Dungeoneer - Interativa
34 É uma cilada Bino.
Notas iniciais
Kenta, ainda carregando Hyugi, chegou até uma loja de poções e outros artigos mágicos. Ele foi até o balcão, revirou algumas caixas e enfim, encontrou um frasco com um líquido verde viscoso.
– Que eu me lembre, poções de cura tem esse aspecto... Ah, vai ter que servir!
Ele abriu a boca do seu companheiro inconsciente e despejou todo o líquido. Enfim, Hyugi acordou tossindo.
– O que aconteceu? Vencemos o monstro cheio de tentáculos? – perguntou Hyugi, ainda desnorteado.
– Na verdade, você o venceu! – respondeu Kenta, sorrindo.
– Agora estou me lembrando, o Sony não quis lutar contra tio e você ficou em posição fetal e se balançando. Por que tem tanto medo de tentáculos?
– É uma longa história, tudo começou quando eu tinha doze anos, eu lia um pergaminho ilustrado chamado Sailor Sun...
– Sou nada ouvidos – Hyugi cortou o assunto – Onde está o Sony?
– Ele foi atrás do Rei dos Hollows, na torre da cidade.
– Então vamos ajudá-lo.
A dupla saiu correndo, indo ao encontro do grande inimigo.
*****
Depois de muitos dias de caminhada, Biske e o seu companheiro sem nome chegaram a uma grande e próspera cidade, na qual era possível ver um enorme castelo no topo de um monte.
– Será esse o castelo que estamos procurando? – perguntou o garoto.
– Provavelmente, mas temos que ir lá para tirar a dúvida.
Eles correram, até chegar aos portões do castelo. Um enorme muro de pedras o protegia, além de muitos guardas, e ao chegar bem próximo, puderam ver uma placa onde estava escrito em letras grande “Castelo da Rainha da Matéria, agora sob nova direção”.
– Alto lá estranhos. Saiam agora e suas vidas serão poupadas! – anunciou um dos guardas.
Biske começou a contar, havia quinze soldados armados com espadas e escudos, além de vários arqueiros no topo do muro, todos apontando suas armas para a dupla.
– Desculpe a minha indelicadeza, meu nome é Biske e esse é o meu amigo. Ouvimos dizer que vive nesse castelo uma pessoa muito sábia chamada Zerus Rose, e precisamos muito falar com ele, por obséquio, poderia nos deixar entrar? – pediu Biske, com um sorriso irônico.
– Impossível, se não for embora imediatamente, eu e meus quatorze subordinados iremos te atacar!
– Quinze? – ela botou a mão no queixo, pensativa – é um bom número pra um gang bang, mas estou sem tempo pra isso agora.
– Atacar!
Assim que o líder ordenou, os soldados de infantaria começaram a atacar com suas espadas. Biske fechou o seu punho, que brilhava discretamente, e os nocauteou sem grande dificuldade. Em seguida, uma chuva de flechas começou a cair sobre os indesejados visitantes. As flechas atingiram o corpo da nossa mulher-gorila, porém ela o cobriu com uma parcela do seu nen e nada sofreu, já o garoto que a acompanhava não é bom em luta, mas sabe fugir que é uma maravilha, e assim, conseguiu escapar ileso.
– Eles são muito fortes, chamem algum...
Antes que o guarda terminasse a frase, Biske o segurou pelo pescoço e o ergueu, fazendo com que ele ficasse totalmente indefeso.
– Eu estou tentando ser legal, vai me deixar ver esse tal de Zerus Rose ou não?
– Ele não está no castelo, eu juro...
Nesse momento, uma carruagem chegou ao portão do castelo. Os cavalos que as puxavam pararam, depois caíram no chão e morreram de exaustão. Zerus saiu do veículo segurando um florete e com cara de poucos amigos.
– Mas que balbúrdia está acontecendo por aqui? – ele ralhou.
– Senhor... cof cof... Zerus... – o guarda tentava falar, mas estava visivelmente sufocado.
– Então você é o Zerus? Eu ouvi falar que o senhor é o melhor especialista em feitiços, poções e esses trecos que existe no mundo, gostaria de pedir uma ajuda – ela largou o soldado, que caiu no chão tentando puxar ar.
– Você foi a responsável por ter derrubado todos os meus guardas?
– Receio que sim. Me perdoe, foi necessário.
