Dust in the Wind

31 Um bom conselho


Notas iniciais
Gostaria de agradecer imensamente a cada um de vocês que acompanham minha fanfic, fiquei muito feliz com o retorno recebido nos últimos capítulos. Esses capítulos estão um pouco curto, porém hoje ainda postarei outro capítulo. Aguardem!

Washington — DC.

~Duas semanas depois~

Reid no dia seguinte retornou para Quantico, Rossi até aconselhou ele a usar duas folgas para descansar um pouco depois de tudo que havia passado, todavia o jovem preferiu retornar ao trabalho, porém se comprometeu a fazer uma avaliação psicológica. Precisava ocupar a cabeça. Os últimos dias não tinha sido fácil para ele e sua insegurança em relação a Wendy aumentava a cada dia.

Já a garota voltou para Washington, retornou para a faculdade e sua rotina antiga conforme a mãe havia mandado, apesar do braço imobilizado por conta da agressão de Jessyca. Não estava mais dormindo no campus por questão de segurança, dormia na casa dos pais que estava com vários seguranças e seu tio Sean estava com ela, pois seus pais ficavam no hospital com Jack. E durante as aulas, tinha segurança disfarçados de estudantes.

Phillip ainda estava sob responsabilidade da Interpol e não se sabia ao certo o que havia acontecido com ele, por isso Hotch achou melhor prevenir, até se ter a certeza de que Phillip estava preso.

Na faculdade, Michele e Ravenna parecia que havia dado uma trégua para garota, mas Wendy pouco se importava com elas. Mas aproveitava os dias de “paz” que elas haviam lhe dado.

E dez dias depois, Emily conseguiu ir com Hotch e o pequeno Jack para DC, apesar de ele ter conseguido ganhar peso, ainda estava abaixo do ideal, por isso continuava na incubadora neonatal.

***

Quantico — Virgínia

Reid fazia um relatório, concentrado em sua mesa. Todos haviam saído para almoçar, mas ele resolveu ficar trabalhando. Em minutos o celular dele tocou: era Wendy. Por alguns segundos pensou em não atender, mas o fez.

— Spencer — ela falou assim que percebeu que ele havia atendido o telefone e havia ficado calado.

— Oi, Wendy — ele respondeu timidamente.

— Liguei para saber como você está — disse Wendy calmamente.

— Eu estou bem e você?

— Estou com saudades suas — ela disse — eu nem tive tempo de aproveitar sua companhia depois de.... bem, você sabe o que aconteceu.

— Eu também estou com saudades — ele respondeu sem jeito.

— Amanhã é meu aniversário. Acho que se lembra disso?

— Eu jamais esqueceria dessa data — Reid pensou alto, mas depois se arrependeu de ter dito isso.

— Nossa... sério? — ela ficou surpresa com a declaração do rapaz que mostrava-se frio nos últimos dias, porém diante do silêncio do rapaz continuou seu raciocínio — e como você sabe, minha avó Liza quer fazer uma festa. Eu tentei convencê-la de que não precisava, mas ela insistiu bastante. Até que eu concordei — a garota fez uma pausa respirando fundo — você vem, não é?

— Claro, se não aparecer nenhum caso — ele respondeu.

— Amanhã é sábado, Spencer.

— Psicopatas não escolhem dia para agir.

— Eu sei bem disso, afinal meu pai foi ausente na minha vida exatamente por isso. Mas se não puder vir, eu entendo perfeitamente. Só que eu gostaria muito que estivesse aqui comigo.

— Certo — ele respondeu — eu vou tentar ir.

— Vou ter que desligar agora. Meus pais não estão em casa, mas o tio Sean fica vindo de dez em dez minutos me olhar, ordens do meu pai. E eu não quero que ele escute nossa conversa.

— Okay.

Ambos desligaram o telefone. Reid respirou fundo e tentou voltar a se concentrar no seu trabalho. Era muito tenso conversar com ela. Ele ainda sentia-se inseguro. Tinha medo de alguma forma se machucar com esse relacionamento. Eles conviveram pouco tempo e por isso não o conhecia bem, seria a hora que ela conheceria o verdadeiro Spencer Reid, com todos os seus defeitos, qualidades e excentricidades. Ele temia que ela o deixasse depois que conhecesse ele de verdade. Sabia que não aguentaria passar por isso.

***

Washington — DC.

