Notas iniciais
Oieee!
Desculpem a demora em postar capítulo novo, eu sei que eu havia prometido postar no fim de semana passado, mas eu realmente não tive tempo e, para completar, ontem quando eu estava terminando o capítulo, o meu netbook deu um problema e eu acabei perdendo quase a metade do capítulo que estava salvo... Resumindo, estou usando um pc emprestado para terminar o capítulo e postar para vcs... espero que gostem pois eu tirei forças só Deus sabe de onde para escrevê-lo... pois passei o dia todo com dores musculares e muita dor de cabeça... ç.ç
Gostaria de agradecer a todos que deixaram reviews e.ou recomendaram...
Boa leitura.

Ian estava mais uma vez tentando ler o livro de Fisiologia que tanto gostava, mas simplesmente não conseguia, a todo momento os seus pensamentos voavam até um certo par de olhos verdes, o seu corpo se arrepiava por completo toda vez que lembrava do beijo roubado pelo sobrinho... Lembrar dos toques, do sabor do beijo, da pele quente e do cheiro delicioso e único, a voz ofegante do sobrinho perto do seu ouvido, lhe dizendo que o ama... Só em lembrar já ficava excitado... Não queria sentir aquelas sensações por causa do seu sobrinho, mas simplesmente não conseguia evitar, era mais forte que ele.


Após um bom tempo tentando se concentrar no livro, sem sucesso, Ian ouviu alguém batendo na porta... O seu coração deu um salto ao passar pela sua cabeça a hipótese de ser o Lucas parado do outro lado da sua porta, querendo entrar. Tentou regularizar a respiração antes de mandar quem quer que fosse, entrar.


– Olha o que eu preparei para você. – A Maria disse enquanto entrava no quarto e colocava a bandeja na cama, perto do Ian.

– Obrigada Maria. – Ian não sabia se se sentia aliviado por não ser o Lucas, ou decepcionado.


Ao contrário dos outros dias em que a Maria sempre trazia o seu lanche, perguntava como ele estava e logo depois voltava para a cozinha, dessa vez ela sentou-se na borda da cama e perguntou como o Ian estava, e o que havia acontecido com o Lucas, para ele sair tão cedo e sem tomar café da manhã.


Ian contou o que havia acontecido e aguardou o comentário da amiga, mas não obteve resposta.


– Não vai dizer nada?

– O que você quer que eu diga Ian?

– Eu não sei, apenas diga a sua opinião. O que você teria feito no meu lugar?

– Bem, isso iria depender...

– Depender do que?

– Depender do que eu estaria sentindo. — Respondeu a mulher. — O que você sentiu quando o Lucas o beijou e, o mais importante, o que você sente por ele?

– Eu não sei muito bem...

– Não sabe, ou tem medo da resposta?

– Ele é meu sobrinho, Maria.

– Eu sei que ele é seu sobrinho, aliás, você também sabia disso quando se envolveu romanticamente com ele, mas mesmo assim foi em frente, lutou pelo que sentia pelo Lucas.

– Eu não quero cometer o mesmo erro duas vezes.

– E o que você pretende fazer com esse sentimento que está crescendo dentro de você?

– Eu não sei do que você está falando. — Respondeu o Ian.

– Sim, você sabe muito bem de que sentimento eu estou falando.

– Só porque eu gostei do beijo dele, não quer dizer que eu esteja me apaixonando por ele.

– Sabe Ian, você entende melhor o corpo humano do que eu, mas não precisa ser um gênio para perceber que mais uma vez você está se apaixonando pelo Lucas.

– Não, eu não estou.

– Está sim. — Ian ia abrir a boca para rebater, mas foi interrompido pela Maria. — Você pode mentir para o Lucas, para o seu irmão, para a Jane e para a Carla, você pode tentar enganar até a mim, mas não poderá mentir para si mesmo por muito tempo.

– Não viaja Maria. Eu não estou mentindo nem para você e nem para ninguém. O que eu sinto pelo Lucas é amor que um tio sente pelo seu sobrinho.

– Sabe o que é pior em tudo isso? Você realmente acredita nisso, ou quer acreditar que o que sente pelo Lucas é apenas amor fraternal, mas não é, Ian. O que você sente por ele é muito mais forte do que você imagina.

