Notas iniciais
Eu sei, eu demorei um século para postar capítulo novo... mas eu estava sem tempo... tive prova a semana inteira... ç.ç
Não sei se vcs vão gostar desse capítulo... o.O Dei o meu melhor, mesmo estando cansada e tendo que acordar cedo amanhã para trabalhar, aqui estou eu, postando capítulo novo... espero que gostem.
Queria agradecer a todos que deixaram reviews e dizer que estou muito triste... por dois motivos: Primeiro pq quase ninguém tem deixado review, muita gente me abandonou.. Segundo, porque a minha banda favorita (Westlife) acabou, o seu último show foi no dia 23/06/12 e eu não estava lá, aliás, eu nunca tive a oportunidade de ir em um show deles... aaaaaaaaaahh
Boa leitura.

Mais um dia havia se passado desde o acidente do Ian e por mais que os médico dissessem que o Ian estava reagindo muito bem a operação, o garoto de olhos verdes tinha a impressão que os médicos o estavam enganando, pois o seu namorado não abria os olhos nunca, estava sempre com aquela aparência pálida, sem vida.

“Ele está reagindo muito bem, Lucas. Se continuar estável assim, amanhã iremos diminuir ainda mais a sua sedação, quem sabe amanhã você já não consiga vê-lo acordado.” Sinceramente, ele já estava de saco cheio de ouvir sempre a mesma resposta, estava ouvindo aquele discurso há cinco dias, precisava ouvir algo mais concreto, algo mais verdadeiro e não mentiras atrás de mentiras.


Resolveu passar a noite no hospital – mais uma vez – perto do namorado, por mais que não pudesse ficar no CTI ao seu lado, mas pelo menos estaria por perto, caso ele acordasse e precisasse de alguma coisa ou de alguém para conversar.


Acordou com uma voz familiar o chamando calmamente, enquanto balançava o seu braço, tentando despertá-lo.


–- Lucas, Lucas acorde.

–- Hum... O que foi tia? O Ian acordou? – perguntou ainda meio sonolento.

–- Não. Porque você não vai para casa descansar um pouco?! Quando o Ian acordar eu lhe aviso.

–- Não. Eu já disse que só saio daqui com ele.

–- Mas você precisa descansar. Tomar um banho de verdade e comer uma comida de verdade.

–- Eu tomo banho aqui no hospital e aqui também tem comida de verdade.


Carla o olhou com uma cara de quem dizia. “Tá, vou fingir que acredito.”


–- Tudo bem que o banheiro não é dos melhores e a comida é horrível, mas eu vou sobreviver.

–- Você não pode continuar assim Lucas, o Ian vai precisar de você quando acordar e se você ficar doente, como vai ajudá-lo?!

–- Eu vou ficar bem. – Foi tudo o que ele disse, antes de levantar-se e ir até o banheiro escovar os dentes.


No final do dia Lucas finalmente recebeu a notícia que tanto esperou. Os médicos haviam interrompido a sedação do Ian e ele poderia acordar a qualquer momento. Essa notícia o deixou em êxtase.


Alguns minutos depois, enquanto esperava o Ian acordar para finalmente poder olhar novamente nos olhos que tanto amava, Lucas teve uma surpresa nada agradável. O Pedro teve a brilhante idéia de ir até o hospital conversar com o menor, já que ele não atendia as suas ligações.


–- Lucas? – Chamou meio incerto.


Lucas estava conversando com os tios e ao ouvir alguém o chamando, virou-se para ver quem era. A sua expressão que antes estava um pouco mais relaxada, voltou a ficar sombria no momento em que viu quem estava parado perto de si, olhando-o profundamente.


–- O que você está fazendo aqui? – Perguntou, nitidamente irritado com a presença do loiro.

–- Eu fiquei sabendo do ocorrido e vim saber se você precisa de alguma coisa. Eu est...

–- Eu não preciso de nada que venha de você. – Falou ainda mais irritado. – Agora, por favor, vá embora. Nos deixe em paz. Você já fez demais. Acabou com a minha felicidade.

–- Lucas, me escuta...

–- Eu não tenho nada para escutar de você. Você queria que o Ian terminasse comigo e por isso me agarrou daquele jeito no estacionamento. Parabéns! Você conseguiu. Agora ele não apenas me odeia, como está entre a vida e a morte. Deve estar feliz, não é mesmo?!

–- Eu não queria que nada disso estivesse acontecendo, até mesmo porque eu sei o quanto esse cara é importante para você e...

–- Esse cara tem nome, se chama Ian e é a pessoa que eu mais amo nesse mundo.

–- Você já me disse isso. – Respondeu, com um olhar triste. -- Eu nunca desejei a morte dele, eu apenas queria que você percebesse o quanto eu o amo e te mereço muito mais do que ele.

–- Eu não vou nem lhe responder porque não vale a pena, mas apenas saiba de uma coisa. Eu nunca irei trocar o Ian por você e se algum dia eu fizer isso, podem me internar em uma clínica psiquiátrica, pois podem ter certeza que eu estou louco, completamente maluco.

