Ian a impediu e praticamente a obrigou a deitar na maldita maca e ir para o hospital.



– Assim que retirarem a Fernanda eu também irei.



– Vai ficar tudo bem Ian, ela e o bebê vão ficar bem.



Mas o Ian sabia que não ia, a Fernanda estava morta e as chances do seu filho morrer era de quase cem por cento, mas ele não disse isso à amiga, apenas deu um meio sorriso forçado e depois voltou para o carro onde a Fernanda continuava presa nas ferragens, sangrando e perdendo líquido amniótico.


Notas finais
Então, que acharam?
O capítulo não ficou grande coisa, mas eu espero conseguir fazer um final descente, mas como eu havia dito, eu ando com alguns problemas pessoais que tem me tirado o sono e a criatividade. =(
Gostaria de informar a quem quer que leia a Fic "Anjo Negro" que eu infelizmente vou parar de publicá-la e vou excluí-la da minha conta, pois ninguém tem dado o mínimo valor aos meus esforços, mesmo eu pedindo para deixar reviews, pois a opinião de todos é muito importante pra mim, para eu saber como devo conduzir a história.
Bem, é isso... até o próximo capítulo... a fic está acabando gente, deve ter no máximo mais dois capítulos. =(
Bjoooooos e boa semana para todos.