Dust in the Wind

43 Caso resolvido - parte III - a mãe de Phillip


Notas iniciais
Olha, eu aqui de novo conforme prometido.

Quantico — Virginia

— Ele pode atacar qualquer lugar do país — falou Reid.

— Não — disse Hotch — Phillip não age aleatoriamente, acredito que ele vá para um lugar que tenha significado para ele.

— A verdade é que sempre analisamos Phillip através de Ramona e da mãe dela — retrucou Rossi — mas nunca nos preocupamos em investigar a mãe dele.

— Ele não conviveu com ela. A mãe dele morreu quando ele tinha 7 anos — retrucou Hotch — a mãe que ele sempre conheceu foi Monica Bello, que foi morta por Henry Froster.

— Sabemos que Henry Froster molestava tanto Ramona quanto Phillip quando ambos eram crianças — falou Reid — e se os abusos começaram depois da morte da mãe?

— Ele pode culpá-la por ter morrido e ter o deixado com o pai que o maltratava — completou Hotch.

— Realmente depois que separamos o perfil de Nikolai e de Phillip, fica mais fácil de analisá-lo — falou Rossi.

— Vamos nos juntar com o restante da equipe e discutirmos o caso — falou Hotch — E Garcia, ache tudo que puder sobre a mãe de Phillip.

— Só isso meu caro? — indagou a loira gabando-se — passe outra tarefa mais difícil.

Os três saíram da sala de Garcia e se dirigiram a sala de reuniões. Onde encontrariam os demais membros da equipe.

Em pouco tempo chegaram JJ, Morgan, Elle e Evilyn. E juntaram-se a Hotch, Reid e Rossi. Eles contaram tudo que haviam analisado até então.

— O caso é bem mais complicado do que imaginávamos — disse Hotch — Stella Froster, mãe de Phillip, cometeu suicídio. E isso no dia das mães, há quarenta anos. Phillip aguardava Stella para irem ao shopping comemorar o dia das mães. Mas quando foi procurá-la, a encontrou morta.

— Então — falou Morgan — ele sente que a mãe escolheu o abandonar com o pai.

— Por isso ele odeia as mães — completou Elle — ela foi embora por que quis e o deixou sozinho com o pai, que o maltratava.

— Como ela morreu? — perguntou Reid.

— Bebeu inseticida — respondeu Hotch.

— Mas por que alguém se mataria bebendo inseticida? — indagou JJ.

— Sendo casado com Henry Froster, eu pegaria o que tivesse para me matar — falou Elle em tom irritado.

— E se Henry Froster matou a esposa? — questionou Morgan — nós sabemos que ele matou Monica Bello. O que impediria de ter matado Stella também?

— Não temos como provar isso — disse Rossi.

— Não é preciso provar — retrucou Reid — bastar fazermos Phillip acreditar que é essa a verdade.

— Se ele pensar que o pai foi quem tirou a mãe dele — falou Hotch — e não ela que escolheu ir embora, talvez passe esse ódio que ele tem das mães.

— Só que ainda temos que descobrir onde ele vai atacar no domingo — disse Rossi — e para onde nós iremos investigar: Washington onde ele está? Ou em Los Angeles que onde tudo faz sentido para ele?

— Me digam — pediu Elle — qual o nome do shopping que Phillip ia com a mãe?

— Parkins Shopping — respondeu Hotch — que nem existe mais.

— Sim — retrucou JJ — esse shopping foi comprado pelo City Center...

— Que é uma rede de shoppings — completou Evilyn abrindo a boca pela primeira vez — cuja matriz fica em Washington.

— Muitos filhos vão levar as mães para o shopping no domingo — disse Rossi.

— É lá que ele vai atacar — completou Elle.

— Vamos por parte — falou Hotch — ele vai tentar contatar Reid antes de domingo, pois vai querer a ajuda dele. Então, Reid, tente confirmar com ele o local e ver como será o plano dele. Mas em hipótese nenhuma vai encontrá-lo. Entendeu?

Okay — confirmou o rapaz.

— Nós vamos para Washington agora? — perguntou Elle.

— Ainda não — respondeu Hotch — nós não fomos convidado pela polícia local. Tenho que falar com Strauss para ela autorizar nossa ida.

— Certo — respondeu Elle.

Eles então voltaram a discutir o caso.

***

Reid foi dormir naquele dia bastante preocupado. Ele estava tão vulnerável a Phillip. Ele sabia disso e temia envolver Wendy nisso. Sua cabeça doía só de pensar nisso. Então ficou com o celular na mão esperando a ligação de Phillip, precisava arrancar todas as informações que precisava, mas ele não ligou. E por isso Reid dormiu bastante mal.

***

No outro dia, Reid chegou na BAU bastante cansado. Há dias não tinha repousado direito e na última noite foi pior. Ele foi logo se sentando a sua mesa e voltando a analisar o caso de Phillip, não queria perder tempo. Hotch chegou a falar com ele por alguns minutos, mas logo saiu para falar com Strauss.

Evilyn ainda tentava se aproximar. Ela sentava em uma mesa próximo ao rapaz, mas Reid mantinha distância. Seu foco era em encerrar o caso de uma vez por todas.

No meio de sua análise, ele ouviu que JJ havia se entusiasmando com alguma coisa.

— Senhora Hotchner — falou a loira.

