Dungeoneer - Interativa
22 Patologia é o estudo dos patos?
Notas iniciais
Após o ataque do Tô Duro, Braquistócrona resolveu deixar sua antiga casa e partir para algum esconderijo que apenas ela sabia onde era. Como já sabemos, Kon e Uroro foram atrás de um homem chamado Urahara para que ele forje suas novas armas, Junpei partiu em uma busca para transformar sua anaconda em uma minhoquinha que teve um resultado nada agradável. O restante do grupo de heróis seguiu com nossa amiga Bráqui, já citada no início desse parágrafo.
Beatrice, Hyugi, Loren e Sony, guiados pela Braquistócrona, estavam no seu terceiro de de caminhada, e resolveram dar uma parada.
– Estou curioso para saber para que tipo de lugar estamos indo – comentou Hyugi, enquanto comia um tipo de fruta.
– Como já tinha dito, minha casa na Floresta do Medo não é mais segura, estamos indo para um lugar onde Zerus não poderá nos alcançar – disse Braqui.
– Não entendo porque temos que nos esconder, por mim eu iria agora no castelo e chutava aquela bunda afrescalhada agora mesmo – expressou-se Loren.
– Minha vontade é invadir o castelo, arrancar as tripas do Zerus Rose pela boca e o obrigar a dizer aonde está o Sortudo, mas eu ainda acho que vocês ainda não estão fortes o suficiente para enfrenta-lo, na minha opinião vocês nem passariam pelos portões. Além disso, existe a possibilidade de no caso da morte do Zerus, a rainha Cunegundes ficar eternamente plantificada ou pior, morrer, e isso seria o fim de Dungeoneer – explicou a armeira.
– Você falou tanto que até me perdi no meio do caminho, então você quer dizer que somos fracos demais para enfrentar o cara da rosinha? – insistiu a loira.
– Não é isso, segundo a profecia apenas vocês podem vencê-lo, e é por isso que devem ficar vivos até o dia do confronto final. Não faço a mínima ideia do porquê de terem sido convocados para vencer esse mal, mas existe alguma coisa dentro de vocês que ninguém em Dungeoneer possui. Mas não se preocupem, no lugar para onde estamos indo tenho certeza que alguém poderá nos dar maiores esclarecimentos – discursou Bráqui.
– O que a senhora Baquistócrona quis dizer é que precisamos preservá-los até chegar a hora certa de agir, e mesmo eu não sendo um dos heróis da profecia, fico muito feliz em poder ajuda-los – explicou Sony.
– Entendi, vou tentar ser paciente e esperar a hora certa de dar uns catiripapos naquela bicha louca – disse Loren.
– É só o Sony entrar na conversa que a Loren fica calminha – comentou Beatrice com um sorriso maroto.
– Você tá muito saidinha hein, espera só o Kon voltar, vou juntar vocês dois nem que tenha que amarrar vocês com uma corda – falou Loren.
Os aventureiros fizeram uma rápida refeição, e antes de seguir viagem, Beatrice começou a ficar tonta.
– Você tá bem Beah? – Loren foi amparar sua amiga.
– Não sei explicar, estou sentindo uma presença extremamente maligna – disse a garota.
– Não sei se tem alguma coisa a ver, mas estou sentindo um cheiro de carne em decomposição cada vez mais próximo de nós – informou Hyugi.
Todos ficaram de prontidão, até que avistaram a discípula da Maga Lee, que encontraram anteriormente no capítulo onze.
– Não foi você que mudou o nome do Zelda pra Link? – indagou Sony.
Beatrice, surpresa, se aproximou da mulher.
– Você...obrigada, graças à sua orientação eu estou muito mais forte.
A misteriosa mulher, que sem dizer nada, levantou sua mão esquerda e emitiu um raio vermelho escuro que não a atingiu porque o Hyugi heroicamente pulou e colocou sua espada no caminho do raio, que foi ricocheteado para longe dali.
– Obrigada? – disse a mulher furiosamente – você matou a minha mestra, a única coisa que eu quero é te ver morta!
– Pelo que eu saiba você atraiu nossa amiga para uma armadilha – falou Sony.
– Eu não queria matar sua mestra, apenas me defendi, me perdoe por favor – pedia Beah, chorosa.
– Deixa de ser viadinha Beah, veja como se faz.
