Dysfunctional family
13 "I came to party and you came to party so why don't we party together”
Genial.
Era o que eu pensava quando vi aquele aglomerado de pessoas rindo, bebendo e dançando, espalhados pela casa do lago dos Mikaelson. Voltei pro quarto mais uma vez, apenas pra me certificar de que estava tudo certo, eu tinha que ter escolhido tudo muito bem, hoje era A noite!
Pensar nisso me deixou nervosa por uns segundos, meu tubinho preto pareceu curto demais com aqueles sapatos altos, mas quando se tinha 1,56 e namorava um cara de 1,85 era necessário pelo menos uns 15 centímetros no pé. E acho que estar sexy era intenção não é mesmo?
Meu coração começou a bater acelerado com a expectativa, uma onda de insegurança me invadindo enquanto olhava o espelho. Por que eu tinha que ser tão fofa afinal?
Eu me sentei na cama e pus as mãos no rosto, sentindo-me frustrada ,a música alta me deixava muito ansiosa, fora o fato de uma espécie de sensor estar pulsando desde que Mary Lou chegou cedo pra ajudar a arrumar a casa. Aquela garota era louca, não conseguia confiar nela, parecia que a qualquer momento algo poderia acontecer:
— Bonnie, aqui está você! – Exclamou Caroline, abrindo a porta do quarto. – Deixe-me ver você! – Ela pegou minha mão e me fez dar uma volta. – Ta perfeita... Elena vem ver.
— Ela está aqui? – Perguntei, quase de forma acusadora, a verdade é que agora já não estava com raiva, eu só queria que ela não tivesse mentido, me senti tão traída, afinal nós éramos um trio ou não?
— Bonnie, não faz assim, eu vim porque precisava ver você, eu sinto muito, mas não havia uma maneira certa de contar. – Elena se aproximou, eu apenas fiquei olhando pra ela. – E hoje é a sua noite, não me deixe de fora disso... – Ela deu aquele sorriso de quem sabia o que estava rolando e eu não agüentei.
— Nunca, nunca, nunca mais minta pra mim! – Falei, a abraçando.
— Nunca mais. – Concordou rindo. – Sendo assim a Caroline tem algo pra contar!
— Elena! – A loira claramente foi pega de surpresa, respirou fundo. – Tá bom, eu tenho que contar pra vocês, eu estive saindo com o Klaus, mas eu nem sei mais como estamos.
— O que? O nosso professor de artes? – Perguntei, semicerrando os olhos, aquilo era ilógico. – Tipo ele é humano? Ele gosta de alguém? Não consigo imaginar ele sendo romântico ou carinhoso ou HUMANO!
— Isso é preconceito sabia? Ele é um doce. – Sorriu Caroline, mordendo o lábio inferior de leve sem perceber.
— Um doce muito amargo só se for. – Falei, ele tinha me dado a minha primeira nota baixa, eu tive que ir pro curso de férias, só por causa da matéria dele!
Elena começou a rir:
— Mas espera... a Hayley está grávida! – Falo sem nem pensar.
— O que? – Ela parou de rir me olhando.
— Sim! Eu sei por isso é que eu não sei como ficamos. – Caroline olhou pras mãos, fingindo interesse nas suas unhas. – Mas hoje a noite não tem haver comigo!
— Parem de fazer tanto alarde pra isso, me deixam mais nervosa. – Comentei, puxando o meu vestido pra baixo. – Olha, eu soube que é provável que ela volte pro pai do Kol, então tenta não ser tão dura com essa situação.
— Vocês também andam me escondendo muita coisa. – Elena disse séria, mas logo sorriu maliciosamente quando viu caixa da Victoria’s Secret.
— Acho melhor a gente descer agora! – Falei, tirando a caixa da mão dela e jogando em baixo da cama.
Nós descemos as escadas juntas, eu realmente precisei delas, quando quis voltar correndo e trocar o vestido, mas elas praticamente me arrastaram pra baixo, pro meio da multidão, de onde eu não via Kol em lugar algum:
— Você nem está parecendo líder de torcida! – Reclamou Caroline, logo Elena voltou com as “gelatinas” pra gente.