– Você, uma garotinha neutralizou um pelotão inteiro... Venha comigo, quero ouvir o que tem a dizer – Zerus sorriu.
– Mas senhor, ela e o outro garoto tentaram invadir... – o soldado, ligeiramente recuperado, tentava argumentar.
– E você foi um incompetente que não conseguiu detê-los. Finja-se de morto antes que isso vire realidade.
O homem obedeceu e ficou deitado, de olhos fechados e imóvel. Zerus, acompanhado dos “convidados”, entrou no castelo. Eles subiram algumas escadas, até que entraram em um grande cômodo, que tinha uma mesa de madeira cercada de muitas cadeiras, além de uma estante repleta de potes e frascos, que ocupava a extensão de uma parede inteira.
– Bem queridinha, se me procurou é por que quer alguma coisa de mim, não é verdade?
– Bem, eu tentei entrar na Floresta Amazônica, mas acabei descobrindo que qualquer um que não seja humano não consegue chegar lá, existe uma barreira mágica que impede nossa entrada.
– Hum, eu não vou naquele lugar há muitos anos, quer dizer que existe uma barreira... Fale mais.
– Eu gostaria de saber se você tem alguma coisa que possa me fazer atravessar a barreira e entrar na floresta.
– Você é bem direta garota, gostei. Mas você disse que apenas não-humanos ficam retidos na barreira, você parece bem humana, e o seu amiguinho também. Aliás, amiguinho, está a fim de jantar só nós dois hoje à noite?
– É que eu tenho anorexia e não janto, mas obrigado pelo convite. – o garoto se esquivou da investida do vilão.
– Eu vim de um reino onde os guerreiros de elite têm uma forma humana e uma forma de algum monstro gigante, mas eu odeio minha forma monstruosa e só a uso quando estritamente necessário – disse Biske.
– Ainda é pouco, você precisa vender melhor o seu peixe. Por que quer tanto entrar na Floresta Amazônica?
– A minha rainha foi convidada pruma boca livre pela Rainha da Energia há cem anos e nunca voltou, eu quero dar um cacete nessa fada, descobrir onde a minha senhora está e depois dar mais um cacete na rainha fada de novo. Já mencionei que eu quero dar um cacete na rainha fada?
– Agora podemos começar nossa conversa. Você é súdita de uma rainha desaparecida e suspeita da outra, uma intriga nunca vista no nosso mundo...
– Exatamente. Tenho certeza que ela está viva, mas por melhor que a comida dessa floresta seja, ela já teria voltado pra casa se pudesse.
– Entendo. A minha rainha também foi inutilizada por um grupo de supostos heróis que querem acabar com o nosso querido mundo, sei bem o que está sentindo agora.
Zerus levantou, foi até uma estante e pegou uma pequena caixa.
– Nessa caixa há a semente seca de uma planta já extinta. Sua peculiaridade é que ela pode suprimir o poder de um monstro temporariamente, e eu acredito que se você comê-la será capaz de atravessar a barreira. Acha que consegue “dar um cacete” no seu desafeto sem o seu poder bestial?
– De olhos fechados.
– Ótimo. Ela é sua então! – Zerus entregou a caixa à Biske – mas tenho que adverti-la de uma coisa: só confronte a Rainha da Energia daqui a quatorze dias, senão a semente não fará efeito.
– E o que você vai querer em troca?
– Assim você fere os meus sentimentos, por que acha que eu ia querer alguma coisa em troca? Se bem que... – ele deu uma olhada nada discreta para o amigo da Biske.
– Desculpe por ofendê-lo. Se não for pedir muito, poderia ver essa maravilhosa estante?
– Você tá ficando muito abusadinha hein. Eu te levo até a saída.
Enquanto eles saíam, Biske mudou de assunto.
– Obrigada pela ajuda, vou mesmo dar muita porrada na fada e recuperar a minha rainha. Meu amigo não é bom em lutas e não poderá ajudar nessa parte, mas sabe como é, ninguém pode ser bom em tudo. Na verdade, o seu maior talento é – Biske falou alguma coisa no ouvido do Zerus, que o fez ficar corado e sorridente.
– É sério? – ele perguntou.
– Do que vocês estão falando? – o garoto estava apreensivo.
– É claro, eu mesma já provei várias vezes. Ele também faz um – ela falou mais alguma coisa no ouvido dele – espetacular!
– Vocês estão convidados para dormir no castelo e não aceitarei recusa. Como temos poucos quartos, você dormirá comigo meu lindo boy!
