Dungeoneer - Interativa

42 Esse não é o título do capítulo.


Notas iniciais
Se Esse não for o título do capítulo, então esse é o título do capítulo. Se esse for o título do capítulo, então esse não é o título do capítulo. Homenagem aos mortos: Hyugi: Quando, enfim, ele conseguiu novamente uma zampakutou, morreu. Ele nos trouxe momentos engraçados, mas as vezes os heróis também empacotam. Kenta: Nosso adorável pervertido que conseguia ver através das roupas das mulheres. Não sei se eu queria ter esse poder, com ele é possível ir do céu ao inferno em poucos segundos. De toda forma, teve sua participação e foi (será?) para o céu com as cem virgens. Arslan: Muito boa a inciativa do leitor que o criou em fazer uma ficha de vilão. Eu não sei o que ele achou da forma que eu coloquei o seu personagem na fic, já que ele nunca comentou, mas foi um personagem que mudou o rumo de parte da história, mesmo tendo morrido rápido. Não ia existir demônios em Dungeoneer, mas como eu coloquei na ficha "O que você quiser", dei um jeito de adaptar. Agora, vamos ao que interessa!

Braquistócrona e Sortudo estavam tendo um difícil luta contra o Poseidon, quando Biske surgiu do nada e deu um bico no suposto rei, o obliterando. Mas antes que pudessem comemorar vitória, os três foram misteriosamente atingidos por raios.

Biske desmaiou e voltou à sua forma de garotinha bonitinha, Sortudo e Bráqui ficaram caídos e sem forças para levantar, embora ainda estivessem conscientes.

— Você... está... em frangalhos – Bráqui disse para o macaco.

— Você continua linda, e essa pele e cabelos queimados te deram um toque muito sexy – brincou Sortudo.

Se arrastando, um em direção ao outro, eles deram as mãos.

— Seja lá quem fez isso está vindo em nossa direção – Sortudo deu uma pequena pausa e logo continuou – vamos fugir daqui!

— Seria legal, mas como? Nós dois estamos pra lá de ferrados.

— Estou sem magia, mas ainda posso usar parte da minha energia vital pra usar algum feitiço, um de voo ou até teletransporte se tivermos sorte!

— Não podemos, tem muita gente pra defender, o Sony e a Biska estão desmaiados, tem as fadinhas remanescentes, a garotinha vouyer...

— Seja realista amor, estamos em condição de defender alguém? O futuro de Dungeoneer não está mais em nossas mãos, agora dependemos unicamente dos heróis da Terra.

— Mas e quanto a você, como vai ficar usando sua energia vital?

— Já tô fudido mesmo, se pelo menos você se salvar estamos no lucro.

Quando Sortudo se preparava para usar algum tipo de feitiço desesperado, eles viram Poseidon chegando em pé na crista de uma onda que só existia em baixo dele.

— Quanta melação, vou acabar logo com isso! — o rei levantou a mão e nuvens negras começaram a se concentrar acima do casal.

— Mandarte nóis dois... – o macaco começou a recitar sua magia.

— Não adianta, não vai dar tempo – disse Poseidon.

Mais raios foram emitidos das nuvens que o homem conjurou, e quando o casal estava prestes a sere atingido, uma espada voadora surgiu do nada e absorveu os relâmpagos como se fosse um para-raios.

— Desculpem a demora, o trânsito estava horrível.

— Urahara? – o casal disse ao mesmo tempo ao ver o homem.

— Em carne e osso – disse o sujeito, com o seu tradicional chapéu listrado e um gato preto usando seu ombro como cadeira.

— Nunca ouvi falar. Mas não importa quem você seja, se entrou no meu caminho será eliminado! – bradou Poseidon.

Assim que o rei falou, o gato não perdeu tempo e sumiu do ombro do Urahara e reapareceu próximo ao Poseidon. Em seguida, fincou suas unhas no seu pescoço.

— Gato desgraçado! – ele praguejou – toma isso!

Poseidon lançou um jato d’água ao estilo blastoise em cima do gato e o arremessou longe. Lá, o gato tomou a forma de uma mulher bonita, elegante, molhada e pelada.

— Miau, não é assim que se dá banho em uma gata... – a mulher reclamou.

-Yoruichi! – exclamou Braqui, ao mesmo tempo tampando os olhos do Sortudo.

— Um gato que vira mulher, agora já vi de tudo nesse mundo... – Poseidon passou a mão no ferimento causado pelas garras da Yoruichi – você chegou a me machucar, mas enquanto eu estiver usando essa armadura, sou invencível!

— Então vou ter que rasgar essa armadura com você dentro!

