E Se...
4 Capítulo 4
Notas iniciais
“Alô, Dean? Sou eu Castiel.”
“Cass? O Dean saiu, aqui é o Sam”.
Castiel ficou aliviado por ouvir a voz do Winchester mais novo, não que não quisesse falar com o outro, mas depois da surra que deu no caçador o anjo ficou com receio de ele ainda estar com raiva.
“Sam? É ótimo falar com você, eu queria lhe pedir um favor”
“Um favor? Cass o que está acontecendo? Dean me contou que você quase o matou e depois sumiu com a Placa dos Anjos”.
“É complicado Sam, eu estava sendo controlado, o que não vem ao caso agora”.
Do outro lado da linha Sam não estava convencido, não era tão ligado ao amigo quanto o Dean, mas percebeu que ele não estava mentindo, era quase impossível mentir para Sam.
“Tudo bem pode continuar”
“Lembra da cabana daquele seu amigo caçador?” Castiel fez uma pequena pausa para se lembrar do nome“Rufus se não me engano”
“Sei, ficamos lá por um tempo depois que Rufus morreu”
“Você acha que é um lugar seguro para... se esconder?” Cass se esforçava para não parecer que precisava de ajuda, os rapazes já tinham muitos problemas para resolver
“Sim é um bom lugar, mas se você precisa de ajuda por que não vem com a gente?” Sam tentava convencer o amigo.
“Não precisa vocês já tem problemas demais, eu tenho que resolver meus problemas sozinhos. Sei que você entende Sam”.
“Tem razão” Sam concordou com o anjo
“Obrigado, amigo” Castiel deu um leve sorriso.
“Sem problemas, Time do livre arbítrio!“ Sam disse brincando.
“Time do que?” disse Cass confuso.
“Esquece palhaçada do Dean”
Castiel soltou uma pequena risada “Time do livre Arbítrio” pensou “legal”
Eles iam desligar o telefone, mas um segundo antes Sam se lembrou de algo que talvez interessasse o anjo.
“Ah! Cass! Já ia esquecendo” Sam disse rápido.
“Diga” Ele falou
“Sabe... quando você fugiu, Meg lutou com Crowley enquanto corríamos, mas ela não conseguiu se salvar e... acabou morrendo” Sam não sabia o que esperar do anjo até que o amigo disse.
“Ah! Que pena ela era...” Cass deu uma pequena pausa para pensar no que dizer “legal?”.
Castiel não sabia como reagir. Nunca pensou que Sam ou Dean se importariam com ele se Meg morresse, o anjo achava que para os rapazes ela era só mais uma aberração do inferno.
“Eu só achei que você gostaria de saber, vocês pareciam bem próximos...” Sam disse.
“Eu tinha uma dívida com ela, por Meg ter ficado comigo no hospital psiquiátrico” mentiu.
Cass percebeu que Sam segurou o riso
“Você fez uma poesia pra ela, minha cuidadora tão lind...”
“Eu estava louco falo!” O anjo disse quase gritando interrompendo o caçador que acabou soltando uma gargalhada.

Quando ele terminou de rir, Castiel ouviu a voz de Dean ao fundo.
“Sammy, eu trouxe torta!”
“Vou ter que desligar, tchau Cass” disse Sam rápido.
“Tchau” falou ele antes de Sam desligar o telefone
O anjo estava pronto para ir para a cabana do Rufus, mas algo o deteve. Depois de conversa sobre a Meg com Sam ele começou a pensar se ela não estava em perigo, e ao mesmo tempo ele não entendia por que estava preocupado com isso. E mesmo um pouco contra a si mesmo ele “voou” a procura de Meg pela cidade.
....
Meg resolveu voltar para o hotel, tinha alugado o quarto por cinco dias poderia aproveitar a vontade, bom... Pelo menos até ficar entediada e quiser matar os funcionários. Ela se voltou para o espelho que ficava na parede do quarto, estava com a blusa cheia de respingos de sangue da sua luta com a vampira Jeanne.
“Até que ficou legal” pensou enquanto se olhava no espelho ”Obrigada Jeanne, você me serviu para alguma coisa”.
A demônio andou em direção ao banheiro se despiu e foi tomar banho, enquanto a água morna do chuveiro batia em seu rosto ela pensava no que iria fazer. Ela poderia fazer o que quisesse desde atormentar a vida de alguns mortais insignificantes até tentar atormentar a vida do Crowley, o que ela faria com muito prazer, mas com tantos seguidores do Rei do Inferno por ai seria muito difícil.
