Dungeoneer - Interativa
43 Zerus sempre phode todo mundo.
Notas iniciais
Enquanto Yoruichi foi dar a gatinha dela pra Soi Fon, Urahara começou a contar a tal história citada pela mulher gata.
Como eu acho que todos já sabem, shinigamis são um tipo guerreiros de elite em Dungeoneer. No princípio, sua função era simplesmente destruir hollows, porém, durante o reinado de alguma rainha da matéria do passado, começou-se a usar os melhores shinigamis do mundo para compor a guarda pessoal da rainha.
Entrar para a guarda real não era uma tarefa fácil. Primeiramente, era preciso ser um shinigami e para isso é necessário ter o sangue, ou como eu gosto de chamar, DNA shinigami. Resumindo, a menos que algum antepassado seu seja shinigami, a sua chance de se tornar um era nula. Verificada essa herança, o passo seguinte era se entrar na escola shinigami e depois de passar em todos os passos estaria formado.
Depois de se tornar shinigami você era admitido na guarda real não é? Não. A maioria dos recém formandos ficavam por aí atrás de recompensas oferecidas pelo extermínio de pequenos hollows, mas não é sobre isso que vou falar.
— Por que não vai logo ao ponto? – perguntou Biske.
— Já vou chegar lá – disse Urahara.
Eu era jovem e, apesar de ser recém formado na escola shinigami, não fiquei por aí mendigando recompensas. Por recomendação de um ET que eu encontrei uma vez, busquei conhecimento e assim aprendi magia, forja, escrituras antigas, monstrologia, astronomia e gastronomia e assim, desenvolvi uma nova ciência que chamo de A Nova Ciência.
Construí artefatos até antes inimagináveis, como as spirit-bolas, que são poke-bolas que capturam espíritos, o cabo Usb e o preiyxteition. Abri uma banca e comecei a vender as minhas invenções e foi assim que conheci a Yoruichi, ela sempre vinha comprar uma comida de gato gourmet que eu criei, até que um dia ela se identificou como membro da guarda da rainha e me convidou pra fazer parte dela. Logo de cara eu recusei, estava bastante satisfeito vendendo minhas bugigangas, mas ela me disse que no castelo eu teria acesso a muitos livros e documentos que não estavam disponíveis em outro lugar, então como eu tinha que buscar conhecimento, acabei aceitando o convite.
Fui para o castelo e, devido à indicação da Yoruichi, pude fazer o teste para entrar na guarda e passei sem dificuldade. Fui admitido em suas fileiras e comecei a trabalhar, era um serviço fácil, bastava comandar os guardas comuns, ou seja, não-shinigamis, proteger a rainha quando ela saía para algum evento diplomático, festa ou fazer compras e raramente, eliminar alguém que ameaçasse o castelo e a rainha. Naquela época, a rainha ainda era a Saori e a Cunegundes era um bebê.
Apesar do serviço ser um tanto tedioso, eu não estava aborrecido com isso. A Yoruichi estava certa quando disse que havia informações valiosas no castelo, encontrei escrituras incríveis em sua biblioteca, coisas sobre a Deusa, sobre antigas rainhas e a história do mundo, porém o que mais me fascinou foi a existências de outras dimensões. Elas diziam que existiam outros universos além de Dungeoneer, um chamado de Terra, um chamado de Etérnia e outro desconhecido. Havia alguma coisa escrita sobre a Terra e Etérnia, relatando que já houve poucos, porém não nulos, viajantes desses mundos em Dungeoneer, todavia nada se sabia sobre o quarto universo.
— Oi povo, voltamos – Yoruichi voltou sorrindo, ao lado da Soi Fon que parecia bem aborrecida – mostra pra eles o presente que eu te dei!
Soi Fon, com a cara fechada, pegou uma gatinha preta de pelúcia e mostrou para todos. Urahara colocou o leque escondendo uma risada, então continuou a contar sua história.
Alguns anos se passaram e eu desenvolvi um comunicador interdimensional. Utilizando procedimentos complicados demais para as cabeças de vocês, consegui sintonizar a frequência do quarto universo e comecei a fazer contato. Era uma tarefa difícil, eu conseguia ouvir pessoas falando inclusive na nossa língua, porém basicamente o que eu escutava era “ela me deixou” ou “ele me trocou por aquela vagabunda”, o que me deixou muito frustrado.