– Mas ainda tá de dia – o rapaz tentava se livrar do seu terrível destino.
– Relaxa meu amigo, no escuro você não vai nem ver diferença – Biske sorria.
– Muito esperta sua amiga. Agora venha comigo – um cipó saiu das mãos de Zerus e enrolou o garoto – prometo que de noite eu te devolvo.
Zerus carregou sua presa, deixando Biske sozinha no castelo. Ela esperou alguns minutos e depois entrou novamente no lugar que conversaram anteriormente.
– Esse cara é muito suspeito, mas enquanto ele estiver distraído com seu novo coleguinha eu posso ficar tranquila. Vou levar um desse, outro desse... – ela olhava os frascos e surrupiava alguns, colocando-os dentro do seu vestido.
*****
Os heróis, em sua busca pelo próximo templo, passaram mais três dias caminhando e dois voando de carona com um albatroz gigante, até que finalmente, tiveram que andar mais.
– Arf, esse lugar não chega nunca? – Kon estava ofegante.
– É melhor agradecer, se não fosse pela carona ainda estaríamos bem mais longe – disse Braquistócrona.
– A tal luzinha da sua unha ainda está brilhando? – perguntou Loren.
– Ainda, e é o que estamos seguindo. Mas estou certa de que estamos bem perto – respondeu Beah.
– Então devemos estar perto mesmo, e tomara que tenha alguma comida milagrosa de aumento peniano – disse Junpei, logo depois fez cara de espanto – peraí, eu disse isso em voz alta?
Obviamente, todos o zoaram muito. Depois de mais algum tempo de caminhada, a luz apontou para uma floresta.
– Uma floresta? Isso me traz lembranças, só espero que não tenha um monstro rosa comedor de gente – disse Beatrice.
– A cadeia alimentar nesse mundo é bem simples, é comer pra não ser comido. Por falar nisso, tô com fome – falou Loren.
– Já que a luz aponta pra essa floresta como vocês estão dizendo, certamente o templo deve estar lá dentro. É uma mata bastante fechada, vamos procurar alguma trilha – disse Bráqui.
Eles fizeram o que a ruiva propôs, e logo viram uma velhinha saindo de uma trilha, vindo do interior da floresta.
– Finalmente consegui essas semente de carmelo, é hoje que a pipa do vovô vai voltar a subir – a velhinha carregava uma cesta cheia de sementes e sorria muito.
– Acho que nem precisa ser vidente pra saber que ela tá vindo do Templo dos Alimentos Afrodisíacos não é? – disse Junpei.
– Então vamos logo!
Todos entraram pela trilha, adentrando de vez na densa floresta. Eles caminharam mais, até chegar a uma clareira, onde havia arbustos repletos de frutas estranhas, e também era possível ver algumas aves correndo pelo campo.
– Tô com fome, vou comer essas frutinhas – falou Junpei.
– É melhor não sair comendo qualquer coisa que acha por aí, pode ser venenoso – advertiu Bráqui.
– Ela está certa, então vou comer essas galinhas que certamente não são venenosas – Loren lançou seu raio em uma das aves, a torrando instantaneamente. Logo depois, começou a comer – servidos?
– Não precisava disso, ainda tinha rúcula na bolsa da Bráqui – falou Beah.
– Mas eu preciso de carne, e esse franguinho assado tava uma delícia!
– Pô Loren, você ofereceu mas antes deu aceitar come tudo. Me arruma umas rúculas dessas aí Beah! – pediu Junpei.
A garota deu os vegetais ao grandalhão, que os devorou rapidamente.
– Vamos logo, o templo deve estar perto – apressou Braquistócrona.
– Pelo que temos visto até agora, perto de cada templo crescem alimentos que tem a ver com ele, estão lembrando dos alimentos gigantes e dos saudáveis? – lembrou Beatrice.
– Como sempre, linda e inteligente – elogiou Kon – Mas peraí, cadê os alimentos afrodisíacos?
Nesse momento, Loren começou a sentir muito calor e arrepio por todo o corpo. Além disso, certas partes do seu corpo que deveriam estar paradas faziam inconvenientes contrações.
“–Ai droga, se o Sony estivesse aqui agora eu ia fazer barba, cabelo e bigode...” –pensou a loira, que logo começou a olhar para os seus amigos, os analisando – “Tem o Kon, arg, que nojo...tem o Junpei, puts, piorou”.
