Dungeoneer - Interativa
10 Uma revelação não tão bombástica
Notas iniciais
Os heróis acordaram todos ao mesmo tempo no meio da lama. No local não havia árvores, animais ou mesmo pedras, apenas um mar de lama.
– Que eca, estou toda suja – Loren se levantou tentando se limpar, sem sucesso.
– Será que voltamos pra Dungeoneer ou viemos parar no mundo de Jake e seu amigo Finn? – expressou-se Junpei.
– Vou descobrir agora!
Sony entrou em um portal, voltando pouco tempo depois.
– Wow, estamos de volta! – comemorou o garoto.
– E como você sabe disso? – contestou Uroro.
– Eu consegui me transportar para a casa da Braquistócrona, e não estamos longe.
– Que bom, vamos logo! – disse Kon entusiasmado.
– Vai nos transportar ou vamos andando? – perguntou Beatrice.
– Eu posso levá-los, mas pra garantir que não vamos parar onde não devemos só vou levar um de cada vez – informou Sony.
– Prefiro ir a pé – declarou Uroro.
– Eu não sei quanto a vocês, mas eu tô totalmente perdido e aceito a carona – falou Hyugi.
– E como você pretende chegar na casa da Braqui qualquer coisa se você nunca esteve lá? – perguntou Loren.
– Eu dou meu jeito – disse Uroro muito seriamente.
Sony foi transportando todos seus companheiros um por um, deixando-os na frente da casa da armeira macacófila. Mesmo após levar todos, ainda voltou para encontrar Uroro.
– Tem certeza que não quer ajuda?
– Quer me ajudar? Diga em que direção devo ir.
– Vá para oeste até a floresta do medo, e procure pela única casa, não tem erro – Uroro começou a caminhar e Sony entrou no portal.
Quando o garoto voltou, todos estavam esperando na frente à casa. Bateram na porta, e logo que a Braquistócrona a abriu, viu aqueles corpos cobertos de lama.
– Saiam daqui monstros nojentos – a mulher deu um chute na barriga do Sony, que caiu no chão gemendo de dor.
– Hamlet! – o pequeno hamster saiu da roupa do seu companheiro.
– Hamlet? Quer dizer que você é o Sony? – perguntou a mulher.
– Sou eu mesmo – falou o garoto gemendo e ofegante.
– Então vocês são os heróis que vão arriscar suas vidas para salvar o mundo? Me desculpem, é que ultimamente tenho sofrido ataque de monstros e achei que vocês eram monstros do tipo lama.
– Não somos monstros, somos só humanos enlameados – informou Hyugi.
– Nossa, como vocês estão horríveis – comentou a ferreira.
– Acredite, passamos por muita coisa até chegar aqui – falou Beatrice.
– Vocês devem me contar tudo, mas antes precisam de um banho. Garotas, venham comigo, e Sony, leve os outros para a fonte do desespero – ordenou Braqui.
– Fonte do desespero? – estranhou Hyugi.
– Tudo neste lugar tem nomes feitos para assustar invasores, é apenas a nascente de um rio – explicou Sony.
As mulheres entraram na casa, enquanto os rapazes foram para a fonte, que ficava a uns quinhentos metros dali. Kon tentou ir junto com as garotas, mas foi impedido com chutes e socos, então resolveu ir com os outros. Depois de limpos e secos, todos se reuniram na sala de estar, que era bem pequena, com uma lareira que se encontrava apagada naquele momento e bancos feitos de troncos de árvores, onde os heróis se acomodaram.
– Agora que está limpo, me dê um abraço Sony – a armeira abriu os braços e recebeu um tímido abraço do amigo.
– Eu também estou com saudade! – Kon foi abraçá-la, porém não chegou a tocá-la, pois foi gentilmente nocauteado por um soco da Beatrice.
– Ela é gata mesmo? – Hyugi sussurrou para o Junpei.
– Pra carái, mas você só vai ter chance se ficar tiver um rabo e se alimentar de bananas – respondeu o grandão nada discretamente.
– Sabe Sony, estou sentindo falta da sua comida, pode ir na cozinha e preparar algo para todos nós? – pediu Bráqui.
– É pra já! –Sony partiu rapidamente para a cozinha.