Quando eu já estava quase desistindo de manter uma conversa, alguém respondeu aos meus chamados. Ele se apresentou como Zerus Rose e me disse que era alguém importante no seu mundo, porém me falou que não tinha autorização para contar sobre que mundo era esse e muito menos sobre sua estrutura ou mesmo o modo de vida dos seus habitantes. Mas isso não me desanimou, eu estava muito feliz em ter feito contato com um universo tão distante, estava me sentindo um gênio.
Todos os dias eu conversava com o Zerus. Ele era um cara inteligente, entendia bem a estrutura do multiverso e juntos formulamos teorias cosmológicas extremamente escalafobéticas.
Um dia, em nossas conversas diárias, ele me disse que queria visitar Dungeoneer. Eu até gostei da ideia, contudo lembrei a ele que, segundo nossos cálculos, ir para um universo energeticamente inferior, como de Dungeoneer para o universo dele, era difícil, porém possível. Já o caminho inverso iria depender de uma quantidade de energia que eu acreditava ser impossível de se obter. A resposta dele foi apenas um “aguarde e confie”.
Tempos depois, ele me contatou dizendo ter conseguido uma fonte de energia poderosa o suficiente para realizar a viagem. Apesar da minha insistência, ele se recusou a revelar que fonte seria essa, mas a minha vontade de fazer esse contato interplanar foi maior do que a minha intuição de que ia dar merda.
Feito o nosso acordo, começamos a construção da máquina de transporte interuniversal de matéria. Eu fazia a minha parte aqui em Dungeoneer e do lado de lá, Zerus construía a parte dele. Assim que terminei a minha parte da máquina, abri um buraco que vinha do castelo até algum lugar do quarto universo.
Zerus me falou que ainda estava trabalhando na sua parte, o que demorou bastante. Quando eu já estava quase desistindo, ele entrou em contato dizendo que estava pronto para vir. Preparamos tudo e ele entrou na máquina do lado de lá e, após alguns dias, ele se materializou na minha frente.
O primeiro contato foi... estranho. Ele era bem mais viado do que eu imaginava, mas não pude deixar de ficar animado em conhecê-lo.
— Oi, prazer em conhecê-lo, eu sou o Kisuke Urahara e você deve ser o Zerus Rose não é verdade? Estou ansioso para trocar experiências e aprofundar nossos conhecimentos, vamos logo pra multicosmoplanologia ou prefere começar com neutrinotrônica?
Ele não me respondeu, apenas pegou o meu comunicador e foi falar com alguém.
— Olá Brutus meu docinho, tudo bem? Sim, já pode quebrar a máquina.
— Você ficou anos construindo aquilo, porque mandou destruí-la? – eu não acreditava no que estava vendo.
— Desculpe Kisuke, nem me apresentei. Sou o Zerus Rose prazer! Eu sei, está chocado com a minha beleza, mas logo você se acostuma. Ah, tive que mandar meu homem de confiança destruir a Mcdpep, Máquina conversora de pessoas em partículas, antes que alguém mal intencionado a use indevidamente.
— Entendo. Venha, a rainha quer conhecê-lo.
Eu o levei até a rainha Saori. Eu já havia contado para ela que um visitante estava para vir para o nosso mundo.
— Rainha, esse é o home... pessoa de quem falei – eu os apresentei.
— Zerus Rose não é? – ela disse.
— Encantado em finalmente conhecer a linda rainha Saori – ele puxou o saco.
— Mas você não veio de outro mundo? Como já ouviu falar de mim? – ela estranhou.
— Eh... o Urahara sempre falava de você!
Como eu não percebi que isso era caô? Eu estava tão empolgado com o sucesso do meu experimento que fiquei cego em relação ao perigo que estávamos correndo. De toda forma, a rainha o acolheu no castelo e o deixou sob os meus cuidados, o que me fez ser extremamente zoado, principalmente por você não é Yoruichi?