Quando ouviu isso, Evilyn derrubou a xícara de café que segurava, o que fez o rapaz perder a concentração no caso. Ele olhou e viu Emily segurando o bebê, acompanhado de Wendy e Elizabeth.

O rapaz ficou surpreso, pois Wendy não havia dito nada a ele. Imediatamente tanto Reid quanto Evilyn se levantaram e foram até elas.

O coração de Evilyn descompassou e Reid podia ver o quanto ela tinha ficado nervosa. Ela caminhava devagar, sem saber como se aproximar. JJ ficava bajulando o bebê junto com Emily, Elizabeth e Wendy. Aos poucos também chegaram Garcia, Morgan e Elle.

— Ele é tão lindo — disse JJ bajulando — posso segurá-lo um pouco?

— Claro — respondeu Emily entregando o bebê.

— É tudo tão pequeninho — falou Garcia — a mãozinha, o narizinho... tudo fofinho!

Assim que Emily desocupou as mãos. Evilyn se aproximou.

— Emily Prentiss — ela disse empolgada — eu me chamo Evilyn Blunt e sou uma fã do seu trabalho.

A esposa de Hotch a olhou intrigada. Havia algo familiar naquela garota. Elizabeth fechou a cara como se estivesse irritada com a aproximação dela.

— Minha fã? Não sabia que tinha uma — Emily falou um pouco tímida — é muito bom saber disso.

Em seguida, a jovem olhou para Wendy que também a encarava bastante confusa.

— Essa é sua filha? — ela indagou como se tentasse esconder a emoção — Wendy, não é?

— Sim, ela é a mais velha — respondeu Emily abraçando a filha de lado, enquanto a garota olhava fixamente para Evilyn — acho que dar para perceber.

— Claro — retrucou Evilyn ainda com os olhos brilhando.

— Onde está Hotch? — perguntou Elizabeth querendo mudar de assunto.

— Ele está em uma reunião com Strauss — respondeu Evilyn.

— Ótimo, me acompanhe até a sala onde eles estão — falou Elizabeth.

— Mas senhora... — tentava argumentar Evilyn.

— Isso não é um pedido. É uma ordem — falou Elizabeth bem enfática.

— Certo. Me acompanhe — Evilyn respondeu constrangida.

As duas saíram.

— Eu nunca tinha observado como a Evilyn se parece com a Wendy — falou Morgan para Reid e Elle. Enquanto Garcia, Emily, JJ e Wendy continuavam bajulando o bebê.

— Com a Wendy? — indagou Elle — para mim, ela se parece mais com a Emily do que a própria Wendy. Para mim, Wendy sempre pareceu mais com Hotch.

— Cara — disse Morgan — não diga isso na frente do Reid. Afinal quem vai querer beijar uma menina que se parece com seu chefe?

— Morgan — falou Elle dando um tapa nas costas do colega que sorriu.

Reid não prestou atenção no que eles falavam, olhava somente para Wendy, ela ainda não tinha falado com ele. Foi quando ele resolveu se aproximar. A garota estava em um círculo que elas haviam formado ao redor de Jack.

Ele apenas tocou no ombro dela e ela virou-se sorrindo. Logo os dois se afastaram um pouco do restante da equipe e ficaram num canto isolado.

— Spencer.

— Não me disse que vinha e nem veio falar comigo. Aconteceu alguma coisa que não sei? — ele perguntou baixinho.

— Na verdade não, eu só fiquei com muito receio — ela falou em tom de brincadeira — já peguei muitos “foras” aqui. Então não queria me lembrar disso.

Reid somente sorriu timidamente.

— Está tudo bem com você — ela perguntou colocando o cabelo do rapaz atrás da orelha — parece tão cansado?

— É só coisas do trabalho mesmo — ele falou mansamente sentindo o toque das mãos de Wendy em seu rosto — nada do que se preocupar.

Wendy apenas o abraçou já que não podiam se beijar por estarem no ambiente de trabalho dele. Mas de certa forma, aquilo o acalmou. Era bom está nos braços dela.

— Nosso apartamento está lindo, você precisa ver — disse Wendy apenas segurando a mão do rapaz — não vejo a hora de a gente está lá.

— Eu também quero muito isso — ele respondeu.

— Pode ir dar uma volta lá fora agora? — ela perguntou.

Ele olhou para sua mesa de trabalho e por alguns instantes ficou pensativo.

— Vamos, mas tem que ser rápido — respondeu Reid.

— Tudo bem.

E ainda de mãos dadas, os dois foram em direção ao elevador.

***

Elizabeth assim que subiu as escadas em direção a sala de Strauss e entraram no corredor, ela puxou Evilyn pelo braço.

— O que eu te disse? — ela perguntou furiosa — para ficar longe da minha filha e da família dela.

— Eu sei o que você disse e não vou cumprir. Eu sei dos meus direitos.

— Não foi esse o combinado. Eu te coloquei aqui e em troca você disse que deixaria a minha filha em paz — Elizabeth levou as mãos à cabeça alisando o cabelo, como se pedisse paciência — você não tinha nada que ter ido falar com a Emily. Quem você pensa que é?

— Uma Prentiss...

Notas finais
Comentem o que acharam. Sua opinião é muito importante para o desenrolar da história. Beijão e até o próximo capítulo!