Dust in the Wind

23 Missão Inacabada.


Notas iniciais
Olá, meu povo. Tudo bom com vocês? Estou postando hoje, pois tenho um recadinho para vocês nas notas finas. Não deixem de ler.

Los Angeles — Califórnia.

Rossi assim que terminou de falar com Morgan ao telefone, foi com JJ ao presídio. Ele tentava ligar para Reid e Hotch, mas os celulares estavam fora de área ou desligado. Então logo que chegou ao presídio, pediu para falar com o diretor, o Senhor Bronx, um homem alto, caucasiano, quase 60 anos e cabelos bem brancos. Rossi e JJ foram na sala dele.

O diretor estava sentado à sua mesa, mas levantou-se para cumprimentá-los.

— Bom dia Senhor Bronx — disse JJ — eu sou a agente Jareau, este é o agente supervisor especial Rossi. Estamos aqui para saber onde exatamente o agente especial supervisor Hotchner e o Doutor Reid levaram o prisioneiro Phillip Froster.

— Aconteceu um problema — disse o diretor preocupado que sentou-se e pediu para que ambos sentassem em duas cadeiras que estavam à sua frente.

— O que foi? — perguntou Rossi também preocupado.

— Há mais ou menos dez minutos, o policial, que acompanharia o agente Hotchner e o Doutor Reid a Palo Alto, foi encontrado amarrado no banheiro sem roupa.

— Está me dizendo que um intruso entrou num presídio de segurança máxima, rendeu um policial, vestiu a farda dele e saiu pela porta frente? — perguntou Rossi ironizando.

— Não é bem assim — falou o diretor tentando minimizar os fatos — estamos suspeitando que ele entrou disfarçado — Bronx fez uma pausa enquanto Rossi e JJ o olhavam atentamente aguardando uma explicação — hoje era dia de uma empresa terceirizada vir aqui e recolher a roupa suja para lavarem. Acreditamos que algum cúmplice de Froster se infiltrou entre os funcionários dessa empresa para entrarem aqui. É a única forma de alguém ter entrado sem ter sido percebido.

— E com qual periodicidade esse recolhimento acontece? — perguntou Rossi.

— Toda quinta — respondeu prontamente o diretor.

— Phillip devia saber disso — disse Rossi.

— Eu vou ligar para a Garcia para ver o que ela sabe a respeito dessa empresa e dos funcionários — falou JJ.

— Certo — concordou Rossi.

***

Palo Alto — Califórnia.

Phillip arrastava Reid o segurando pelo cabelo, Reid tentava resistir, mas Phillip era bem mais forte. Quando chegaram a um determinado ponto, Phillip parou e jogou Reid no chão.

— Olha, eu não vou colocar uma arma na sua cabeça e te obrigar a vir comigo — disse Phillip ofegante — mas eu estou com Wendy. E se quiser vê-la novamente, você vai ter que vir comigo. Se não, eu mando matá-la e problema resolvido. Então me diga, vai ou não comigo?

Reid ficou pensativo por alguns segundos.

— Eu vou — concordou o rapaz, enquanto Phillip sorria se sentindo vitorioso.

***

Hotch continuava tendo uma arma apontada para sua cabeça. Ele precisava pensar rápido ou certamente sairia morto dali. E antes que pudesse pensar em algo, agindo por puro instinto, ele agarrou no braço do “policial” e o levantou para cima. A arma acabou disparando e ambos entraram em uma luta corporal para ver quem ficaria com a arma e mais um disparo aconteceu.

Até que o “policial” não aguentou e acabou soltando a arma. Então Hotch lhe deu dois socos de direita. Depois o agente se aproximou dando-lhe uma joelhada na barriga, o que fez com que seu oponente caísse no chão e ele tivesse tempo de pegar a arma.

— Para onde foi Phillip? — perguntou Hotch apontando a arma para o rapaz.

— Eu não sei, juro que não sei — respondeu o rapaz temendo levar um tiro.

— Diga logo, ou eu não penso duas vezes antes de te dar um tiro — ameaçou Hotch.

— Eu posso te falar tudo que sei, mas não sei de muita coisa — falou tentando se explicar.

— Então fale logo — exigiu Hotch.

— Eu trabalho na empresa que lava as roupas do presídio de Los Angeles — disse o rapaz ainda deitado no chão e Hotch continuava lhe apontando a arma — há três dias, uma moça me procurou me oferecendo dinheiro em troca de um favor.

— Que moça? Que favor?

— Era uma moça ruiva, muito bonita, com um sotaque britânico. Ela me disse que eu só tinha que trazê-los até aqui e facilitar a fuga do prisioneiro. Tudo teria sido mais fácil se tivesse deixado ele olhar a propriedade com o outro agente.