–- Não deveria tratar as pessoas que te ama desse jeito. – Disse o loiro, com a voz um pouco trêmula.

–- Eu sempre trato bem as pessoas que me ama, a menos que elas armem alguma sujeira para cima de mim, para separar-me das pessoas que amo. Esse tipo de pessoa não recebe nada mais que o meu desprezo. – Ao dizer isso, o moreno de olhos verdes simplesmente virou as costas para o loiro e saiu, deixando todos de boca aberta, inclusive os tios que estavam próximos e escutaram toda a discussão.


Lucas foi até a cantina e comprou uma garrafa de água mineral, precisa se acalmar, ficar agitado daquele jeito não iria ajudar em nada o Ian, quando fosse vê-lo novamente.


Carla se aproximou do sobrinho, meio que sem saber como iniciar a conversa, pois ela havia percebido o quanto o sobrinho estava perturbado com a visita que tivera.


–- Lucas? Está tudo bem com você? – Perguntou baixo.

–- Sim, estou ótimo. – Falou educadamente, mas a sua voz saiu meio esganiçada.

–- Então aquele é o cara responsável pela briga que você e o Ian tiveram? – Lucas fez que sim com a cabeça, sem nada dizer. – Ele é um cara bonito, agora eu entendo porque o Ian ficou com tanto ciúmes. – Ela completou.

–- Ele não faz o meu tipo. – Foi tudo o que o menor conseguiu dizer, pois ainda estava irritado e não queria descontar a sua raiva na tia que só queria ajudá-lo.

–- Sabe, falar o que está sentindo, colocar para fora esse sentimento que está o corroendo por dentro, pode fazer muito bem para você.

–- Eu estou bem tia, apenas não quero falar sobre aquele idiota. Eu pensei que ele fosse meu amigo, mas na primeira oportunidade que ele teve, ele armou um plano ridículo e eu caí feito um patinho. Agora o Ian está dentro de um CTI, lutando pela vida e eu estou aqui, morrendo de medo de perdê-lo. Isso é tão injusto. – Ele olhou para mulher parada ao seu lado e completou. – Eu juro que não fiz nada de errado, o meu único erro foi achar que o Pedro era um cara legal e que era meu amigo, mas tudo que ele queria era uma oportunidade de mandar o Ian para fora da minha vida e ocupar o seu lugar. Eu o odeio por isso.

–- Você tem que aprender a perdoar as pessoas Lucas. Aquele cara parece te amar de verdade. – O garoto ia protestar, mas a mulher simplesmente o impediu. – Me deixe terminar, por favor... – Pediu e logo após continuou. – O que ele fez foi errado, é claro que foi, mas ele apenas estava lutando pelo amor da vida dele com as armas que tinha. Vai me dizer que você não faria o mesmo pelo Ian?!


Lucas não respondeu nada porque era óbvio que ele faria tudo que estivesse ao seu alcance para ter o Ian só para si, mas antes de qualquer coisa, ele iria pensar na felicidade do Ian e só depois na sua própria felicidade.


–- Quando estamos apaixonados não pensamos direito Lucas, e por esse motivo, as vezes enfiamos os pés pelas mãos, ou seja, fazemos todo tipo de idiotice achando que estamos fazendo o certo, mas quando percebemos o nosso erro, já é tarde demais.

–- Eu não quero falar com ele, estou irritado com ele e com muito medo de perder o Ian. Depois eu penso o que vou fazer com aquele idiota.

–- Pense bem, pense que um dia você já esteve no lugar dele, quando o Ian estava saindo com a Fernanda. Não se esqueça disso.

–- Eu não vou me esquecer.


A mulher lhe deu um sorriso gentil e em seguida virou-se em direção a saída da cantina do hospital.


–- Tia!

–- Oi?

–- Obrigado! Por tudo.


Carla lhe deu um sorriso e saiu logo após lhe dizer que estava ali justamente para isso, para lhe ajudar em tudo que precisasse, afinal, agora ele havia se tornado o seu filho mais velho, o filho homem que ela não pode dar ao marido, já que as suas duas primeiras gestações foram de grande risco tanto para ela, quanto para as suas filhas e por esse motivo, ela fora obrigada a fazer uma cirurgia de ligadura das tubas uterinas, mesmo a contra gosto.


Há muito já havia passado o horário do jantar quando o Lucas finalmente teve permissão para entrar no quarto do Ian, o mesmo ainda se encontrava dormindo, mas pelo menos já haviam cessado completamente a sedação e ele poderia acordar a qualquer momento, isso sem falar que agora ele usava apenas a ventilação mecânica não invasiva, com um cateter nasal e não mais a ventilação mecânica invasiva com o tubo orotraqueal.


Lucas estava fazendo carinho nos cabelos do Ian com uma das mãos e olhando a fisionomia serena do namorado, quando do nada sentiu os dedos do mesmo mexendo-se levemente entre os seus dedos. Nesse momento ele sentiu o seu coração bater mais forte e a sua respiração ficar ofegante. “Ele está acordando.” Era tudo o que ele conseguia pensar naquele momento.


