Dust in the Wind

14 Capítulo 13 - Ocultar segredos


Pela manha do dia seguinte, Caroline ao acordar de mais um sonho perfeito em que vivia o seu conto de fadas, longe da realidade de seus dias aparentemente nada confortáveis, ela abriu os olhos, espreguiçando toda na cama, ate que ao esticar demasiado os seus braços, viu que o seu aparelho telefónico, caia no chão.


Com o estrondo, ela levantou-se logo, como quem acorda de uma vez, e então percebeu o disparate que havia feito. Pegando no aparelho aparentemente inteiro, ela viu que tinha uma mensagem de um número que desconhecia, porque raramente recebia mensagens, a menos que fosse algo urgente, ou simplesmente toda a gente ligava para falar.


Mas ao abrir a mensagem, um sorriso apareceu em seus lábios doces, que ao ler, percebeu que a mensagem nao era de mais ninguem, que nao daquela pessoa que sentia mais falta pela manhã.


Apressou-se a guardar o numero em sua agenda eletrónica para que assim soubesse de quem era, e claro está que para de vez em quando enviar uma mensagem, ou simplesmente ligar, porem naquele momento ela tinha vontade de responder, dizendo da mesma forma bonita um agora bom dia.


"Bom dia ao rapaz mais lindo do universo, que criou em mim uma luz que nao via a muito nesse mundo inseguro. Eu quero muito estar contigo e sim eu sonhei com alguem que faz de mim uma mulher mais feliz. Também te adoro, Caroline"


Por outro lado, o moço que estava a acabar de preparar-se para sair para mais um daqueles intensos treinos de andeboll, percebeu que caia uma mensagem em seu telemóvel naquele momento, e por segundos de sua vida, esqueceu que estava atrasado e simples jogou-se para cima da cama e ficou a ler a mensagem recebida.


Caroline ao contrário de Niklaus nao ia sair para lugar algum, pois queria ficar em casa aproveitar esse dia na companhia da leitura de novo livro que a mae havia trazido da biblioteca solidária da cidade. A jovem estava disposta a sair para jardim e fazer do espaço a delicia da sua companhia, porem ao atravessar a porta trazeira, viu de onde estava, que uma garota saia com Tyler de braço dado de casa.


Ela ate podia nao ter nada haver com o que o ex-namorado fazia, ou deixava de fazer, contudo ainda doia, apesar de ja ter passado algum tempo desde o fim da relação que havia sido um pesadelo para a jovem loira. Ela queria esquece-lo, fingir que ele nao existia, mas as vezes era quase que impossivel, porque havia sido com ele que ela havia perdido sua virgindade aos 16 anos, com ele que ela havia feito umas férias de sonho, e com ele que ela praticamente havia sido muito feliz.


No entanto, no entanto era hora de virar a página, e fechar a cadeado esse capitulo da sua vida que só a lembrar a fazia se sentir muito mal e pensar consigo própria que talvez ela nao merecesse ser feliz, como achava. "Oh meu deus o que estou a fazer comigo?" perguntou-se mentalmente tentando chutar esses pensamentos negativos.


Finalmente ela focou suas ideias no livro que tinha nas suas maos, e num gesto simples, virou as costas para essa gente que nao tinha caracter, e colocar na ideia que ela estava bem, e porque finalmente tinha encontrado um alguem digno de sua atenção.


Caroline sentou no relvado, abrindo a capa do livro e ler uma especie de mensagem deixada aos leitores que do próprio autor. Ela estava impressionado com a forma como o autor conseguia em simples palavras chegar ao coração de alguem, que as vezes a própria pessoa de tanto escrever nao conseguia nem enviar essa mensagem a própria cabeça.


E assim foi, ela passou quase toda a sua manha agarrada a gostosa leitura que nao conseguia ser para si mais viciante que a própria vida. Se nao fosse a mae parecer, sempre preocupada em chamar atenção da loira para comer alguma, ela nem isso faria de tao penetrada na fantástica história do livro.


– Caroline querida, apenas um minuto para comer? — a mae implorava fazendo gestos e sorrisos para filha que acabava mesmo por deixar um marco na página para depois retomar sem qualquer tipo de procuras.


A cherife ao ver que acabava de conseguir trazer a filha para comer, conseguiu soltar um sorriso de vitória e nao atreveu-se a nao perder a oportunidade de oferecer um pequeno-almoço rico de todos os nutrientes e vitaminas que a filha precisava.