– Já faz um bom tempo que vocês passaram por aqui, uns dois meses mais ou menos. Me contem o que aconteceu nesse período.
– Dois meses? Não, foram só alguns dias – corrigiu Beatrice.
– Ela está certa – completou Loren, fazendo contas com os dedos.
– Eu tenho certeza, foram dois meses – insistiu Bráqui.
– Acho que já sei o que aconteceu. Nesse tempo vocês foram parar em Etérnia não foi? Talvez a passagem de tempo não seja a mesma nos dois universos – sugeriu Hyugi.
– Faz sentido – concordou Beah.
– Então quer dizer que nesses dois dias que ficamos em Etérnia, passaram-se dois meses em Dungeoneer? Quer dizer que na Terra podem ter passado cem anos? – falou Junpei, desesperado.
– Temos que admitir esta possibilidade – disse Hyugi calmamente.
– Arf, essa história de universos paralelos tá me dando dor de cabeça – reclamou o grandalhão.
– Pelo que me parece vocês viveram muitas aventuras desde que estiveram aqui, mas aonde está o Sortudo? – perguntou Bráqui.
– Bom, é que...nós não sabemos – falou Loren.
– Como assim? Preciso que me contem detalhadamente tudo o que aconteceu.
Os heróis começaram a contar tudo o que aconteceu, desde que saíram da floresta do medo até quando voltaram a Dungeoneer. Depois de ouvir tudo, Braquistócrona dirigiu-se a uma janela e ficou olhando para o vazio, pensativa.
– Então quer dizer que o Sortudo... – a armeira parecia não conseguir completar a frase.
– Não se preocupa não mulher de nome estranho, aquele macaco desgraçado é a coisa mais sortuda que eu já vi na vida, tenho certeza que daqui a pouco ele vai aparecer com duas gostosas e um baú cheio de ouro zombando de nós – falou Junpei, tentando tranquilizar a mulher.
– Você está certo! Agora que sabemos quem é o inimigo, vocês precisam se fortalecer para então atacá-lo. A primeira coisa que precisam é de roupas típicas do nosso mundo, para se misturar entre os nativos, e eu tenho certeza que há uma recompensa pela cabeça de vocês – contou Braqui.
– Recompensa? Como você chegou a essa conclusão? – perguntou Beah.
– Nos últimos meses, o número de guerreiros que me procuraram para encomendar armas aumentou muito, e um deles me disse que a rainha estava oferecendo uma recompensa milionária para quem capturasse um grupo de alienígenas. Agora que vocês contaram o que aconteceu, tenho certeza que essa ordem partiu do Zerus Rose e que os alienígenas são vocês!
– Que filho de uma ronquifuça, quando eu pegar vou despetalar ele todo – esbravejou Loren.
– Atenção, alguém está se aproximando da porta, se arrastando e fedendo pra caramba – falou Hyugi enquanto fungava.
– Deve ser algum monstro, vamos esperar e ver se ele vai tentar invadir – disse Braqui.
Segundos depois, alguém bateu na porta . Braquistócrona abriu já dando um chute no suposto invasor.
– Aaaai...sou eu, o Uroro! – gritou o shinigami, que se encontrava coberto de lama e sangue.
– Vocês o conhecem? – perguntou Braqui.
– É o Uroro, aquele xi qualquer coisa que lutou contra o cara da rosinha junto com a gente e se ferrou todo – informou Kon.
– Me desculpe Você está péssimo, vou pegar uma poção de cura – Braquistócrona foi para outro cômodo.
– É Uroro, todo dia você apanha – comentou Junpei.
– E você esperava o que? Me perdi nessa floresta e ainda tive que lutar desarmado contra um bando de orcs, se eu fosse fraco estaria morto – brigou o loiro.
– Você poderia ter evitado isso se tivesse aceitado a carona do Sony – observou Loren.
– Nem pensar!
Braqui voltou trazendo um frasco de vidro com um líquido verde, entregando ao Uroro. O shinigami bebe e, imediatamente, seus ferimentos cicatrizaram.
– Obrigado! – agradeceu o loiro.
Logo em seguida, Sony chamou todos para a cozinha, onde ele serviu umas esferas brancas parecidas com bolas de ping pong. Seus amigos sentaram à mesa e comeram o que estava sendo oferecido.
