Dust in the Wind

24 A Nova Ramona Bello


Notas iniciais
Bem, sei que havia dito que não postaria mais aqui, mas resolvi deixar as críticas negativas de lado e deixar ela completa aqui também. Então, boa leitura para quem gosta.

— Phillip? O que faz aqui? — perguntou Wendy se acuando em desespero — você deveria está preso.

— Isso é jeito de falar com seu pai?

— Você não é meu pai. Meu pai é Aaron Hotchner.

— Não faça-me rir, garota. Seu pai não liga para você. Agora eu sim, eu me importo com você.

Reid percebeu que a personalidade dele mudou. Já não era mais aquele que falava da enteada com desejo no carro em outro momento.

— Não adianta, Phillip. Eu não sou mais aquela adolescente que você manipulava. Eu sei o que significo para o meu pai.

— Nossa, está corajosa. Veremos o quanto você aguenta — disse Phillip saindo.

Wendy respirou aliviada, mas seu alívio durou pouco. Ela havia visto que tinha alguém atrás de Phillip, porém não havia percebido quem era. E quando percebeu ficou abismada.

— Jessyca — falou Wendy — o que você está fazendo aqui? Phillip também te sequestrou?

Reid nesse momento se aproximou de Wendy, pois percebeu que a garota não tinha ideia do que estava acontecendo.

— Não — respondeu Jessyca — eu que mandei te sequestrarem para concluirmos a missão.

Wendy queria perguntar algo mais, todavia Jessyca saiu para onde Phillip e a deixou a sós com Reid.

— O que está acontecendo, Spencer? — perguntou Wendy — que missão é essa?

— Phillip está em busca de novos parceiros e acha que os encontrou — respondeu Reid enquanto Wendy o olhava sem nada entender — e ele acha que Jessyca e eu somos os substitutos perfeitos para Ramona Bello e Jason Cutt.

— Ele pensa que você é o Jason? — perguntou Wendy — isso é muita loucura.

— Eu sei, mas podemos usar isso a nosso favor. Eu só preciso que me fale tudo que sabe sobre a Jessyca para que eu descubra qual exatamente é o objetivo dela.

— O que quer saber?

— Tudo. Até mesmo o que considerar irrelevante, pode servir.

— Bem, ela 19 anos. É filha única. Mora com os pais. Era líder de torcida, andávamos juntas como se fôssemos amiga, apesar de não confiar nela.

— Não confiava nela e mesmo assim andava com ela? — falou Reid confuso.

— É complicado falar disso — disse Wendy ficando sem graça — eu simplesmente fazia de tudo para que as pessoas me vissem. Já que eu me sentia invisível dentro de casa.

Pela primeira vez desde que descobrira o passado da garota, Reid conseguiu sentir empatia por ela. Por isso ele se aproximou dela e a abraçou, sem dizer uma só palavra. Wendy retribuiu o abraço e os dois ficaram assim.

— Obrigada, Spencer por sempre está comigo, principalmente quando sou sequestrada por algum psicopata — ela falou tentando amenizar o clima e conseguiu arrancar um sorriso tímido do rapaz.

Os dois desfizeram o abraço e ficaram sentados bem próximo.

— Continue me contando — pediu Reid — por que não confiava nela?

— Eu tinha a impressão de que ela gostava do Daniel — respondeu Wendy — tanto que foi ela quem divulgou o vídeo da Rachael com ele. E eu também suspeito de que foi ela que contou a Daniel que eu havia matado a Rachael, pois não teria como ele ter ficado sabendo que eu estava na casa dela naquele dia — Wendy respirou fundo — se não fosse o fato da mãe dele está com câncer, ele não teria me dado sossego, nem por um segundo, até que eu confessasse tudo para a polícia. E falando em Daniel, você sabe como ele está?

— Não sei exatamente — respondeu Reid — mas a última vez que tive notícias dele, ele havia sido operado e o quadro dele era estável.

— Graças a Deus — falou Wendy respirando aliviada — eu temia tanto que tivesse acontecido algo de grave com ele. Eu nunca me perdoaria. Ele não merecia morrer daquela forma.

— Ainda gosta dele? — perguntou Reid de supetão, se arrependendo depois de ter perguntado.

— Claro que gosto — respondeu a garota o encarando — como amigo, somente como amigo.

Reid não pôde esconder que gostou da resposta dela. Vê-la fez despertar os sentimentos que outrora tinha por ela e que havia tentado apagar, porém foi uma tentativa inútil. Para Reid, nada justificava o que ela fez a Rachael, porém ele começou a entender as motivações dela.

Ser criada sem o pai, já era difícil e quem melhor do que Reid para entender, mas ser criada por Phillip devia ser um pesadelo. E depois de ter ouvido tudo que Phillip falou da ex-enteada e a reação de pavor dela ao vê-lo, ele percebeu que a garota também era uma vítima.

***

Los Angeles — Califórnia.

Rossi e JJ, assim que receberam a ligação de Hotch, correu para o hotel onde Emily estava. Quando chegou lá, foi informado que a esposa do chefe estava no bar. Ambos foram correndo para lá, e realmente ela estava no local, no entanto, não estava sozinha, estava com Heidi Murphy.

Os dois foram se aproximando sem fazerem questão de se esconder. Emily percebeu a aproximação e baixou a cabeça assim que os viu.

