Dust in the Wind
15 Capítulo 14 - Tomar uma decisão
Dias depois daquela conversa com Niklaus, a loira nao parou mais de pensar no seu estado de saude, ela queria forçosamente para com a sua luta pela resistencia e aceitar de uma vez por todas que esse tratamento era a unica saida que ela tinha se queria continuar sã de riscos maiores a longo prazo.
Caroline saia do quarto naquele instante para ir contar a sua decisão dificil a mae que estava na cozinha preparando uma refeição. A cherife que longe estava de imaginar o que a filha tinha para contar, ficou surpresa com a presença inesperada dela e ao mesmo tempo receosa do que esta podia ter para falar.
– Mae! — a garota chamou, logo a senhora Forbes olhou. — Eu estive a pensar. — suspirou. — E acho que chegou a altura de aceitar que talvez seja mesmo hora de eu seguir esse tratamento. — a mae que nada estava a espera, largou o que estava a fazer para sentar ope da filha e pegar suas maos, olhando fixamente em seus olhos. — Eu sei que pode parecer estranho, mas é ja é altura de aceitar.
– Filha, eu pensava que essa história ja tinha terminado. — a senhora parecia meio que com vontade de sorrir, mas tinha ao mesmo tempo medo de falar, antes que a jovem mudasse de ideias repentinamente. — A menos que alguem tenha influenciado as tuas decisões. — a cherife começou a olhar a filha com ar de pesquisa de maos na cintura.
– Oh, mae! — Caroline bateu no ombro da mae quase corada. — É claro que sim, o Niklaus é o grande motivo de eu mudar aquilo que ja devia ter feito a mais tempo. — ela acabou confessando. — Eu nao contei nada antes, mas praticamente estamos a namorar. — a senhora que em outro momento estava com receio de sorrir, nao perdeu essa oportunidade, dando de imediato um grande abraço na sua garota.
– Não posso ficar mais feliz do que ja estou com essa noticia, querida! — confessou a cherife afastando do abraço e pegando nas mexas de cabelo da filha ajeitando atrás da orelha. — Espero que desta vez tenhas muita sorte, porque desde o primeiro momento em que vi esse rapaz, percebi que ele era a melhor pessoa para ti. — Caroline estava quase a chorar com as palavras da mae, contudo fez força para nao o deixar acontecer, se nao acabriam as duas juntas na mesma derrota.
O momento era de alegria, e isso era de facto um acto vitorioso para os Forbes que finalmente viam uma razão para acabar com o clima de fraqueza e finalmente abrir portas para a nova realidade. Aparentemente nada que impedice de tudo dar certo, agora era tempo de retomar o que ja havia sido deixado a mais tempo, mas a teimosia tambem tem fraquezas e quando alguem muito quer algo, a pessoa sempre consegue.
E era nessa espectativa que Caroline Forbes estava, pois seguia caminho ate ao hospital para conversar com a sua médica assistente e contar da sua decisão, apesar de estar ciente de que podia ser mais ou menos tarde, porem era sempre bom tentar, e a esperança, essa era a ultima a morrer.
Por outro lado a chefire Forbes por nao poder acompanhar filha nesse procedimento estava muito inquieta, nao que ela duvida-se de alguma coisa, mas pelo simples facto de ter aquele medo de descobrir que ja era tarde para começar do zero.
É que haviam doenças que tinha um desenvolvimento muito rápido se nao fosse dividamente seguidas, como era obvio, mas por outro lado tambem haviam aquelas que evoluiam pouco, nao? Mas era com pensamento positivo que tanto uma como a outra precisavam de continuar a ter.
Naquele instante de espera, a loira era acompanhada pela médica ao gabinete, ela jurava que esse assunto podia ser de uma vez por todas resolvido, e iniciar esse maldito tratamento que havia feito tanto furor ao inicio.