Yoruichi partiu para cima do inimigo, e mesmo Poseidon lançando relâmpagos e rajadas de água, a mulher se esquivou de todas e alcançou o suposto rei. Ela o atacou ferozmente, porém o homem não devia nada a ela no quesito velocidade e conseguiu evitar todos os ataques. Os dois iniciaram uma sequência de ataques e contra ataques, porém nenhum deles conseguia acertar o outro com eficácia.

Enquanto trocava golpes com Yoruichi, alguma coisa acertou o rei sem que ele percebesse, o derrubando daquela onda estranha onde ele estava montado.

— Toma isso! Ninguém meche com a Yoruichi sama! – disse uma mulher que surgiu do nada.

— Soi Fong, que bom te ver! – disse Yoruichi.

— Yoruichi-sama, me desculpe a demora! Mas esse cara teve o que merecia, uma espadada no quengo – a mulher exibiu sua zampakutou.

Enquanto sorria para sua mestra, Soi Fong foi atingida por um bloco de gelo e caiu.

— Não sabia que você também controlava o gelo – falou Yoruichi.

— Eu controlo a água e consequentemente, controlo a chuva, raios e gelo – informou o rei Poseidon.

— Estou vendo que esse cara é tão forte quanto dizem e essa luta pode demorar – Urahara deu um suspiro- não tenho outra opção, Ban...

Yoruichi, Soi Fong e até mesmo Bráqui e Sortudo pararam para olhar, surpresos por finalmente Urahara estar prestes a mostrar o seu poder definitivo.

— ...quinho – o shinigami tirou um banquinho de madeira do seu chapéu e sentou para assistir ao combate.

— Não vou deixar ninguém ficar no meu caminho, morram suas viadinhas!

O rei invocou mais água, que dessa vez se concentrou em baixo das mulheres e formou um redemoinho. Yoruichi, se valendo dos seus reflexos felinos, pulou e se abrigou no galho de uma árvore, já a Soi Fong não teve a mesma sorte e foi sugada para o fundo do pequeno mar.

— Há há há, quando acabar com vocês serei o rei de Dungeoneer e assim, a rainha Saori finalmente será a minha mulher!

— Você tá querendo ferrar com todo mundo por causa de uma mulher?
Arf, vou te dar uma lição!

O rei e a Yoruichi voltaram ao combate, enquanto os outros observavam e Soi Fong se afogava.

— Ficou a marca de uma borboleta na parte da armadura que foi atingida pela espada da shinigami baixinha, se a minha teoria estiver certa temos uma chance – pensou Braquistócrona.

Yoruichi deu uma arranhada no Poseidon, porém ele deu um soco que nas garras da mulher que acabou por quebrá-las.

— Desgraçado, eu tinha ido na manicure hoje!

— Sei bem como é isso – o rei sorriu – bem, já que está sem suas garras e sem ter como me atacar, vou te dar o golpe de misericórdia!

— A lá a Saori pelada!

Poseidon olhou para onde Yoruichi apontou e a shinigami aproveitou esse descuido para materializar uma zampakutou em suas mãos e em seguida, golpeou em cima da marca feita pela parceira instantes antes.

— Você me enganou pela última... – o rei começou a falar, quando olhou para o seu próprio corpo – ué, minha armadura se despedaçou, não é possível!

— Agora vou salvar a Soi Fong, é com você Kisuke! – Yoruichi mergulhou no redemoinho criado pelo Poseidon, a fim de salvar a amiga.

— Toma essa rei!- Urahara arremessou seu banquinho, que acertou a cabeça do Poseidon, fazendo um galo.

— Seu maldito! – praguejou o rei, com a testa sangrando.

— Sabe que música o Seiya cantou quando tava na cama com a Saori? – perguntou Urahara.

— Do que você está falando, seu mentecapto?

— Como uma deusaaaa... – cantou Kisuke.

— Que deselegante, só por isso vou usar todo o meu poder contra você!

Poseidon levantou os braços e nesse momento, a onda que ele surfava, bem como a água que estava afogando a Soi Fong secaram. As nuvens negras sumiram de forma que foi possível ver um céu límpido acima da floresta.

— Isso vai dar merda – Kisuke falou calmamente.

— Levante-se Gyarados!

Um feroz monstro marinho saiu do chão, deu um grunhido aterrorizante e atacou Urahara com uma cabeçada.

— Salve o meu ânus, Benihime!

A espada do Urahara se transformou em um escudo, que ele usou para bloquear o ataque do Gyarados. A potência do golpe foi tanta que o homem foi arremessado a vários metros de distância, porém ele conseguiu habilidosamente cair em pé.

