Dust in the Wind
48 Capítulo 47 - Boas vindas
Notas iniciais
24 horas depois...
Era sexta-feira, dia da semana que toda a gente anseia por chegar, já que antecedia o fim de semana, que por acaso é sinónimo de descanso. Mas não, é só porque o Mystic Grill estava a patrocionar uma festa de happy hour.
Caroline estava justo a sair do banho quando escutou o aparelho tocar em cima da cama e correu mesmo descalça para atender. E quando isso realmente aconteceu, os seus olhos ganharam aquele brilho lindo. Assim que desligou procurou preparar-se rapidamente, ela queria ficar linda para receber o namorado.
A xerife tomava um café concentrado e com zero porcento de acucar percebeu a grande alegria da filha ao pular os degraus da escada e o seu cantarolar de roxinol não eram por outro motivo. É obvio que Elisabeth queria mais é que a filha se sentisse bem, e se cantar e pular eram sinónimo disso, deixa-la assim. Afinal depois de todo o sofrimento, já era hora de mudar de vida.
— Gosto tanto de ver-te assim, filha! — afirmou a mãe ao pousar a caneca do café em cima da mesa. — Vais comer alguma coisa? Fiz café fresco, troce aquele bolo que tanto adoras... encomendei-o na padaria.
— Como depois mãe, agora quero ir buscar o Niklaus! — disse ela com sorrisos ao rodar a mesa de deixar um beijo no alto da cabeça da mãe, antes de apanhar a chave e sair.
— Juízo, criança! — recomenda Elisabeth nunca perdendo aquele velho habito de achar que a filha ainda era um bebé. Só que um bebé crescido.
Dentro do carro a música ia sem volume alto, os vidros abertos para que todos os demais pudessem escutar e perceber o quanto estava realmente feliz e que o pesadelo havia finalmente chegado ao fim. Quando entrou nas mediações do parque do hospital, acenou a alguns dos seguranças que durante boa parte da sua vida havia sido obrigada a conhecer com chegadas diárias em suas consultas da rotina da doença. Felizmente havia superado cada mau bocado com um sorriso cada vez mais rasgado, tudo isso graças ao maravilhoso namorado que deus havia colocado em seu caminho.
Parou o carro, trancou-o e dali em diante apenas se escutaram passos apressados para as portas da entrada principal de visitas semanais. Na entrada estava um simpático moço que ao tomar nota do que a loira vinha fazer deu ordem automática de entrada.
Ao dar uns longos passos pelo corredor apenas fixou as ideias em alcançar o elevador o mais rápido possivel, no entanto para grande surpresa sua, foi justo cruzar-se com o velho médico que à uns tantos velhos tempos haviam cruzado a linha do elevador.
— Caroline! — falou surpreso ao encontrar a garota.
— Doutor! Que surpresa vê-lo novamente, mas digo que desta vez não venho por minha causa... — disse ela sorridente, onde mostrava a sua dentição perfeita e alinhada.
— Eu fiquei a saber nesses tempos que tiveste uma recuperação muito boa. Foi um milagre, minha querida. — carregou no botão para chamar o elevador. — A mãe como está? Espero que Elisa não seja o motivo de tua vinda.
A jovem mexeu a bolsa de forma espontanea para ver se tinha alguma ligação perdida e só então vendo que não tinha nada respondeu.
— A xerife Forbes está ótima... e não... ela está de muita boa saude, sem necessidade de uma cama hospitalar. — riu baixo usando o titulo da mãe para exibir alegremente, em que fosse um modo de alertar engraçadinhos com "não te aproximes demasiado, pois ela dá conta do recado".
— Preciso de revê-la, nem que seja para um café... — respondeu assim que o elevador finalmente chegou abrindo na frente.
— Faça isso, ela vai adorar com certeza! — incentivou a loira cheia de ideias.
Na verdade Elisabeth Forbes estava solteira e como tal, um namorado na sua vida nunca seria demais. Expectante, Caroline tencionava ter resultados positivos desse encontro. Afinal Bill havia encontrado uma mulher para a vida, a mãe tinha só mais o mesmo direito.