Loren deu um enorme salto e elegantemente a golpeou com sua espada, fazendo um grande corte no tórax da inimiga. Seu sangue jorrou e logo ela caiu no chão.
– Até que foi fácil, mas preciso de um banho urgente, acabei me sujando com o sangue dela que eca – disse Loren.
– É melhor encontrar água logo, esse sangue tem um cheiro horrível – falou Hyugi.
Repentinamente, todos ouvem uma risada maléfica sendo emitida da mulher, ainda caída no chão.
– Há há há, seus sentidos são esplêndidos, porém não irão te salvar e nem os seus amigos – ela se levantou, e foi então que os heróis puderam notar que os olhos da moça estavam totalmente negros, assim como o seu sangue que escorria até o chão – eu tomei uma poção preparada pelo Zerus Rose e agora me tornarei a Maga Patológica!
– Maga Patológica? – Bráqui parecia surpresa.
– Você pode ser até a Maga Merlin que vou te pegar Iaahhh – Loren empunhou sua espada, que começou a brilhar.
– Beriguecam kakabanga beriguecam kakabanga – recitava de forma ritmada a Maga.
– Que porra é essa? – estranhou Loren, com sua espada em riste e pronta para disparar o raio Star Fall.
– Cuidado Loren – gritou Sony, tentando alertar sua amiga.
– Kikerás!
Patológica gritou, concluindo sua recitação. Nesse momento, a Loren sentiu seu corpo pesado, deixando sua espada cair no chão, e ela mesma caiu de joelhos. Ela sentia o seu coração acelerado, muita falta de ar e suava intensamente.
– O que está acontecendo comigo?
– Há há há, como já tinha dito, ao tomar a poção preparada por Zerus, abandonei minha condição de maga psíquica e me tornei a Maga Patológica, e agora que terminei de recitar o feitiço a transformação está completa. Isso significa que eu tenho a capacidade de transmitir inúmeras doenças e o meu sangue possui milhões de agentes patogênicos. Você foi contaminada e morrerá em pouco tempo.
– Filha..da...puta – foram as últimas palavras da Loren antes de cair inconsciente.
– Eu irei impedi-la!
Hyugi atacou a Maga com golpes de katana rápidos e precisos, ferindo seriamente sua inimiga. Como ele é um lutador habilidoso, tomou cuidado para não se sujar com o sangue da mulher.
– Consegui? – Hyugi ainda estava na dúvida.
– Hyugi seu idiota, a última coisa que você deve fazer é causar mais sangramentos nela! – gritou Braquistócrona.
– Minha estratégia é acabar com o seu sangue e assim ela vai morrer. Quanto sangue tem um humano, uns quatro litros? – supôs o lutador.
– Há há há, e quem disse que sou humana? – riu a maga.
– Como assim? – estranhou Beatrice.
– Não foi apenas a condição de psíquica que abandonei, eu também deixei de ser humana. Agora eu sou uma morta viva – informou a maga.
– Por isso você fede tanto – disse Hyugi.
– Mas por que isso? Eu não queria matar sua mestra...você parecia tão boa, ela também. Por que se aliaram ao Zerus? – chorava Beatrice.
– Pois bem, vou contar.
Inexplicavelmente, ao invés de tentar vencer a Maga Patológica, os heróis pararam para escutar o que ela tinha a dizer.
– Quando eu era criança, minha mãe me mandou levar uma cesta de comida para minha avó, que estava muito doente. Como eu era teimosa, resolvi pegar um atalho pela Floresta Amazônica e me perdi. Fui atacada por um lobo mal e antes dele me comer, fui salva pela Maga Lee. Como eu não queria voltar pra casa mesmo, acabei ficando na floresta junto com ela, que me criou e me ensinou magia psíquica.
– E por que você me atraiu para que ela tentasse me matar? – perguntou Beah.
– Pois bem. Com o passar dos anos ela foi ficando amargurada, e no dia que perguntei o que estava acontecendo, ela me contou que nem ela nem qualquer ser nativo da floresta era capaz de sair de lá. No começo achei que era brincadeira, mas ela me provou que dizia a verdade quando me levou até o limite da floresta e uma barreira invisível a impediu de sair. Como eu era de fora, conseguia entrar e sair livremente, mas isso era impossível para ela.
– Eu passei algum tempo lá, era um lugar bem agradável e ficaria a vida toda se pudesse – argumentou Beah.