Continuando, um dia eu estava treinando com outros shinigamis e Zerus estava nos assistindo, conforme ele sempre fazia. Quando fiz uma pausa, deixei minha espada encostada na parede quando repentinamente, ele a pegou.
— Nossa, é uma bela espada Kisukizinho! – ele comentou, segurando a minha arma.
Eu e meus colegas ficamos boquiabertos. Você pode ser o incrível Hulk, se não tiver o DNA shinigami nunca conseguirá segurar uma zampakutou. Nem mesmo eu consegui imaginar que alguém de outro mundo poderia ter essa herança.
— Zerus... você tem noção do que acabou de acontecer? – eu perguntei.
— Oh, deveria ter pedido permissão antes de sair botando a mão na sua espada não é? Apesar que eu sei tratá-la com muito carinho.
— Não é esse o problema, mas é que só quem tem o sangue shinigami é capaz de segurar uma zampakutou. Deixe eu perguntar, existem shinigamis no seu mundo?
— Não, na verdade nunca tinha ouvido falar nisso até chegar a Dungeoneer.
— Intrigante...
Nesse dia, certo de que ele era um shinigami, comecei a treiná-lo. Apesar de sua aparente fragilidade, ele se mostrou um ótimo guerreiro, aprendeu rapidamente o básico que todo shinigami deve saber, capturou seu espírito sem dificuldade e eu mesmo forjei sua zampakutou e coloquei o espírito nela. Em pouco tempo ele libertou a shikai, e mesmo os shinigamis daquele tempo sendo mais poderosos do que os de hoje em dia, ele ter conseguido alcançar esse nível tão rapidamente chamou a atenção de todos. Eu cheguei a ver sua shikai e acredite, se eu tivesse certeza que não o ouvi falar Bankai, juraria pelas mães de vocês mortinhas de que aquilo era bankai.
Visto a velocidade do seu desenvolvimento, eu o indiquei para compor a guarda real. Alguns dos membros da guarda foram contra a sua entrada, principalmente a Soi Fon, o Hitsugaya e a Matsumoto, mas como a rainha gostava dele ela usou a sua autoridade para ignorar os votos contra o Zerus e colocá-lo como membro.
Os anos que se seguiram foram tranquilos. Até aqueles que foram contra a admissão do Zerus acabaram se convencendo que ele era uma boa pessoa.
— Porra nenhuma, eu nunca confiei naquele cara! – Soi Fon interrompeu.
Continuando, passamos alguns anos com muita tranquilidade. Um dia ele pediu permissão para ir à Floresta Amazônica com o intuito de aprimorar seus poderes e a rainha permitiu. Ele se despediu de todos nós chorando e dando chilique, o que foi muito estranho já que ele disse que ficaria fora só alguns meses. Depois disso, Zerus partiu.
Quase um ano depois estávamos lá eu, Yoruichi, Soi Fon, Hitsugaya, Matsumoto e aquela outra garotinha que esqueci o nome, ou seja, toda a guarda real daqueles tempos, realizando o nosso treino matinal no pátio do palácio, quando ouvimos uma confusão vinda da entrada do castelo e resolvemos checar o que era. Foi então que vimos o Zerus descabelado, com as roupas rasgados e cheio de manchas roxas pelo corpo, ele estava tentando entrar e os guardas o impedindo.
— Zerus, é você? – eu perguntei, estranhando vê-lo naquele estado.
— Onde você andou, parece até que acabou de sair de encarar quinze negões – disse Matsumoto.
— Ai amiga, que saudade de você me desejando coisas boas como essa, mas a realidade é cruel. Tenho muita coisa para contar, mas primeiro deixem esses brutamontes me deixarem entrar!
Demos ordens para os guardas permitirem sua entrada. Depois ele foi tomar banho, trocar de roupa, pentear os cabelos, passar perfume e horas depois, veio nos contar a tal história, e mesmo assim, exigiu a presença da rainha Saori. Enfim, só conseguimos ouvir o que ele tinha a dizer já de noite.
— Oh meus amigos, trago notícias terríveis!
— Pra que tanta enrolação, desembucha logo! – apressou Soi Fon.
— Sabem que fui até a grande floresta aprimorar meus poderes de manipulação plantal não é verdade?
