Dungeoneer - Interativa

33 Procura-se uma virgem.


Notas iniciais
Significados dos nomes em Dungeoneer (2) Geodésica: É a menor curva que liga dois pontos. Pergunta: Ué, mas a menor distância entre dois pontos não é uma reta? Resposta: nem sempre. Catenária: É o nome da curva que fios de postes fazem, aquela "barriguinha". Boa leitura!

Após passarem pela falsa caverna e enfrentarem o tio do Sony, os rapazes finalmente entraram na cidade de An Hava. Sony caminhava sozinho, enquanto Kenta carregava na sua carcunda o Hyugi, que se encontrava inconsciente devido à última batalha.

A cidade, que até pouco tempo era bela e próspera, agora não passava de um amontoado de construções destruídas. As pessoas haviam desaparecido, as que não foram devoradas se tornaram prisioneiras dos hollows. Havia um forte cheiro de carne em decomposição, e uma densa névoa se espalhava por todo lugar.

– Estranho, eu nunca vi névoa por essas bandas, principalmente no verão – comentou Kenta.

– É porque isso não é névoa natural, nós estamos no território de um hollow extremamente poderoso – informou Sony.

– Você já tinha falado sobre esse tal de território no capítulo trinta e um, o que é essa coisa?

– Hollows inferiores usam apenas de força física para abater seus oponentes, porém os mais evoluídos são capazes de criar uma espécie de dimensão paralela em torno de si, e nela as leis naturais são controladas pelo seu criador. Elas se desfazem em pouco tempo, mas pessoas desavisadas que entram nessas dimensões costumam ter uma morte bem desagradável.

– Obrigado por me avisar! – Kenta parou, olhou para o alto e voltou a falar – Peraí, isso quer dizer que eu vou sobreviver ou que terei uma morte agradável? Se for isso, quero morrer depois de transar com três mulheres ao mesmo tempo, isso sim vai ser uma morte feliz!

Repentinamente, um grupo com cinco hollows muito feios atacaram os heróis, que abateram quatro dos monstros com facilidade.

– Por favor, me deixem ir – o sobrevivente chorava e tremia.

– Eu deixo, mas você vai me dizer onde o rei dos hollows se encontra. Ah, também preciso de poções de cura para o meu companheiro ferido – falou Sony.

– Tem uma loja de poções na próxima esquina, deve ter alguma poção de cura ali – informou o hollow.

– E quanto ao rei? – Sony insistia.

– Está na torre da cidade, junto com os reféns. Agora posso ir?

Sony acenou confirmando, então o hollow saiu correndo. Logo em seguida, Sony se teleportou até ficar de frente com o monstro, então deu um vigoroso golpe de bastão na máscara do hollow, quebrando-a e o transformando em pó.

– Ele já tinha colaborado e estava fugindo, você não precisava matá-lo – repreendeu Kenta.

– Se ele fosse ao encontro do rei depois de ter contado onde ele está, seu destino seria muito pior.

– Que seja. Vamos procurar poções de cura porque que esse aqui tá quase batendo as botas – falou Kenta.

– Está certo. Me diga onde fica essa torre, eu vou enfrentar o rei sozinho.

– Você cheirou maconha, vai enfrentar aquele monstro sozinho? E pelo que eu lembre tem outros bichos feios daqueles com ele, vamos à loja de poções, curamos o maluco e partimos nós três pra enfrentarmos o inimigo juntos.

– O problema é que essa névoa... – Sony hesitou, depois mudou de assunto – Vamos fazer o seguinte, vá com o Hyugi procurar a poção enquanto eu me adianto indo para a torre, depois vocês me alcançam, que tal?

– Está bem. Tá vendo aquele morro? – Kenta apontou para um monte, e Sony olhou para lá – não é ali não, vá por essa rua, vire primeira à direita e depois segunda à esquerda, você vai ver uma pequena uma torre de três andares toda feita de pedra.

Sony agradeceu e correu na direção que o companheiro indicou, enquanto Kenta, ainda carregando o Hyugi, se dirigiu à loja de poções.