– Você não tem noção de como aquelas fadinhas e elfinhos ficam desagradáveis a longo prazo. Além disso, ela me contou que antes do feitiço que criou a barreira ser lançado, ela tinha um namorado que vivia nos arredores da floresta e que queria muito revê-lo.
– Coisas do coração, sei bem como é – disse Beatrice, de cabeça baixa.
– Eu prometi que o encontraria. Sincronizei meus sentimentos com os dela e o rastreei. Não foi difícil encontrá-lo, mas tive uma surpresa desagradável, ele estava casado com uma ogra e com dois filhos, e além disso o desgraçado sequer lembrava da minha mestra. Voltei para a floresta e contei para ela o que havia encontrado, então ela jurou que o mataria com suas próprias mãos. Eu me ofereci para fazer o serviço, mas ela levava o termo “com minhas próprias mãos” muito a sério, e me proibiu de tocar nele.
Todos já estavam entediados e sentaram, exceto pela Beatrice que ainda prestava atenção no que a Patológica dizia.
– Enfim, com a permissão da minha mestra, saí da floresta prometendo que só voltaria quando descobrisse uma maneira de tirá-la de lá. Viajei pelo mundo, passei anos pesquisando e interrogando os seres mais vis tentando achar alguma maneira de anular a barreira, até que soube do Zerus Rose. Consegui informações confiáveis de que além de ser um shinigami e chefe da guarda real, ele sabe manipular plantas e criar poções capazes de alterar a natureza de qualquer criatura, que ele poderia até mesmo transformar um bebê em um demônio sanguinário.
– Foi então que fui procura-lo. Quando cheguei ao castelo da rainha da matéria soube que ela tinha sido plantificada por um bando de extra-dungeoneerianos e nenhum estranho estava autorizado a entrar, mas a muito custo e prestando serviços íntimos a um dos guardas, consegui uma audiência com Pantomima, a serva direta do Zerus. Lendo suas emoções confirmei minha suspeita de que esse tal Zerus é quem realmente plantificou a rainha, mas eu não estava nem aí. Ela me prometeu uma poção que transformaria minha mestra em uma demônia, e como ela se tornaria outro ser, poderia passar livremente pela barreira. A única condição é que eu matasse ao menos um dos inimigos do Zerus, no caso, vocês.
Ela suspirou e continuou seu monólogo.
– Ela também mandou que um mercenário chamado Arslan Yagami me acompanhasse. Ele era apenas um homem com cara de revoltadinho e que quase não falava, então concordei com suas condições e parti. No primeiro instante não fui atrás de vocês, fui ao encontro da minha mestra para saber se ela aceitaria virar uma demônia para sair da floresta, e ela concordou com uma condição, que ela deveria matar os tais alienígenas. Não sei se ela tinha mania de fazer tudo com as próprias mãos ou se queria me proteger, então foi aí que fui atrás de vocês, troquei o nome do Link para Zelda e fingi que paralisei o gigante com o poder da minha mente.
– O quê, quer dizer que não foi você? – espantou-se Beatrice.
– Claro que não, é impossível paralisar corpos com mais de cem quilos apenas com o poder da mente, você é burra? Sei que é, mas continuando...ah é, esqueci de dizer, o Arslan, antes que eu saísse da floresta, me largou e disse que faria tudo sozinho. Tomou uma poção, começou a lançar um fogo preto pelas mãos e eu tive que fugir dele. A única coisa que sei é que ele foi morto por um fada mais ou menos macho.
– Enfim – Patológica continuou – você matou a Maga Lee e agora quero minha vingança. Sua amiga já está com o pé na cova, agora falta você, opa, tive uma ideia! Vou matar todos e você será a última para sofrer mais.
– Não faça isso, pode me levar, mas deixe meus amigos – suplicava Beah.
– Mas como vocês são chatas hein, vamos cair pra dentro!
Braquistócrona tirou de dentro de uma daquelas sacolas de espaço infinito um arco com um metro de comprimento todo feito de um metal roxo, rapidamente colocou uma flecha e disparou na direção da Maga Patológica. A flecha atravessou seu coração, mas incrivelmente, ela continuou de pé.
– Minha deusa, ela resistiu a uma das minhas flechas – espantou-se Bráqui.
– Senhora, tenho certeza que eu posso transportar todos nós para longe daqui – ofereceu Sony, angustiado.