A médica ao dar como certo a decisão de Caroline, alertou-a para o facto de haver aquela situação em que o seu diagnóstico podia simplesmente ter mudado, e que isso podia em muito influenciar a sua situação fisica e o tipo de métodos a serem seguidos no novo procedimento.
– É certo que ja pode ser tarde, e espero que não, porque finalmente cai em mim e percebi que esta situação, não afecta só a mim, mas a minha mae que mesmo nao falando, eu sei que sofre e nao aguenta ver que eu como sendo sua unica filha esteja a desperdiçar a oportunidade de viver. — jovem falava quase de cabis baixo, forçando para que as lágrimas em seus olhos nao cairem, quando elas simplesmente ja venciam a sua luta surgindo na face.
– Compreendo perfeitamente, mas Caroline, só vou poder ter uma certeza maior, quando realizar novas analises e exames, para vermos em ponto a sua doença evoluiu, e só assim rever um novo diagnóstico mais detalhado. — a médica parecia tambem ela comovida com o roportório da jovem que finalmente aceitava a realidade de seus dias, porem era de seu dever encorajar os seus doentes a lutarem ate ao fim, e nunca deixar eles desistir.
– Claro, quando eu faço tudo isso? — perguntou ela.
– Hoje mesmo se quiser! — disse a médica que levantava acompanhando a jovem ate a sala de analises e que pelo dia iria acompanhar em outros exames, pois a garota em momento algum ia ficar sozinha.
***
No entanto, havia alguem que estava alheio a esse ponto da situação e que de alguma forma ainda sentia que algo nao batia certo, mas mesmo tendo essa sensação, Niklaus nunca ia saber se nao confronta-se a namorada, certo?
Por outro lado ele nao queria fazer a jovem sentir-se mal ao falar desses problemas que em tudo a faziam sentir menos mulher por estar doente, nao que a doença a infrioriaza-se, porque isso nao mudava em nada o que ela era, porem era um assunto delicado de ser abordado.
Naquele instante passava na frente do café, onde normalmente ia buscar o pão para tomar ao pequeno-almoço, quando ao entrar viu a mae da jovem, que por outro lado era sua sogra. Ele com boa educação que tinha, foi cumprimentar a senhora que bebia seu café a medida que folheava o jornal lendo as machetes de noticias do crime. Aparentemente isso nao o surpreendia em nada, porque ela pertencia ao corpo da policia, certo?
– Como esta senhora Forbes? — a cherife ao dar conta que estava a ser abordada olhou de imediato para o rosto do rapaz que sorria amável.
– Oh Niklaus, que surpresa boa. — disse a senhora simpática ao cumprimentar de volta com dois beijos na bochecha do loiro. — Senta e faz-me companhia! — pedia a senhora voltando a sentar novamente na sua cadeira.
Ele nao conseguia dizer que nao a um pedido tao simbólico da cherife que em tudo apenas o queria deixar a vontade e por outro nao preocupar com determinados assuntos.
– Como esta a Caroline? Ela ainda nao me disse nada hoje e estava a pensar em ir ate lá casa para fazer uma visita. — disse ele que logo fez a senhora ao seu lado perder o ar que respirava, como se estivesse a ser apanhada em flagrante em algum crime, que no fim de contas nao era nada de grave o que a filha nesse momento estava a fazer nada que nao fosse correcto, contudo tambem nao era ela a pessoa mais indicada para falar ao rapaz que a jovem estava no hospital. — Esta tudo bem, senhora Forbes?
Ela queria dizer que sim, mas por outro lado, dizer que nao, mas nao era ela como mae nao podia abrir a boca simplesmente quando nao devia, contudo o olhar do rapaz, a duçura das suas palavras amoleceram de alguma forma o coração dessa mae que por mais força que fizesse para manter um segredo, ela nao conseguia.
– Meu querido, a Caroline nao esta em casa, e possivelmente vai chegar muito tarde, e se ela nao falou nada, nao te preocupes, ela acaba por contar-te depois.
