Dust in the Wind

11 O plano para desmascará-la


Notas iniciais
Gente, conforme havia falado no jornal que publiquei, meu notebook deu problema e eu não tive como atualizar a fanfic. Estou usando o notebook do meu pai. Alguém lembra da Sophie Carmine a repórter de Onde Mora o Coração? Pois bem, ela estará de volta. Boa leitura!

— Eu? Gostar da Wendy? — disse ele rindo em tom sarcástico — fala sério, eu odeio essa garota.

— Cuidado, esse ódio pode ser outra coisa — insistia Lilly — vocês dois tem um vínculo muito forte... uma paixonite de adolescência que dura até hoje. Eu sempre torci para que vocês dois ficassem juntos.

— Vamos acabar com esse assunto.

— Humm... não sei, estou gostando do assunto.

— Eu tenho que dormir agora.

— Você me acorda e agora vem falar de dormir?

— Lilly, me desculpe, eu esqueci a questão do fuso horário. Eu não queria ter te incomodado.

— Não é incomodo. Estou sentindo sua falta — disse Lilly triste — me sinto sozinha sem mamãe e sem você aqui.

— Logo estarei ai, eu prometo. Agora tenho que dormir, pois amanhã vou visitar a mãe da Rachael.

— Tudo bem, mano.

Os dois se despediram e Daniel ficou pensativo. Ele imaginava que quando reencontrasse Wendy, demonstraria todo o seu ódio por ela, que a desmascararia para todo mundo. Mas ele sentiu pena dela. Os olhos da garota demonstravam uma dor profunda, uma alma atormentada, e isso mexeu muito com ele.

***

No outro dia, Wendy acordou cedo, foi no hospital ficar com sua mãe, enquanto seu pai foi em casa tomar um banho e voltar. Ela aproveitou que o estado da mãe havia melhorado e foi resolver outras coisas quando seu pai retornou.

A mãe receberia alta naquele dia, e aquilo estava animando a garota.

Então, ela revelou as fotos que tirou com Spencer durante os dez dias que estiveram juntos e também comprou um álbum e dois porta-retratos. Logo após, foi na universidade assistir algumas aulas, já que nos últimos dias não havia assistido a nenhuma.

Mas no meio da aula de genética recebeu uma ligação. Era Mary Baxter, mãe da Rachael, que pedia para vê-la novamente. Como já era o final da última aula que teria pela manhã, ela resolveu ir logo.

A garota também precisava de conforto e com Mary, esperava encontrar. Ela tinha um olhar doce e acolhedor. Uma mulher que perdeu o que tinha de mais precioso e buscava um sentido para continuar vivendo.

Quando Wendy chegou lá, tomou um chocolate quente com Mary e as duas conversaram. A garota mostrou as fotos que tirou com Spencer e as duas começaram a colar as fotos no álbum.

***

Reid continuava no seu quarto pensativo. Ele não conseguia deixar de se sentir inseguro com a chegada de Daniel. Havia algo nele que mexeu com Wendy. Reid, então, lembrou-se dos tempos da escola, em que garotas como a Wendy preferiam caras como o Daniel a caras como ele.

E saber que eles foram namorados, aumentava ainda mais sua insegurança. De toda a sua conversa com ela no dia anterior, a única coisa que ela não falou segura de si, foi com relação ao que sentia por Daniel. E por isso o rapaz tinha convicção que ainda havia algum sentimento vivo entre a namorada e o ex dela.

Então resolveu ligar para a garota, precisava vê-la e passar a história a limpo. Por isso combinaram de se encontrarem na hora do almoço.

***

Wendy continuava colando as fotos no álbum com a Senhora Baxter. As duas estavam à mesa de jantar da casa dela.

— É muito bonito seu namorado — disse Mary.

— Eu também acho — falou Wendy sorrindo.

— Desculpe ter te chamado aqui com sua mãe passando por tudo isso.

— Sem problema. Ela vai ficar bem — respondeu Wendy ainda colando as fotos no álbum — e conversar com a senhora é sempre bom.

Mary sorriu para Wendy como se agradecesse. De repente a campainha tocou.

— Um minuto — disse Mary — eu vou atender a porta.

— Tudo bem — respondeu Wendy olhando as fotos com Spencer. Seu relacionamento com ele era a única coisa que lhe trazia um pouco de paz no meio dessa turbulência que estava sua vida.

Senhora Baxter já havia saído há mais ou menos 10 minutos e não voltara. Então a garota começou a estranhar a demora, ela foi em direção à porta e viu que ela conversava com alguém. Era uma conversa amigável, mas a voz que ela ouvia do outro lado era conhecida.

Ela foi se aproximando lentamente e não acreditava em que estava do outro lado.

— Daniel — disse a garota congelando ao ver o ex-namorado. Ela temia que ele dissesse algo a respeito do que aconteceu em Londres.

— Wendy? — falou Daniel estranhando em vê-la ali — o que faz aqui?

— Eu a convidei — respondeu Mary educadamente — vamos entrar?

O rapaz entrou, todavia seus olhos não se desviavam de Wendy que parecia está incomodada com a presença dele. Mas a pergunta que não queria calar era “o que ela estaria fazendo ali?”.