Os seus olhos seguiram a extensão do corpo do namorado até chegar às mãos entrelaçadas dos dois, parando por alguns segundos o seu olhar nas mãos de ambos que no momento se encontrava totalmente encaixadas uma na outra... Logo após o seu olhar voltou para a face do namorado e ao se deparar com um par de olhos verdes lhe olhando como se ele fosse alguma espécie nova e rara de alga marinha, Lucas sentiu-se como se o seu coração fosse sair pela boca e em seguida sair quicando pelo quarto.


Era os olhos mais lindos que ele já havia visto na vida e, naquele momento, parecia que eles estavam ainda mais perfeitos. Lucas deu um sorriso para o namorado e limpou a garganta para ter certeza que ainda sabia como soltar algum tipo de som.


–- Oi! – Foi tudo o que ele conseguiu proferir.

–- Oi! – Ian disse, ele parecia meio assustado e desconfiado. – Que lugar é esse? – Perguntou, mesmo sabendo que lugar era aquele, ele estava se sentindo confuso e não sabia o porquê de estar em um quarto de hospital e com tantos aparelhos barulhentos perto da sua cabeça.

–- Você está em um hospital Ian. Não se lembra do que aconteceu? – Perguntou o menor, a sua voz saindo um pouco rouca, devido à emoção.


Ele fez que não com a cabeça.


–- Porque estou aqui? E porque eu não consigo sentir as minhas pernas? – Perguntou, agora um pouco nervoso, aquilo estava realmente o assustando.

–- Você... Você não consegue sentir as suas pernas? – Lucas perguntou, a sua voz agora saiu um pouco trêmula.

–- O que está acontecendo? Por que estou nesse lugar e, porque não consigo sentir minhas pernas? Me responda, por favor... – Agora o desespero já era quase palpável na voz e na expressão do mais velho.

–- Você sofreu um acidente Ian, passou quase uma semana em coma induzido e na ventilação mecânica.

–- O que? Como assim? Eu não sofri nenhum acidente. Eu iria me lembrar caso tivesse sofrido algum acidente.

–- Ian...

–- Tudo que eu me lembro é de ter chegado em casa às cinco da manhã, depois de ter saído com uns amigos para uma balada.

–- Ian. Você não foi em nenhuma balada com amigos nos últimos dias. – Lucas lhe respondeu, as lágrimas ameaçando cair.

–- É claro que eu fui. Aliás, quem é você e como sabe o meu nome? – Perguntou o mais velho.


Nesse momento o garoto sentiu o seu mundo desabar. Parecia que a terra havia aberto um buraco bem embaixo dos seus pés e quanto mais ele tentasse se agarrar a alguma coisa, mas rápido ele era sugado para baixo.


–- Eu sou o Lucas... O seu Lucas, lembra? – Disse com lágrimas nos olhos.

–- Desculpe, mas eu não conheço ninguém com esse nome, quer dizer, eu até conheço, o meu sobrinho se chama Lucas, mas ele deve ter algo em torno de quatorze ou quinze anos e você já deve estar com pelo menos dezoito.


Ao ouvir essas palavras do mais velho, Lucas sentiu as suas pernas virarem gelatinas e cederem, caindo de joelhos no chão. O seu coração doía tanto e os soluços que rompiam pela sua garganta era tão alto que era possível ouvir até mesmo no corredor.


–- Ei! O que você tem garoto? Está tudo bem? – O mais velho perguntou com um tom de preocupação na voz.

–- Eu... Eu sou... Sou o seu sobrinho... – O menor respondeu entre soluços.

–- Não, isso é impossível. O meu sobrinho mal entrou na adolescência e você com toda certeza já saiu dela. -- Ian respondeu ainda mais agitado, aquilo não poderia estar acontecendo com ele. – Só pode ser um pesadelo meu Deus. – Disse o mais velho.

–- Por favor Ian... Por favor... Diga que você está brincando comigo... Diga que você está fazendo isso porque está com raiva de mim... Por favor... – Falava entre lágrimas.

–- Eu não sei do que você está falando. Onde estão os meus irmãos? Eu quero ver a Bia e o Daniel. Onde eles estão?


Lucas apenas chorava, por mais que ele quisesse se levantar, ele não conseguia, era como se todas as suas forças tivessem sido sugadas. Naquele momento ele sentiu que havia perdido o Ian para sempre e isso doía muito, muito mais do que ele poderia imaginar.



Notas finais
Então, o que acharam???
Estão todos querendo me matar né, eu sei... mas não precisam fazer isso, o Mark Feehily e cia (lê-se Westlife) já fizeram isso... ç.ç
Por favor, deixem reviews, pois o próximo capítulo só vai ser postado depois que tiver pelo menos 15 reviews e/ou recomendações... eu sei, isso é chantagem, mas eu to deprimida e preciso de algo para me dar inspiração, além do mais, essa fic tem leitores o suficiente para receber pelo menos 85 reviews por capítulo (se todos deixassem reviews), mas não recebe nem 15 reviews por capítulo e isso é desestimulante... Por favor não me odeiem por estar fazendo isso... please... ç.ç
Beijooooos!