— Não adianta shinigami, mesmo se liberar bankai você não conseguirá vencer o meu Gyarados – Poseidon se gabou.

Antes que pudesse preparar uma estratégia, Kisuke foi atacado novamente pelo monstro, porém com uma mordida dessa vez. Urahara novamente se defendeu com o escudo, e o Gyarados simplesmente comeu a arma do shinigami.

— Filho da puta, comeu a Benihime!

Urahara ficou visivelmente irritado e o Gyarados continuava atacando. O shiigami conseguia escapar usando vários “shunpos” e até conseguiu atacar o monstro marinho, todavia o couro dele era mais duro do que aço, e assim, o ataque não surtiu efeito.

— Não adianta shinigami, sem sua zampakutou você não tem nenhuma chance contra o meu Gyarados! Se tem algum amor à sua vida, fuja e vá avisar à sua rainha Saori que eu voltei e que nos casaremos, ela querendo ou não!

Kisuke não respondeu à provocação do Poseidon e continuou fugindo dos ataques do Gyarados.

Não dá pra enfrentar esse bicho no braço, tenho que tentar algo...

— Hadou número 3x108, Nankatsu!

Urahara estendeu a mão na direção do Poseidon e lançou uma labareda de fogo, porém o Gyarados entrou na frente do seu mestre e recebeu o ataque, sem nada sofrer.

— Estratégia inteligente, mas o meu bichinho me protegerá de qualquer ataque.

— Sem o cântico de invocação, a potência do hadou fica muito reduzida, o problema é que não tenho tempo pra entoar o cântico – Urahara deu um longo suspiro – acho que tá ruim pra mim!

— Faça o cântico Kisuke – Yoruichi voltou à luta.

— E a Soi Fong? – o homem perguntou.

— Ela está desmaiada, mas está repirando.

Assim, Yoruichi começou a dar golpes e também se esquivar dos ataques do monstro, se valendo dos seus reflexos felinos e enorme velocidade. Como o Gyarados estava ocupado lutando com a mulher, Urahara pôde começar o cântico.

— Não tinha medo o tal João de Santo Cristo...

O Gyarados lançou uma rajada d’água mais poderosa do que a do Poseidon. Yoruichi pulou e a água passou por baixo dela, arrancando uma grande quantidade de árvores que ainda restavam na floresta destruída. A mulher contra-atacou, chegou a dar um golpe de espada no mostro, provocando nada mais do que um arranhão.

— Mas ele não queria mais conversa e descobriu que como Pablo ele ia se virar...

A luta épica entre Yoruichi e Gyarados prosseguiu. Ela foi atingida e quebrou uma costela, mas como era uma guerreira implacável, continuou batalhando.

— Mas acontece que um tal de Jeremias traficante de renome apareceu por lá...

A costela quebrada começou a incomodar Yoruichi, e seus movimentos começaram a ficar mais lentos.

— Aproveite que ela está cansando e acabe com ela Gyarados! – ordenou Poseidon.

— Ô peixinho, tô indo atacar o seu dono!

Yoruichi literalmente voou na direção do Poseidon com sua espada preparada. O Gyarados lançou o jato d’água contra a mulher, porém ela pulou, saindo do ataque, e como o rei estava exatamente entre ela e o monstro, o jato acertou o Poseidon com muita violência.

Sofreeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeer— Urahara terminou a música – Hadou número 6,02x1023...

— Não precisa Kisuke, ele já foi derrotado! – disse Yoruichi.

Ao olharem, todos perceberam que o Gyarados desapareceu e que Poseidon estava caído em uma poça de água e sangue.

— Vocês são os melhores shinigamis que já vi – o rei suspirou, ferido e quase sem forças – se puderem me conceder um último desejo, falem à rainha Saori que eu a amo.

— Admiro o seu sentimento obsessivo que quase matou todos nós, mas tenho que informar que a rainha Saori morreu há mais de cem anos — contou Yoruichi.

— Cem anos? Impossível, não passou tanto tempo desde que fui parar na Friendzone e, além disso, quando me comuniquei com Zerus ele me disse que ela ainda era a rainha e que ele a plantificou até a minha volta!

— Você não está considerando que o tempo passa de forma diferente em cada universo. É, senhor autoproclamado rei, acho que o Zerus te fudeu como faz com todo mundo – disse Urahara.

— Naaaaaaaoooooo...

FILME QUE ANTECEDE A MORTE ON

Como todos estão depilados de saber, o equilíbrio de Dungeoneer é regido pelas três rainhas, cada uma representando um dos aspectos da Deusa e do universo em si. Apesar disso, a influência política delas se restringe aos seus respectivos reinos e não é raro existirem regiões do mundo com seus próprios sistemas de governo como Vila de Cava, que era governada pelo prefeito gato De Schroedinger e o Eco Mundo, governado pelo finado rei dos hollows Szayel Aporro Granz.