– Há há, não adianta, eu os seguirei em qualquer lugar do mundo! Deixe-me ver quem eu vou matar agora... – Patológica olhava indecisa para todos.
– Isso vai acabar agora!
Beatrice, extremamente decidida, se concentrou e conseguiu paralisar sua inimiga com o poder da mente.
– Me solta vadia! – berrava a Maga.
– Ai – Beah ficou com o rosto vermelho e suava muito devido ao esforço – você parece tão pesada...não sei quanto tempo vou aguentar.
Hygui correu e rapidamente fincou sua espada no corpo paralisado da Patológica.
– Acho que agora ela já era – comemorou o lutador.
A maga deu um sorriso maligno e em seguida seu corpo começou a puxar a espada do Hygui mais para dentro até que ela saísse pelas costas, em uma cena totalmente bizarra. Com esse movimento, a mão do rapaz acabou tocando o sangue da maga e imediatamente ele começou a passar mal.
– Mas o que é isso, tá tudo girando – murmurava ele.
– Você tocou o meu sangue, foi contaminado e morrerá em breve.
Logo ele caiu, em um estado parecido com o da Loren. Beah também caiu de joelhos, não por ter sido ferida ou contaminada, mas devido uma grande exaustão mental.
– Não entendo, eu já levitei coisas muito mais pesadas do que você – dizia a garota, ofegante.
– Mortos vivos tem uma composição corporal diferente, para sua mente deve ser como se ela pesasse toneladas – explicou Bráqui – temos que matá-la na base da porrada!
Braquistócrona colocou três flechas no seu arco e as disparou ao mesmo tempo. A maga saltou, se esquivando delas.
– Dá uma ajuda também Beah e Sony! – brigou Braquistócrona.
Beatrice, com muito esforço, se levantou.
– Pare com isso, sua mestra já se foi, vingança não vai traze-la de volta – Beah olhava nos olhos da adversária, tentando persuadi-la com sua força psíquica.
– Nunca!
Patológica disparou um raio vermelho na direção da Beah, que novamente foi salva, desta vez pelo Sony. O garoto a segurou e se teleportou para alguns metros dali, deixando-a a salvo.
– Obrigada Sony, já é a segunda vez que você me salva!
O garoto nada respondeu, apenas entrou novamente em um portal, saindo atrás da Maga Patológica e acertando dois golpes de bastão na sua cabeça, deixando- a desnorteada.
– Boa Sony, sua arma não provoca corte, não há risco dela te contaminar com o seu sangue, continue atacando – apoiou Braquistócrona.
Sony ficou entrando e saindo de portais, conseguindo acertar seu alvo várias vezes, causando sérios danos nela.
– Moleque desgraçado – a maga estava ofegante – você é esperto, mas não será o suficiente.
O rapaz continuou com sua estratégia de atacar, sumir, atacar e sumir novamente, até que em uma de suas investidas, a maga conseguiu segurar o bastão, travando seus movimentos. Em seguida, ela cuspiu nele.
– Não é apenas meu sangue que é contaminado, todos os meus fluidos corporais transmitem doenças. Adeus!
Em poucos segundos, Sony começou a ficar tonto e sentir muita dor. Ele não desmaiou como os outros, mas ficou incapacitado, caído no chão e se contorcendo de dor.
– Desgraçada, a morte será pouco pra você – gritou Braquistócrona.
– E o que vai fazer, me atacar com aquelas flechas ridículas outra vez? – zombou Patológica.
– Você acha mesmo que eu carrego apenas um tipo de arma?
Bráqui retirou um frasco que continha um líquido vermelho e o bebeu em uma golada só. Logo em seguida ela cuspiu uma rajada de fogo na direção da Patológica, que escapou das chamas dando um “mergulho” para sua esquerda, caindo desajeitadamente no chão de uma forma que teria quebrado vários ossos de uma pessoa comum.
– Nada melhor do que fogo para acabar com um defunto – falou Braquistócrona.
– Tenho que admitir que a coisa tá feia pro meu lado – disse Patológica, com um sorriso sarcástico.
– O efeito dessa poção dura mais de uma hora, tenho certeza que você não vai conseguir fugir de mim por tanto tempo. Eu vou propor um acordo, se você me disser como eu posso curar meus companheiros que foram infectados, eu a deixo viver – propôs Bráqui.