– Tá gostoso, o que é isso? – perguntou Hyugi.
– Ovos de aranha gigante cozidos – respondeu o cozinheiro.
Junpei engasgou na mesma hora, enquanto os outros ficaram paralisados.
– Vocês deveriam estar agradecidos, esses ovos são muito raros e a nossa anfitriã está nos oferecendo de graça – comentou Uroro.
– Pode ser estranho, mas tá gostoso. Me dá mais alguns? – Loren entregou o prato já vazio ao Sony, que deu mais daqueles ovos à loira.
Todos, até mesmo o Junpei, comeram e após a refeição, Braquistócrona continuou as recomendações.
– Vou ter que pedir que vocês partam imediatamente. Zerus sabe da minha relação com o Sortudo, e se ficarem aqui, logo serão descobertos.
– Partir pra onde? Não conhecemos nada nesse mundo, e sendo procurados vamos morrer! Se eu morrer, tenho direito a um último pedido – falou Kon, olhando fixamente para os seios das três mulheres presentes.
– Se eu tivesse a minha zampakutou eu invadiria o castelo, mataria Zerus e salvaria a rainha sozinho – resmungou Uroro.
– Pára de se gabar, pelo que eu me lembre você tomou um cacete do cara da rosinha mesmo com sua espada e voando – lembrou Loren, ao som de um resmungo do Uroro.
– Como já falei, vocês precisam parecer e agir como nativos de Dungeoneer. Providenciarei roupas e também armas para vocês e, além disso, preciso saber mais sobre os seus poderes para dar uma orientação sobre o que cada um de vocês deve fazer.
– Eu sei fazer isso – Kon deu um salto, bateu com a cabeça no teto e ficou com um galo na cabeça.
– Eu tenho audição e olfato muito aguçados, além de ser um bom espadachim – contou Hyugi.
– Eu consigo induzir pensamentos em pessoas desde que elas não estejam tão convictas de que querem nos ferrar – disse Beah.
– Eu dou porrada – falou Junpei.
– Minhas roupas somem e viram uma armadura maneira – Loren fez suas roupas sumirem, dando lugar àquela armadura que não cobre quase nada, bem como sua espada já empunhada.
– Armadura de escamas de dragão, espada bastarda de chifre de unicórnio albino, seu armamento é o sonho de qualquer guerreiro – falou Braqui, muito empolgada – Já sei dos portais do Sony, mas você loirinho invocado, o que sabe fazer?
– Sou um shinigami, inclusive já consigo a liberação shikai da minha espada, mas não poderei fazer muita coisa já que a minha zampakutou foi engolida por um portal do Sony quando estávamos em Etérnia.
– Pára de frescura, se está sem zampakutou, use uma espada comum. Se estiver desarmado, vá de mão mesmo – repreendeu a armeira.
– O que é esse tal de shinigami que vocês tanto falam? – perguntou Kon.
– Shinigamis são guerreiros de elite, os maiores de Dungeoneer. Inicialmente, nosso único propósito era matar os odiosos hollows, mas com o tempo, começamos a desempenhar diversas nobres funções, como a guarda da rainha por exemplo. O que nos faz tão especiais é que apenas shinigamis conseguem empunhar as zampakutous, espadas especiais que podem se transformar dependendo da habilidade do seu dono. E você Kon, mesmo sendo um total idiota, é um shinigami, já que estava com uma zampakutou nas mãos quando chegou ao castelo – explicou Uroro.
– Ah, aquela espada? Era de um cara que nós matamos na Ilha das Guerreiras Virgens. Ele falou que quando a espada vira uma marreta, ela poderia destruir qualquer arma ou armadura, e já que o Junpei não a aguentou, eu peguei pra destruir a armadura da Loren por motivos óbvios – contou Kon.
– Tarado! – esbravejou Beatrice.
– Você disse hollows? Não são aqueles monstros que matamos aos montes quando o Sortudo nos trouxe pra esse mundo? – lembrou Junpei.
– É mesmo, demos umas porretadas e eles morreram – completou Kon.
– O QUÊ? Impossível, não poderiam dois guerreiros destreinados armados apenas com porretes destruir hollows – gritou Uroro.