*****

O outro grupo de aventureiros estava a dois dias caminhando, seguindo a luz dourada emanada pela testa do Junpei, até que resolveram dar uma pausa na andança.

– E aí dona Braquistócrona, falta muito pra chegar nesse templo dos Alimentos Saudáveis? – perguntou Junpei.

– Como é que eu vou saber? Vocês têm que parar com essa mania de achar que eu sei onde fica tudo, vocês não têm noção do quanto Dungeoneer é grande! – reclamou Bráqui.

– Espero que chegue logo, o rango que estocamos lá da Ilha das comidas gigantes tá quase acabando – falou Loren.

– Já? – espantou-se Kon.

– Não se preocupem, eu sinto que estamos bem perto – disse Beatrice, com um tom de voz bastante sereno.

– Então deve estar perto mesmo, a intuição dessas mulé não falha nunca – falou Junpei.

A hora do recreio acabou e ele continuaram andando, e em algumas horas, chegaram a uma vasta planície onde vários tipos de cereais cresciam belamente, além de umas ovelhinhas selvagens que pastavam por ali.

– Você estava certa Beah, nunca vi tantos cereais com baixo teor de carboidratos nem ovelhas com baixo teor de gordura vivendo livremente – comentou Bráqui.

– Baixo teor de carboidrato, baixo teor de gordura, baixo teor de sabor, estou até com água na boca – ironizou Loren, dando um bocejo.

– Reclama não Loren, já comemos coisas bem piores por aqui – retrucou Beatrice.

Eles seguiram pela planície até chegar a uma pequena colina, subirem e, ao chegar ao topo, avistaram uma construção grande, com várias colunas, toda verde e aparentemente feita de algum vegetal verde escuro rico em ferro e vitamina A.

– Um templo feito de folhas, quem vai entrar nesse vai ser você – Junpei apontou para a Beatrice.

– Não implica não, é comendo pouco e coisas saudáveis que ela mantém esse corpo esbelto, cabelos bonitos, pele saudável e seios macios – disse Kon.

– Pára com isso seu tarado! – reprimiu Beah.

Eles caminharam apressadamente em direção ao templo, e pouco antes de alcançá-lo, um unicórnio branco, grande e belo interrompeu a passagem.

– Daqui vocês não podem passar, senão os pararei, para sempre! – disse o animal, com uma voz imponente.

– Olha, que bonitinho! – Beatrice sorria.

– Ô my little pony, dá licença que estamos com pressa, depois brincamos com você – falou Loren.

– O unicórnio – Braquistócrona suspirou, e continuou falando baixinho – eu tive uma boa vida e não tenho do que me queixar, mas esses jovens mal começaram a viver. Que a Deusa tenha piedade de todos nós!

Os quatro terráqueos continuaram andando, ignorando a advertência do unicórnio. Antes de passarem, o animal deu uma curta, porém rápida corrida na direção dos heróis, os derrubando como se fossem pinos de boliche.

– Ai, essa doeu – reclamou Kon.

– Seja Pônei ou não vou te descer o cacete!

Junpei se levantou rapidamente e partiu para cima do unicórnio. Deu vários golpes com as mãos nuas e também elegantes chutes, porém o bicho se esquivou de todos. Enfim, ele tentou o martelar até ficar com o pescoço doendo e ofegante, e o unicórnio aproveitou dessa situação e golpeou o humano com suas patas dianteiras, o jogando ao chão novamente.

– Eu já falei, se tentarem chegar ao templo eu matarei todos vocês! – insistiu o unicórnio.

– Ah seu pônei maldito, toma essa STAR FALL!

Loren disparou a poderosa rajada energética pela lâmina da sua espada, que atingiu em cheio o corpo do unicórnio.

– Chupa essa! – comemorou a loira.

Para a surpresa de todos, o unicórnio sacudiu o pelo e continuou ileso.

– Meu deus, aquela tora do Tô Duro morreu com essa rajada e esse cavalinho nem sentiu cócegas – Junpei, ainda no chão, ficou boquiaberto.

