Duplicidade
14 Caso Lincoln
Notas iniciais
Eu respiro fundo para não soltar um palavrão.
— Srta Stanley! – Eu a chamo pelo ramal após apertar o botão no meu aparelho telefônico – Ligue para o Promotor Jasper Hale imediatamente.
Eu solto os papéis em minhas mãos e afrouxo um pouco a minha gravata. Meu olhar vagueia para a janela onde um lindo seu azul me tranquiliza. A sensação logo me recorda da linda loira que tem povoado os meus pensamentos... a minha cama... e o meu coração.
Bella!
Ainda não acredito em tudo o que estou vivendo e sentindo com e por ela. Bella tem me preenchido de forma inédita. Me assusto a cada dia com a grandeza da necessidade que sinto dela. Não só de seu corpo, de seu desejo, mas dela inteira.
Suspiro ao me recordar de como tudo ganhou sentido quando nos admitimos apaixonados. Com a noção dos nossos sentimentos, o tesão e a conexão entre nós ganhou proporções que antes eu desconhecia. Me entregar a ela e por ela é quase sobrenatural. E Bella sente o mesmo, é impossível não vê isso.
Bella é um livro aberto que agora eu sei traduzir perfeitamente. Seu sorriso de desconcerto quando recebe um elogio, a forma graciosa que se mexe quando está se arrumando, o olhar meigo de dúvida, a mordida leve no lábio inferior de nervosismo e seu olhar de hesitação. Eu a conheço por inteiro
E por isso eu sei que tem algo muito errado com ela.
Flashback on
— Bella... preciso saber... – Eu digo depois de um tempo. Nós estamos deitados, nus, em minha cama na Suíte Masen. Hoje, sexta feira, é a primeira vez que nos encontramos depois de termos confessados os nossos sentimentos. Bella se mexe de meu peito para me encarar.
— Pergunte, Edward.
— Por que você ainda permanece casada? – Eu solto sem tirar os olhos dos seus – Se você descobriu que não era feliz sexualmente e sabe que não o ama de verdade, por quê prosseguir nisso?
Bella engole em seco e ergue seu corpo cobrindo-se com o fino lençol. Meu corpo se ressente logo da falta de contato, mas eu estou mais concentrado no que vem a seguir.
— Edward... preciso te contar um segredo. – Ela suspira – Eu confio em você. – Ela diz baixo, mas com muita tensão na voz. – Meu casamento é um acordo.
— Que tipo de acordo? – Não desvio o olhar.
— Eu não sei bem... – Ela diz com certo desespero. – Eu não me lembro muito... – Ela suspira. – Parece que já estava tudo acertado desde que o namoro com James começou. Eu nunca tive outro namorado, então só fui cumprindo as coisas que determinaram para mim. Meus pais sonhavam com este casamento desde que consigo me lembrar. Mas...
— Mas...
— Eles ficaram ricos, com isso, Edward. Meu casamento foi um acordo entre meus pais e os Winter. Não sei de que tipo, mas foi.
— Então saia disso! – Eu digo exasperado com sua angustia visível.
— Não posso, não ainda... – Tem coisas que eu preciso descobrir primeiro. A única vez que comentei sobre divórcio com a minha mãe ela surtou, Edward. Ela disse que tudo seria perdido, que eu destruiria eles se fizesse isso. – Ela me olha triste – Eles são meus pais... eu preciso saber como fazer isso sem prejudica-los.
— Isso é insano, Bella! – Eu digo me sentando também e passando a mão pelos meus cabelos.
— Eu sei. Eu fiquei revoltada com minha mãe, pedi que me explicasse tudo, mas ela se negou. Só me disse que eu precisava aguentar se não acabaria com a nossa família. – Eu alcanço sua mão e a afago. – Desde então venho investigando, buscando entender... mas
— Mas...
— Algumas coisas não fazem sentido.
— Como assim?
— Encontrei uma cópia do contrato de casamento. Eu o assinei no dia do meu casamento, meus pais também, mas não me lembro disso. Deve ter estado junto com os documentos do casamento mesmo e na hora eu não li nada. – Ela diz e revira os olhos – Mas ali tem algumas coisas sobre valores em dinheiro pelo sigilo de informações e que o casamento serviria de aliança entre as partes. – O olhar dela se perde por um tempo e depois foca em mim. Algumas lágrimas se acumula.
— Bella, porque sim importa com eles... olha o que eles fizeram a você!