– O Sortudo me falou sobre isso. Na verdade não eram hollows, eram kobolds que pareciam hollows devido a uma ilusão criada por ele. Aliás, você nem precisavam ter entrado naquele labirinto para despertar seus poderes, Sortudo os fez lutar contra aqueles monstros para treiná-los e testar a capacidade de vocês – contou Braquistócrona.
– Por isso que eu odeio aquele macaco – esbravejou Junpei, enquanto Uroro gargalhava.
– Uroro, você deveria ser mas humilde sabia? Você tava cheio de marra com a gente no castelo e depois descobriu que o seu superior é quem queria matar a rainha, e fomos nós que salvamos sua pele várias vezes – brigou Loren.
– É verdade – Uroro respirou fundo –eu estava errado, e vi que vocês realmente são os heróis que irão salvar o mundo.
– Acho que você deve desculpas ao Sony, você sempre pega no pé dele – completou Beatrice, enquanto Sony apenas observava em silêncio.
– Nunca, nem morto vou pedir desculpas para este ser!
– Sony, você se tornou amigo dessas pessoas e todos eles, exceto o shinigami raivoso, confiam em você. Confie nelas também e conte o sobre o que você é – recomendou Braquistócrona.
– Eu tenho que confessar que...
Todos ficaram em silêncio, esperando pelo que o garoto tinha a dizer.
– Sou metade hollow – Sony completou a frase dramaticamente.
– Ah tá, beleza – disse Kon sem dar muita importância.
– Eu continuo querendo te pegar, e não estou falando de lutas – provocou Loren.
– Vocês estão loucos? Ele acabou de dizer que é um hollow, um tipo de monstro que come pessoas – gritou Uroro.
– Fiquei curiosa, como alguém pode ser metade humano metade hollow? – perguntou Beah.
– Não sei bem, mas tenho uma hipótese – adiantou-se Hyugi –quem sabe a mãe do Sony foi atacada por um desses monstros e sobreviveu, porém seu DNA foi modificado e quando seu filho foi gerado, este nasceu com metade do seu genótipo do hollow que a feriu.
– Não é nada disso. Minha mãe era humana e meu pai hollow, eu nasci com aparência humana mas com algumas características do meu pai, como o poder de abrir portais, por exemplo – explicou Sony.
– As mulheres desse mundo devem ter fetiche com criaturas estranhas – comentou Loren.
– Isso não importa agora, o fato é que vocês são uma equipe e têm uma missão urgente. Sony, providencia roupas para os garotos, e meninas, venham comigo.
Todos, exceto Uroro e Sony, trocaram suas roupas terrestres roupas típicas de Dungeoneer. Junpei vestiu uma túnica branca de algodão cinco números abaixo do dele, deixando suas coxas sexys de fora. Kon e Hyugi vestiram calças de algodão e coletes marrons feitas do couro de algum animal desconhecido. Já as garotas saíram do quarto da Braqui com vestidos de couro extremamente curtos e decotados, arrancando sangue do nariz do Kon e do Junpei.
– Eu até entendo a roupa curta do Junpei, não devia ter nada do tamanho dele aqui, mas por que eu preciso ficar com tão pouca roupa? – reclamou Beah.
– Para tirar a atenção dos inimigos durante a luta – explicou a armeira.
Em seguida, Braqui entrou em um cômodo e, minutos depois, voltou com uma bolsa cheia de armas
– Escolhi algumas armas que combinam com vocês. Obviamente elas são temporárias, pois serão fracas contra o inimigo poderoso que enfrentarão. Kon, Uroro e Hyugi, levem essas katanas, vocês já estão acostumados com esse tipo de arma.
– Obrigado! – os garotos agradeceram e pegaram as espadas.
– Junpei, já que a sua especialidade é dar porrada, um martelo de batalha será a melhor escolha para você.
– Yeahh, vou ganhar um martelo igual ao do Thor – comemorou o karateca.
– Não sei quem é esse tal de Thor, mas pegue o seu martelo.
Braquistócrona entregou apenas a cabeça de um martelo, que devia ter mais de um metro de comprimento, e não havia cabo.
– Como eu uso isso?