Poseidon era o governante do maior reino aquático de Dungeoneer, e por isso era conhecido como o rei dos mares. Ele era o rei dos seres marinhos como lulas gigantes, krakens e sereios fêmeas e era muito querido por todos eles. Seu trabalho era manter todos alimentados e afundar um navio de vez em quando.

Certo dia, em uma ronda pelos seus domínios submarinhos, ele ouviu alguém praguejando e emergiu para ver do que se tratava, então encontrou um cara com óculos esquisitos e um cabelo estranho, sozinho em uma ilha de apenas dez metros quadrados e balbuciando qualquer coisa.

— Quem é você estranho, e como ousa resmungar nos meus domínios? – perguntou Poseidon.

— E quem deseja saber? – perguntou o estranho.

— Perguntei primeiro!

— (Droga, ele me pegou) Sou Kaname Tousen, e você?

— Sou Poseidon, o rei dos mares! Saia já dessa ilha e volte para onde veio.

— Eu até gostaria, mas não sei nadar nem voar.

— E como veio parar aqui? É sobrevivente de um naufrágio?

— Não. Eu me rebelei contra a rainha e como castigo, fui condenado a viver nessa minúscula ilha comendo cocô até o fim dos meus dias.

— Mas não tem coqueiro nessa ilha.

— Você me ouviu falar coco? É que o único ser vivo que existe por perto é um pombo que passa voando duas vezes por dia.

Apesar de ser um rei implacável, Poseidon não pôde deixar de sentir pena do exilado.

— Me conte com mais detalhes por que você foi condenado a ficar aqui.

— Eu servia à Saori, a rainha da matéria. Me tornei shinigami porque queria defender a justiça e exterminar os malditos hollows.

Então, ele continuou.

— Como eu tenho o sangue shinigami, pude me alistar na academia e, depois de concluir o meu treinamento, fui designado para fazer parte da guarda real, me disseram que essa era a função mais nobre que um shinigami poderia ter. Pois bem, fui servir protegendo o castelo e a rainha, porém...

— Porém... – insistiu Poseidon.

— Não acontecia nada de interessante lá. Fiquei anos e nunca vi a rainha levantar a bunda do seu trono e fazer alguma coisa a não ser ir a festas e dar ordens estúpidas aos subordinados. E por que deveria existir um castelo e centenas de guardas para proteger uma mulher dessas?

— As escrituras dizem que, se a rainha morrer antes do nascimento da sua sucessora, o mundo irá se destruir – afirmou Poseidon.

— Eu conheço as escrituras, mas quem sabe se são verdadeiras? Nunca, em milênios, alguma rainha foi morta e tenho motivos para acreditar que as escrituras foram forjadas pelas primeiras rainhas, a fim de proteger a elas mesmas e suas sucessoras.

— Eu tentei conversar com meus colegas shinigamis, porém todos eles me taxaram de louco, até fui rebaixado para guarda de transito, o que foi muito problemático já que sou cego e não consigo anotar as placas das carruagens. Foi então que pus meu plano em prática, invadi o quarto da rainha à noite e tentei matá-la.

— E o que aconteceu? – perguntou Poseidon, curioso.

— Antes que eu conseguisse acabar com ela, os guardas mais próximos me impediram. Começamos uma batalha de mil dias que durou vinte minutos e, no fim, fui capturado. Eu queria que me dessem uma morte honrosa, mas ao invés disso, a rainha ordenou que selassem os meus poderem e me largassem nesse lugar horrível.

— Isso não se faz! Rainha da Matéria, não é isso? – perguntou o rei.

— Exatamente!

— Vou reclamar com essa rainha de merda agora, onde já se viu, jogar lixo no reino dos outros – o rei mergulhou no mar e foi embora.

— Ei, ei, vai me deixar aqui? – Tousen gritava desesperadamente, sem ser atendido pelo Poseidon.

O rei reuniu uma pequena comitiva, se arrumou e partiu em direção ao castelo da rainha da matéria. Dias depois ele chegou, se identificou nos portões e, após verificarem com a rainha, ela autorizou sua entrada.

Poseidon foi conduzido até a sala de reuniões, onde a rainha o esperava. Quando ele a viu com seus cabelos lilás, vestido branco com alças bufantes e cara de nada não conseguiu evitar ficar embabacado.

— Seja bem vindo senhor Poseidon, em que posso ajudá-lo?