– Beah, minha linda – Loren segurou nas mãos da amiga, a olhando nos olhos.
– Que foi Loren? Você tá estranha.
– Você é chão molhado? – perguntou a loira.
– Não, por quê?
– Porque eu te passo o rodo!
Todos olharam para ela com espanto.
– Tá maluca Loren? – Beatrice brigou.
– Uou, duas gatas se pegando, se eu tivesse minha sucuri ela estaria animada agora – disse Junpei.
– Desculpa Beah – Loren sacudiu a cabeça e soltou a mão da amiga – não sei o que deu em mim.
– Estamos perto do templo dos Alimentos Afrodisíacos, com certeza aquela galinha que você comeu te fez ficar assim – concluiu Braqui.
– Não precisa apelar pro lesbianismo, tem euzinho aqui – Kon fez uma pose “sensual.”
– Se as opções forem você, o Junpei e a Beatrice, certamente eu escolheria a Beah – disse a loira.
– Fico agradecida amiga, mas se você não estivesse sob efeito desse frango afrodisíaco eu ficaria muito puta com você – falou Beah.
– Como mulher mais velha e experiente do que você, sugiro que procure um rio e tome um banho bem gelado, vai te fazer bem – aconselhou Braquistócrona.
– É isso que vou fazer. Deve ter alguma água nessa floresta, vou procurar, encontro vocês aqui nesse lugar daqui a meia hora!
Antes que alguém tivesse qualquer reação, Loren desapareceu dentro da mata fechada.
– Agora que temos que ficar meia hora esperando, vou comer umas frutinhas dessas – Kon ia correr para pegar algumas frutas, mas foi paralisado pela Beatrice.
– Nem pensar, você já é tarado sem nada, se comer isso ferrou – falou a psíquica.
– Vamos procurar o templo, deve estar bem perto.
Todos seguiram a sugestão da ruiva e continuaram a caminhar pela clareira. Em poucos minutos, eles avistaram uma pequena pirâmide feita de uma pedra similar a mármore vermelha. Quando chegaram mais perto, viram uma porta em formato de um batom gigante, e aquela já conhecida telinha de LCD.
– Olha o tamanho desse batom, tenho medo da mulé que usa ele – comentou Kon.
– Deve ser o batom da namorada do Hyugi – disse Junpei, que ficou rindo junto com o seu amigo.
– Vocês não deveriam falar assim de quem não está presente – ralhou Beatrice.
– Se vocês falam assim do seu amigo, nem quero ser sua inimiga – falou Bráqui.
– Não estamos falando mal deles, muito pelo contrário, ela é uma graaande mulher – disse Kon.
– E bem ou mal, o Hyugi é o único que comeu alguém nessa história – completou Junpei.
– Também teve ... – Beatrice parou o que estava falando, antes de dizer besteira.
*****
Hyugi e Kenta estavam correndo na direção da torre da cidade de An Hava, quando Hyugi parou.
– O que houve? – perguntou Kenta.
– Minha orelha tá quente – ele deu uma coçada na orelha – passou, vamos continuar.
A dupla voltou a correr.
*****
– O que você estava dizendo gatinha? – perguntou Kon.
– Eu e o Junpei já entramos em templos, esse agora deve ser o seu – desconversou a garota.
– Ela está certa – ratificou Braqui.
Ele se aproximou da tela e deslizou seu dedo, revelando uma mulher semi-nua como plano de fundo.
“Seja bem vindo herói do outro mundo, entre”, uma voz feminina sensual dizia.
– Já gostei desse templo, vejo vocês na saída!
Ele entrou bastante animado, e a porta se fechou logo em seguida.
– Se tiver alguma mulher com hábitos sexuais extravagantes dando mole pra ele lá dentro eu mato os dois – disse Beah, visivelmente irritada.
– Não se preocupe, se tiver alguma mulé lá dentro, ela vai ser alguma enviada do Zerus e vai tentar matar ele – falou Junpei.
– Nunca achei que diria isso, mas o Junpei está certo – disse Braquistócrona.
Não restou mais nada a fazer, a não ser esperar.
*****
Kon entrou no templo, que era iluminado por luzes vermelhas e pouco intensas, com muitos espelhos nas paredes.
– Esse lugar lembra o meu mundo interior!