— Se você é um simples empregado de uma empresa que lava-roupas, como conseguiu imobilizar um policial treinado?

— Eu não fiz nada — falou o rapaz — a moça que fez, quando cheguei ao banheiro, ele estava caído, então só tive que tirar a farda dele e vestir.

— E qual era o plano de fuga de vocês?

— Ele iria até o poço com o garoto e o renderia. Esse tal de Phillip me disse que a minha presença faria com que você não reagisse, mas se caso você o fizesse, eu teria que pará-lo. Mas num primeiro momento, era para eu voltar para a cidade com o senhor.

Hotch agachou-se na frente do rapaz e apontou o cano da arma na boca dele.

— Aquele desgraçado sequestrou minha filha e agora pegou um dos meus agentes — falou Hotch em tom de ameaça — se alguma coisa acontecer com qualquer um dos dois, eu te mato, está me ouvindo.

— Me perdoe, eu só estava precisando muito do dinheiro — falou o rapaz que tremia de medo, enquanto Hotch mantinha-se firme.

***

Los Angeles — Califórnia.

JJ continuava no presídio em busca de respostas com Rossi até que Penélope ligou.

— Fala, Garcia — falou a loira assim que atendeu — está no viva-voz. O que descobriu?

— Acho que estou merecendo muitas palmas hoje — falou Garcia gabando-se.

— Fala logo, que ai eu digo se está merecendo ou não.

— Eu pesquisei a empresa que presta o serviço de lavar as roupas do presídio e um dos funcionários que foi para o presídio hoje, não voltou para o trabalho. Falei com o gerente e ele me disse que o rapaz havia pedido uma folga, pois sua mãe que está com câncer no colo do útero havia piorado. Então liguei para o hospital e o médico responsável pela mãe dele me disse que ele não foi visitar a mãe hoje, porque estava correndo atrás dinheiro para pagar a operação da mãe.

— Então esse é o nosso homem — concluiu JJ.

— Sim, Joseph Melton, 26 anos, estudante de engenharia civil da Universidade da Califórnia, sem antecedentes criminais.

— Ótimo trabalho, Garcia — disse Rossi.

— E quem disse que eu terminei? — indagou Penélope.

— O que mais tem a nos dizer? — perguntou JJ.

— Eu acho que sei onde Hotch está...

— Sabe? — perguntou Rossi e JJ ao mesmo tempo.

— Sim, sei. Há uns três dias, Hotch me ligou perguntando sobre florestas em Palo Alto. Se havia alguma espécie de propriedade abandonada que fosse bem isolada e não houvesse vizinhos por perto, então fiz a pesquisa para ele e achei um lugar a oeste de Palo Alto.

— Então nos mande a coordenadas — pediu JJ.

— Já mandei — falou Garcia desligando.

Rossi ligou na mesma hora para Elle e Morgan para eles irem procurar Hotch, já que estes já estavam lá.

***

Phillip entrou com Reid em um carro, em que já havia um motorista. Phillip pouco falava, então Reid começou a observar o comportamento dele, que estava um pouco tenso. Eles seguiram por longas horas, até que Phillip resolveu quebrar o silêncio.

— Sabe, rapaz. A Wendy é diferente — disse Phillip, Reid o olhou prestando atenção — ela nunca confiou em mim. Quando ela fez 13 anos. Nossa, ela era uma delícia, igual a mãe dela. Eu ficava por dias a observando dormir e tinha vontade de tocá-la.

Reid escutava espantado com as declarações dele, mas continuava escutando. Quanto mais ele falasse seria melhor, pois saberia quais os reais planos dele.

— Ela sempre dormia com a porta do quarto encostada — continuou Phillip falando — e durante uma semana, toda vez que Emily saia, eu ia no quarto da minha enteada e ficava a observando dormir. O corpo ainda estava se formando, mas aquilo me excitava. Mas a danadinha, acabou percebendo o que eu fazia e passou a trancar a porta do quarto. Foi quando eu percebi que ela não guardaria um segredo só nosso.

— Que segredo? — perguntou Reid inocentemente.

— Você sabe, né Jason? — falou Phillip — um segredo de padrasto e enteada.

Quando ele o chamou Jason. Reid percebeu que ele estava procurando um novo parceiro para substituir Jason Cutt, e que talvez ele pensasse que o próprio Reid seria essa pessoa. Então o rapaz achou qual seria o caminho para interagir com Phillip.

— Mas por que você a quis? — perguntou Reid — as filhas sempre foram minhas, você ficava com as mães.

— Eu sei, mas é que ela estava ficando gostosa igual a mãe. Eu não consegui resistir, mas a garota chorona só queria saber do pai. Porém agora vamos concluir nossa missão e partir para outra.