— Sabemos.
— Eu fui bem recebido por lá. O chefe dos rangers me aceitou como seu discípulo e aprendi muito com ele.
— Isso é uma coisa muito boa – comentou Saori.
— Era sim minha rainha! Eu e cheguei a conhecer a Rainha da Energia, uma senhora muito sábia. O problema veio depois que ela morreu.
— Mas não é um problema uma rainha morrer se já houver uma sucessora – eu comentei.
— Sei disso, na verdade, a nova rainha já estava pronta. O problema é que seu reino começou a passar por muitos problemas internos, brigas entre os seres da floresta, escassez de alimentos, deserção de rangers...
— Isso é comum quando há transição de uma rainha para outra, eu mesma tive problemas quando assumi o trono – disse Saori.
— O problema maior é que a floresta começou a sofrer ataques de inimigos poderosos, como menos grandes e até mesmo demônios.
— Menos grandes? Como eles conseguiram se defender sem bons shinigamis? – perguntou Hitsugaya.
— Eu sou shinigami esqueceu? Além disso, os rangers que sobraram também ajudaram bastante.
— Entendo, mas não existem mais demônios em Dungeoneer, eles foram mortos ou banidos pela Rainha Bestial – falou a rainha.
— Isso é o que ela quer que nós pensemos.
— What? – todos nós ficamos confusos.
— Me escutem! Estávamos no limite das nossas forças, se continuássemos recebendo ataques em breve a rainha fada seria morta e bau bau, o mundo já era. Foi então que tivemos a ideia de pedir ajuda à Rainha Bestial.
— Por que não nos procurou? – eu perguntei.
— Ora, quem melhor do que a Rainha Bestial para lidar com monstros feios e burros? De toda forma, eu, meu mestre e outro discípulo dele fomos à caverna dela e pedimos sua ajuda, ela nos recebeu bem mas falou que só nos ajudaria se falasse pessoalmente com a Rainha Fada, então voltamos para a floresta com a Bestial. E advinha o que aconteceu assim que as duas rainhas se encontraram?
— O que?
— A Bestial tentou matar a Fada. Só não conseguiu porque o meu mestre entrou na frente, recebendo o ataque e morrendo para defender nossa rainha.
— Não entendo, a rainha Bestial é a mais antiga de todas nós e com certeza sabe a catástrofe que será se uma de nós morrer – disse Saori.
— Eu não vou ficar tentando entender motivos, pra mim ela enlouqueceu, você tinha que ver a cara de maluca que ela tem. Começamos uma luta feroz que me deixou daquele jeito que vocês viram quando eu cheguei, mas pelo menos consegui segurar a Bestial tempo suficiente para que a rainha Fada recitasse um feitiço de banimento e se livrar da rainha louca.
— Mesmo louca, se a Bestial morrer, nosso mundo entrará em caos – lembrou Soi Fon.
— Ser banida é diferente de ser morta – eu respondi – se ela foi banida, deve estar no vazio entre diferentes dimensões.
— Exatamente o que eu ia dizer – disse Zerus.
— A culpa é sempre sua – Soi Fon deu um tapa na cabeça do Urahara.
Continuando. Ficamos atônitos com o relato do Zerus, nunca em milênios se ouviu falar de uma rainha tentar matar a outra.
— Será que não está chegando o dia previsto pela profecia? – indagou Yoruichi.
— A profecia? — eu disse.
— Sim, você mesmo quem me falou sobre ela Kisuke.
— Eu passei os últimos anos totalmente ocupado com o meu comunicador e transportador dimensional que deixei o estudo da profecia de lado, mas prometo estudá-la mais a fundo.
— Eu te ajudo, acho que só nós dois temos capacidade mental para decifrá-la — disse Zerus.
— Tá nos chamando de burros? – a garota cujo nome esqueci reclamou.
-Não é isso lindinha, eu e o Kisuke estamos acostumados com esse tipo de leitura, você é muito boa em... maquiagem. Leia, aprenda bastante que mês que vem vai ter a eleição da rainha da Le Boy e eu quero arrasar, conto com você!
— Está certo! – ela concordou.