— Eu sei Edward, eles me colocaram num inferno. Mas eles são meus pais! A única família que eu tenho. Preciso entender tudo para poder agir!
Eu relaxo um pouco a minha postura e ela me olha
— Eu e James nunca funcionamos muito bem, mas eu fazia tudo para dar certo. Quando eu percebi que não dava mais e tive essa conversa com a minha mãe, tudo desmoronou. – Ela diz – Não consigo mais nem dormir com ele. Faz meses que não temos nada. E desde então eu sei que ele tem outra. A traição não me incomoda, não sinto nada, mas o fato dele ter mentido para mim por anos, junto com os meus pais... que tudo que eu vivi até hoje é uma mentira...
— Minha linda... – Eu a puxo para meus lábios quando a primeira lágrima cai. Um beijo calmo, de conforto.
— O pior é que nem consigo entender como meu relacionamento começou... eu era muito nova, eu sei... mas não me lembro. – Ela fala para o meu peito, perdida em meu abraço. – Mas ele estava lá desde sempre. Cuidou de mim num dos momentos mais difíceis para mim e tudo mais... sou grata.
— Como assim?
— Eu sofri um grave acidente quando tinha 16 anos, nós já namorávamos e meio que perdi a memória. – Ela diz triste – não lembrava de absolutamente nada, nem de meus pais. Então eles me ajudaram a reconstruir toda a minha vida. Meus pais e James me contarão tudo o que eu sei sobre a minha vida antes do acidente. – Ela fala secando seu rosto com a mão. – Mas mesmo assim, eles não podiam ter feito isso comigo.
— Bella... você conseguiu lembrar de algo de antes do acidente? – Eu pergunto atento.
— Nada, até hoje. – Ela diz e depois pondera – Às vezes tenho uns sonhos desconexos, mas nada muito nítido e quase não lembro deles quando acordo.
— Você tem vontade de se lembrar? – Eu pergunto para ela ainda mais intrigado.
— Até tenho, mas como já reconstruí minha vida depois disso... não sei se mudaria algo. Mas se pudesse recuperar essa parte de minha vida seria muito bom.
— Eu acho que tenho como te ajudar...
Flashback off
Aquela conversa abriu meus olhos de uma forma que eu não poderia prever. Algo estava muito errado nesta história.
Que sigilo era esse? Do que se tratava?
E este acidente, como aconteceu?
Por que ninguém ajudou Bella a recuperar as memórias?
Movido por estas perguntas e o meu faro investigativo, indiquei uma terapeuta amiga minha para ela, especialista em pacientes com amnésia. Ela frequentemente usa diversas técnica que fazem o paciente conseguir lembrar ao menos de alguns detalhes importantes de sua vida antes do trauma.
O som do telefone me desperta de meus pensamentos.
— Sim?! — Eu atendo.
— Estou passando a ligação, Dr Cullen – Minha secretária anuncia. Em seguida ouço o beep.
— Hale?
— Fala Cullen, como está?
— Levando meu amigo. Preciso de um favor seu. – Eu digo voltando para os documentos em minha frente.
— O que quiser, Cullen. – Jasper diz e silencia para que eu manifeste meu pedido.
— Jasper, — Eu mudo o tom para que ele entenda a necessidade pessoal do pedido. – Preciso de um bom investigador. Estou com um caso problemático, o Caso Lincoln, tem muitas pontas soltas. A investigação policial está parecendo uma colcha de retalhos. – Eu digo. – Tomei o caso para mim por pedido da família.
— Cara, este caso é um mistério. — Jasper suspira – Tenho um cara que pode te ajudar, ele – literalmente – me salvou algumas vezes. Vou te passar o contato. – Ele diz e eu já estou com a caneta para anotar.
— Obrigado Jasper! — Eu digo, terminando de escrever o nome de riley biers no papel.
— Disponha, sei que ele vai te ajudar. – Ele responde – Nos vemos por aí? – El solta e sei bem o que por aí significa.
— Claro, nos vemos por aí.
Desligo e já pego o meu celular para falar com o tal Biers. Ele atende no segundo toque e eu me apresento. Marcamos de nos encontrar ainda hoje, às 20h, num bar reservado. Organizo a pasta e os documentos em minha mesa para levar para ele e foco minha atenção nos meus outros casos pelo resto do dia.
Quando dou por mim já passa das 18h. Sei disso porque a minha secretária vem se despedir de mim. Eu me organizo e vou para o meu apartamento. O bar onde encontrarei Biers fica perto de onde moro então me permito um banho relaxante e um sanduiche rápido. As 20h em ponto eu entro no bar.