Wendy desligou o celular e ficou triste por alguns segundos. Ela não entendia por que Reid estava a tratando tão friamente. A garota sentou-se na sua cama e pegou o travesseiro do lado e o abraçou. Ela achava que o rapaz havia perdido o interesse nela e aquilo a magoou.

A garota deitou-se na cama ficando deprimida e uma lágrima desceu dos olhos, quando seu tio bateu à porta.

— Pode entrar, tio — ela disse limpando as lágrimas e sentando-se na cama com as pernas cruzadas.

— Estava chorando? — perguntou ele assim que olhou para a garota.

— Está tudo bem, tio. Não foi nada demais.

— Não está. O que minha gatinha tem? — ele perguntou sentando do lado dela — não vai me dizer que está sofrendo de amor?

— Não é isso.

— É por causa do doutor? — insistia Sean diante da negativa da garota.

— Também está aprendendo a perfilar? — perguntou a garota o encarando.

— Não, mas é fácil imaginar as aflições de uma jovem de 18 anos. E você está aflita e tenho certeza que é por causa dele. Me fale, o que aconteceu?

— Eu não sei — ela respondeu balançando a cabeça como se negasse — só que ele está muito estranho comigo. Me trata de forma fria, eu pensei que depois de tudo que passamos nos últimos dias ficaríamos ainda mais unidos, mas não, eu sinto ele se afastando. Acho que ele não gosta mais de mim.

— Wendy, eu conversei com ele enquanto você estava sequestrada e eu sei que aquele rapaz gosta muito de você, mas também é muito inseguro.

— Inseguro? — indagou a garota confusa.

— Você é filha de dois analistas de perfis e ainda não se deu conta do que está acontecendo?

— Mas por que Spencer estaria inseguro? Ele é um belo rapaz, inteligente, com um ótimo emprego, cativante, doce... — falava a garota com um brilho nos olhos.

— Wendy, olha para você. Eu me sentiria inseguro em namorar uma garota como você. Você é linda, inteligente, rica, por parte de mãe, é claro — essa última parte Sean falou em tom de brincadeira e arrancou um leve sorriso da garota — pode ter o cara que quiser.

— Não, eu nunca fico com o cara que estou a fim — retrucou a garota — foi assim com Daniel e está sendo assim com Spencer...

Me escuta — pediu Sean interrompendo a fala da garota — para mim, é obvio que esse doutor não é do tipo que sabe lidar com as mulheres, eu percebi isso quando conversei com ele. Ele nunca fez sucesso com as mulheres quando era mais jovem e agora ele arruma você. Uma típica rainha do baile que namora o capitão do time de futebol.

— Eu não sou e nem nunca fui a rainha do baile. E eu namorei Daniel e não era por esse ser do time do futebol, eu gostava dele de verdade.

— Mas na época do ensino médio, se Daniel não fosse do time de futebol. Você mesmo assim namoraria com ele?

— Eu sei que me importei muito com aparências e posses durante toda a minha vida e a resposta para sua pergunta seria “não”. Naquela época, eu jamais teria namorado Daniel se ele não fosse do time de futebol, mesmo gostando muito dele. Mas hoje, eu percebi que nada disso importa mais. Status, dinheiro... nada disso me salvou de ter vivido o que eu vivi. Eu não quero voltar a ser aquela Wendy que eu era, pois eu não me orgulho de nada do que fiz. Mesmo eu não tendo sido responsável direta pela morte da Rachael, eu me sinto culpada por ter feito tanta coisa ruim com ela.

— Então, você tem que fazer o doutor Reid entender isso. Tem que provar para ele que mudou de verdade, se ainda quiser ficar com ele.

— Como eu vou fazer isso? — perguntou ela — se ele não ao menos conversa comigo direito.

— Dê um ultimato a ele — Sean respondeu — encoste ele na parede, chacoalha o rapaz até ele entender.

Wendy sorriu.

— Obrigada, tio — ela falou dando um beijo forte da bochecha dele.

— Já disse que sou o tio legal e descolado — Sean falou brincando e abraçando forte a garota — só lamento que meus filhos vão ter um tio sério e careta como seu pai.

— Você não existe, tio Sean — Wendy falando rindo muito.

Depois Sean saiu e deixou a garota refletindo, porém mais calma. Ela não queria desistir de Reid, e por isso iria seguir os conselhos do tio.

Notas finais
E agora, o que ela vai fazer? Alguém imagina? Opinem, opinem, por favor, opinem.