– É uma proposta tentadora, porém...
Patológica correu, e mesmo a Bráqui tendo cuspido mais fogo, não conseguiu acertá-la. A maga chegou até onde a Beatrice estava quieta na dela e a agarrou encoxativamente por trás.
– Agora sou eu quem dou as ordens aqui – disse Patológica – se você soltar fogo, me queimará mas também matará sua amiga, então você deve ouvir minhas ordens bem calada, e qualquer movimento brusco eu a mordo, ela ficará doente e morrerá.
Bráqui parou o que estava fazendo e, sem ter muita escolha, ficou ouvindo a maga, que mantinha Beatrice como refém.
– Você deve deitar no chão e ficar até eu ir para longe, então eu solto essa moleca – ordenou Patológica.
– E como vou saber se você vai cumprir o prometido? Que eu me lembre, ela é o seu alvo principal, duvido que você irá libertá-la –contestou Braquistócrona.
– Eu tenho a refém, eu dou as ordens por aqui, se não fizer o que estou mandando eu a mato agora mesmo – brigou a maga.
– Por favor dona Braquistócrona, aceite a condição, mesmo que ela me mate você poderá se salvar e quem sabe curar os outros – Beah implorava, tentando usar seu poder de sugestão para convencer a armeira a aceitar a condição da vilã.
– Tudo bem – Bráqui suspirou – mas se você matá-la, eu te busco até no inferno.
– Sábia decisão. Deite-se de bruços e só levante quando o Sol se por – ordenou a Maga Patológica.
Braquistócrona deitou de bunda pra cima, conforme as instruções da vilã. Quando já estava caminhando para ir embora, ela deu uma mega cusparada que acertou as costas nuas da armeira, a contaminando imediatamente.
– Há há há, como prometido, acabei com todos os seus amigos e você será a última, que doença você quer, insulto cerebral, febre mentirosa ou quem sabe todas juntas? – zombava a Maga Patológica.
– Você é desprezível, contaminou pessoas inocentes para se vingar por eu ter matado sua mestra que me prendeu em uma ilusão maluca e depois tentou me matar. Vou fazer com você o mesmo que fiz com ela, e se não entendeu, estou dizendo que vou te matar!
Os olhos da Beatrice ficaram vermelhos de raiva, seus cabelos começaram a flutuar assim como as pedras ao seu redor, tipo sayajin. Com sentimento de raiva, indignação e o desejo de salvar seus amigos, seu poder mental não apenas se recuperou, como ficou mais forte do que antes, e então nossa heroína se preparou para realizar um poderoso ataque psíquico, e então, corajosamente, a Maga Patológica deu uma sensual lambida no pescoço da Beah, a contaminando com sua saliva.
– Demorei demais...desculpa amigos – Beatrice também caiu contaminada.
– Em pouco tempo estarão todos mortos – Patológica falou para si mesma – o que faço agora? Já sei, vou matar o ex da Maga Lee e a sua esposa lambisgóia, depois disso tiro umas férias na praia.
– Hamlet Hamlet!
O hamster do Sony saiu da roupa dele e começou a grunir, como se quisesse ajudar de alguma forma.
– Um rato? Tempos atrás eu teria medo de você, mas hoje eu transmito muito mais doenças do que você, então vai caçar um queijo e me deixe em paz.
Repentinamente Sony levantou, usando o bastão para se apoiar.
– Que teimosia a sua! Admito que suas pancadas doeram, mas você não passa de um moribundo, economize a energia que ainda te sobra e morra em paz – aconselhou a maga, com um tom de voz bem calmo.
– Hi hi hi, mulher tola, nenhuma doença pode matar quem já é morto.
Nesse momento, uma máscara hollow totalmente branca se formou sobre o rosto do Sony. Seus olhos ficaram negros e sua voz se tornou extremamente grave e assustadora.
– Ah tá, virou hollow, grande coisa. Eu vi você apanhar do Zelda nessa forma, e olha que ele nem era grande coisa.
– Naquele dia eu perdi porque minha parte humana afrescalhada interferiu, mas agora ele está totalmente inconsciente e não vai atrapalhar, somos apenas eu e você.
– Está bem, vejamos o que você pode fazer.
Patológica lançou um cero vermelho das suas mãos, que acertou o Sony em cheio, porém nada aconteceu ao hollow.