Eu o vejo numa mesa mais afastada, usando a jaqueta jeans surrada que ele me sinalizou. Me aproximo.
— Boa noite! Biers? – Eu digo e ele ergue seu olhar para mim. Seu olhar me avalia por cinco segundos antes de responder.
— Quem gostaria de saber? – Ele fala inclinando um pouco a cabeça, fazendo alguns fios de seu cabelo loiro e espesso caírem para o lado.
— Edward Cullen – Eu digo firme.
— Ah sim, sente-se, por favor! – Ele indica a cadeira a frente e estende sua mão – É um prazer conhece-lo! – Eu aceito o cumprimento e meneio a cabeça.
— Igualmente. – Eu digo e deposito a pasta que trouxe comigo na lateral da pequena mesa entre nós. – Hale me recomendou você.
— Certo. – Ele olha de mim para a pasta – Do que precisa? – Eu arrasto a pasta em sua direção e ele coloca sua mão sobre a mesma
— Este caso está cheio de pontas soltas. Muito soltas. – Eu digo – Preciso alinhar e conectar o que falta – Eu digo e chamo o garçom que logo vem – O que você bebe? – Eu pergunto indicando seu copo.
— Uísque duplo – Ele responde ao mesmo tempo que o garçon nos alcança
— Dois uísques duplos, por favor! – O garçom anota, assente e se vai.
— Do que se trata? – Ele diz pegando a pasta.
— Madison Lincoln, desaparecida há 10 anos. Nenhum suspeito.
— Já gostei – O primeiro sorriso brota nos lábios do loiro.
— Que bom, porque nós vamos solucionar este caso. – Eu digo firme e o outro assente antes de abrir a pasta.
Às 23h, três copos duplos de uísque e muita conversa depois, Ambos acertamos o pagamento e as diretrizes. Biers me garante já ter as informações suficientes para iniciar o seu trabalho e com isso nós encerramos.
Os dias se passam sem que eu me preocupe novamente com o caso Lincoln. Biers me atualizava de algumas coisas e me perguntava outras dia sim dia não. Ele me garantiu que estava evoluindo e eu estava confiante.
Eu respiro enquanto recebo a massagem gostosa de Linda no Spa do Violet. Ela faz círculos pecaminosamente relaxantes em minhas costas e minha excitação começa a despontar. Ela me pede para virar de barriga para cima depois de um tempo, com a ajuda de um óleo perfumado, ela trabalha em meu peitoral e abdomem com maestria. Logo ela sobe no divã e senta sobre a minha pelves.
— Sua gostosa do caralho!
Ela desliza um pouco para baixo, sentando em minhas coxas e suas mãos massageiam toda a minha região pélvica. Ela massageia delicadamente o meu pau e eu sussurro um palavrão. Ela sorri e prossegue me masturbando com destreza. Quando estou completamente duro, ela desfaz o laço de seu uniforme e joga o vestido ao chão. Sem roupa íntima alguma. Perfeito. O dèjavu me toma, lembrando do último momento que tivemos juntos pouco tempo atrás. Porém, algo está diferente. Eu encaro seu corpo, seus olhos e a ficha cai.
Bella não está aqui.
— Desculpe Linda, mas hoje só quero a massagem mesmo. Preciso resolver umas coisas... – Eu digo evasivo, surpreso comigo mesmo. Eu estou completamente excitado e com vontade de fodê-la sem pena. Mas eu só não quero fazer isso. Parece sem sentido se eu não puder dividir isso com Bella.
Eu visto o meu roupão e vou para a minha suíte. Tomo um longo banho e descanso um pouco pensando no que acabou de acontecer comigo. Este é justamente o segredo que rege os casais que levam este estilo de vida. Entregar-se a outra pessoa ou deixar seu parceiro se entregar tem razão de ser no compartilhamento. É por isso que quando estou com Rose ou Leah, seus parceiros a admiram e incentivam. O prazer que elas recebem de mim é compartilhado com seus maridos de outras formas e vice-versa. E agora, enfim, eu estava vivendo isso na pele com Bella.
Ter outra mulher só faz sentido para mim se Bella estiver compartilhando isso comigo de alguma forma. A compreensão me bate. Quanto tempo faz que eu tive um jogo sozinho? Foi antes de ter o meu primeiro jogo com Bella. Mesmo aquele dia que dividi duas gatas com Jasper no rotativo, só tive o meu prazer quando vi Bella me assistindo.