– Cheirou loló? Isso aqui não parece nada com a minha casa – Kon ouviu uma voz feminina como se estivesse dentro da sua cabeça.
– Essa voz... é você Marta?
– Não, sou uma mosca fêmea falando no seu ouvido. Como você é burro demais pra entender sarcasmo, vou dizer que sou a Marta mesmo.
– Olá, não te vejo desde o treinamento com o gato preto maluco, como você tem passado?
– Mal. Bem que eu poderia ter sido capturada por um shinigami com um mundo interior mais espaçoso, esse quarto de motel é pequeno e abafado demais. Mas vamos deixar de conversa, presta atenção porque você está chegando no centro do templo.
Kon continuou andando bastante atento, até que chegou a um grande salão, onde havia um poste de pole dance que subia do chão até o teto.
– Eu já vi um desses antes. Hum, será que vai rolar um strip tease por aqui?
Enquanto o shinigami esperava ansiosamente por um possível show, o teto acima do poste se abriu e desceu uma mulher de longos cabelos violeta, usando um quepe, longas botas com salto, um pequeno top que mal cobria seus seios enormes e um micro short extremamente apertado com os botões abertos.
– Uoou, eu tava certo! – Kon ficou animado – tira, tira mais!
– Você tá achando que sou uma simples stripper barata? – disse a mulher, que possuía uma voz feminina, apesar de bem forte.
– Não tem problema, se for caro eu pago também!
– Você deve ser o Kon estou certa?
– Pelo visto você já ouviu falar de mim. Que grosseria a minha, qual é a sua graça? – Kon tentava ser cavalheiro.
– Meu nome é Poison Kiss! Agora entendo porque o Zeruzinho me disse pra não te matar, você até que é bem gatinho.
– Eu não gosto daquele Zerus, mas em compensação gostei muito de você. Vai fazer o que hoje à noite? Eu conheço um restaurante ótimo aqui perto, gostaria jantar comigo, te dou uma banana de sobremesa.
Nesse instante, uma corrente surgiu nas mãos da Poison e ela a usou para bater no Kon, que não teve tempo de reagir e recebeu o golpe em cheio.
– Ai – Kon colocou a mão no local que a corrente acertou, verificando que estava sangrando – tá bom, sem banana no primeiro encontro.
– Minha função é não deixá-lo conquistar o Templo dos Alimentos Afrodisíacos, e o farei!
Ela o atacou com sua corrente novamente, porém dessa vez ele escapou usando um shunpo. O garoto foi parar logo atrás dela.
– Olha, não podemos resolver isso de outra forma? Eu não gosto de bater em mulher.
– E quem disse que vai conseguir ao menos me tocar?
Ainda de costas para o inimigo, ela deu um chute que parecia um coice, acertando o peito dele com seu salto agulha, que o furou como se fosse uma faca.
– Ai... – ele se agachou, sentindo muita dor – agora você vai ver, vou te dar uns tapas pra ver se você sossega.
Ele a atacou sem desembainhar sua zampakutou, usando apenas as mãos livres. Ele deu vários tapas, e ela ia se esquivando, até que um deles acertou estrategicamente a bunda da moça.
– Toma isso! – gritou Kon, com uma mistura de raiva e excitação.
Poison não disse nada, apenas fez um olhar de ódio para o seu oponente e, repentinamente, a corrente se transformou em um cassetete e ela voltou a atacar. Felizmente, o Kon ficou bastante rápido após treinar com a Yoruichi e conseguiu se livrar das investidas da oponente, e ainda deu uma apalpadinha nos seios dela.
– Aff, você é muito forte pra mim – Poison abaixou a cabeça, derrotada.
– Você luta bem, as porradas que você me deu machucaram bastante! Pelo que os meus amigos disseram deve ter algum altar por aqui, tenho que procurar – ele voltou a andar pelo templo.
– Sabia que eu fiz uma promessa tempos atrás? Não quer saber qual é?
– Quero – Kon, curioso, parou para escutar a mulher.
– Que eu daria a minha virgindade para o primeiro homem que me derrotasse em combate, e veja, você foi o primeiro a me derrotar!
Kon deu o maior sorriso da sua vida e correu em direção ao seu prêmio, e quando estava prestes a pôr as mãos nela, levou um forte golpe de cassetete na cabeça, que o fez ficar tonto e cair no chão.
– Ai, o que foi isso? – ele ainda tentava entender o que havia acontecido.