– Se você não cai com meu raio, vai ser na base da porrada mesmo!

Loren partiu para cima dele com sua espada, dando vários golpes. O animal era ágil e desviou da maioria, todavia foi atingido por alguns.

– Estou certa de que agora você tomou algum dano – disse a loira.

Enquanto ela continuava atacando, sentiu uma dor no peito e, quando foi verificar, viu que o unicórnio havia dado uma chifrada nela. O chifre não atravessou sua armadura, mas o local atingido doía muito e certamente estava machucado.

– Volta Loren, você não pode com ele! – gritou Beatrice.

A loira não ouviu o apelo da amiga e continuou atacando, porém o inimigo era muito rápido e facilmente saiu do campo de visão da Loren.

– Ué, já fugiu?

Enquanto ainda procurava pelo unicórnio, ele reapareceu atrás dela pronto para dar outra cifrada, dessa vez nas costas da loira. Quando o chifre estava prestes a penetrá-la por trás, uma flecha acertou o cavalo, desviando a direção do seu movimento.

– Fujam, eu vou segurá-lo enquanto puder – ordenou Braquistócrona, ainda na mesma posição na qual havia atirado a flecha.

– É bom saber que há alguém sensato entre vocês – disse o unicórnio.

– Enquanto puder? Não gostei dessa história...

Junpei ficou pensando por alguns micro segundos, mas logo lembrou que o seu forte não é pensar, é lutar, então deu um voadora no inimigo, que acertou o seu pescoço. Em seguida, deu duas super cabeçadas, uma delas acertando o chifre.

– Boa Junpei, o chifre deve ser o ponto fraco dele – vibrou Kon.

O grande carateca ainda estava com sua guarda armada, quando levou um coice nas costas.

– Ai cacete! – Junpei gritou e logo foi ao chão, com a coluna quebrada.

– Vocês são burros ou o que? Fujam logo!

Braquistócrona colocou cinco flechas simultaneamente no seu arco e as atirou contra o unicórnio. Algumas o atingiram, mas incrivelmente, ele não sofreu nenhum dano.

– Essas picadas de mosquito incomodam, vou te pegar!

O unicórnio deu um salto ao estilo Free Willy na direção da ruiva. Ela lançou mais algumas flechas contra ele e a Loren também acertou suas costas com o raio de energia, mas o unicórnio era implacável e caiu em cima da Braquistócrona, a derrubando. Em seguida, ele deu uma chifrada que conseguiu furar sua armadura e perfurou o abdômen da nossa amiga, a deixando muito ferida e com um grande sangramento.

– Bráqui! – gritaram os heróis, preocupados.

Beatrice colocou suas mãos na cabeça e olhou fixamente para o unicórnio, porém nada aconteceu.

– Não entendo, não consigo paralisá-lo...Ele nem parece tão pesado – a garota estava confusa.

– Não adianta – disse Bráqui, ofegante – ele é imune a magia ou poderes psíquicos.

– Agora o poderoso Kon vai entrar na briga, Iaaahh!

O shinigami usou seu shunpo e alcançou o inimigo em frações de segundos. Em seguida, deu inúmeros golpes com a zampakutou, a maioria acertando o corpo do animal, porém os seus golpes não surtiram efeito, assim como os dos seus companheiros.

– Isso pode ser útil contra hollows imundos, mas não conseguirá ferir uma criatura sagrada como eu!

O unicórnio deu uma chifrada no Kon, e ele escapou com outro shunpo. O shinigami reapareceu atrás do inimigo e quando estava prestes a fincar sua espada nele, o animal deu um forte coice, que acertou o tórax do pobre cenourinha e o arremessou para bem longe.

– Eu...não consigo... respirar – Kon tentava falar e puxar ar ao mesmo tempo, mas estava quase desmaiando devido à falta de oxigênio.

– Kon! – gritou Beah, desesperada.

– Já sei, vou cortar a cabeça! – gritou Loren.

