Dusk Till Dawn

2 Alguém entra para o grupo...


Notas iniciais
Boa leitura :)

POV:BEATRIZ

Eu não queria conversar com ninguém, queria ficar dentro do chalé e não olhar a cara do babaca do meu irmão. Mas eu tinha que sair, hoje é dia de Caça bandeira, então basicamente saí contra a minha vontade. Eu estava indo para o refeitório quando vi uma movimentação no lado de fora do acampamento, não dei muita importância, continuei andando em frente. Deve ser a rua com muita movimentação. Tava tudo bem até eu ver uma árvore cair com um estrondo, estava acontecendo alguma coisa lá de fora, até porque carros não fazem isso.

Comecei a correr na direção da entrada do acampamento, vi que alguns campistas estranharam minha repentina corrida, mas nem liguei pra isso, só continuei em disparada.

– Bia! – ouvi alguém gritar meu nome, pela voz deve ser Raven que me gritou – Volta aqui garota! Onde que pensa que está indo? – é a Raven, com certeza. Corri mais um pouco e cheguei na entrada do acampamento, e o que eu deduzi estava certo.

Um garoto loiro estava do lado de fora da barreira, ele estava assustado e gritava socorro. Ele fugia do enorme minotauro que o estava perseguindo. Esse garoto não é do acampamento, está assustado de mais. E eu me pergunto, como é que ele não morreu? Ouvi passos vindo em minha direção e deduzi que fossem as meninas.

– Deuses!! O que está acontecendo aqui?! – Estella falou – Aguém tem que ajuda-lo! – Olhei pro lado pra ver quem estava aqui comigo, Tyler, Mare, Raven, Jake e o babaca do James também.

– Eu vou – falei indo pra fora do acampamento, mas alguém segurou meu braço com a forca de um brutamontes.

— Mas não vai mesmo! – James me segura firme.

— Me larga! – tento tirar meu braço de sua mão – Me solta! Tá machucando idiota! – ele soltou meu braço devagar – Me ajudem então! – falei rápido o suficiente pra eles entenderem, e saí correndo.

— BEATRIZ! – James gritou

Convoquei meu raios, mirei no minotauro e atirei nele, ele olhou na minha direção e veio com tudo, corri pro lado o mais rápido possível e o minotauro bateu na barreira tirando gritos de quem estava por perto. Os meninos já estavam aqui me ajudando, então reparei no garoto que estava fugindo, ele é alto e forte, é loiro dos olhos verdes, tem pele bronzeada e... Para! Agora não é hora de ficar reparando na beleza dos outros! Olhei pra frente me concentrando na luta novamente, Jake atacava com uma espada e Tyler usava seus tênis com asas e segurava uma lança, corri em direção dos meninos joguei um raio na cara do monstro e ele bateu de costas na árvore que estava atrás.

Sorri vendo ele e a árvore caírem pra trás, coitadinha da árvore. Ele se levantou e veio em minha direção novamente, só que dessa vez veio rápido de mais e me jogou longe contra uma árvore.

– BIA! – pela voz deve ser Tyler que gritou. Minha cabeça latejava e minhas costas doem muito, senti algo arder na minha bochecha, passei minha mão e tinha sangue escorrendo ali. Olhei para os lados na esperança de ter alguém vindo, mas os meninos lutavam, Mare e Raven entrarem na briga enquanto Estella tentava desesperadamente puxar o garoto perdido para dentro do acampamento.

Apoiei meus braços no chão e com um pouco de dificuldade consegui levantar, fiquei de pé caminhei até outra árvore e me escorei nela, estava um pouco zonsa, não podia continuar a lutar assim. Respirei fundo algumas vezes me decidindo de que eu tenho que continuar. Andei apressada e concentrei meus raios, ainda estava um pouco longe mas consegui mirar bem no chifre do minotauro e atirei os raios com toda força que ainda me restava, o impacto o fez bambear. James vinha até mim mas percebi o minotauro se movimentar meio vacilante na direção do meu irmão. Não tinha forças para reagir, mas vi Mare lançar um chicote de água no minotauro o que o fez mudar de curso salvando James.

—Raven agora! –Mare gritou.