– Achou mesmo que eu ia te dar? Prepare-se pra morrer!
Poison bateu novamente, e mesmo no chão, Kon conseguiu desembainhar sua espada e usá-la para bloquear o ataque.
– Peraí, vamos conversar...
Ela não quis saber, continuou golpeando. O shinigami rolava para escapar dos ataques, e percebia que o cassetete da Poison rachava o chão quando batia no solo.
“Cacete, se esse troço bater em mim eu já era. Vou ter que lutar pra valer.”
Kon, mesmo tonto, levantou e atacou com a zampakutou. Um dos golpes estava prestes a acertar a inimiga, porém ela transformou o cassetete em corrente novamente, e a enrolou na espada do rapaz.
– O que fará sem sua zampakutou agora, shinigami? – ela provocou.
– Vou puxar com força e arrancar a corrente de você!
Ela, ao ouvir o Kon contar o seu plano de ataque secreto que ele deveria apenas ter pensado, emitiu uma descarga elétrica pela corrente, atingindo a espada, que conduziu a corrente até o corpo do shinigami, que caiu no chão todo ferrado.
– Ai, ai – Kon gemia de dor.
– Você realmente é forte, mas deveria ser mais inteligente! Irei matá-lo e acabar logo com isso.
– Matar? Peraí, o Zerus não vai gostar de saber que você me matou!
– Zeruzinho? Há há há, depois que eu me tornar a nova Ranha da Matéria, vou mandar amarrá-lo numa tronco e dar uma surra de vara de goiaba nele.
– Virar rainha? Surra de vara de goiaba?
– Um energúmeno como você não entenderia, então dê adeus à vida.
Kon viu a Poison transformar a corrente em cassetete (de novo), pronto para estourar o seu crânio. Ele mal se mexia, mas segurava sua zampakutou com firmeza.
– Marta, vou liberar minha bankai – disse Kon, com uma voz bem fraca.
– Você tem certeza? – Marta, falando na cabeça do seu mestre, perguntou.
– Já tô fudido mesmo, o que tenho a perder?
Kon segurou forte na espada e prosseguiu com a liberação.
– Tudo que é bonito é pra se mostrar: BANKAI!
Assim, a espada se transformou em milhares de traças aladas, que partiram rapidamente para cima da Poison. Ela golpeou os insetos, porém a maioria chegou até ela e se alojaram em suas roupas.
– Que isso? – Poison não entendia.
– Marta, a minha zampakutou, se transforma em uma quantidade gigantesca de traças, e como você deve saber, traças comem papel e também tecido. Depois de devorarem suas roupas, elas voltarão até mim e vou te ver peladinha.
– É essa sua zampakutou? – ela debochava.
– Eu já vou morrer mesmo, pelo menos vou morrer vendo uma gostosa pelada.
Segundos depois, as traças voltaram até o Kon e voltaram a ser espada. Quando ele foi olhar para a Poison...
– QUÊ? QUE MERDA É ESSA?
– Surpreso? Se você fosse um pouco mais observador teria percebido desde o começo que eu sou “diferente”.
– Você é mulher de tromba? E eu ainda apertei sua bunda e seus melões, que nojo!
Ele ficou tão possesso que ignorou a dor e os ferimentos, se levantou e começou a atacar ferozmente. Os dois trocaram golpes, ela até tentou enrolar a corrente na espada do Kon novamente, porém não obteve êxito. Enfim, ele conseguiu fincar sua zampakutou no pescoço da Poison, e assim, ela morreu.
– Eu não bato em mulher, mas “abafas”, “mulheres diferentes” , “mulheres com algo mais” ou “dezenove motivos” não estão incluídos.
Após a vitória, Kon percebeu que o poste estava emitindo uma luz vermelha, e foi até ele.
“Herói do outro mundo, feche os olhos, curarei suas feridas” a voz de antes dizia.
–Vá lá hein, você é mulher mesmo? Não vai aproveitar que eu tô de olho fechado pra enfiar alguma coisa em mim não né?
“Seja mais respeitoso, você está em um lugar sagrado! Feche logo os olhos antes que eu perca a paciência.”
Kon, mesmo desconfiado, obedeceu. Imediatamente, ele foi curado e, ao abrir os olhos, viu uma intensa luz vermelha subindo do poste de pole dance até o céu. Além disso, um feixe de luz vermelha saiu da zampakutou, apontando para uma certa direção.