A loira chegou correu até ficar bem próximo ao unicórnio, deu uma espada cortante no seu pescoço.

– Chupa cavalinho! – ela comemorou.

Quando ela observou o cavalinho com mais cuidado, percebeu que o seu golpe não provocou dano algum nele.

– Já acabou? E que tipo de guerreira grita o lugar que vai atacar para o inimigo?

Loren não desistiu e voltou a atacar. Ela golpeava insistentemente, e o unicórnio se defendia com o chifre, como se fosse uma espada. Os dois trocaram golpes por um bom tempo, até que, em uma manobra habilidosa, ele perfurou sua oponente em uma parte que a armadura não cobria, a fazendo sangrar e ficar mais fraca.

– Vem...cá, vou fazer churrasco com você – Loren ainda tentava enfrentá-lo, mas estava sem forças e acabou caindo no chão.

– Eu falei para vocês fugirem! – Braquistócrona, mesmo ferida, brigava com a galera e tentava se levantar e lutar.

– A Loren e a Bráqui tão fudidas, tenho que fazer alguma coisa – Kon, ligeiramente recuperado, segurou sua zampakutou – Ban...

– Não adianta! – a ruiva interrompeu – O unicórnio só pode ser morto por uma virgem!

– Uma virgem? Bem, será que um virgem serve? – indagou o shinigami.

– Não ouviu a mulher, a única pessoa com cérebro por aqui? Eu só posso ser morto por UMA virgem – afirmou o unicórnio.

– Vixe, agora lascou, onde vamos arrumar uma virgem? – Kon ficou sem saber o que fazer.

O unicórnio não esperou o shinigami pensar no que ia fazer, o atacou rapidamente dando várias chifradas. Em poucos segundos, ele estava no chão, inconsciente e mais furado do que uma peneira.

– Meu trabalho por aqui terminou, eles morrerão em pouco tempo – disse o unicórnio.

Ele virou e começou a trotar, indo embora, quando foi derrubado por uma árvore, que foi arremessada ferozmente contra seu corpo.

– Mas o que foi isso? – resmungou o unicórnio.

– Você esqueceu que eu ainda estou em pé. – disse Beatrice, muito séria – eu sei que você é imune aos meus poderes psíquicos, mas estou certa de que posso usá-los para arremessar coisas bem pesadas em você!

– Não é isso que me intriga, é que... eu estou sangrando – o unicórnio se levantou, embora houvesse um grande ferimento nas suas costas, local onde a árvore o atingiu com mais violência.

– É isso mesmo, você não contava que eu fosse virgem não é verdade?

– Realmente não contava com isso, a pessoa que me mandou nessa missão me disse...como foi que ele falou mesmo? Ah é, que vocês eram um bando de putas promíscuas.

– Ele só diz isso porque está com inveja, sabe que o Kon prefere a mim ao invés dele.

– Tanto faz, mas o fato de você poder me ferir não quer dizer que você conseguirá me matar. Eu estava distraído, mas duvido que irá me acertar agora!

O unicórnio, apesar de ferido, correu rapidamente até Beah e tentou chifrá-la. A garota deu um salto para sua lateral para escapar da investida do inimigo, caindo no chão. Em seguida, o cavalinho correu novamente e, aproveitando que a moça estava no chão, deu vários pisões nela.

– Ai... – Beah gemia e se contorcia, com fraturas nas costelas.

– Você perdeu garota. Agora, irei acabar com o seu sofrimento.

Ele se preparou para enfiar fatalmente o seu chifre na frágil e macia carne da garota, e de fato a atacou. Antes de ser atingida, ela bloqueou o ataque com seu punhal de cristal de prata, que brilhou intensamente assim que se chocou e, após o contato, o chifre do unicórnio simplesmente foi quebrado.

– Meu chifre? Como, impossível... Béeeee!

O unicórnio, que agora não passava de um cavalo comum, caiu feito jaca podre e virou pó instantaneamente. Beah, mesmo com dificuldade, conseguiu se levantar.