Mesmo assim tal como pensava em outro momento, acabou por nao quebrar a sua posição com a filha de manter o silencio, falando apenas o necessário, ate porque se havia algo para ser contado, nao era ela que devia faze-lo, certo? E por outros pensamentos a cherife nao sabia ao certo que se passava naquele instante no hospital com a filha e como estava a correr a tal conversa com a médica.
Mas ainda assim, Niklaus nao havia engolido muito bem essa trapalhada da senhora Forbes ao dizer que estava "tudo bem", quando o seu nervosismo nao dizia isso. No entanto, ele so ia acabar por saber quando fala-se diretamente com a namorada e pergunta-se sem rodeios o que se passava. Pelo menos era um direito que ele tinha como companheiro. Porque se era para ajudar nas horas dificieis e menos dificies, então teria de estar preparado.
Ao despedir-se da "sogra" e ao regressar a casa, tentou ligar para a Caroline, que nao atendia a ligação. Ele estava a estranhar, porque todas as tentativas caiam na caixa postal.
Ate chegou a pensar em deixar uma mensagem de voz, mas depois lá chegou a conclusão que podia estar a exagerar, que nao era caso para tanto, ou era? Ele próprio ja estava confuso e começar a ficar preocupado de tanto sentir que o mundo escondia alguma coisa de si, e que pior, é que ninguem queria contar.
Porem ao entrar pelo portão dentro para retomar ate casa, encontrou alguem a sua espera. Ele nao esperava ninguem naquele instante, quer dizer só mesmo a namorada, mas a pessoa que estava nesse banco sentado, nao era ela, mas tambem nao era Cami, era Rebekah, a sua melhor amiga, ao qual nao via a dias.
Niklaus nao pensou duas vezes se nao correr abraçar a amiga que por outro lado tambem ela nao parecia bem, pois por evidencias em seu rosto, ela havia estado a chorar. E ele como bom amigo que era, preparou-se de imediato para escutar a sua loirinha favorita do jardim de infância.
– O que se passa com a minha princesinha? — tentou fazer piada, no intuito de ve-la sorrir, o que havia conseguido parcialmente, pois a jovem ja mostrava um sorriso mesmo fraquinho.
– Prometes que nao vais julgar-me? — perguntou ela que logo deixou ele com a pulga atrás da orelha, pensando em coisa má, que no fundo ja era de prever que esse dia chegasse, mas infelizmente ele nao havia conseguido precaver a amiga para essa infelicidade.
– É claro que sim, eu prometo! — e fez uma cruz de juramento beijando os dedos.
– Foi o Tyler, aquele rapaz com quem eu andava a sair.... bom encontrei-o aos beijos com outra, e olha nao há nada mais que doa a mim do que ver que ele simplesmente andou a enganar-me. — ela estava a chorar enquanto desabafava. — Klaus, ele nao respondia as minhas mensagens a algum tempo, ele nao atendia as minhas ligações, ele ja estava a fazer de propósito! — ela batia com as maos nas próprias coxas, quando o rapaz a puxou para um abraço confortante. — Eu nunca me senti tao humilhada na minha vida... — as suas lágrimas caiam em cascata.
Niklaus queria ajudar a amiga, mas nao sabia como poder deixar alguem bem quando na verdade estava tao mal. Ele queria ver a sua amiga feliz, com alguem que pudesse amar de verdade, alguem que nao brinca-se com os seus sentimentos.
No entanto, ele ainda sentia uma raiva muito grande ao ver que esse idiota sem nivel, havia feito com ela. Mas ele ia pagar caro, de uma forma ou de outra, ele nao ia ficar a rir, e ia arrepender-se amargamente de ter traçado o caminho que cruzava com um Mikaelson. Pois ninguem que tinha mau caracter ficava impune, continuando com o seu estilo de enganar garotas carentes de amor, pois era desse modo que Rebekah sentia, carente.
