Dwight e Angela - The Office
5 Beet farm
Notas iniciais
Angela estacionou logo depois do carro de Dwight. Abriu a porta e se deparou com uma leve brisa noturna. Ele pegou sua mão e a conduziu até a varanda da casa.
— Bem vida a fazenda Schrute — Dwight disse orgulhoso.
O lugar era lindo. Rústico mas definitivamente com um toque de elegância, como uma fazenda deveria ter. Por estar localizado em uma zona mais afastada do centro urbano da Pensilvânia, o ar era muito mais limpo. O céu tinha tantas estrelas que nem dava pra contar.
Eles adentraram a casa. Tudo estava perfeitamente organizado. Móveis antigos e levemente gastos, animais empalhados pendurados na parede, o que incomodou Angela de imediato e algumas esculturas. Ela procurou outro objeto que prendesse sua atenção e parou os olhos em um velho relógio de pêndulo no centro da sala.
— É... diferente – ela disse
Dwight abriu um estreito sorriso. E a puxou para perto.
Angela ouve alguém pigarrear e se vira encontrando um par de olhos azuis a encarando ao pé da escada. A camisa de Mose estava suja de beterraba, o que poderia facilmente ser confundido com sangue.
— Aah — Angela grita se assustando.
— Mose, eu falei pra você se trocar –Dwight o repreendeu
— Desculpe Angela, e olá — ele disse baixinho a olhando desconfiado.
— Olá Mose. Está tudo bem.
— Preparou o jantar? – Dwight perguntou.
— Sim, sem legumes.
— Sem legumes? Eu sou vegetariana. — Angela disse confusa.
— Dwight disse sem legumes.
— Não Mose, eu disse sem carne.
— Dwight balançou a cabeça em desaprovação com a confusão de Mose.
— Tudo bem, eu preparo uma salada pra você. — ele assegurou a Angela.
Ela assentiu. Se não comesse não tinha problema, pensou. Ela tinha beliscado uma sopa antes de sair da Dunder Mifflin. Sabia que Dwight era carnívoro e não sabia o que esperar do jantar.
Após comerem. Dwight compartilhou algumas das histórias de sua família e mostrou algumas fotos. Na fazenda viviam ele, Mose e seus outros familiares viviam numa outra fazenda não muito distante dali. Eles vendiam beterrabas para comércios locais e de vez em quando recebiam hóspedes.
— Estou cansado. Vamos subir?
— Sim — Angela respondeu.
— Mose você cuida da louça?
Ele assentiu. Mose permanecia calado a maior parte do tempo, isso incomodava Angela um pouco, ela não sabia dizer se estava ele estava tímido com sua visita ou se era assim o tempo inteiro.
Subiram pela escada com degraus rangentes e barulhentos e por um momento Angela teve receio de pisar em uma madeira falsa. De fato as madeiras estavam muito gastas. Dwight percebeu seu incomodo.
— Vamos trocar essas madeiras.
O quarto de Dwight era uma mistura de antiquário com o quarto de um jovem geek de 15 anos com pôsteres de filmes de ficção cientifica e de bandas de rock dos anos 80, o único que Angela conseguiu identificar foi o do Guns and Roses pois apreciava algumas de suas músicas também. O velho rádio tocava uma música baixinho, Dwight nem percebeu que havia o deixado ligado. A cabeceira da cama contava com uma pequena mesa com vários livros empilhados e para total surpresa de Angela, um deles se destacava pela capa de couro.
— Esta lendo a bíblia? — ela disse surpresa.
— É obvio que já li a bíblia Angela, só estou revendo alguns itens — Dwight mentiu, ele não tinha uma religião, por muitos anos acreditou e seguiu a crença politeísta. Porém, Angela era extremamente religiosa e ele queria ter certeza mais sobre o que ela falava. Sua únicas referências iam de Zeus a Hades.
— Entendo — Ela disse sorrindo e ficando na ponta dos pés para lhe dar um selinho.
Dwight começou a arrumar sua cama e pegou roupas de cama limpas em seu armário.
— O que esta fazendo? — Angela perguntou confusa.
— Vamos dormir, não vamos? — Ele disse as palavras com cuidado.
Angela já havia dormido com outros homens antes. Mas seus princípios religiosos sempre foram muito rigorosos e ela não costumava dormir com um homem sem conhecê-lo direito. Dwight associou o fato a algo sobre os anos de 1800 mas a respeitou. Conhecendo Angela ele não tinha expectativas altas para aquela noite.
Ele se aproximou com cuidado.
— Respeito sua virtude Angela, os Schrute...
— Chega de histórias D. – Angela disse puxando-o abruptamente pra baixo e colocando os braços ao redor de seu pescoço.
As costas de Dwight ficavam sempre turvas quando ele a beijava. Ele sempre se perguntava se Angela ficava na ponta dos pés mas ele tinha certeza que sim.
— Você parece uma macaquinha — ele disse rindo.
— Do que você me chamou?
— Macaquinha — Dwight repetiu sussurrando em seu ouvido.
Ela pensou no apelido por um momento e sorriu.
— Gostei disso.
Dwight puxou suas pernas até que se entrelaçassem em suas costas e as mãos de Angela continuavam em volta de seu pescoço. Ela puxou um pouco seu cabelo e ele soltou um ruído. Dwight a deitou cuidadosamente na cama e ela se livrou dos beijos por um momento lembrando-se de tirar a bolsa de cima da cama. Ao colocar ela numa cadeira ao lado ela percebeu que ela estava aberta e algumas de suas coisas acabaram caindo no chão. Um pequeno anjinho de porcelana rolou para o pé da cama envolto em uma blusa de lã, o que amorteceu a queda.
— Quero ficar com isso. – Dwight disse pegando o anjinho.
— É o meu anjinho da sorte. Eu tenho ele a anos e sempre levo na minha bolsa para proteção — Angela disse tentando tomar o anjinho da mão dele. Dwight afastou a mão para que Angela não o pegasse — Afinal, não combina com a sua decoração.
— Não, não combina — ele a beijou – Mas quero ter algo para sempre me lembrar de você.
Dwight colocou o pequeno anjo de porcelana na mesa ao lado da bíblia e Angela sorriu. Ela tinha medo de estar se precipitando e não sabia se estava pronta para pertecer a alguém, mas todos os seus pensamentos já pertenciam a uma pessoa. E não havia nada mais que ela pudesse fazer a não ser se permitir amá-lo
Eles sorriram se olhando por um momento e voltaram a se beijar. Dwight quase não podia acreditar que seria a primeira noite deles juntos. Ele ansiava por esse momento a tanto tempo. A respiração dele ficou presa enquanto Angela desabotoava devagar os botões do cardigã. Ele puxava sua saia rápido tomando cuidado para não rasgá-la. Enquanto os dois tentavam se livrar de suas roupas. Dwight continuou a beija-la mas movendo sua mão por suas costas acariciando cada parte de seu corpo delicado.
— D... — ela sussurou.
Ele estava absorto demais agora para verificar se ela estava tranquila sobre sua decisão. Mas seu corpo respondia sua dúvida se movendo devagar embaixo dele. Ele apenas puxou o rosto dela para que seus beijos não parassem. Lembrou-se de repente do rádio que estava tocando e se esforçou para ouvir o que era.
the world was on fire and no one could save me but you
Ele reconheceu a música mas não queria desligar o rádio. Dwight era movido por música, pra tudo. Era como uma ignição para sua auto confiança. Ele temeu que Angela pudesse achá-lo ridículo mas então ela cantou um trecho da música em seu ouvido o que o levou a ter um arrepio.
no, I don't wanna fall in love
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