— Rainha, se me permite sugerir, recomendo que você cheque essas informações e se mantenha sempre alerta – falou Hitsugaya.
— Você está certo, mandarei pessoas minhas tanto à floresta Amazônica quanto à caverna dos Bestiais – disse Saori.
— Você está certo delicioso Hitsugaya! Mas preciso informar que para se defender, a rainha fada invocou uma barreira que envolve sua floresta, se quer que seus informantes tenham alguma chance de entrar, minha rainha, não mande humanos – informou Zerus.
— Está bem, existem vários não-humanos ao meu dispor, vou ordenar que eles façam essa checagem – falou nossa rainha — bem, como o momento é de crise, preciso distribuir tarefas. Urahara e Zerus, estudem as escrituras e verifiquem se o momento que o grande mal descerá sobre nós se aproxima. Yoruichi, Hitsugaya e Matsumoto, assumam o controle da escola shinigami e se certifiquem que esta será a melhor geração de shinigamis que o mundo já viu. E garota cujo nome o Urahara esqueceu, crie uma maquiagem incrível para o Zerus ganhar o concurso de rainha da Le Boy. Dispensados.
Assim, cada um de nós partiu para realizar a missão dada pela rainha.Os enviados da rainha que foram checar os domínios da Bestial descobriram que ela simplesmente desapareceu e ninguém tinha notícias dela, já aqueles que foram procurar pela rainha Fada relataram que uma barreira invisível os impediu de entrar na floresta. Como a história contada pelo Zerus bateu com essas informações, ninguém mais teve motivos para duvidar dele. Assim eu e o Zerus passamos muito tempo estudando a profecia, até tivemos alguns avanços, mas o problema é que ela estava escrita em uma língua muito antiga e não conseguimos traduzir boa parte do seu conteúdo.
Felizmente, a ajuda que eu e o Zerus precisávamos chegou e já vou contar como. Uma dupla muito famosa pelo mundo afora chegou ao castelo pedindo para ficar conosco por algum tempo, era Sortudo, o grande mago e Braquistócrona, a ferreira.
— Lembra disso Bráqui? – perguntou Sortudo.
— É claro, como éramos jovens naquele tempo não é? Fomos bem recebidos, acho que só a Soi Fon não gostava de nós.
— Mas a Soi Fon gosta de alguém? – Urahara fez uma pergunta retórica.
— Da senhora Youruichi – ela lançou um olhar apaixonado para a morena, e logo em seguida fez uma cara de “vou te matar” para o Urahara – e odeio especialmente você!
Me deixem continuar, quero terminar antes de Dungeoneer explodir e todos nós morrermos. A rainha Saori ficou muito curiosa quanto às habilidades do casal e permitiu que ficassem no castelo se eles a convencessem que eles faziam jus à sua fama. Em uma apresentação pública para a rainha, a guarda real e mais um monte puxa saco, a Braquistócrona forjou em poucos minutos um bastão que congelava pessoas com um simples toque, e o Sortudo lançou a magia “Enganar um bando de babaquis pra eles pensaris que tem um monte dimim”, fazendo uma ilusão de que havia um exército de Sortudos nos atacando. Depois que o pânico de ser atacados por um monte de macacos voados passou, a rainha ficou muito satisfeita e os acolheu no seu castelo.
A partir desse dia começamos a conhecer melhor o Sortudo, ele dominava o idioma antigo muito melhor do que eu e o Zerus e sabia interpretar bem as parábolas, metáforas e anedotas que sempre compõe textos religiosos. Em pouco tempo ele conseguiu estimar em quanto tempo esse mal surgiria, qual seria o risco real às rainhas e ao nosso universo principalmente devido ao alinhamento. Porém o que me deixou mais intrigado é que as únicas pessoas que poderiam nos salvar seriam quatro heróis vindos de outro mundo, eu cheguei a pensar que Zerus seria um deles, que burro eu era!
Considerando a interpretação da profecia como encerrada, relatamos os resultados à rainha e então pude pôr em prática um plano antigo: o knorr meu humano. Eu sempre achei que essa guerra entre shinigamis e hollows era sem sentido, e o único motivo para eles serem combatidos era o fato deles comerem humanos, porém ao estudar muito sobre sua fisiologia, descobri que eles podem se alimentar da carne de qualquer animal, a carne humana seria uma espécie de iguaria para eles.