Os três ficaram na sala conversando. Daniel não mencionou nada a respeito da rixa de Wendy e Rachael, mas mesmo assim nem por um segundo a garota relaxou, o medo de que, a qualquer hora, ele falasse o que ela a fez a Rachael, a deixava nervosa e tensa.

— Sabia — disse Mary a Daniel — eu gostaria de ter te conhecido quando você namorava minha filha... mas eu nunca entendi o porquê vocês esconderam.

— Foi minha culpa, Senhora Baxter — respondeu Daniel encarando Wendy — eu tinha uma ex-namorada muito possessiva que não me deixava em paz um segundo, não queria que a Rachael fosse vítima das tramas dessa garota.

— Quem é sua ex-namorada? — perguntou Mary — talvez tenha sido ela que tenha feito mal a minha Rachael.

— Senhora Baxter, eu... — falou Daniel sem jeito — eu não deveria ter tocado nesse assunto.

— A minha Rachael nunca usou drogas e nem usaria — disse ela agitada — como ela pode ter morrido por overdose de ecstasy?

— Senhora Baxter... — tentava Daniel falar em vão.

— A perícia chegou a cogitar assassinato, mas do nada falaram que se tratava de suicídio — dizia Mary se agitando mais ainda — na época o pai da Rachael tentou investigar, mas o detetive responsável pelo caso dificultou... era nítido que eles estavam protegendo um filho de alguém bem influente.

— Senhora Baxter, se acalme — pedia Wendy muito nervosa.

— Alguém tirou a minha Rachael de mim e essa pessoa tem que pagar.

— Essa pessoa vai pagar — retrucou Wendy calmamente sentando-se do lado dela e a encarando— eu juro que ela vai.

A Senhora Baxter a olhou com ternura. Daniel abaixou a cabeça tentando conter a comoção que sentia ao ver o desespero dessa mulher.

— Obrigada, querida — falou a Senhora Baxter a abraçando forte — eu não sei o que faria se você não tivesse aparecido.

O sentimento de culpa de Wendy aumentava ainda mais e ela sentiu que não poderia mais ficar ali.

— Eu vou ter que ir agora — disse Wendy tentando conter a emoção — eu tenho que ver minha mãe e depois vou para casa do Spencer.

— Tudo bem, querida.

— A Senhora vai ficar bem? — perguntou Wendy.

— Eu vou ficar com ela — respondeu Daniel — pode ir tranquila.

— Certo, então já vou... — Wendy recolheu suas coisas, colocando-as numa sacola .

— Eu te acompanho até o carro — falou Daniel.

— Não precisa — ela retrucou.

— Daniel tem razão — disse Mary.

— Eu faço questão — completou ele encarando a garota.

— Ok, então vamos.

Então os dois saíram. A garota colocou as mãos no bolso do casaco, enquanto Daniel caminhava ao seu lado.

— Wendy, você não podia ter se aproximado dela — falou Daniel — imagine como ela vai ficar quando descobrir o que você fez.

— Eu penso nisso todos os dias desde que a conheci. Eu tentei evitar essa aproximação, mas eu fiquei com pena de magoá-la.

— Agora você vai causar um sofrimento maior ainda para ela.

— Por favor, Daniel... eu me culpo todos os dias pelo que aconteceu.

Os dois chegaram ao carro. Ela tirou as chaves da bolsa, abriu o porta-malas e colocou suas sacolas lá e logo após entrou.

— Até mais, Wendy — ele disse dando as costas para ela.

— Daniel — chamou Wendy saindo do carro o fazendo virar-se para ela — por que você me deixou para ficar com a Rachael?

— Ah, Wendy — falou Daniel com cara de tédio — eu não te deixei por ela, eu te deixei por que você era uma garota egoísta, mimada e arrogante. Quando eu me relacionei com a Rachael, eu já havia terminado com você.

Wendy ficou o olhando, havia muitas perguntas sem respostas.

— E quando vai falar a verdade para o seu namorado? — perguntou Daniel.

— Eu ainda não sei — respondeu Wendy.

— Acredito que seria melhor contar a verdade logo para ele... imagine o que ele vai sentir quando descobrir somente quando formos para Londres e você for presa.

A garota o encarou temendo o próprio destino.

— Deixa que disso, cuido eu — retrucou Wendy séria.

— Como você pode ficar fazendo planos com um cara quando daqui alguns meses você estará presa?

— Já disse, não se meta no que não é da sua conta.

Ela voltou para o carro e ele voltou para o apartamento de Mary.

***

Michele e Ravenna estavam num bar longe do campus universitário. Era um bar simples, com poltronas redondas encostadas na parede e uma mesa no meio. Ambas bebiam um drink quando chegou uma mulher, morena, de origem asiática, cabelos castanhos escuros longos, com as pontas onduladas, com um belo vestido preto de manga curta e comprimento que ia até altura dos joelhos,

— Espero que seja importante — disse a mulher assim que se sentou — afinal, estou vindo da Califórnia.

— Senhorita Carmine — disse Michele.

— Pode me chamar somente de Sophie.

