Notas iniciais
Boa noite, Eu vou pedir perdão de novo, pois meu notebook deu "pau" hoje e não está funcionando. Então tive que esperar meu pai terminar de usar o dele para pedir emprestado. Então digitei esse capítulo rapidão. Amanhã vou tentar usar o notebook dele de novo para postar outro capítulo (curtinho também). Só um detalhe que eu esqueci de frisar no capítulo passado, o fato da Wendy ter se afastado dos amigos e namorado quando a mãe ficou hospitalizada, tem uma explicação. Fiquem atento! Mas vamos ao que interessa, boa leitura!

Washington — DC

Wendy abaixou a cabeça evitando olhar para Daniel. Spencer ficou desconfiado.

— Você o conhece, Wendy? — perguntou Reid.

— Sim — respondeu a garota demonstrando está nervosa — estudamos juntos em Londres.

— Não vão me convidar para sentar? — falou Daniel pegando uma cadeira na mesa ao lado e sentando à mesa com os três. Ele ficou do lado de Wendy que se afastou dele e aproximou-se de Spencer segurando a mão deste forte.

— É que nós já estávamos indo — disse a garota se levantado e olhando para Spencer e Vanessa — não é mesmo?

— É verdade — concordou Vanessa sentindo a tensão da amiga.

— Nossa, eu achei que hoje nós fossemos reviver o passado — falou Daniel num tom sarcástico.

— Quem é você? E o que você quer com ela? — perguntou Reid sério.

— Pergunte para ela — sugeriu Daniel — aposto que ela vai amar contar nossa história.

— Cala boca, idiota — falou a garota.

— Wendy... Wendy, você não está em condições de falar comigo assim — disse Daniel. Em seguida olhou para Spencer — é seu namoradinho novo, Wendy?

— Não é da sua conta — retrucou Wendy chateada.

— E o que aconteceu com o “vou te amar para todo sempre” — insistiu Daniel para irritar ainda mais a garota.

— O que está acontecendo aqui? — perguntou Reid começando a se irritar — quem é esse cara, Wendy?

— Vamos sair daqui que eu te explico tudo, eu juro que explico — falou a garota.

Spencer olhou para Daniel que se estirava na cadeira ficando bem à vontade e em seguida olhou para Wendy que estava aflita.

— Tudo bem, vamos — concordou Reid.

Wendy saiu da mesa e foi acompanhado de Spencer. Vanessa e Daniel ficaram sozinhos.

— O que você quer com Wendy, Daniel Parker? — perguntou Vanessa.

— Nada, eu só quero justiça — retrucou o rapaz ainda com seu ar de superioridade.

— Pelo que ela fez a Rachael Baxter? — perguntou ela.

— Você sabe o que ela fez? — retrucou ele.

— Na verdade, eu não sei — disse ela firme — eu só sei que Wendy é uma das melhores pessoas que conheci na vida e se você mexer com ela, mexe comigo também.

Vanessa estava confiante. Tantas vezes Wendy a defendeu, estava na hora de ela retribuir.

— Você não conhece a Wendy — falou Daniel — ela é falsa, dissimulada e manipuladora.

— Acredito que não estejamos falando da mesma pessoa. A garota que conheço é maravilhosa, ajuda todo mundo e seria incapaz de fazer mal a alguém.

— Realmente não estamos falando da mesma pessoa — disse Daniel se levantando e saindo — abre olho com a Wendy.

Vanessa ficou, por alguns minutos, sozinha e em seguida resolveu ir para o quarto.

***

Wendy e Spencer estavam dentro do carro dela indo para a casa dele.

— Wendy, já faz um tempo que você fala e não chega a lugar nenhum, me diga quem é esse cara? Diz-me logo, por favor.

— Spencer... eu, eu só quero te pedir um voto de confiança, eu não quero mentir para você — dizia a garota ainda muito nervosa.

— Você e esse tal de Daniel foram namorados? — perguntou Reid demonstrando está com ciúmes.

— NÃO — gritou ela nervosa — quer dizer, sim. Mas não foi nada sério, foi só um namorico de infância.

— E por que eu sinto que você ainda sente algo por ele — retrucou ele — e porque ele veio até aqui que te procurar.

— Spencer, presta a atenção... eu não sinto nada por ele, nada mesmo. O motivo pelo qual ele está aqui não tem nada a ver com o que rolou entre a gente no passado, é outro motivo.

— E qual é esse motivo?

Wendy respirou fundo.

— Spencer, eu cometi um erro muito grande no passado e isso tem me remoído por dentro — dizia ela com muita aflição — e Daniel quer que pague por esse erro.

Reid e Wendy finalmente chegaram à casa dele. Spencer continuava muito desconfiado, mas sentia verdade em tudo que ela dizia.

— O que você fez? — quis saber ele.