— Eu sempre disse isso para o rei – comentou Sony.
É verdade. Então pensei que se eles são caçados e mesmo assim continuam comendo humanos, deve ser uma coisa muito boa segundo o paladar dos hollows, e foi assim que tive a genial ideia de criar um tempero que desse a qualquer carne o gosto da carne humana e o nomeei de knorr meu humano. Depois de realizar muitos experimentos bizarros que vocês não merecem saber como foram e muitos anos de pesquisa, finalmente cheguei à receita correta.Cheguei a testá-lo passando o tempero em uma vaca e a largando numa floresta frequentada por hollows e, pobre vaquinha, não sobrou nem os ossos.
Depois do sucesso do meu projeto, contei logo para os amigos mais próximos. Zerus adorou a ideia, me pediu um pouco do knorr e me deu a ideia de convocar a reunião com a rainha, seu marido Seiya, sua filha Cunegundes, os outros shinigamis e quem mais quisesse ver a minha revolucionária invenção. Já a Yoruichi me recomendou ir com calma, me lembrando que hollows comem humanos há milênios e que não seria tão simples convencê-los a mudar de dieta de uma hora para outra, e mesmo que isso acontecesse, o ódio que muitos humanos sentem por eles também não acabaria tão cedo. E adivinhem o que eu fiz? Convoquei a reunião megalomaníaca sugerida por Zerus.
Assim, apresentei minha invenção para uma enorme plateia e a rainha obviamente. Os hollows que nós gentilmente enfiamos a porrada e capturamos para serem voluntários na demonstração devoraram dúzias de pidgeys temperados com o meu humano e adoraram. Depois da apresentação, a rainha Saori disse que adorou e que estava esperançosa que minha criação pudesse pôr fim ao antigo conflito entre humanos e hollows.
O ideal seria que a rainha Bestial intermediasse esse contato entre a minha invenção e os hollows, mas com ela presa em alguma dimensão desconhecida não havia como ela fazer algo, então Zerus deu sugestão da própria rainha da matéria procurar pelo rei dos hollows junto comigo e assim apresentar o knorr meu humano e propor que eles deixem definitivamente de comer humanos.
Zerus combinou com a Saori como fariam o contato com os hollows, ficou decidido que ela iria junto com seu marido Seiya e que eu, a Yoruichi, alguns guardas e shinigamis de posto mais baixo faríamos sua segurança, enquanto o resto da guarda real, ficariam no castelo cuidando da princesa Cunegundes, que era uma adolescente nessa época e já estava se preparando para ser a futura rainha. Zerus queria que o Sortudo e a Braquistócrona viessem conosco, mas apenas a Bráqui aceitou, de forma que o macaco voador mago comedor ficou com os outros no castelo.
Depois de alguns dias fazendo os preparativos para a viagem, estávamos para partir. Pouco antes de deixarmos o castelo, Zerus veio se despedir daquele jeito dele.
— Queridos amigos, estou chorando por dentro com a partida de vocês!
— Sossega Zerus, vão ser só alguns dias – disse Yoruichi.
— Eu sei, seu sei... minha rainha! – chamou Zerus.
— Sim – ela se prontificou.
— Prometo que vou cuidar muito bem da Cunegundes.
— É eu sei – Seiya entrou na conversa – pelo menos tenho certeza que você não vai tentar comer minha filha.
— Garanto que sou mais feminino do que ela – ele deu uma risadinha – e rainha, aceite esse presente.
Zerus entregou um vaso com uma pequena planta, com uma flor roxa ainda em forma de botão.
— Que linda, obrigada – Saori agradeceu.
– A real beleza dessa flor aparece quando ela se abrir – Zerus colou a boca no ouvido da rainha e sussurrou – deixe-a no quarto com você e o Seiya, quando ela se abrir, vai soltar uma fragrância afrodisíaca que vai deixá-lo louco.
Enfim, a rainha e seu marido se despediram da filha, Braquistócrona se despediu do Sortudo e Soi Fon ficou reclamando que eu ia com a Yoruichi e ela não. Finalmente nossa caravana partiu.