– Kon, Loren, Junpei, Senhora Bráqui... – ela não sabia quem tentava ajudar primeiro.

– Eles estão desmaiados e muito feridos, mas você não pode ajudá-los agora – Braquistócrona respirava fundo, bastante debilitada também – vá para o templo, pelo menos um de nós precisa chegar à sala do mestre, quer dizer, no castelo do Zerus.

Beatrice queria muito ajudar seus amigos, mas sabia que a ruiva estava certa, então foi cambaleando até chegar ao templo, que era bem diferente do anterior: este tinha a forma de uma calota esférica, lembrando um iglu gigante, e suas paredes eram feitas de gigantes e retorcidos talos de brócolis. Ao lado da porta, havia aquela tela touch, e logo que a garota deslizou o dedo sobre ela, a porta se abriu.

Beah entrou, andou mais um pouco e finalmente chegou a um altar, que emitia um belo brilho violeta. Ela se aproximou mais, e ouviu uma melodiosa voz feminina.

“Seja bem vinda heroína, mas nossa, você está um bagaço. Feche os olhos, curarei suas feridas”

A heroína fechou os olhos e instantaneamente, todos seus ferimentos foram curados e a dor e cansaço também sumiram. Ao abrir os olhos, Beah pôde ver uma um intenso feixe de luz violeta subindo do altar, furando o teto do templo e indo ao infinito e além.

“Agora vá para o templo dos Alimentos Afrodisíacos. A sua arma os guiará.”

– Espere voz misteriosa, você pode curar meus amigos?

“Eu não posso ajudá-los, mas você pode, o segredo está no seu coração. Agora vaza que eu sou uma voz misteriosa muito ocupada!”

Beatrice obedeceu, então rapidamente saiu do templo e foi tentar socorrer os seus companheiros. Ela correu diretamente até o Kon, que se encontrava caído no chão, se agachou ao seu lado e deu um suave beijo em seus lábios. Logo em seguida, o rapaz começou a tossir e seus ferimentos se fecharam como mágica. Ela saiu de perto dele e tocou o rosto da Loren, depois do Junpei e, para terminar, da Braquistócrona, e assim todos foram curados. Depois disso, Beah desabou no chão, totalmente esgotada.

– Nossa, o que aconteceu? Eu estada dormindo e sonhei tinha uma deusa da beleza me beijando... – falou Kon.

– Tu só sonha putaria mesmo, Kon. Mudando de assunto, nem parece que acabei de ser atropelado por um cavalo – Junpei ficou se alongando.

– Cadê aquele my little pony desgraçado, quero ele aqui porque hoje vou comer filé de cavalo – Loren segurada sua espada e procurava pelo unicórnio.

– Guarde sua valentia pra próxima luta, a Beah já acabou com o unicórnio. – contou Bráqui.

– Você tinha falado que só uma virgem poderia vencê-lo, isso quer dizer que...Que lindo Beah, você tem se guardado pra mim todos esses anos! – disse Kon, sorrindo feito um bobo.

Só então a Loren viu que a Beatrice estava espatifada no chão e foi ajudá-la. Ela pegou a amiga nos braços, que finalmente acordou.

– Vo...vocês estão bem? – perguntou com uma voz fraca.

– Estamos graças a você. Agora descanse, deve ter sido duro ter lutado com aquele cavalo cheio de hack.

– Agora que você sabe que eu sou virgem vai me zoar até a morte não é?

– E você pensa que eu não sabia? Mas a resposta é sim, vou te zoar até a morte ou pelo menos até você resolver esse problema. E isso é fácil, o Kon ta logo ali...

Assim, Beah fingiu que desmaiou novamente, e foi carregada pela amiga.

– Ué, quando foi que você fez as unhas? – perguntou Loren, olhando para as unhas da Beah.

– Ah? – Beah “acordou” e olhou para as próprias unhas, percebendo que elas estavam maiores, prateadas e emitindo um feixe de luz violeta em uma direção específica.