Ela saiu do banheiro enrolada em uma toalha e parou na porta observando o quarto e por alguns segundos ela se lembrou do último dia que passou ali com Castiel.
Flashback
“Sabe quantas regras eu vou quebrar se fizer isso?” ele disse arfando.
“Eu não ligo” ela disse puxando-o mais para perto de si
Fim do flashback
Meg não percebeu, mas estava sorrindo com a lembrança, ele estava tão tímido que chegava a ser engraçado e mesmo que não admitisse ela gostaria que o anjo ainda estivesse ali. A demônio se vestiu com suas roupas habituais, a jaqueta de couro preto, calça jeans e a sua blusa roxa. Quando terminou ela sentiu que algo em baixo da cama refletia em seu olho, ela se ajoelhou e pegou o objeto.
“A lâmina celestial do Castiel” pensou intrigada “Deve ter caído quando ele tirou o sobretudo”
Ela se levantou ainda segurando a lâmina
“Ah, Clarence” falou “Você deveria cuidar melhor das suas coisas”.
Meg então prendeu a lâmina na jaqueta e saiu do quarto com o seu típico olhar malicioso atrás de diversão.
....
Já passava de meia noite quando Meg viu o demônio. Ela havia roubado uma moto que estava estacionada em frente ao hotel, uma Harley Davidson preta com detalhes laranja, então rodou pela cidade por umas duas horas, parando em bares, matando alguns idiotas e irritando os motoristas no trânsito. Quando se cansou ela decidiu sair da cidade, Seattle já a estava deixando enjoada foi quando resolveu pegar um atalho por um beco e viu uma cena que chamou sua atenção. Um demônio espancava nada mais nada menos que Crowley na parede, mas antes que Meg entendesse a cena o demônio falou.
“Acha mesmo que me engana babaca, volta ao normal seu merda”.
E três segundo depois onde estava o Rei do inferno completamente ferido, havia um rapaz pálido de uns quinze ou dezesseis anos também muito ferido.
“Deixe-me ir! Se não meu bando vai atrás de você” disse disfarçando o medo.
Meg riu se já não bastasse o garoto metamorfo ter tentado enganar o demônio ele ainda o ameaçou? Tem que ser muito estupido para achar que conseguiria sair dali vivo. Ela se aproximou mais dos dois escondendo-se um pouco na sombra do beco a tempo de ver o demônio enfiando uma faca de prata na garganta do rapaz. Depois do corpo do garoto cair no chão Meg resolveu que já estava na hora de sair dali, mas sem querer ela esbarrou em uma lata de lixo fazendo com que o demônio se virasse para ela. Ele era musculoso, com cabelos escuros, pele morena e olhos vermelhos sangue. Ela o encarou desfiadora, já havia reconhecido o demônio, ele era só mais um demônio de encruzilhada chamado Edmund.
“Meg? Pensei que estava morta!” Ele perguntou.
“Eu não sou fácil de matar”
Ele a encarou confuso por um tempo entre os demônios de encruzilhada, Edmund não era o mais inteligente. Mas logo a expressão confusa dele mudou para sedento por sangue.
“Sabe de uma coisa” ele disse entusiasmado “Crowley gostaria de saber que você está viva”
“Com toda certeza” Ela disse desafiando-o
“E gostaria mais ainda se eu a levasse viva pra ele” Edmund se aproximava devagar
“Tenta Edzinho” disse Meg com puro ódio
E um partiu para cima do outro, Meg com a lâmina celestial e Ed com a faca de prata. A demônio estava atacando Ed com tanta violência que o próprio estava ficando assustado e quanto mais ele se defendia mais ficava encurralado no beco, com um movimento rápido Meg atravessou a lâmina no ombro do demônio que urrou de dor mais conseguiu afastar Meg com um movimento brusco do outro braço. Ela acabou caindo com força no chão e antes que pudesse se levantar Ed que havia retirado a lâmina do ombro a imobilizou e imediatamente socou seu rosto umas duas vezes.
“Já chega vadia?” Ele gritou.
Meg virou o rosto e cuspiu um pouco de sangue
“Pra mim isso é só aquecimento”
Mas antes que ela pudesse fazer alguma coisa uma mão agarrou o pulso de Ed, que estava pronto para dar outro soco, e o arremessou contra a parede como um boneco. Meg se levantou e pode ver a pessoa, ou melhor, o anjo que a salvou matando Edmund apenas colocando a mão em seu rosto seguida de uma pequena explosão de luz angelical. O anjo se voltou para Meg e perguntou.
“Porque você está com a minha lâmina?”
“Porque me salvou, Clarence?”
Castiel riu e pegou a lâmina celestial da mão de Meg.
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