Notas iniciais
Postando, conforme prometido. Esse capítulo ainda é um pouco morno (o próximo também vai ser um pouco), as coisas vão dar uma esquentada no 32.

Palo Alto — Califórnia.

— Você nunca vai se livrar de mim, Wendy — dizia Phillip segurando a garota pelo queixo.

Wendy acordou de sobressalto. Foi tudo um pesadelo, ela dizia a si mesmo enquanto seu coração palpitava como se fosse sair pela boca. Já era de manhã, ela percebeu ao ver um relógio na parede que marcava 7h:13min. Ela foi erguendo o corpo lentamente devido à dificuldade mover o pescoço por causa do colar cervical. A garota virou todo o corpo para lado e viu na poltrona que estava lá do seu lado, Spencer Reid. Ele dormia profundamente.

Ela não viu a hora que ele chegou, mas acreditava que ele havia passado a noite. A garota foi se levantando devagar, ainda estava meio tonta, por isso assim que ficou de pé acabou cambaleando e apoiou-se na mesinha que havia do lado da cama e acabou derrubando uma jarra de água que havia em cima dela.

Com o barulho da queda, Reid despertou assustado. Imediatamente Spencer se dirigiu a ela segurando-a.

— Você está bem? — perguntou Reid a colocando para sentar.

— Estou sim — respondeu a garota ainda com dificuldades de falar— eu só quero ir para casa. Quero ver minha mãe, eu preciso ver minha mãe.

— Paciência, Wendy... hoje mesmo o médico vai te dar alta e nós vamos para Los Angeles ver sua mãe.

— Promete, Spencer? — pediu a garota voltando a se deitar com a ajuda do rapaz.

— Prometo — disse ele — agora descansa um pouco.

— Obrigada por ficar aqui comigo — falou a garota fechando os olhos.

Reid voltava a se sentar na poltrona quando Wendy o chamou.

— Spencer!

— Sim — ele falou virando-se para ela enquanto ela continuava com os olhos fechados.

— Fica perto de mim, por favor. Eu preciso de você perto de mim.

— Certo — respondeu Spencer sentando-se na cadeira ao lado da cama.

— Por que você parece estar tão estranho? — perguntou Wendy abrindo os olhos e o encarando — eu não sou nenhuma analista de perfis, mas sei bem quando alguém está incomodado com alguma coisa, e você com certeza está.

— Wendy.... — Reid gaguejou como se não soubesse que palavras usar para falar o que estava sentindo e olhando para o lado para não encará-la — agora que você sabe que não foi a responsável pela morte da Rachael, o que pretende fazer?

— Bem, eu vou continuar a fazer minha faculdade, vou jogar vôlei. Também vou procurar algum estágio. Deixa, eu ver o que mais — falou ela como estivesse pensando — bem... ah, sim: namorar o agente do FBI mais bonito, inteligente e charmoso que já conheci. Isso é, se ele ainda me aceitar.

Ela falou estendendo a mão e acariciando o rosto do rapaz. Ele lambeu os lábios, pois estavam secos. Respirou fundo e a encarou.

— Wendy, eu sei que você é grata por eu ter ajudado a salvar sua vida ano passado, só que daí a querer ficar comigo é outra coisa.

— Spencer... — Wendy falou soltando o rosto dele.

— Tem uma coisa chamada transferência... que é quando acreditamos que estamos apaixonados por uma pessoa que salvou nossa vida...

— Para com isso, Spencer — pediu a garota interrompendo o rapaz — eu amo você por que você é a pessoa mais incrível que conheci na vida. Você era a única coisa que me trazia paz em meio aquele tormento que eu vivia. Eu penso em você todos os dias desde que te conheci, em todos os minutos do meu dia. Em todos os planos que faço na vida, eu te incluo neles. Eu não tenho planos de ficar sem você. Se isso não é amar, então eu não sei o que é o amor.

— Wendy...

— Por favor, não fala nada. Só me beija...

Spencer institivamente lhe beijou com alvoroço. Ele precisava sentir os lábios dela de novo.

— Ai... ai — gritou Wendy levando a mão ao queixo, enquanto Reid afastou-se assustado — minha mandíbula está inflamada.

— Desculpe — ela falou sem jeito e ao mesmo tempo assustado.

— Tudo bem, só venha devagar dessa vez — ela pediu.

— Eu vou ali fora beber água — disse Reid morrendo de vergonha.

— Spencer! — ela falou — está tudo bem, okay? Fique aqui do meu lado, por favor.

Reid se aproximou lentamente e voltou a sentar na cama do lado da garota. Ela, para tirar um pouco o clima pesado, resolveu conversar sobre outros assuntos. Reid ficou envergonhado, por isso a garota falava e ele somente ouvia, porém aos poucos, foi relaxando e ficando mais a vontade. E assim ficaram até a hora que o médico chegou e deu alta a Wendy, apesar de que ela deveria ficar com o colar cervical pelos próximos 7 dias. E naquela mesma tarde, eles viajaram para Los Angeles para ver Emily e Jack.

***

Los Angeles — Califórnia.

A viagem foi o mais completo silêncio. Wendy ainda estava fraca devido aos medicamentos. Por isso assim que entraram no avião. Ela somente colocou a cabeça no ombro do rapaz e dormiu.

Por outro lado, Reid apesar do que a garota o falou no hospital, continuava inseguro quanto ao que Wendy sentia por ele. A garota já não era a mesma e em poucos minutos que eles saíram do hospital, ele pode perceber isso. Ela estava mais segura, tinha um brilho nos olhos. Quando estavam no aeroporto, ela interagia com todo mundo. E parecia que tudo que a unia a Reid anteriormente, agora os separavam.