Reid o olhou assustado, pois sabia muito bem o que ele queria dizer.

***

Palo Alto — Califórnia.

Conforme as instruções que Penélope mandou, Elle e Morgan acompanhada de outros policiais chegaram ao local que o chefe havia ido com Phillip e Reid, mas Hotch não estava mais lá. Hotch foi encontrado um pouco distante dali, ele levava Joseph Melton por precaução. Hotch queria seguir as pistas para chegar a Phillip. Mas Elle e Morgan o acharam antes que ele pudesse ir mais longe.

Hotch acabou contando tudo que havia acontecido.

— Hotch — disse Elle depois de ouvir a história do chefe — nós suspeitamos que Phillip quer Reid para substituir Jason Cutt.

— Substituir Jason? — perguntou Hotch incrédulo enquanto não parecia acreditar no que havia acabado concluir — Phillip saiu dizendo que precisava de Reid para terminar uma missão.

— Uma missão inacabada? — indagou Morgan — ele não concluiu a missão.

— Verdade, ele não concluiu. Ele tem que matar a mãe e a filha para concluir a missão e escolher as próximas vítimas — falou Elle — a filha ele já tem, falta a mãe.

— Emily está no hotel com Sean — disse Hotch — precisamos avisá-la e avisar JJ e Rossi para irem para lá.

— Aqui não pega sinal de celular — falou Morgan.

— Só pega a uns doze quilômetros daqui — completou Hotch.

— Então vamos correr — disse Elle.

***

Reid chegou a uma casa num local, sem ter ideia onde estava. Mas era uma casa simples bem no meio da floresta. Tinha apenas quatro cômodos e mais um banheiro. Ao redor da casa vários homens armados. Assim que chegaram, uma moça foi receber os dois. Com certeza era Jessyca.

— Ela está ai? — perguntou Phillip.

— Do jeito que pediu — respondeu Jessyca — querem vê-la?

— Sim — respondeu Reid.

— Então vamos — falou Jessyca entrando na casa e sendo seguida por Phillip e Reid.

Assim que chegaram na porta de um dos dois quartos que havia. Jessyca colocou a mão no bolso na pegar a chave. Abriu e lá dentro estava Wendy, encostada na parede com os olhos vendado e as mãos amarradas atrás. O quarto vazio, não tinha móveis ou qualquer outro objeto.

Reid foi se aproximando lentamente enquanto ela foi se acuando, temendo quem se aproximava. Ele agachou-se e desamarrou suas mãos. Ele olhou os pulsos dela e viu que eles estavam machucados. Ela respirava ofegante, e parecia estar em pânico.

O rapaz então resolveu tirar a venda dos olhos. Nesse momento Phillip e Jessyca ficavam somente observando. Ele tirou lentamente e mesmo com a venda tirada, ela continuou com os olhos fechados, mas foi abrindo-os aos poucos. Assim que ela abriu completamente, sentiu-se aliviada quando viu Reid.

— Spencer — ela falou chorando de emoção e o abraçando forte — eu sabia que você vinha me salvar.

Mas sua alegria durou pouco, pois assim que seus olhos fitaram em quem estava na porta. Ela soltou-se de Spencer e voltou a ter medo.

— Sentiu minha falta, filhinha? — disse Phillip sorrindo sarcasticamente — estou com tanta saudades suas e da minha Emily também.

Notas finais
Espero muito que tenham curtido o capítulo. Agora vai os recadinhos: — Gente, por motivos pessoais. Vou deixar de postar essa fanfic nesse site. E quem quiser continuar acompanhando, a fanfic também está disponível no Spirit Fanfics (inclusive mais adiantada) e vai continuar sendo atualizada lá. Eu não queria chegar a esse ponto, mas me vi obrigada. Link da fanfic Spirit Fanfics: https://spiritfanfics.com/historia/dust-in-the-wind-5948106 Espero que me compreendam. Daqui a 15 dias todas as minhas fanfics de CM serão apagadas daqui do Nyah. — Outra coisa que queria falar com vocês, era que, uma amiga, está fez um grupo no Facebook de apoio a escritores e autores de fanfics de CM. A ideia a dar suporte para o autor tanto na parte de betagem quanto na confecção de capas, visto que é uma área tão escassa para gente. E também fazer indicações e leituras críticas de fanfics para ajudar os leitores. O grupo foi criado ontem, por isso não há muita coisa ainda. O primeiro lugar que está sendo divulgado é aqui, mas se tiverem um pouco de paciência verão o grupo bombar. Quem quiser também ajudar, fique a vontade. Link do grupo: https://www.facebook.com/groups/1232476060179467/?fref=ts Agradeço de coração a todos e até breve!