– Bekah, eu nao vou deixar mais ninguem magoar-te assim, ok? — ele beijava os cabelos da garota que ainda nao havia largado do abraço. — Mas ainda assim promete para mim que começas a ter mais cuidado, por favor! — pediu ele ao afastar a jovem e olhar em seu olhos, limpando as lágrimas. — Prometes? — ela balançou a cabeça concordando.
***
Se por um lado uns estavam a confessar um final de relação desastrosa, Caroline deste lado apenas queria uma resposta positivas aos resultados de todos os exames que havia realizado.
A jovem estava muito nervosa na sala de espera, quando a médica voltou com um envelope, e acenou para que a segui-se. Ela queria acabar com aquilo de uma vez por todas, e ao mesmo ir para casa, para os braços do seu namorado que ja devia estar em panico de nao ter noticias suas, pois as evidencias estavam todas no seu aparelho telefónico, que registava as 10 chamadas perdidas.
Caroline que analisava as próprias maos a espera, foi surpreendida pela médica que falava para si.
– Pelo que vejo, acho que esta tudo certo para seguir em frente com esse tratamento, pois a evolução da doenças nessas semanas foi muito baixa, o que rentabilizou em parte todo o processo. — ela observava a médica atenta e espera perceber de outro modo o que essas palavras queriam dizer. — Por outro metodo mais fácil de explicar, a Caroline ainda tem a possibilidade de iniciar esse tratamento de quimioterapia. — a jovem sorriu. — Só que como médica, devo alertar para alguns riscos que penso que ja esta mais ou menos ciente, certo?
– Sim! — a garota respondeu fixa. — Esta a querer falar sobre os efeitos secundários a cada novo ciclo do tratamento.
– Exactamente. Cada novo ciclo tem um periodo de pausa de 3 semanas, e como ve nessas semanas a 1 é a que mais é dolorosa para si, em que sente todos os efeito colaterais do tratamento, mas as restantes 2 semanas ficam por conta da recuperação desses efeitos. — explicou a médica com cuidado nas palavras e de modo mais fácil de compreender.
– O meu cabelo vai cair como se eu estivesse com cancro da mama ou algo do tipo? — a jovem perguntou alisando uma mexa loira.
– Como vê, eu nao posso garantir que a Caroline mantenha o seu cabelo, todo por ele, mas posso sim dizer que a casos de sucesso em que a queda de cabelo é menor que em outros determindos e complicados procedimentos. — a jovem balançava a cabeça, lembrando que a queda de seu cabelo ja era preocupante agora, e que depois seria ainda mais. — Como vê, as vezes é melhor rapar o cabelo todo, e usar um lenço, mesmo nao sendo fácil, mas acredite daqui por algum tempo ele volta a crescer lindo e saudável.
Caroline prezava muito o seu cabelo, e o facto de imaginar a viver sem ele, era praticamente tirar parte de si, mas se era para ser desse modo, então seria algo que ela teria mesmo de fazer, mas nao queria faze-lo sozinha, ela ia pedir a alguem para ficar consigo nessa hora que de todas ia ser a mais dificil de suportar e de olhar para o espelho e sentir ainda mais o peso da doença, ao ver-se completamente careca.
– Se tem mesmo de ser, assim será. — ela respondeu conformando-se da nova posição. — E quando começo o essa sequencia de quimioterapia?
– Segunda-feira, inicia-se o primeiro ciclo de quimio. — respondeu a médica, logo a loira levantou para sair, mas antes a senhora da bata branca voltou a chamar por si. — Se a Caroline nao se sentir bem em faze-lo sozinha, pode trazer alguem consigo, normalmente os doentes, trazem seus acompanhantes. — ela balançou a cabeça aceitando a dica. — Pois é nessas horas que a gente precisa da familia, e qualquer das formas, eu vou estar por perto para acompanhar a evolução. — ela sorriu saindo finalmente.
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