– É só encaixar na sua cabeça como se fosse um capacete.
– Não é bem o que eu esperava – Junpei segue a instrução da armeira e encaixa o martelo na cabeça, ainda desconfiado.
– Loren, você não precisa de outra arma, a sua é excelente. E Beatrice, você que é fraca, não aguenta nada, parece doente, leve isso – Braqui entrega um punhal para a Beah.
– Você vai ver quem parece doente – resmungou Beah, pegando o punhal.
– E Sony, sei que você não gosta de lutar, mas em algum momento você precisará fazê-lo, então, leve esse bastão – Braqui entregou um bastão vermelho com cerca de um metro e meio de comprimento ao garoto – E agora que estão vestidos, alimentados e armados, precisam partir. Vocês devem se fortalecer,pois no nível que vocês estão agora, seriam esmagados pelas forças do Zerus como se fossem mosquitos.
– Mas como faremos isso? – indagou Hyugi.
– Existe um metal chamado cristal de prata. Armas e armaduras feitas com esse mineral possuem a capacidade de se adapatar e evoluem junto com seu dono – falou a armeira.
– Eu sei disso. Ter uma zampakutou de cristal de prata é o sonho de qualquer shinigami, porém todas as fontes desse poderoso mineral se esgotaram há anos – disse Uroro.
– Não é verdade. Ainda existe uma mina de cristal de prata no Vulcão da Morte Certa. Vocês devem ir até lá, matar o Dragão Vermelho Cabeçudo e então trazer o cristal até mim para que eu forje suas armas definitivas – ordenou Braqui.
– E como chegamos nesse vulcão? – perguntou Loren.
– O Sony poderia nos transportar pra lá – sugeriu Kon.
– Impossível. Eu só posso abrir portais para lugares aonde eu já estive, e eu nunca fui nesse vulcão – explicou Sony.
– Levem isso, é o mapa para o Vulcão da morte certa – Braqui entregou o mapa para o Sony – Recomendo também que vocês juntem algum dinheiro, nunca se sabe quando será necessário.
– E como se arranja dinheiro nesse mundo doido? – perguntou Junpei.
– Não dá muito tempo de conseguir emprego quando se tem que lutar pra salvar o mundo – completou Beah.
– No caminho, vocês passarão por cidades, e nelas sempre há recompensas para quem matar monstros ou recuperar tesouros, entre outras tarefas. Ah, lembrei, vocês terão que passar pelo Mart, que é a maior loja do mundo, e nela vocês poderão ganhar algum dinheiro – disse a armeira.
– Uma loja? Geralmente se gasta dinheiro em lojas, e não se ganha – observou Loren.
– É verdade, mas no Mart vocês poderão negociar itens ou até mesmo participar de torneios de luta que oferecem prêmios em dinheiro – informou Braquistócrona.
– Já estou gostando daqui, em Etérnia não haviam torneios, vou ganhar uma medalha nesse tal Mart – disse Hyugi, empolgado.
– Só se for de segundo lugar, eu serei o campeão – provocou Junpei.
Os dois artistas marciais começaram a discutir, enquanto Braqui foi falar com o restante do grupo.
– Agora vocês devem partir. Tenho certeza que a rainha ainda está viva, caso contrário o mundo já estaria entrando em colapso. Por outro lado, a quantidade de monstros está aumentando muito, o que é um mal sinal, portanto, o tempo é precioso. E não se preocupem, vou sabotar todas as armas que eu fizer para caçadores de recompensas que me procurarem.
Todos se despediram da aliada, e partiram seguindo o mapa, em busca do poderoso cristal de prata.
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No castelo, Zerus Rose estava sentado no trono que usurpou da rainha Cunegundes. Diante dele, uma mulher totalmente coberta por um manto negro estava ajoelhada sobre um dos joelhos.
– Senhor Rose, os espiões me relataram que os extra-planares voltaram para Dungeoneer, estiveram na casa da Braquistócrona e já partiram, embora ainda não saibamos qual o seu destino!
– Ordeno que mate todos, mas me traga viva a loirinha atrevida, preciso me certificar de uma coisa, e também o Cenourinha, preciso do corpo dele nu. Agora suma da minha frente, sua presença me causa urticária.
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