A jovem que entrava na cozinha podia estar a jurar que entrava em algum banquete de casamento de tao bem recheada estar a mesa.


– Oh mae é mesmo preciso isto tudo? — Caroline coçava a cabeça naquele momento de duvida, e sentava ao ver que mae acenava que sim. É obvio que nao tinha intensão alguma de desiludir a sua progenitora, ainda mais ao ver que ela havia tido tanto trabalho e cuidado ao preparar tudo, com aquele amor e carinho. — Bom, eu vou comer, mas tudo, tudo eu nao como. — avisou ela.


***


Tyler estava pronto para iniciar a sua partida de mestre quando ao chegar ao ginásio da escola, encontrou Matt sorridente a sua espera para entrar e equipar, porem este nao conseguiu parar de pensar na sua vingança, aquela que tinha o maior prazer em deixar a quem nao devia estar no lugar errado.


Ate porque se inicialmente ela ja nao gostava do loiro por uma intervenção passada com uma rapariga que ele andava a sair, e agora descobrir que namorava a ex, era só mais um motivo para fazer a sua vida num inferno.


– Hey Tyler! — saudou o rapaz do olho azul e finalmente entraram dando de caras com alguns colegas de equipa, mas nao quem esperavam. — parece que o tipo hoje vai falhar. — comentou Matt, para grande raiva do outro que pousava a mochila na banca irritado.


Ele nao queria que o seu plano falhasse, pois tinha o maior prazer de rir na cara de quem era um idiota ao achar que estava com a garota mais sexy para si, quando na verdade ela nao era nada do que ja havia sido em outros tempos.


É certo que o moreno tinha um certo preconceito com o facto de a loira ser portadora de uma doença altamente desgastante, contudo isso nao lhe dava o direto de destruir a felicidade dos outros, certo? Porem ele nao pensava desse modo, o que era um mal de muita gente.


Niklaus que ja vinham muito atrasado para o treino quase que nao teve tempo para equipar-se em condições, pois toda a gente estava no campo a sua espera para iniciar o aquecimento e depois formar as equipas.


O moreno que cochichava ao ouvido do outro, preparava alguma na manga, e essa ia ser talvez bem mais interessante do que apenas contar um simples detalhe. A verdade é que ele tinha muita vontade de entrar em conflito com Niklaus, e nada dava mais prazer do que iniciar uma pancadaria em pleno treino, para deixar o treinador irritado e expulsar alguem, que segundo os pensamentos dele, apenas seria o seu rival a sair de cena, porque ele ja era o capitão de equipa a muito tempo, e como o outro havia aparecido depois, era quem devia dançar para fora.


O jovem loiro, finalmente juntou-se a equipa que começava naquele instante a correr a volta do campo. Niklaus estava longe de imaginar que Tyler havia sido o ex-namorado da jovem com quem começava a ter uma relação, que por outro lado ja nao o gramava pelo simples facto de ter enganado a sua melhor amiga, que infelizmente que ate hoje ainda nao havia conseguido contar a verdade sobre o rapaz que ela andava a sair, quer dizer ou que andou, pois ja nao recordava mais se continuavam nessa situação, ou se simplesmente Rebekah ja havia aberto os olhos, o que pensando bem, seria bem dificil pois ela tinha um dedo podre para as escolhas.


Tyler que percebia pelo andamento que o loiro estava distraido, aproximou-se dele pregando uma rasteira feia que fez o jovem ir ao chão. O loiro nao havia gostado nem um pouco da brincadeira de mau gosto, que logo perdeu o seu amor e foi ate ele dando um valento soco na cara que fez o outro cair aos prantos no chão.


É claro que a confusão instalou-se de tal ordem que o treinador viu-se obrigado a interromper o treino e chamar os dois garotos a razão pelo que haviam feito. Mas impossivel era de tentar chamar atenção deles quando estavam com a cabeça a fervilhar de raiva e bem quente.


– És um idiota perfeito, sabias? — gritava Tyler que era segurado por Matt que ria nas costas do outro.


– Olha quem fala, outro que nao tem caracter. — Niklaus nao poupou-se em palavras dizendo logo o que pensava. — Não tens vergonha de andar com uma rapariga e sair com outra ao mesmo tempo, nao? — ele atirou a primeira acha.