—Pode deixar! –Raven abriu uma rachadura no chão e o enviou novamente para o Tártaro.

Estava fraca, meus joelhos cederam e a última coisa que pude ver foi Jay me pegando em seus braços e Tyler e Jake vindo até mim desesperados, Mare cuidava dos ferimentos dela e de Raven e também vinham em minha direção. Depois disso me rendi e apaguei.

POV:JAMES

Estava desesperado, segurava Bia nos braços e corria diretamente para a enfermaria. Ela não podia ter gastado tanta energia. A culpa era minha, não fui rápido o bastante para impedi-la, não fui bom o bastante. Agora ela estava aqui, desacordada, pálida, os filhos de Apolo disseram que ela ficaria boa logo, que foi só um excesso de poder, ela estava nervosa e não controlou a força. Nós, filhos dos três grandes temos esse problema, muito poder em um corpo fraco. Por isso precisamos ser sempre os melhores, os mais ágeis, mais espertos, mais fortes.

Se não fosse Mareena eu poderia estar agora no submundo, morto. No momento eu não pensava em muita coisa, estava sentado ao lado da cama de minha irmã que dormia tranquilamente. Eu tinha que parar, isso a estava machucando, não suportaria viver sem ela. Senti uma mão em meu ombro e me virei para aqueles olhos verdes-mar.

—Você devia descansar, ela está bem.

—Não vou sair daqui. A culpa foi minha Mare. –falei me virando e ficando de frente para aquele mar de cabelos fogo.

—Não posso dizer que você não tem culpa.

—Sincera como sempre. –ri baixo e quando levantei o olhar vi que ela tinha um sorriso compreensivo.

—Ela queria que você parasse, mas você não a ouviu.

—Eu fui um imbecil.

—Não se engane você continua sendo um. –uma voz sonolenta mas inconfundível se pronunciou. Me virei bruscamente e quase caí da cadeira.

—Bia...

—Eu vou deixar vocês a sós. Ainda quero você viva garota dos raios. –Mare brincou.

—Anotado chefia. –elas trocaram um sorriso.

Mareena ia saindo mas eu ainda não havia a agradecido por ter salvado minha vida. Me levantei e segurei seu braço como fiz mais cedo a fazendo se virar para mim. Que garota linda, será que eu estou mesmo me apaixonando? É assim que começa? Ela não precisava ter feito o que fez mas o fez mesmo assim e eu queria que ela visse minha gratidão.

—Obrigado por salvar minha vida. –falei com sinceridade. Nos encaramos igual antes, um analisando o outro para ver qual era falso, mas desta vez eu realmente estava sendo sincero, iria provar a ela que eu não era esse tipo de cara que ela achava que eu era.

—Só fiz o que qualquer um faria. –ela me olhou uma ultima vez e depois se desvencilhou do meu braço e saiu gritando como uma general.

—Wood! Filho de Hermes do caramba! Eu quero uma Sprite!

A observei sair até ouvir uma tosse forçada, me virei e Bia me encarava com um sorriso malicioso.

—Eu vi essa troca de olhares. Será possível? A Mare pode mesmo te melhorar?

—Eu sou incrível não preciso de reparos.

—Mas precisa de vergonha na cara isso com certeza –ela falou e riu, eu fechei a cara.

—Não estou aqui para falar de mim e sim de você. Como está se sentindo?

—Muito bem. O néctar e a ambrosia fizeram efeito.

—Você tem que controlar mais seus poderes.

—Eu os controlo muito bem! –reclamou.

—Tá brincando? Você desmaiou pois não soube controlar a carga de energia.

—A Mare consegue controlar tempestades e oceanos, a Raven tudo que tem debaixo da terra ela controla, por que eu não posso controlar uns simples raios! –falou emburrada, ela odiava ser ruim em algo.

—Não tem nada a ver. Você é tão poderosa quanto elas, é questão de domar sua própria força. Posso te ensinar.

—Eu não preciso da sua ajuda. –ela disse firmemente, eu sorri. –mudando de assunto. Como está o garoto que resgatamos?

—Ah o nome dele é Max, assim que entrou no acampamento Apolo o declarou.