Partimos rumo ao Eco Mundo, a morada do rei dos hollows. Estimamos que fossem dez dias de viagem, e na segunda noite após nossa partida, algo terrível aconteceu.
Urahara parou de falar, fazendo mistério.
A rainha e o seu marido foram mortos. E o pior de tudo, fui eu quem matei.
– O quê? – todos se espantaram.
– Conta a história direito Kisuke – Yoruichi se intrometeu.
Não fui bem eu quem matou os dois. Eu estava dormindo, quando ouvi gritos e fui ver o que era, e pra minha surpresa, eu vi um sujeito igual a mim matando os dois. Logo depois os outros soldados chegaram e viram eu e eu mesmo lutando e a rainha Saori junto com o Seiya mortos. Eu e eu fomos atacados pelos guardas, o eu matou alguns deles mas eu, sabendo que eles apenas estavam sendo enganados pelo eu, fugi porque não queria matar inocentes, todavia também não queria ser morto.
Quando estava em minha fuga, fui seguido pela Yoruichi, então parei de correr até porque ela corre pra caralho e eu nunca ganharia dela em velocidade.
– Kisuke – ela disse.
– Youruichi, eu não vou lutar contra você, se realmente acha que eu matei a rainha, pode me matar.
– Como você é abestado! – ela deu um tapa na minha cabeça — Tá na cara que aquela flor que o Zerus deu para a rainha tem alguma coisa a ver com isso.
Logo depois, Braquistócrona se aproximou de nós.
– Ufa, como vocês correm – a ruiva estava ofegante – o Sortudo estava certo, o ser maligno que ameaçará Dungeoneer é mesmo Zerus Rose e ele já começou a pôr o seu plano em prática.
– Você também acredita em mim... – meus olhos se encheram de lágrimas.
– Não duvido nada que ele tenha alguma coisa a ver com o banimento da rainha Bestial – comentou Yoruichi.
– Mas temos grandes problemas agora. Todos pensam que eu a matei, Zerus está no castelo com a princesa, ou melhor, rainha Cunegundes e nossos amigos nem desconfiam do que aconteceu e quando a notícia se espalhar, vão achar que eu sou o vilão e Zerus, o mocinho.
– Vamos deixar isso pra depois. Precisamos de um lugar seguro, eu vou tentar em contato com o Sortudo.
Nos escondemos em uma caverna durante a noite. No dia seguinte a Yoruichi, em sua forma felina, visitou secretamente o castelo para saber de toda a situação. A notícia de que eu matei a rainha já havia chegado lá e corria por todo o mundo. A agora rainha Cunegundes ofereceu uma quantia absurda pela minha cabeça e nomeou Zerus como chefe da guarda, conselheiro e cabeleireiro oficial.
Yoruchi retornou trazendo as notícias. Decidimos esperar e bolar um plano de contra ataque contra Zerus, mas era difícil pensar em alguma ação que não colocasse a Cunegundes em risco. Quando estávamos saindo da caverna, encontramos Matsumoto, Hitsugaya e a outra garota nos esperando.
– Não quero lutar contra vocês – eu disse.
– Eu adoraria arrebentar sua fuça, mas vim aqui porque vi a linda Yoruichi andando pelo castelo e resolvi segui-la, e se ela acredita na sua inocência, quer dizer que você é inocente – falou Soi Fon.
– Entre os shinigamis de elite você foi o único que não viu que Zerus Rose não era flor que se cheire – disse Hitsugaya.
– Lindo, inteligente e fazendo trocadilhos, tem como não te amar? – Matsumoto se dirigiu ao rapaz.
Depois disso, ficamos mais alguns dias discutindo o que fazer. Em uma manhã, avistamos algumas dezenas de jovens shinigamis se aproximando de nós.
– Eu sei que vocês não querem, mas vamos ter que lutar por nossas vidas – Braquistócrona preparou o seu arco.
– Viemos em paz! – gritou um dos shingamis.
– Tem certeza? – perguntou Yoruichi.
– É claro. Somos shinigamis recém formados, aprendemos tudo com vocês. Em quem acha que vamos acreditar?