– Olha lá, e quem és tu para dizer isso a mim, quando na verdade namoras com uma garota que é doente? — o moreno atirou logo a bomba que estoirou bem do modo que esperava. — Oh nao me digas que nao sabias! — o jovem fez-se de inocente. — Talvez devias falar com ela e pedir satisfações. — e dito isto ele soltou-se dos braços do garoto do olho azul e saiu todo vitorioso e feliz com o resultado concretizado.


Porem quem ainda nao estava acreditar era o Niklaus que perdia naquele momento a vontade de continuar em campo e saia sem dar uma unica explicação ao treinador que ficava especado a olhar, voltando para casa.


Ele estava disposto a saber a verdade, implorando por aquilo ser uma mentira do outro, nao que ele fosse abandonar Caroline, porque nao era de sua indole tal coisa, mas estava a ocultar um segredo de sua saude quando na verdade o jovem merecia saber a verdade, por se preocupar com ela, se nao que sentido tinha uma relação de continuar na base da mentira, nao?


Pelo menos era nessa sequencia que as relações funcionavam, a base de tudo estava na partilha da dor, ou da inteira alegria, e se por algum momento haviam segredos, então é porque era porque nao havia a chamada confiança, e sem ela nada mais valia a pena.


O loiro atravessava a estrada naquele momento para ir direto a casa de Caroline, no entanto foi interrompido no seu passo por Cami que mais uma vez, aparecia na hora errada e no sentido inoportuno.


– Nik! — ela sorria enquanto corria ate ele que nao estava nem com um pouco de humor para levar com a sua personalidade chata. — Não tinhas um treino hoje? — a garota perguntou nao percebendo que o jovem estava com pressa, pois o impedia de andar ao colocar-se na frente.


– Olha Cami, é bom que saias da minha frente porque com a raiva que estou nao vou responder por mim! — ele empurrou a garota para o lado que ficou bem ofendida com agressividade do jovem, que em seu estado natural nao era nada assim, apesar dela saber que ele nao andava lá muito feliz com a sua presença.
Niklaus finalmente bateu a porta da casa da jovem, que no fim de contas quem vinha atender era a senhora Forbes, ao qual tentou mudar um pouco o seu tom espiritual para nao parecer mal e forçou-se a sorrir mesmo sem vontade.


A porta se abriu, ele foi convidado a entrar e muito bem recebido era pela mae de Caroline, que o acompanhava naquele momento ate a salinha de estar. A cherife havia sido simpática com o rapaz ao qual ja havia percebido que nao estava bem, contudo nao era da sua competencia meter-se em assuntos que nao eram seus, então deixou os jovens a vontade, sozinhos e entregues a si.


Caroline que estava distraida arrumar a estante dos livros novos nao deu pela prensença do rapaz atrás de si, que ao virar para pegar uns outros livros, percebeu que ele a olhava sem ditar uma unica palavra. Ela estranhou como é obvio, porque nao era nenhuma parva e foi ate ele dando um beijo, mas percebendo desde logo uma frieza no toque.


– Niklaus, esta tudo bem? — ela perguntou como quem nao entende a sua posição. Ele inrrigeceu e olhou para ela, nao querendo ser indelicado, mas no fundo estava magoado.


– Porque nao contas-te para mim que estavas doente? — a garota ao ouvir as palavras dele engoliu em seco, olhando para o chão e o puxar para sentar consigo no pequeno sofá de canto.


Ela procurava mentalmente as palavras certas para usar na sua confissão, ela nao sabia ao certo como ele podia reagir, se simplesmente contasse que estava a "morrer", o que na verdade era o seu caminho se continua-se a sua posição fixa de nao seguir aquele plano que no fim de contas ja estava mais que encerrado.


– Eu nao contei nada antes, porque tive medo de que pudesses reagir mal.. — ela respirou fundo, olhando para o lado, contudo o gesto de Niklaus mudou tudo ao pegar no rosto dela para olhar em seus olhos. — Eu estou com leucemia, possivelmente a morrer, e é por isso que eu nao queria que soubesses a verdade, nao para já que estava a começar a viver um momento feliz. — ela estava com lágrimas nos olhos, quase que pediam para sair e escorrer pela sua face.


Quem estava confuso com a confissão era ele que nao sabia o que fazer, no entanto deixar a jovem desamaparada nao era uma opção. Ele abraçou-a, mesmo nao sabendo de que mais formas podia conforta-la. Caroline sentiu um calor saudável nesse abraço, ela ja sentia um sinal, sinal esse de que ele nao a estava disprezar.