Merda, eu a amo! E me assusto em saber que estou feliz com isso.
Na hora do jantar, eu me levanto e procuro algo para vestir após comer algo. Camisa azul escura, calça jeans escura e um blazer cinza. Tento deixar o meu cabelo um pouco menos bagunçado desembaraçando um pouco os fios com um pente. Por estarem um pouco úmido ainda, eles até ficam meio comportados. Eu desço para o bar para guardar Bella. Hoje é sábado e ela me mandou uma mensagem marcando um encontro comigo.
— Masen... – Ela diz chegando por trás de mim. Só a sua voz já me deixa encantado, porém quando me viro para encará-la todo o meu corpo responde.
Bella está ainda mais linda esta noite. Cabelos soltos e revoltos, botas de cano curto, maquiagem leve, um pouco marcada nos olhos, short de linho preto com cintura alta e cropped azul marinho com uma gola alta num estilo clássico. Magnífica!
— Bella! – Meus lábios exclama e a puxam para um beijo intenso. Uma semana longe é um tempo arrasador.
— Senti sua falta! – Ela confidencia e meu sorriso se torna gigante.
— Eu também senti. Muito.
Nos encaramos, o mundo barulhento ao nosso redor completamente esquecido.
— Vamos subir? – Ambos dizemos juntos e sorrimos.
— Edward! – Bella grita quando eu a agarro, prensando-a na parede, assim que entramos na minha suíte.
Minha língua a explora de maneira obscena e ela geme em resposta. Nossas mãos querem explorar tudo do corpo do outro. Segura na carne macia de seu traseiro trazendo-a mais pra cima. Suas longas pernas me abraçam automaticamente e meu membro roça em sua intimidade.
— Ahhh – Ela suspira quando libero sua boca e começou uma sequência de pequenos beijos pelo seu queixo.
— Que cheiro maravilhoso que você tem... – Eu sussurro descendo alinha de seu pescoço – Que saudade fodida eu senti, meu Deus!
Eu a seguro firme e caminho até a cama sem me desgrudar de sua pele. Não acendi as luzes ao entrarmos, mas as janelas estão abertas e a noite está iluminada pela lua cheia. Eu deito seu corpo de costas no colchão e retiro o seu short. Nossos olhares conectados o tempo inteiro. Em seguida, retiro suas botas. A calcinha preta e minúscula faz um contraste com sua pele alva, porém há algo em sua virilha que me surpreende.
— Gostou? – Sua voz é urgente e seus olha é ansioso – Eu fiz pensando em você
Recém desenhada em sua pele para sempre está o apelido que lhe dei: uma pimentinha. Levo meu dedo ao local com cuidado, a tatuagem é recente e ainda deve estar dolorida. Eu a toco com delicadeza.
— Eu adorei, pimentinha! – Eu digo rouco de emoção. É tanta coisa que eu estou sentindo que me sinto flutuando.
Ela ergue seu corpo, sentando diante de mim.
— Eu preciso de você Edward! – Ela diz infiltrando sua mão em minha nuca e me puxando para um beijo sedento. Sua necessidade de mim é tão urgente quanto a minha dela.
Minha mão encontra o zíper de seu cropped e logo a peça já não está em seu delicioso corpo. Ela também começa a me despir entre nossos beijos. Estamos com fome um do outro e a ansiedade do que vem a seguir se instala sobre nós.
Não há preliminares e nem nos adiamos mais. Assim que as últimas peças que nos separam chegam ao chão, meu corpo está sobre o dela.
— Isso... – Ela geme na primeira investida que dou dentro dela. Estávamos tão prontos e excitados que é quase palpável o orgasmo que vem surgindo. Nenhum de nós vai conseguir segurar por muito tempo. Enterro meu rosto no vão de seu pescoço e aspiro seu perfume
— Delícia! – Eu digo – Gostosa! – E vou mais fundo dentro de seu corpo
— Vai Edward! – Bella geme alto, louca de tesão – Mais! Eu quero mais!
— Eu vou te dar tudo, Bella! Tudo!— Eu digo, agora metendo ainda mais fundo e mais rápido.
Sei que preciso me controlar para não machucá-la, mas o desejo foge do meu controle. Eu a quero. Eu preciso dela. É urgente, é voraz!
— Edwaaaard! – Meu nome sai como melodia de seus lábios. Uma verdadeira música para os meus ouvidos. Suas paredes me prendem dentro de seu corpo e eu me permito ir junto com ela.
— Beeeeella! – Eu explodo em vários pedaços dentro do seu corpo perfeito.