Aquele pequeno exército se uniu a nós, e semanas depois, partimos ao ataque contra o Zerus. Não sei se tinha algum x-9 entre eles, mas antes de chegarmos ao castelo fomos atacados. Não vou entrar em detalhes, mas o fato é que se iniciou uma guerra que durou um ano e no fim, todos nossos ex-alunos foram mortos.
– Não tem jeito, não há como vencer Zerus – disse a garota que esqueci o nome, cansada e ferida pela última batalha.
– Nós não podemos... mas os heróis da profecia podem – eu comentei.
– Quando eles virão? Talvez Dungeoneer não resista até lá, e se for pra morrer, quero morrer lutando e não escondida como uma barata – falou Soi Fon.
– Acho que eu posso responder essa pergunta.
Sortudo apareceu do nada ao estilo Mestre dos Magos.
– Ainda faltam cinquenta anos até a vinda dos heróis – o macaco informou.
– É muito tempo – comentou Histugaya.
– Mas Zerus não fará nada contra a rainha até o alinhamento, que é quando o planeta Vegeta e a Galáxia Muito Distante vão se alinhar. Não tenho tempo para explicar o porquê disso, mas o melhor a fazer é nos escondermos até o dia de trazer os heróis da Terra para cá, e fiquem tranquilos que eu mesmo os trarei.
Discutimos entre nós e decidimos que era o melhor a se fazer. Para não levantar suspeitas separamos o grupo, eu e Yoruichi montamos uma banca no reino de Camelot, enquanto Matsumoto e Hitsugaya abriram o Centro de Entretenimento Adulto Masculino tendo a garota e Soi Fon como trabalhadoras. Na verdade a Soi Fon queria vir comigo e a Yoruichi, mas corremos mais rápido do que ela.
– Eu e a Braquistócrona fingimos que rompemos. Ela já era considerada criminosa, mas eu tinha um bom relacionamento com a Cunegundes que seria muito valioso no momento de trazer os heróis – contou Sortudo.
Assim, a história foi contada. Repentinamente, todos ouviram alguém chegando e foram checar que era.
– Matsumoto, Hitsugaya – todos se alegraram ao ver o casal.
– Acabamos com todos os focos de invasão alienígena – informou o rapaz.
– Deu pena daquele pessoal reclamando de “ela ainda vai ver que não vai conseguir ninguém melhor do que eu”, ou “ele me trocou por outra só porque ela dá o cu”, mas o que tem que ser feito tem que ser feito – comentou a mulher de seios enormes.
– Agora estamos reunidos – Sortudo olhou para o céu – agora só nos resta esperar que os heróis sejam bem sucedidos.
*****
Loren, ou rainha Bestial sei lá, atravessou toda a floresta voando em poucos minutos.
— Saí da floresta sem problemas, a barreira deve ter sumido com a morte da fadinha. Tanto faz, vou matar aquele Zerus, vou juntar as esferas do dragão, ressuscitá-lo e depois vou matar ele mais uma vez.
Ela bateu as asas com força e começou a voar ainda mais rapidamente, com o vento provocado por suas asas derrubando as pessoas pelos lugares por onde passava. Nessa velocidade, em pouco tempo chegaria ao castelo onde a batalha final épica estava para começar.
******
Os heróis estavam no castelo brigando contra a voz do Zerus.
— Aparece logo que tô doido pra te dar um cacete! – gritou Junpei.
— A proposta é tentadora, mas falta pouco para o ápice do alinhamento e preciso quebrar uma plantinha. Divirtam-se com os meus bebês.
Repentinamente, várias plantas rasteiras repletas de espinhos brotaram do chão do castelo.
— Espinhos? Quando eu era criança entrava no mato com o Junpei e saía todo furado, não tenho medo de um pouco de espinhos – zombou Kon.
— Entrava no mato com o Junpei e saía todo furado? Sabe que isso ficou estranho pro seu lado – comentou Hyugi.
— Cuidado!
Assim que Beatrice gritou, tentando advertir seus amigos, as plantas começaram a lançar uma infinidade de espinhos que mais pareciam agulhas contra os heróis.
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