— É uma festa, vamos nos divertir! – Ela sorriu e eu peguei uma, ela tinha razão era uma festa, o que demais podia acontecer?
— FESTA! – Gritei em cima da mesa, eu não sabia o que tinha naquelas coisas mas tinha mandado meu nervosismo embora.
Não havia nem me lembrado como havia chegado lá em cima, só sabia que a música tocava e eu dançava e dançava, mexendo os quadris, jogando o cabelo e eu nunca me cansava. Olhei pra baixo e vi Caroline rindo com um copo na mão, até que senti alguém me tirar de lá e de repente estava no chão, olhando pra mim estava um Kol que não estava nada feliz:
— Onde você estava? – Perguntei, passando os braços pelo seu pescoço, ele não rejeitou a aproximação.
— Você está bêbada? – Perguntou de forma séria.
— Mas é claro que não! – Respondi rindo. – Eu só comi gelatinas... – Ri novamente.
— Eu vou ficar de olho em você. – Disse pra mim, eu abri a boca pra responder, mas senti a alguém puxar minha mão, fiquei meio tonta. – Nora? – Indaguei confusa.
— Relaxa Kol ela só quer se divertir! – Nora disse em minha defesa, pra mim ela parecia um borrão.
— Kol, acho que alguém quebrou alguma coisa lá na cozinha. – Avisou Caroline. – Você tirou tudo de importante né?
— Droga! A coleção de cristais da minha vó! – Ele deu dois passos em direção da cozinha e mas me olhou antes. – Você fica aqui, eu já volto!
— Vamos tomar conta dela! — Declarou Nora sorrindo.
— Disso que eu tenho medo. – Ele sussurrou antes de sair.
— Eu não preciso que tomem conta de mim. – Falei, me separando de Nora e começando a dançar novamente.
Tive a impressão de alguém estar muito atento em nós duas dançando, mas não consegui ver quem era de fato, apenas deixei pra lá, esperando Kol voltar. Comecei a dançar com Nora:
— Essa festa é a melhor de todas! – Ouvi alguém dizer, pra ser sincera eu estava me divertindo muito.
Eu tinha acabado de colocar tudo pra fora, o efeito da bebida começava a passar, assim que terminei, escovei os dentes e saí do banheiro. Kol estava sentado na cama, segurando um copo que eu acreditava ser café:
— Desculpe! – Pedi, sentando ao seu lado e pegando o copo.
— Esta se desculpando pelo que? Você e a Nora foram o ponto alto, todo mundo adorou! – Brincou ele rindo, passando os braços em volta dos meus ombros.
— Por favor me diz que eu não fiz isso! – Declarei, sentindo meu rosto corar de vergonha. – Nunca mais vou beber!
— Relaxa Bonnie é só uma festa a maioria não se lembrará de nada amanhã. – Ele sorriu, tocando o meu rosto e já ia me beijar quando em um pulo me afastei. – O que foi?
— Eu vou lá em baixo, só um minuto, me espera aqui! – Pedi, ele riu mas concordou, deitando-se na cama com o braço atrás da cabeça, apoiando.
Precisava de bala, desesperadamente bala!
Encontrei Caroline na pista com Elena, ambas meio que enroladas com alguém não podiam sair por aí com alguém:
— Preciso de bala! – Disse, tive que chegar muito perto vi Caroline fazer uma careta.
— Você precisa mesmo! – Declarou, mas só tinha um dos petiscos, peguei e comi.
— Acho que bem melhor! Espera. – Elena mexeu e mexeu, tirou uma bala da bolsa. – Prontinho!
— Tenho medo de perguntar de onde você tirou isso! – Falei encarando ela.
— Quer ou não? – Perguntou, peguei.
— Como todos esses adolescentes chegaram aqui com a ponte ruim? – Perguntou Damon, ao reconhecer suas voz meu coração deu um pulo.
— Tinha outro caminho, atravessando pelo outro lado. – Disse Klaus, aquilo só ficava pior, eles tinham vindo buscar a gente.
— Preciso sair daqui, vou falar com o Kol! – Avisei as garotas, quando me virei tarde demais ele estava ali, como ele tinha se movido tão rápido?
— Não dessa vez mocinha! – Damon disse segurando meu braço.
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