E o rapaz se sentia estranho em relação a isso. Era como se ele preferisse aquela Wendy que carregava um peso grande nas costas e sofria silenciosamente. Só que, como ela mesma havia falado, os momentos de paz, era quando estava com ele. E ele queria aquilo de volta. O rapaz sabia que era egoísmo da parte dele pensar dessa forma, como se quisesse ela só para ele, mas era o que sentia e ele não podia mentir a si mesmo sobre isso.

Ele temia perdê-la, por isso não gostava desse novo comportamento da garota. Ela vivia num mundo totalmente fechado, agora ela abriu novos horizontes e isso era perigoso para Reid.

Assim que chegaram em Los Angeles, foi diretamente para o hospital. Pegaram um táxi e foram. No caminho, Wendy resolveu puxar assunto.

— Tem notícias do Daniel? — perguntou Wendy.

— Ele está bem, a irmã dele está em Washington com ele, os dois vão voltar para Londres em alguns dias — respondeu Reid sem muita emoção.

— A Lilly está aqui nos Estados Unidos? — perguntou Wendy retoricamente — preciso vê-la antes que volte para Londres e o Daniel também. Nossa, estou tão aliviada por não ter acontecido nada de grave com ele. Eu nunca me perdoaria.

Spencer permaneceu em silêncio. Falar de Daniel era algo que o machucava. Todavia em minutos chegaram ao hospital e aquilo foi um alívio para o rapaz. Ele não queria que a garota

Wendy não continha a ansiedade de finalmente ver que estava tudo bem com a mãe e o irmão, a impaciência a possuía de tal forma, que ela não conseguia se conter.

Assim que ela entrou no hospital, foi querendo saber o quarto da mãe. Não quis nem conversar com o médico. Foi direto para o quarto. E Reid a acompanhava o tempo todo. Logo que abriu a porta do quarto, ela deu de cara com a mãe, que ainda estava fraca e debilitada, mas com o pai do lado.

A garota até esqueceu do colar cervical que usava e correu para abraçar a mãe.

— Meu amor — disse Emily assim que viu a filha e abraçou forte, por alguns instantes ambas esqueceram da dor física que sentiam — me perdoe, minha filha por ter a colocado nisso tudo.

— A senhora não tem culpa de nada — respondeu Wendy — a única culpa é daquele monstro do Phillip.

Emily beijava a filha e a abraçava forte. Hotch se aproximou e abraçou as duas.

— Eu nunca mais vou deixar Phillip chegar perto de nenhuma das duas — falou Hotch — isso é uma promessa.

— Espero que nunca mais ele apareça nas nossas vidas — completou Wendy — eu quero esquecer que um dia esse homem existiu.

Os três desfizeram o abraço. Hotch sentou-se na cadeira ao lado da cama e Wendy sentou-se na cama do lado oposto ao do pai. Foi quando Emily percebeu a presença de Reid.

— Então — disse Emily para o rapaz — sempre nos encontramos quando eu estou numa cama de hospital. Mas vem cá e me dê um abraço.

Spencer se aproximou ainda muito tímido e a abraçou.

— Obrigada por sempre cuidar da minha filha — ela falou emocionada.

— Ele é meu anjo da guarda — disse Wendy tocando no ombro do rapaz — sempre do meu lado nos momentos difíceis.

Reid abaixou a cabeça ficando com vergonha.

— Quando vocês vão voltar para casa? — perguntou Wendy — sei que Jack ainda vai ficar mais ou menos uns 2 meses na incubadora neonatal, mas acredito que dê para transferir para Washington.

— Calma, filha — disse Hotch — já estamos vendo isso. Mas só faremos isso se não houver nenhum risco para o Jack.

— Ah, claro — completou Wendy — em primeiro lugar a vida do meu irmão. Se tiver algum risco, então a gente fica até Jack receber alta.

— Wendy... a gente? — falou Emily sem jeito — eu queria que voltasse para Washington.

— Mas por quê? — indagou a garota ficando confusa.

— Você já perdeu muitas aulas da faculdade, não quero que tenha que repetir o período — respondeu Emily — seu pai vai ficar comigo. Ele conseguiu tirar licença do FBI.

— Mas mãe...

— Não insista, Wendy — falou Emily — você para Washington hoje ainda. Amanhã você vai para a faculdade.

— Está falando igual a vovó Liza — respondeu Wendy.

— É por que você está sendo teimosa.

— Eu só queria curtir você e meu irmão um pouco mais.

— Eu sei filha, mas sua vida não pode parar por isso — falou Emily — e também de agora em diante, teremos muito tempo para ficarmos juntas. Se a gente não puder ir para Washington, você pode vir para cá nos fins de semana.

— Tudo bem — respondeu Wendy — eu entendi.

— Pois vem cá e me dê um abraço — pediu Emily abraçando a filha — ainda temos seu aniversário daqui a duas semanas. Temos que fazer uma festa.

— Verdade — disse Wendy — tanta coisa na minha cabeça que nem me lembrei do meu aniversário. Porém não quero festa.

— Sua vó já me disse que vai fazer — falou Emily — e você sabe, quando sua avó coloca uma coisa na cabeça...

— Eu sei, mãe.

Wendy ficou conversando com a mãe, enquanto Hotch e Reid prestavam a atenção. Era nítido como as duas estavam empolgadas por estarem juntas. Depois Emily teve que descansar, foi quando Wendy foi pôde finalmente ver o irmão.

Notas finais
Espero que tenham curtido. Não sei se vou conseguir postar durante o carnaval, mas na quarta de cinzas estarei postando, beijão e até lá!