— Por isso eu estou te pedindo um voto de confiança — dizia ela — eu não quero falar disso agora, minha mãe está hospitalizada e minha preocupação é essa. Quando tudo estiver bem, eu vou contar para todo mundo... e eu vou assumir meu erro e pagar por ele.

— O que aconteceu foi tão grave assim?

— Sim, eu posso ir para cadeia, mas pode ser que eu consiga reverter a pena — respondeu diminuindo um pouco a tensa por conta do desabafo — só que no momento essa não é minha preocupação. Por favor, me dê esse voto de confiança.

— Tudo bem — respondeu Spencer acreditando na sinceridade dela — eu vou te dar um voto de confiança.

— Obrigada, Spencer — falou Wendy o beijando e se despedindo dele.

***

Em seguida a garota voltou para o campus. Era por volta das 21 horas quando ela guardou o carro no estacionamento e dirigiu-se até o quarto. Ela subia as escadas quando sentiu uma mão puxar seu braço e a jogar na parede. Ela gritou assustada, mas ele tampou-lhe a boca. Era Daniel.

— Pensou que eu tinha acabado? — disse ele, enquanto ela tentava gritar — eu só poupei de te desmascarar hoje mais cedo, porque senti pena do seu namorado. Ele parece ser um cara tão legal. O que ele vai sentir quando descobrir a cobra que é a namorada dele?

Ele apertava com tanta força que ela estava ficando sem ar, então ele tirou a mão para que ela respirasse.

— Eu não queria que a Rachael tivesse morrido... eu nunca quis isso.

— Tarde demais para se lamentar. Você acabou com a minha vida e eu vou acabar com a sua.

— Daniel, por favor...

— Eu vou te desmascarar sua falsa!

— Daniel me escuta, por favor — pediu garota — minha mãe está grávida e foi diagnosticada com pré-eclâmpsia. Ela está hospitalizada porque ela viu o cartão que você me enviou e só precisou juntar os pontos para saber que eu tive a ver com que aconteceu a Rachael...

— Você quer me culpar pelo que aconteceu com sua mãe?

— Não é isso — tentava se explicar a garota. Ela fez uma pausa respirando fundo — eu vou com você para Londres, assumo a culpa de tudo sozinha sem precisar de julgamento. Se você esperar até meu irmão nascer.

Daniel ficou a encarando pensativo.

— E quando o bebê nasce?

— A mãe está com 6 meses de gravidez, mas há grandes chances de o parto ser antecipado.

— É muito tempo para esperar.

— Mas se eu for presa agora, a minha mãe pode não aguentar... não é por mim, é pela minha mãe e o bebê.

Wendy falava com os olhos lacrimejando, de certa forma Daniel ficou sensibilizado.

— Certo — respondeu ele a soltando e fazendo-a respirar aliviada— eu vou esperar, mas é só em consideração a sua mãe e ao bebê.

— Obrigada — Wendy falou chorando muito.

— Não me agradeça, pois eu não sinto pena de você. Eu só sinto ódio.

Ao ouvir isso, Wendy correu subindo as escadas, ainda chorando muito. Era dolorido ouvir aquelas palavras de Daniel. Eles ficaram juntos por muito tempo. Foram bem mais que namorados, foram grandes amigos...

***

Quando chegou ao hotel no qual estava hospedado, Daniel ficou com raiva de si mesmo por ter sido compaixão da garota. Ficou se remoendo por dentro, até que resolveu ligar para a irmã.

— Alô, Lilly — disse ele assim que a irmã atendeu.

— Daniel? — ouviu-se uma voz sonolenta do outro lado da linha.

— Sim, mana.

— Daniel, são 2:30 da madrugada aqui em Londres.

— Desculpe, eu me esqueci do fuso horário... se quiser ligo depois.

— Não, pode falar. Já me acordou mesmo.

— Eu falei com Wendy.

— O que ela disse? — perguntou Lilly preocupada.

— Ela me disse que vai se entregar para as autoridades em Londres depois do nascimento do irmão — Daniel ficou pensativo por alguns segundos — mas sabe o que achei estranho?

— O que foi?

— Ela fez questão de frisar que assumiria a culpa sozinha... qual a necessidade de ela falar isso? Será se ela não estava sozinha naquela noite na casa da Rachael e está encobrindo alguém.

— Deve ter sido força de expressão — disse Lilly nervosa — conhecendo a Wendy, acha mesmo que ela assumiria a culpa no lugar de alguém?

— Eu não sei Lilly. Eu a achei muito diferente, nem parece a Wendy daí de Londres, parecia a Wendy que conheci quando tinha 11 anos.

— Mano, não vai me dizer que ficou mexido quando a viu?

— Não fale besteiras, eu a odeio!

— Daniel Parker, você ainda é apaixonado pela Wendy...

Notas finais
E agora? O Daniel queria ir para Washington para bagunçar, mas parece que o tiro saiu pela culatra. Paciência que o capítulo onde vai ser descoberto tudo está próximo. Beijão e até amanhã!