– Esse é o seu punhal que evoluiu e se fundiu a você – informou Braquistócrona.

– Engraçado, agora que você tá com essas unhas cintilantes a minha cabeça parou de brilhar – observou Junpei.

– Por que só eu não vejo esses tais brilhos, isso não é justo – reclamou Loren.

– Então acredito que devamos seguir essa luz para encontrar o próximo templo. E não fique aborrecida Loren, eu também não consigo vê-lo – disse Bráqui.

– Ah sim, tinha uma voz misteriosa que não era nem a Feiticeira nem a Beatrice que existe dentro de mim e falou para irmos ao Templo dos Alimentos Afrodisíacos – contou Beah.

– Gostei desse! – Kon se animou.

– Eu também, e espero que o Sony já tenha voltado quando chegarmos lá – Loren deu um sorriso malicioso.

– Já tá ficando tarde, que tal catarmos umas dessas comidas de dieta pra comer, puxar um ronco e amanhã partimos? Pelas minhas contas ainda faltam... – Junpei contou nos dedos – sei lá, uns vinte dias pro alinhamento.

– Falta menos do que isso, mas não adianta partir agora, vamos comer e dormir mesmo – concordou Braquistócrona.

Eles foram comer e depois dormiram, aguardando o dia seguinte para seguir em sua jornada rumo ao Templo dos Alimentos Afrodisíacos. Todos dormiram rápidamente, exceto Braquistócrona, que estava pensativa.

– Como o unicórnio, um ser sagrado e criado diretamente pela própria Deusa no início dos tempos, foi se unir ao Zerus Rose? Ele levou o orgulhoso rei dos hollows e agora, o benevolente unicórnio, para o seu lado. Talvez nem mesmo os heróis da profecia sejam capazes de vencê-lo...

*****

– Cenourinha me quer, Cenourinha não me quer, Cenourinha me quer, Cenourinha não me quer – Zerus percebeu que essa era a última pétala, então ele apenas olhou para a flor que despetalava e fez crescer uma nova pétala – Cenourinha me quer, eu sabia!

Depois disso ele, que ainda estava naquela carruagem, olhou pela janela e viu um raio de luz violeta partindo de algum lugar e desaparecendo acima das nuvens.

– Como é que é, quer dizer que aquela vadiazinha nunca liberou a racha? Era de se esperar, que homem em sã consciência ia querer comer aquela mocreía? E você seu cocheiro repugnante, por que ainda não chegamos ao castelo?

– Senhor Zerus, estamos indo o mais rápido possível, mas os cavalos estão muito cansados – respondeu o homem que conduzia o veículo.

– Só vou falar uma vez: Se eu não estiver dentro dos meus aposentos no meu castelo até amanhã, você e seus pangarés irão morrer.

O cocheiro engoliu seco e continuou o seu serviço.

– Bem, já que o unicórnio não conseguiu proteger o Templo dos Alimentos Saudáveis, terei que cumprir a minha ameaça – Zerus criou uma pétala negra a palma da sua mão e a assoprou, dispersando para longe dali com uma velocidade incrível.

*****

Um grupo de dez soldados, todos homens, estavam aquartelados em uma ilha tropical. Um dos soldados, um homem alto e forte, trajando uma armadura e uma longa espada, encontrou a pétala negra produzida pelo Zerus e a segurou.

– A pétala negra do mestre, isso significa que as guerreiras já eram. Figurante número quatro, avise à figurante feminina número cinco para matar as Guerreiras Virgens, e tome cuidado, se você entrar no templo vai queimar até a morte.

O guarda foi até a porta do templo e passou o recado para uma mulher, que passou para outra, uma mulata alta, com longos cabelos roxos e usando uma armadura prateada. A mulher foi até um quarto, onde todas as Guerreiras Virgens estavam presas.

– Bem, guerreiras, tenho boas notícias: vocês irão ver a Deusa em breve! – ela disse às prisioneiras.

– E o que isso quer dizer? – uma das garotas perguntou.

– Que eu as matarei agora!