As ideias dentro da cabeça da loira começaram a fervilhar enquanto seguia pelo corredor da enfermaria. A porta do quarto estava entre aberta, mas surpresa mesmo foi quando ao olhar para dentro viu a cama vazia.
— Enfermeira! — gritou ao largar a bolsa e face ao grito uma logo apareceu no corredorde mão no peito esperando uma causa urgente.
— Algum problema? — pergunta não vendo paciente.
— O paciente que estava neste quarto, Niklaus Mikaleson... onde ele está?
A mulher não sabia o que responder, tanto que acabou pedindo um minuto e afastou levemente para questionar uma outra colega. Essa mesma havia mencionado que ele havia ido para a sala de espera e que aguardava uma menina.
Sendo assim, Caroline seguiu para lá e não viu ninguém, embora a tv estivesse ligada entretanto de costas bem no canto, estava o rapaz mexendo no aparelho, a loira decidiu aproximar e tapar os olhos dele criando um clima. "advinha quem é". Ele sorriu obviamente e acabou dizendo o nome da namorada alto e bom som. Ela simplesmente sorriu.
— Oh amor, tu pregas-te cá um susto! — reclamou ainda não parando de rir.
— Desculpa princesa, mas queria proporcionar-te uma bela surpresa.
— Estás perdoado, Mikaelson! — disse em tom brincalhão, embora a intenção fosse mostrar-se séria.
— Vamos para casa?
Ele colocou-se de pé com ajuda de um apoio e juntos acabaram por abandonar o hospital rumo ao lar. Pois lá já estava tudo numa animação para receber o grande amigo.
Rebekah batia palmas animada na volta da mesa farta do jardim de casa dos Mikaelson. Já que Mikael havia decido peparar um churrasco ao filho como boas vindas.
— Tudo isto para mim? — ele estava tão surpreso quanto animado que as palavras quase sairam emocionadas.
Todos estavam ali, ninguém estava a faltar, já que até Davina havia vindo de New Orleans para se juntar à familia na festa. Por outro lado havia também alguém que fazia questão de não faltar, mesmo com sua presença indesejável, contudo a uma boa e considerável distancia de não ser vista. Camille que não contava, acabou por ser apanhada de surpresa, já que dois agentes a abordavam de forma brusca e a guiavam para um carro patrulha ali parado.
A loira que não encontrava factos para a sua detenção mal feita e sem provas declaradas, ainda debatia "deve haver aqui algum engano meu senhor, porque sou inocente e essa acusação é absurda". Porém falasse ela o quer que fosse nada demovia aqueles dois homens de cumprir uma ordem de direito judicial. E logo foi guiada até à esquadra mais próxima para prestar declarações.
Elisabeth que estava na roda dos comes e bebes, escutou o aparelho telefónico tocar na algibeira e pensou consigo mesma que essa definitivamente não era a melhor hora. Mesmo assim sabia que o trabalho nunca podia ficar longe de si. Desse modo viu-se obrigada atender.
— Espero que seja mesmo algo muito importante, policial! — falou ela em tom zangado por não ter um minuto de sossego em seu dia de folga.
— Foi detida a senhorita que é suspeita de ser a mandante do acidente provocado em um outro dia. Os suspeitos confessaram e já sabemos o nome da mulher que mandou matar Niklaus Mikaelson... o nome é Camille O'Brian. — respondeu o rapaz não querendo perder muito tempo, já que a suspeita aguardava sozinha na sala do lado.
A mãe de Caroline ainda lançou um olhar rápido aos presentes e como todos estavam distraidos, menos uma pessoa que já caminahva na direção dela. A xerife tentou mostrar-se o mais normal possivel destribuindo sorrisos.
Ainda assim Jenna não era idiota ao acreditar em coisas forçadas e tanto que pediu a Alaric para preparar uma bebida, enquanto ia abordar Lise.
— Algum problema, xerife? — a mulher acabou mesmo por encerrar a ligação justo na cara do policial de serviço.
— Não, nada de importante, mesmo assim dá para segurar as pontas por aqui? Tenho umas coisas pendentes e que precisam mesmo de ser resolvidas o quanto antes. Espero não demorar... — apressa-se a sair dali a correr.