— Estávamos a sua procura — falou Rossi enquanto ela mantinha a cabeça baixa como se não quisesse que eles estivessem ali.

— Eu sei — respondeu Emily — e já sei também o motivo. Phillip me quer. E acho que podemos dar a ele o que ele quer. Eu me deixo ser sequestrada para acharmos o esconderijo de Phillip e salvamos Wendy e Reid.

— Hotch falou com a gente — disse JJ — e está totalmente fora de cogitação você ser usada como isca para Phillip. Você está grávida e é uma gravidez de risco.

— Mas vocês não podem opinar sobre assunto — disse Heidi — esse caso não é da BAU e eu já falei com a Erin Strauss para retirar vocês do caso. E ela me garantiu que faria.

— Um dos nossos agente e a filha de outro estão envolvidos — respondeu Rossi — então nós ficaremos.

— Mas Phillip já foi condenado pelos assassinatos daquelas mulheres ano passado junto com Jason Cutt — retrucou Heidi — o caso agora é o que ele fez com todo o dinheiro que ele roubou dessas mulheres que foram mortas e mais o que roubou quando trabalhava na Interpol.

— Só que vocês nunca acharão Phillip sem o perfil psicológico dele — respondeu JJ — vocês precisam da gente e nós precisamos de vocês. Podemos trabalhar juntos.

Heidi ficou pensativa.

— Tudo bem, eu concordo — respondeu ela e se levantou para ficar rente aos agentes da BAU — mas eu tenho uma condição.

— Qual? — perguntou Rossi.

— Eu quero os créditos — respondeu Heidi — eu vou comandar toda a operação e quero receber os créditos.

— Ok — disse Rossi — nós concordamos, porém também temos uma condição.

— Diga — pediu Heidi.

— Emily não pode ser usada como isca para Philli — falou Rossi — como JJ já disse e não custa lembrar, ela está grávida e é uma gravidez de risco. Sem contar que ela já se exaltou muito esses dias devido a tudo que está acontecendo com a filha e o marido.

— E como vamos fazer para tirar Phillip da toca? — perguntou Heidi.

— Ele vai sair — disse Rossi — temos que rastrear os possíveis locais onde Phillip poderá ter escondido esses títulos públicos, como cofres de banco, armários no aeroporto e vários outros locais possíveis. Antes de vir atrás de Emily, ele vai atrás do dinheiro, foi assim da última vez, só que eles não concluíram e vai ser assim de novo.

— Certo — concordou Heidi — espero que esteja certo.

***

Wendy deitou-se de lado colocando a cabeça nas pernas de Reid e rapidamente adormeceu. Ela havia lutado durante esses últimos dias para se manter acordada, no entanto agora que Reid estava ali com ela, a garota sentia-se segura e por isso resolveu adormecer. Spencer a observava dormir e tinha vontade de acariciar os cabelos dela, porém conteve-se.

— O que ainda faz aqui? — perguntou Phillip entrando no quarto.

— Eu... é — falou Reid gaguejando — eu estava fazendo uma sessão de terapia com ela. Sabe como é? O hábito.

— Era disso que eu estava falando — disse Phillip a olhando dormir — ela está igualzinha a mãe. Se eu fosse você, aproveitava, enquanto a Ramona não está aqui e agarrava essa garota nem que fosse a força.

— Mas eu não vou fazer isso — falou Reid — se a Ramona chegar, ela não vai gostar nada disso. Porém, se eu tivesse a oportunidade de ficar sozinho com ela, longe da Ramona, longe daqui, eu poderia finalmente conseguir o que quero dela. E depois a matamos e a mãe dela também.

— Ramona pode não gostar se matarmos as duas sem ela — retrucou Phillip — sempre matamos nós três, juntos.

— Tudo bem — falou Reid — mas bem que você podia me ajudar a ter um momento a sós com ela.

— Você pode ter esse momento agora se quiser — falou Jessyca que escutava a conversava do lado de fora. Ela entrou e lentamente se aproximou dos rapazes — eu não me importo mais com elas. Muito pelo contrário, eu faço questão que você a estupre e de maneira que ela sinta bastante dor e se lembre disso para o resto da vida e que ela nunca mais volte a ser a mesma.

Ao ouvir isso, Reid percebeu que Jessyca era totalmente diferente de Ramona Bello, e que isso influenciaria muito no modo de agir deles, já que era ela que ditava as regras.

— Vamos, acorda essa vadia e faça logo o que tem que fazer — gritou Jessyca.

Wendy acordou assustada com os gritos da ex-amiga. Na mesma hora, Jessyca tirou a arma que carregava na cintura e apontou para Wendy que nada entendia.

— Se não o fizer, eu a mato — ela falou confiante. Em seguida tirou uma moeda do bolso e jogou para Reid — o jogo vai começar.

— Ainda não está na hora — retrucou Reid segurando a moeda — temos que esperar a mãe.

— É verdade — concordou Phillip.

— Não, quem decide sou eu — disse Jessyca — vamos, jogue a moeda. Se der Cara, você a estupra. Se der Coroa, você a tortura com um alicate, quebrando cada dedo dela. Jogue logo a moeda para cima.

Notas finais
Digam o que estão achando. Obrigada!