(Cena do prólogo)
Eu olho o dia amanhecendo e contemplo a pele clara e leitosa da loira ao meu lado. Bella! Depois de mais uma noite incrível, eu amanheço ao seu lado. Novamente. O que era regra na minha vida, com ela, se tornou uma exceção. Mas como eu resistiria a este pequeno demônio em forma de mulher?
Ela me enfeitiçou de maneira lenta e profunda. Não sei bem se foram seus olhos verdes claros, sua pele corada ou seu sorriso inocente. Talvez tenha sido o delicioso mel de sua feminilidade que me envenenou ou a sua língua insuportavelmente quente ao redor do meu membro. Eu suspiro. Não! Foi o jeito meigo e sofrido de uma mulher sedenta por ser amada e desejada plenamente. Uma mulher e uma menina perdidas no mesmo corpo.
Bella remexe um pouco e faz um biquinho adorável. Depois um sorriso meigo. Ela me enlouquece até dormindo. Justo eu, Masen, aquele que nunca se rende a ninguém, estou a aqui completamente apaixonado. E isso é uma merda!
Primeiro, porque Bella é uma mulher casada. Segundo, porque eu sou um pervertido miserável. Duas pessoas frustradas em suas vidas e que encontram nos braços um do outro o prazer de serem plenos.
Eu beijo seus lábios levemente e me recordo da primeira vez em que nos beijamos. Me lembro de ter quebrado a minha primeira barreira e não ter parado mais. O beijo foi só o primeiro obstáculo dos muitos que ela derrubou.
Eu escorrego o fino lençol e descubro seu corpo nu. Seu peito sobe e desce devagar, fazendo os seios firmes e apetitosos se mexerem levemente. A barriga lisa e sedosa acompanha a respiração e a pequena tatuagem se destaca ali na linha da virilha. Uma pimentinha. O primeiro nome pelo qual eu a chamei e que agora ela tatuou em seu corpo em minha homenagem. Com a inclinação leve de seu corpo, eu tenho uma linda visão de sua boceta rosada. Toda lisinha como eu gosto. Há um leve brilho na sua entrada e tento imaginar que tipo de sonho ela está tento no momento para aquilo acontecer. Eu não resisto e a toco com o polegar.
Eu sei que sua bocetinha deve estar assada, a noite foi intensa, mas eu simplesmente não consigo evitar. Meu dedo circunda sua entrada pegando um pouco de seu mel e espalhando por toda extensão. Minha boca saliva para prová-la e eu não me recuso. Desço minha boca e escorrego minha língua nela com vontade. Bella geme preguiçosamente e se remexe.
— Oh, Masen! – Ela exclama enquanto trabalho em sua boceta. O seu cheiro me induz a continuar. – Isso! Vai...
Ela rebola o seu quadril descaradamente e segura meus fios ruivos. Eu sorrio internamente. A minha loirinha virou uma verdadeira pimenta mesmo. Quem diria que aquela mulher tímida e insegura de tudo se renderia ao prazer dessa forma? Eu escorrego um dedo de sua boceta para o seu ânus. Eu o rodeio demoradamente e Bella suspira. Eu o enfio lentamente e Bella relaxa para recebê-lo. Logo dois dedos a penetram no ritmo da minha língua em sua boceta.
E então ela goza lindamente chamando por mim.
— Oh Edward!
E este é o som mais perfeito para mim: Bella chamando o meu nome ao gozar!
O toque de mensagem do meu celular toca. Eu aproveito que Bella foi ao banheiro para dar uma olhada. É uma mensagem de Biers. Eu pondero em abrir logo ou não, mas minha curiosidade vence.
“Cullen, sei que é domingo, mas preciso te enviar isso. Aquele contato que te falei conseguiu fazer a reconstituição da foto da garota. Estou te mandando uma cópia. Ainda esta semana vou te enviar o dossiê com tudo que já tenho de novo. Acho que você vai gostar.
Até breve, Biers.”
A próxima mensagem é a foto reconstituída da garota. Biers havia me falado desse tipo de programa, onde é possível envelhecer um rosto para fazer uma simulação de fisionomia com a ação do tempo. Basicamente, esta foto vai nos dar uma ideia de como o rosto da Madison está nos dias atuais.
Quando a foto carrega, eu clico para abrir.
E levo o maior susto da minha vida. Principalmente porque a mulher que acaba de sair do meu banheiro tem é o mesmo rosto da garota na tela do meu celular.
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