– Achou que um raio patológico me deteria? Você é mais burra do que eu pensei, agora é minha vez.
Sony segurou o bastão de cristal de prata, que nesse momento ficou mais espesso e também surgiu um pequeno crânio em uma de suas pontas. Ele bateu com o bastão “no vento”, então ele esticou até acertar a cabeça da maga, a fraturando e derramando aquele sangue esquisito dela.
– Há há, vejo que teremos uma luta longa. Você não morre com doenças e eu não morro com ferimentos, mas a situação está contra você.
– Não me faça rir mulher, você não possui a mínima chance contra mim.
– É mesmo? Caso você não saiba, poções de cura não surtem efeito contra pessoas contaminadas por mim, então se eu morrer, eu nunca contarei como seus amigos podem ser curados e eles morrerão. Me deixe fugir e eu digo como salvá-los.
– Há, você está mais hilária a cada minuto. Por que eu me importaria com esses humanos? Depois de acabar com vocês eles vão virar minha refeição, é hoje que eu tiro a barriga da miséria.
A Maga Patológica não esperava essa reação, e ficou sem saber o que fazer. É certo que ela não morria com os ataques de bastão que recebia, mas eles machucavam bastante e ela mesma não tinha certeza do quanto o seu corpo poderia aguentar. Sem muita alternativa, ela pegou a faca de cristal de prata que havia caído da mão da Beatrice e jogou na direção do hollow.
– Toma isso!
Sony deu um sorriso sádico e entrou em um portal, saindo praticamente colado na maga.
– BU!
Ele a segurou com força, então começou a mordê-la, mastigando e engolindo sua carne a cada mordida. Em segundos, ele a devorou totalmente, deixando apenas seus ossos intactos.
– Tava um pouco rançosa, mas deu pra matar a fome.
Ele já estava se preparando para ir embora, quando o Hamlet correu até ele.
– Hamlet Hamlet!
– Esses humanos? Está certo, não estou com fome agora mas posso guardar alguns pra comer mais tarde.
– HAMLET!
– Amigos? Humanos são comida, não amigos.
– Hamlet Hamlet Hamlet.
– Se ficar de graça eu te como também. Além disso não tenho nenhuma dívida com essa mulher ruiva, ela me explorou durante anos, nunca recebi um merréu pelo trabalho que fazia na casa dela.
– Ham.....let.
De repente, a máscara desapareceu e Sony voltou ao normal. Ele olhou em volta e viu os seus amigos inconscientes.
– Minha deusa, estou com gosto estranho na boca, que bom que eu não comi nenhum dos meus amigos.
– Hamlet! – disse o hamster alegremente.
– Quer dizer que eu comi a Maga Patológica? Bom, pelo menos ela era má.
Sony foi recolhendo seus amigos e seus pertences. Pegou frascos de poções de cura na bolsa da Braquistócrona e fez todos eles beberem, logo eles foram acordando aos poucos.
– O que aconteceu por aqui? – perguntou Hyugi, ainda debilitado.
– Vocês não lembram, fomos atacados pela Maga Patológica, mas...sim, eu acabei com ela – contou, muito resumidamente, o garoto.
– Boa Sony, quando meu corpo parar de doer vou te pegar de jeito – disse Loren.
– Não fiquem tão animados – Bráquistócrona tentou se levantar, mas acabou caindo novamente – minhas poções de cura podem até aliviar os sintomas e prolongar um pouco nossas vidas, porém elas não podem curar nossa doença.
– Como assim senhora? Tem que haver uma cura– Sony ficou desesperado.
– Não conheço os detalhes do que foi usado contra nós e se temos alguma chance de sairmos vivos, mas se existir cura, com certeza ela está na cidade Golden Posse – informou Bráqui.
– Isso é tudo minha culpa, eu nunca deveria ter saído viva daquela floresta – choramingava Beatrice, ainda no chão.
– Não é hora para isso – Loren, mesmo com dificuldade, conseguiu levantar – como chegamos nessa tal cidade?
– Eu guiarei, só espero estar consciente até chegarmos lá – disse Braqui.
Bráqui, Loren e Hyugi conseguiram levantar e foram caminhando lentamente. A Beah precisou ser carregada no colo pelo Sony, e assim, o grupo desviou de sua rota em uma busca desesperada pela sobrevivência.
Fale com o autor