—Então o gato é filho de Apolo! Não me surpreende –ela fez um comentário completamente desnecessário. Fechei a cara e ela riu da minha expressão.

—Pode parar.

—Ok, tá bem –disse rindo e levantando as mãos como sinal de rendição, falsa. –me ajuda a levantar, quero ir lá pra fora.

—Tem certeza que está bem,? –perguntei preocupado a segurando pela cintura.

—Absoluta James, já pode me soltar eu sei andar.

—Como quiser. –a segui de perto, vai que ela caía.

Passamos pelas portas e ouvimos a gritaria que vinha de perto do lago. Arthur, filho de Poseidon, dois anos mais velho que Mareena, quando éramos pequenos ele era bem próximo de nós. Agora com dezenove ele servia ao exército de Poseidon. Ele sempre foi super-protetor e claramente se via que ele estava no meio de mais um de seus sermões. Mare apenas revirava os olhos e retrucava.

—Eu não sou mais uma criança Arthur! Já sei me cuidar muito bem sozinha, não preciso que você dê uma de pai!

—Eu me preocupo com você! E nosso pai também, se você desse uma chance...

—Uma chance o cacete! Ele nem liga pra mim e eu estou multo bem sem ele!

—Olha o palavreado!

—Vá se ferrar Arthur!

—Mareena!

—Eu tô de saco cheio de você me falando o que eu posso ou não fazer! Eu estava ajudando meus amigos! Você está fazendo tempestade em copo d’agua, foi só um arranhão!

—Um arranhão que poderia ter te matado! Você sabe disso!

—A agua já curou! Pelo menos para isso ser filha de Poseidon tem alguma vantagem. –ela resmungou.

—Mare mas você.... –ele ia retrucar mas era inútil, ela sempre o vencia nessas discussões.

—Olha fica tranquilo maninho, eu tô bem de verdade. –eles tinham parado de gritar e foi possível perceber que o mar que estava agitado voltou ao normal.

—É fica tranquilo Jackson. A gente cuida da pequena princesa das aguas aqui. –Jake chegou e a abraçou por trás, Mare revirou os olhos e lhe dirigiu um tapa na mão.

Bem feito! Ele não tem nada que ficar dando em cima dela na frente do irmão! Não sei exatamente o por que isso me afetou mas afastei o sentimento e fui até eles junto com Bia que estava apoiada em mim.

—Ok. –Arthur disse ainda desconfiado, no fundo ele sabia que não adiantava avisar, Mare desde que a conheço nunca foi boa em seguir regras. –Tenho que falar com Quíron sobre um relatório de papai. Depois irei para o chalé tudo bem?

—Claro Arthur. Mas que fique claro, o quarto maior é meu!

—Como sempre –ele resmungou.

—Você está bem Mare? –Bia perguntou.

—Se eu estou bem? –ela riu –quem desmaiou foi você!

—Estou ótima como pode ver –ela disse fazendo pose. As duas eram amigas há muito tempo. É estranho se apaixonar pela amiga da irmã? Por que raios eu estou pensando nisso?!

—Vem! Deixa eu curar esses machucados, água é o melhor remédio. –Mare puxou Bia e as duas foram andando em direção a praia. Fiz menção de segui-las mas Estella, filha de Afrodite, interrompeu meus pensamentos.

—Galera esse é o Max, filho de Apolo –todos cumprimentamos o loiro que parecia ainda um pouco perdido. –ele ficará com vocês, garotos posso confiar?

Estella tinha esse instinto materno, sempre querendo cuidar de todo mundo. Nós assentimos e então ela saiu com Raven, parece que elas tinham um plantão de grego hoje e o professor é bem exigente. Um bando de deuses menores eram os responsáveis por nos dar as aulas tanto fora quanto dentro de sala. As vezes algum deus olimpiano vinha nos visitar, mas nunca os três grandes, e muito menos o meu pai.

Nós apresentamos o acampamento para Max e no final o deixamos no chalé de Apolo, fomos todos para nossos próprios chalés para tomar um banho para jantar e depois jogar Caça a Bandeira. Mais um dia comum no acampamento, como sempre.

Continua.......................................................................................................................................

Notas finais
Dessa vez eu nem sei o que escrever então só digo: aguardem... XOXO.