Elas começaram a gritar, até que a mais velha das guerreiras gritou mais alto.

– Você não conseguirá, o unicórnio voltará e irá nos salvar!

– Não conte com isso tolinha. O trato que nosso mestre fez com o seu amiguinho eqüino foi que se ele morresse na sua missão, vocês seriam executadas, e estou certa de que ele já está morto, então, adeus!

A mulher levantou uma katana, e quando estava preparada para começar o massacre, ouviu alguém chegando e resolveu olhar.

– Que tal tentar bater em alguém do seu tamanho? – uma mulher ruiva (ou loira, sei lá) de seios realmente muito grandes, vestindo uma roupa preta ultra decotada surgiu, com um sorriso nos lábios.

– Quem é você e como passou pelos soldados que estão em torno do templo?

– Aqueles soldadinhos? Bem, o meu baixinho já deu um jeito neles, e eu me chamo Rangiku Matsumoto, desprazer!

– Há, aqueles soldados lá fora não eram nada, mas você parece ser uma boa lutadora.

– Já não posso dizer o mesmo de você.

A mulher ficou irada e atacou Matsumoto com uma forte espadada. A loira desembainhou sua espada rapidamente e bloqueou o ataque.

– Isso é uma zampakutou? Isso quer dizer...

– Exatamente, sou uma autêntica shinigami, formada antes do covarde golpe do Zerus.

A mulata deu um salto para trás, sorrindo.

– Eu já ouvi falar de vocês, dizem que podiam liberar a zampakutou de vocês aumentando muito o seu poder, era chamado de banzai, não era isso?

Matsumoto usou um shunpo e apareceu atrás da inimiga, então deu um golpe de espada perfurante na sua nuca, saindo do outro lado. A mulher caiu no chão, instantaneamente morta.

– O nome é bankai, e você não é digna de ver a minha – a shinigami tirou sua zampakutou de dentro da inimiga abatida e a limpou com um pano que tirou do bolso.

As guerreiras virgens começaram a comemorar e agradecer à sua salvadora. Matsumoto saiu rapidamente do templo, encontrando Hitsugaya do lado de fora, que havia transformado a ilha tropical em um quase iceberg e os soldados que lá estavam em picolés de gelo.

– O Urahara estava certo, o dia da batalha definitiva está chegando – disse Matsumoto.

– Se todos os inimigos forem soldados capengas como estes ou shinigamis formados após a ascensão de Zerus Rose, não teremos problemas – falou Hitsugaya.

– O problema é a própria bicha mor, mas esse, infelizmente, nós não poderemos combater. Sinto não termos chegado a tempo de salvar o unicórnio...

– Estamos à beira de uma guerra, nosso papel será o de salvar o máximo de inocentes que pudermos, mas baixas serão inevitáveis.

– Eu sei que você controla o gelo, mas não precisava ser tão frio assim. Pra curar sua frieza, eu tenho um lugar bem quentinho pra você aqui dentro de mim.

– Não precisava ser tão depravada!

– Até parece que você não gosta de mim do jeito pervertido que sou. Mas vamos nessa, a nossa função nessa ilha acabou.

O casal subiu na “garupa” de um cavalo marinho girante e partiu da ilha, sabe-se lá para onde.

Notas finais
Espero que tenham gostado. Pra quem não lembra, as Guerreiras Virgens eram umas espécies de sacerdotisas que tiveram uma pequena participação no capítulo 5. A Matsumoto e o Hitsugaya dirigiam o putei, quer dizer, Centro de Entretenimento Adulto Masculino, onde o Junpei descobriu que era anormal, mas aqui deixei claro que eles também são shinigamis e terão alguma importância em capítulos futuros. Coloquei essa imagem no final porque nem todos os leitores conhecem Bleach, e tinha que aproveitar a oportunidade de colocar os dois juntos, eu shippo MatHit mesmo e se alguém reclamar, faço um hentai dos dois..(por favor, reclamem kkk). Obrigado aos que chegaram até aqui e até o Templo dos Alimentos Afrodisíacos.