— Certo... Sophie — continuou Michele — a gente lembra bem do que aconteceu com sua carreira logo após a cobertura que você fez do caso do sequestro de Wendy Hotchner.

— Vocês me chamaram aqui para dizer que minha carreira acabou depois disso? — indagou Sophie um pouco alterada — aquela tal de Jennifer Jareau me acusou de ter interferido nas investigações deles e colocar em risco a vida da garota e de outro agente federal...

— Nos ouça, Sophie — pediu Michele interrompendo a repórter — eu sei de um jeito de se vingar de todos eles e retomar a sua carreira.

— Como? — perguntou Sophie começando a se interessar pela conversa.

— Com isto — respondeu Michele pegando uma pequena pasta da bolsa e entregando a Sophie.

A mulher pegou a pasta, abriu e leu por alguns minutos.

— Mas isso é muito sério — disse Sophie ao mesmo tempo assustada e impressionada com o que havia acabado de ler — tem certeza da veracidade destas informações?

— Sim, temos — respondeu Michele — contratamos o melhor detetive de Londres para averiguar isso.

— Estou impressionada com o que essa garota fez. Mas o que vocês querem que eu faça com essa informação? — perguntou Sophie.

— Publique — respondeu Michele — nós queremos que todos vejam qual é a verdadeira face de Wendy Hotchner.

— Daria um bom título de matéria “A verdadeira face de Wendy Hotchner” — retrucou Sophie.

— Queremos que publique amanhã — completou Ravenna.

— Mas está muito em cima. Eu tenho que escrever a matéria e depois procurar um jornal que se interesse em publicá-la.

— O Jornal não vai ser problema — disse Michele — eu tenho alguns contatos que podem ver isso para mim. Se preocupe somente em escrever a matéria.

— Certo então — concordou Sophie comemorando muito — amanhã mesmo essa matéria será publicada.

***

Wendy finalmente chegava à casa de Spencer. Ela estacionou o carro em frente e pegou as sacolas. Ela tocou a campainha e poucos minutos depois ele foi atender. Ele deu um sorriso um pouco “forçado” quando a viu.

— Algum problema? — perguntou Wendy percebendo o clima ruim que estava no ar.

— Entre — pediu ele. Ela entrou, os dois chegaram à sala e sentaram-se no sofá.

— Eu trouxe uma surpresa para você — disse Wendy pegando a sacola e realmente deixando o rapaz surpreso.

— O que é? — perguntou curioso.

— Tcharam — falou ela mostrando a capa do álbum — eu fiz para você.

A garota sentou-se ao lado do rapaz e começaram a olhar o álbum de fotografias, de certa forma aquilo trouxe um pouco de tranquilidade ao rapaz, que se divertiu ao olhar as fotos, enquanto conversavam bastante. Ela também trouxe um porta-retratos com uma foto dos dois em frente ao museu de Washington.

— Ainda falta muito para completar o álbum — disse Wendy — mas eu quero que a gente aproveite muito os próximos dias para terminarmos de completar.

— Os próximos dias? — estranhou Spencer — pretende terminar comigo nos próximos dias?

— Você esqueceu que eu posso ser presa nos próximos dias...

— Wendy, por que não me fala logo o que aconteceu. Quem sabe eu posso te ajudar.

— Não, você não pode... eu sou culpada pelo que aconteceu. Eu não tinha consciência das consequências que uma atitude infantil tomaria— a garota fez uma pausa e continuou falando o encarando — eu te amo, Spencer... você tem sido a única coisa que me traz paz nessa turbulência que está minha vida.

Spencer ficou em silêncio e acariciou o rosto da garota e a beijou. Os dois se beijaram bastante. Passaram a tarde juntos, mas Wendy voltou para casa cedo para ficar com a mãe.

***

No outro dia, a garota acordou por volta das 8 horas da manhã, tomou banho e se arrumou para ir à universidade. Hotch ainda estava de folga e dormia tranquilamente com sua esposa.

Enquanto a garota se arrumava, chegou uma mensagem de Spencer em seu celular: “Estou aqui fora, desça para falar comigo”. A garota achou estranho, já que não haviam marcado nada, mas imaginou que talvez tivesse aparecido um caso e ele passou para vê-la antes de ir para Quantico. Logo terminou de se arrumar rapidamente e foi vê-lo.

Seria muito bom vê-lo logo pela manhã. A garota desceu feliz... ele estava em frente ao portão da sua casa, porém mais uma vez ele a recebia com a cara séria. Então ela foi ao encontro dele rindo. Só que quando foi beijá-lo, ele se esquivou.

— O que foi que aconteceu? — perguntou Wendy.

— Isso — respondeu Spencer entregando um jornal a ela.

Wendy recebeu o jornal nervosa. A matéria de capa tinha o seguinte título “A verdadeira face de Wendy Hotchner”. A garota não precisou ler para saber do que se tratava.

— Spencer, eu posso explicar — dizia ela em vão. Ele fechou os olhos respirando fundo — não era para ela ter morrido.

— Então, é verdade? Você matou Rachael Baxter injetando ecstasy nela?

Notas finais
Obrigada, vou tentar postar o mais breve possível!