– O Lucas é como um filho para mim.

– Pais e filhos não se beijam como você disse que se beijaram... Um pai não deseja um filho da maneira como você disse que desejou o Lucas, durante o beijo.

– O fato de eu ter ficado excitado não quer dizer nada. Eu estou há um bom tempo sem ficar com ninguém, é natural que eu fique excitado quando alguém me beija da maneira como ele me beijou e principalmente quando essa pessoa senta no meu colo e ficar roçando o traseiro nas minhas partes íntimas.

– Faça o que achar certo, mas depois não vá dizer que eu não avisei.

– Não sou mais criança, Maria.

– Eu sei disso, mas às vezes você me faz esquecer desse fato, principalmente quando resolve agir feito um idiota

– Obrigado, pela parte que toca.


Maria não respondeu, mas acabou sorrindo disfarçadamente.


Algumas horas depois o Ian procurou pelo Lucas em seu quarto, mas o mesmo não se encontrava e por isso foi até a cozinha perguntar para a Maria.


– Onde está o Lucas?

– Ele ainda não voltou, mas ligou para avisar que ia tomar um banho de mar e depois ia ao cinema com um amigo. Ah! Ele também disse ia passar a noite na casa do Daniel.

– Que amigo?

– Não sei, ele não quis falar o nome.

– Provavelmente ele vai se encontrar com aquele loiro de farmácia. — Falou com a voz um pouco alterada, enquanto dirigia-se até o telefone.


Ian pegou o telefone e ligou para uma pessoa que até onde ele se lembrava, era louca para ficar com ele.


A Maria saiu da cozinha e foi para a área de lazer, não queria ficar no mesmo cômodo que o Ian, ouvindo ele falar com a mulher que ela tanto detestava.


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Lucas tentou ficar o mais longe possível do Ian e, por esse motivo aceitou o convite do Pedro para assistirem um filme que ele tanto queria ver. Havia marcado com o Pedro 11:30h no shopping, por isso resolver passar na praia antes de encontrar-se com o loiro.


O dia parecia não ter fim... Passou horas na praia e depois encontrou-se com o loiro e almoçaram juntos. Após o almoço, foram direto para o cinema.


Às vezes, durante o filme, o Lucas sentia a mão do loiro roçando na sua, afastava a sua mão, mas pouco tempo depois a mão voltava a tocá-lo e acariciá-lo. Por sorte o filme logo acabou e o loiro não tentou nada mais ousado. Não queria brigar com o Pedro também.


Após saírem do cinema, o Lucas foi diretamente para a casa do tio, não estava a fim de encarar o Ian, não precisava e não queria vê-lo olhando-o com cara de pena. Ao chegar à casa do Daniel, foi recebido por dois vultos de cabelos castanhos que pulou sobre si, não lhe dando a menor chance de se preparar para o impacto, resultado, os três caíram no chão e, por sorte ele ficou por baixo das meninas, caso contrário, elas poderiam ter se machucado.


– Estávamos com saudades. – reclamou a Marcela, sendo acompanhada pelo Luiza.

– Desculpe. Eu tenho andado com alguns problemas, mas prometo que tentarei ficar mais próximo de vocês.


Levou um tempinho até o Lucas convencer as primas de que não iria mais ficar tanto tempo sem ir visitá-las. Foi arrastado até o quarto de ambas e passou a maior parte do tempo sendo obrigado a brincar de boneca com as duas.


Quando finalmente conseguiu se livrar do posto de pai das bonecas das primas, Lucas voltou para o apartamento do Ian. Sendo recebido pela Jane.


– Boa noite. – Cumprimentou o garoto.

– Boa noite Lucas. – Respondeu à ruiva. – O Ian estava procurando por você. É melhor você ir falar com ele assim que puder.

– Ele está dormindo ou estudando? – Perguntou o garoto.

– Eu não sei, desde que cheguei ele está no quarto, foi a Maria quem passou o recado.

– Eu vou falar com ele.