— Está bom! — foi tudo o que a tia de Elena conseguiu responder, dado que nem havia tido tempo para mais.
***
Haviam largado a festa maid cedo que o previsto, Stefan e Meredith estavam ansiosos demais para pegar a estrada e chegarem logo na nova morada. Obvio que todos davam o maior apoio na aventura dos dois. Incluindo Elena para grande surpresa do casal, que até desculpas formalmente havia dado depois de tantas absurdas injurias.
Afinal não é de hoje que todos os que erram podem reconher o erro e serem pessoas melhores. Com certeza como Elena haviam-se seguido outros casos. Como Hayley que havia largado dessas patetices de ser a lider de torcida da antiga equipa do colégio, ou até mesmo Katherine que ao que tudo indicava havia mudado de fato e que Elijah e ela estavam super felizes. No entanto a hora era de despedida, e um casal mais ia abandonar Mystic Falls, onde tudo havia realmente começado, mas certamente onde também tudo acaba.
— É só mais um capítulo encerrado em nossas vidas! — disse a morena abraçando o namorado na porta do carro velho antigo, que em tantas vezes Damon em sua plenitude de vida sem alcool havia chamado de caracol do Stef.
— Vamos ser muito felizes, meu amor! Eu prometo. — e selaram um beijo romântico.
Havia plateia assistindo ao casal romantico, pois já batiam palmas.
— Seus tótós! — reclamou Meredith ao largar os lábios do rapaz e olhar os amigos.
***
Em outro registo menos animador, Camille batia o pé insistente no chão da dala aguardando alguém entrar e iniciar o maldito interrogatório. A xerife não demorou para chegar no departamento e ir direto para a sala, onde acena a uma colega para se fazer acompanhar.
Quando por fim entrou a loira começou a sua risada sinica e nada arrependida e como a autoridade ali era Elisabeth, esta não demorou para colocar silencio. E assim a garota voltar para o seu lugar.
— Então quer parcer a mim que temos algo para conversar! — começou a mulher enquanto sentava atrás da secretária.
— Depende, não sei o que tenciona saber! Tudo o que tenho a declarar é que sou inocente. — argumentou Cami.
— Essa é definitivamente a conversa que suspeito minha cara amiga. — e lançou um olhar ao colega do lado que entregava um relatório dos suspeitos da tentativa de homicidio. — Acho melhor começar a procurar um bom advogado, Camille! A sua situação está bem complicada.
A loira revirou os olhos face a esse comentário e baixou o olhar afinal já estava se sentindo humilhada por estar ali, quanto mais pedir ajuda de um advogado que fosse.
— Tem familia senhorita, O'Brien? — pergunta a xerife carregando uma sobrancelha à garota que mantinha o silencio.
— Tudo bem, vou fazer isto de outro jeito já que não tenciona colaborar e isso não deixa outra alternativa. — afirma a mulher pegando o telefone do gancho do lado.
Camille segue os movimentos de Lise com o olhar alto e sombrio. Aparentemente não temia nada, as suas consequencias seriam bem recompensadas.
— Boa tarde! Fala da esquadra de New Orleans? Aqui é xerife Elisabeth Forbes de Mystic Falls. — a xerife passava os dedos pelo fio, enquanto os olhos passavam a examinar cada traço do rosto impassivel de Camille. — Exato, quero transferir um detido que é suspeita de ter ordenado o crime de tentativa de homicidio qualificado e na fuga imediata de dois homens. Resultado da vitima sair estável por hora. A suspeita é mulher, tem uma idade compreendida entre os 17/18 anos.
Após alguns instantes de mais intruções cruciais, a xerife deu ordem imediata para que a suspeita fosse levada para uma cela, onde iria aguardar a chegada da viatura da qual a iria levar de volta até à cidade de origem. E onde efetivamente aguardaria em prisão preventiva até ao julgamento.
Uma vez que tudo estava realmente resolvido e a louca da Camille não seria mais um probelma por momento, Lise podia realmente regressar para a festa de boas vindas de Niklaus e aproveitar o pouco e livre descanso da tarde.
Fale com o autor