“Agora, parta para o Templo dos Alimentos de Gosto Duvidoso. A luz o guiará.”
A voz se silenciou, a porta do templo se abriu e o Kon finalmente saiu do local e viu seus amigos sentados curtindo a brisa fresca que soprava na floresta.
– Que bom que você voltou bem, como foi lá dentro? – perguntou Braquistócrona.
– Foi horrível, tinha uma gata de shortinho que me bateu com uma corrente, depois bateu com um pedaço de pau e no final descobri que ela tinha um pau – contou Kon.
– Então quer dizer que tu pegou um traveco lá dentro – concluiu Junpei, rindo bastante.
– Bem feito, quem mandou sair dando em cima de toda mulher que vê pela frente – disse Beatrice.
– Eu não peguei traveco nenhum tá bom, foi uma luta dura, mas no fim eu venci!
– Deve ter sido bem duuura mesmo – Junpei enfatizou a palavra “dura”.
– Tá bom, o Kon comeu travesti, agora temos que encontrar a Loren e partir para o último templo. Tem uma alguma luz saindo de você Kon? – falou Bráqui.
– Tem um raio vermelho saindo da zampakutou, a voz sexy misteriosa disse que isso vai nos guiar pro Templo dos Alimentos de Gosto Duvidoso – informou Kon.
Nesse momento, Loren chegou até eles correndo.
– Estou aliviada... Mas e aí galerinha da pesada, quais as novidades? – a loira perguntou.
– O Kon comeu traveco – fofocou Junpei.
– E aí Beah, vai deixar? Prova que você tem mais canais de prazer do que ele – falou Loren.
– Eu não comi traveco! – Kon gritou, já irritado.
– O que eu tenho a ver com isso? E você tá maluca, que história é essa de canais de prazer? Pra terminar, espero que o transformista tenha te deixado bastante dolorido com um pênis enorme – gritou Beah, vermelha de raiva e vergonha.
Todos, exceto o Kon e a Beatrice, ficaram rindo. Enfim, eles se prepararam para seguir viagem.
– Ainda temos rúcula pra mais um dia – Bráqui checou sua bolsa de espaço infinito – mas precisamos de mais água, onde é a fonte de água gelada que você tomou banho, Loren?
– Fonte? Eu não achei nenhuma.
– Mas você disse que estava aliviada... – Bráqui estava confusa;
– Quem sabe usar os dedos não precisa de banho frio nessas horas – disse Loren.
– Me lembre de nunca mais pegar na sua mão – disse Beatrice.
Enfim, eles partiram seguindo o feixe de luz, rumo ao Templo dos Alimentos de Gosto Duvidoso.
*****
Em um grande e luxuoso quarto, Zerus Rose se de debruçava na janela, enquanto o seu novo amigo estava sentado em um canto em posição fetal.
– Vá encontrar a sua amiguinha besta e suma logo daqui antes que eu te dê como comida aos manticores – ordenou o vilão, e imediatamente, o pobre garoto saiu correndo dali.
– Ai, que decepção. – Zerus deu um longo suspiro – Mulheres realmente não entendem nada de sexo, o boy dá duas lambidas e elas já acham que estão diante de um deus do sexo. Oh, Cenourinha, prometo que não vou entregar esse meu corpinho pra mais ninguém a não ser você.
Nesse momento, ele olhou pela janela e viu um feixe de luz vermelha subindo em direção ao espaço.
– Então a Poison Kiss perdeu a luta... não é de se espantar, aquela ordinária se achava a diva da taberna gay de Allansia do Norte, mas qualquer idiota sabe que EU sempre fui a número um. Bem, só falta o último templo, mas estou certo de que o quarto herói não conseguirá sequer chegar até ele, e, além disso, tenho o rei do hollows ao meu lado e aquela feiosa serva da antiga rainha bestial será de grande ajuda. Se ela soubesse que fui eu quem induzi a rainha fada a banir a bestial, há há há.
Zerus continuou no quarto contando seus planos para si mesmo, enquanto Biske, em posse das coisas que afanou, partiu junto com o seu parceiro em direção à floresta da Rainha da Energia para dar uma sova nela e tentar reaver a sua rainha. Beatrice, Braquistócrona, Junpei, Kon e Loren estão caminhando para o último templo, e Hyugi, Kenta e Sony estão prestes a enfrentar o rei dos hollows e seus mais poderosos servos.
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