– Eu jamais vou deixar-te! — o rapaz falou olhando nos olhos dela que estavam marejados de lágrimas. — Eu só pedia para que tivesse confiado mais em mim, porque nao foi de todo bom saber disto por outras pessoas, contudo agora sinto mais que nunca que adoro-te. — ela sorriu ao saber que a sua opinião sobre ela nao mudava nem mesmo depois da verdade.


– Eu pensei que ias deixar-me, como o meu ex-namorado! — a garota falou enquanto ele beijava sua mao docemente. — Não ia suportar ser abanadonada uma segunda vez. -suspirou. — Eu adoro-te tanto Niklaus, a tua presença me faz tao bem. — entao abraçou-o mais forte ainda.


O casal vivia uma momento de pura ternura naquele instante, a verdade finalmente estava a ser exposta, e essa mesma dor de outra hora estar na ocultação, agora passava. Mas ainda assim, havia algo que o loiro nao sabia, e que de certo nao ia ser de bom agrado saber, que no final de contas a amada estava a ter a possibilidade de viver quando na verdade ela nao queria mais sofrer esses dolorosos ciclos de tratamento.


Caroline tinha a perfeita noção do que estava a fazer, e tambem sabia que era uma opção sua a sobrevivencia ou a morte.


***


Mas se um lado uns estavam a dar mostras de carinho e afecto, outros simplesmente nao sabiam que mais fazer a vida depois de mais um dia de pura mentira, como era o caso de Rebekah, que continuava sem obter respostas do Tyler as suas mensagens e ligações desde então. Ela andava desconfiada que ele possivelmente andava a tentar evita-la, contudo nesses dias de desencontro, ela ainda nao havia ganho a oportunidade de o confrontar e ver com os seus próprios olhos, o que na verdade andava acontecer.


É certo que a loira tinha um certo medo da verdade, e isso toda a gente sabia, mas puxa ela só queria saber, ter uma resposta, para assim tomar como certo se devia ou nao seguir em frente na sua vida, esquecendo o jovem Lockwood, nao?


Mas eis o momento em que ela dedice agir de um modo supresa, indo assistir ao final do treino do rapaz que pelo horário, ainda estava a decorrer, mesmo sendo que era sabado e que o treino podia simplesmente ser mais curto, no entanto ela queria surpreende-lo. Na verdade quem estava longe de saber que ia ser ela a surpreendida. Ao chegar no ginásio e dar de frente com Tyler e Hayley aos beijos como se nada fosse, e melhor, como nada dessevem ao mundo, foi como levar uma estalada para ela.


Rebekah que observa toda a cena nao sabia que mais fazer, se nao sair de onde estava e correr o mais depressa que podia ate casa, contudo nessa correria, perdeu totalmente a noção do que fazia, atravessando a estrada sem olhar e quase ser atropelada por Matt, que num impulso travava a fundo.


É obvio que o rapaz estava completamente chateado ao ver que quase atropelava alguem que de forma insolente, pois essa pessoa havia atravessado a estrada sem sequer olhar. Ele podia simplesmente partir para cima da garota com gritos, e reclamações, contudo ao ver que ela nao estava bem, mudou de postura, preocupando-se e fazendo ação de bom menino.


– Ei, esta tudo? — ele perguntou enquanto abaixava-se para ajudar ela a levantar. — Tens a certeza que nao queres ir a um hospital? — Matt roia de preocupação por dentro e ja estava prestes a tocar no telemóvel para chamar algum ponto de socorro, quando a garota olhou para ele, afastando as mexas do cabelo da frente dos olhos.


– Não, esta tudo bem, eu só quero ir para casa e esquecer isto... — ela tentou soltar-se dele, que ja havia percebido que ela nao queria sua ajuda.


Porem ele havia ficado mexido com ela, nao pelo acidente, mas por ela ter uma beleza sublime, alias por ser uma autentica barbie em serie, daquelas que ele podia simplesmente idulatrar sem parar.


Ainda assim ele nao ia esquecer aquele belo rosto, então quem sabe um mal, nao vinha por um bem, certo? Pelo menos era desse modo que os velhos ditados funcionavam. E quem sabe esse acidente nao era o sinal que o jovem do olho azul precisava para descobir que o seu destino era ao lado da loira em apuros. Talvez o melhor fosse esperar para saber.