– Espere. Talvez seja melhor vocês conversarem mais tarde. Ele deve estar dormindo, pois o quarto está bem silencioso. – A ruiva tentou impeli-lo, mas o garoto sempre foi esperto e percebeu que algo havia acontecido.

– É impressão minha ou você está tentando me impedir de ir falar com o Ian.

– Eu? É claro que não, apenas acho que você deveria primeiro tomar um banho e depois, quando o Ian já estiver acordado e você de banho tomado, aí sim, vocês conversam direitinho.


Lucas pensou em fazer exatamente o oposto do que ela havia falado e, ir de uma vez falar com o Ian e ver o que estava acontecendo, mas a chegada de uma pessoa na sala, usando apenas a camisa do Ian, a camisa que ele havia dado ao Ian como presente de aniversário, ao ver quem estava parado à sua frente, Lucas simplesmente congelou onde estava.


– O que você está fazendo aqui?

– O que você acha?

– Eu acho que você é muito cara de pau. Como tem coragem de aparecer aqui, depois de ter sido desprezada pelo Ian, do jeito que foi? – O moreno fez questão de jogar na cara da mulher. – Aliás, porque você está usando a camisa que eu dei para o Ian?

– Para começo de conversa, eu estou aqui porque o Ian me convidou. Acho que ele cansou de brincar de casinha com você e resolveu ter um relacionamento sério com uma mulher de verdade e não com um viadinho qualquer, que é capaz de qualquer coisa para dar para o próprio tio.

– Sua vagabunda... Não sabe do que está falando. – Lucas só não partiu para cima da mulher e a estrangulou porque a Jane o segurou.

– Acalme-se Lucas. – A ruiva tentava acalmá-lo. – Não caia na provocação dessa mulher. Não vê que é exatamente isso que ela está querendo. É a desculpa perfeita para afastá-lo ainda mais do Ian. – A Jane disse enquanto olhava com desprezo para a mulher que permanecia parado na entrada da sala, usando apenas a camisa do Ian.

– Bem, é melhor eu ir logo beber a minha água de depois voltar para o quarto porque o Ian deve estar sentindo a minha falta.

– Ele não te ama e nunca irá amá-la. – Lucas gritou enquanto observava a mulher entrar na cozinha.


Assim que conseguiu se livrar da Jane, o garoto foi até o quarto que antes dividia com o Ian e, sentiu o seu mundo desabar quando entrou e o viu deitado na cama, totalmente nu e dormindo tranquilamente. Sentiu o seu coração doer, uma dor tão forte que ele teve a impressão que não iria conseguir respirar nunca mais.


“Como ele pode ter tido a coragem de transar com a vaca da Fernanda em nossa cama?” Era a pergunta que não saia da sua cabeça. Ele poderia aceitar qualquer mulher, menos ela. “Ela não. Isso é um pesadelo que vai acabar assim que eu respirar bem fundo e abrir os olhos.”. Tentava se convencer, mas a prova do crime estava bem na sua frente. O Ian continuava dormindo tranquilamente e a Fernanda voltou e deitou no lugar que antes ele ocupava. Sendo abraçada automaticamente pelo Ian, ficando de conchinha, exatamente do mesmo jeito que o Ian fazia consigo.


Deu meia volta e foi até o seu quarto, arrumou todas as suas coisas em algumas malas e foi para a casa do tio mais velho. A Jane até tentou impedi-lo, mas nada e nem ninguém iria conseguir tal feito, ele não iria continuar na mesma casa que aquela mulher.


– Não faz isso Lucas. Fique aqui e lute pelo Ian. Ele ainda te ama, vai por mim.

– Ele fez a escolha dele, Jane. Eu cansei de insistir por algo que já foi pré-determinado. Essa guerra eu perdi.

– Não. Você pode ter perdido uma batalha, mas não a guerra. – Falou a ruiva.


Lucas foi embora mesmo com os protestos da Jane. Nada e nem ninguém iria conseguir convencê-lo do contrário.


Notas finais
Então, o que acharam???
Desculpe o capítulo ruim e os erros ortográficos, mas eu realmente estou com sono e morta de cansaço... ç.ç
Espero os reviews de vcs, inclusive dos leitores fantasmas...
bjoooooooooos e até o próximo capítulo.