— Eu eu... – ele gaguejava e até esqueceu do que tinha ido fazer – quero casar com você!

— Quê? Eu nem te conheço!

— Não precisa. Você é a rainha da matéria, ou seja, da terra, e eu, o rei dos mares, juntos, teremos o controle de toda Dungeoneer!

— E quem disse que eu quero governar o mundo todo? Dar autonomia política local é o segredo do sucesso do sistema de rainhas, eu não preciso intervir aonde não há necessidade. E outra, eu tenho sorte de ser a rainha da matéria, sabia que eu sou a única que posso escolher qualquer homem para ser o pai da minha sucessora? E certamente, não escolho você. Adeus!

Ela se retirou, deixando Poseidon falando sozinho. Mas ele não se deu por vencido, deixou o castelo com a intenção de pensar em um plano mirabolante para comer... quer dizer, desposar a rainha Saori. Depois de um ano ele voltou com uma ideia simples: se ela se recusasse a ficar com ele, ele a colocaria em um local fechado e começar a encher d’água, em doze horas, ela morreria afogada.

Era de noite quando ele chegou aos portões do castelo e apesar de não ter sido autorizado pelos guardas, ele estava bem mais forte do que um ano antes e entrou sem permissão mesmo. Andou até chegar a um salão no último andar, quando percebeu que estava tendo uma festa.

Ele foi cavucando entre os convidados e enfim, encontrou a rainha, que estava mais linda do que nunca aos seus olhos, usando um vestido branco sem mangas e umas joias reluzentes, fazendo a mesma cara de nada.

— Rainha, case-se comigo, senão...

— Olá rei dos mares, tudo bem com você? Não vai ser possível, acabei de me casar. Quer um pedaço de bolo?

— Quê? Como assim?

— Me casei, e olha – ela apertou o vestido, exibindo uma barriguinha – estou de quatro meses!

— Mas como assim quatro meses, você não acabou de se casar?

— É que comi merenda antes do recreio, aí sabe como é.

Logo depois, chegou um homem usando um smoking vermelho.

— Oi querida, é seu amigo?

— Um conhecido, Seiya!

— Vamos deixar esse povo aí e ir pro quarto? Você me prometeu aquele negoço na noite de núpcias, lembra?

— Claro! Vamos, até nunca mais, rei!

Os recém casados se retiraram, deixando Poseidon novamente falando sozinho.

— Nãaaaaooooo!

Após seu grito agoniado, o chão se abriu em baixo dele e ele foi sugado por aquele já conhecido vórtice multi colorido.

Depois de uma longa queda, ele finalmente deu de cara em algo sólido, era o chão. Depois de se recompor, ele levantou e começou a andar e observar tudo, e não parecia com qualquer lugar onde já tenha estado antes. Havia ruas e pessoas caminhando por elas sem rumo, como se fossem zumbis. Os homens eram barbudos e despenteados, e as mulheres, peludas e despenteadas. Finalmente, Poseidon resolveu falar com um deles.

— Plebeu, me diga onde estamos!

— Ih, vejo que acabou de cair aqui. Estamos na Friendzone, destino final das almas desiludias.

— Como assim? Cadê o castelo da rainha Saori?

— Rainha? Não, aqui existe apenas um rei e ele vive muito longe daqui.

— Um rei? Não, eu sou o rei!

— Me dá licença, eu tenho que ir pra casa, hoje vão revelar quem matou Odete Roitman!

O homem continuou o seu caminho, deixando Poseidon falando sozinho.

— Rei... veremos!

Muito tempo não passou, afinal, o Sol da Friendzone sempre estava na mesma posição poente e era impossível para seus habitantes medir dias, meses ou anos – não que eles estivessem interessados nisso. Mas Poseidon tinha maiores ambições, se tornar o rei desse novo mundo e, sabe se lá como, voltar para Dungeoneer e casar-se com a Saori, ou matá-la no caso de recusa. Ele começou a treinar e aprimorou muito os seus poderes e assim, conseguiu uma legião de seguidores.

Depois de ficar mais poderoso e reunir um exército, ele declarou guerra ao então rei. Foi uma guerra de... sabe-se lá quanto tempo, talvez cem anos, talvez dois dias, porém o rei da Friendzone também era muito poderoso e tinha muitos súditos, de forma que não havia perspectiva para um fim da guerra.

Um dia, uma nova força surgiu. Era um exército pequeno, porém muito eficaz, e os seus soldados controlavam máquinas de guerra cor de rosa capazes de provocar muita destruição. Enfim, o seu líder se revelou, seu nome era Zerus Rose.

Ao contrário do que os outros reis esperavam, ele parou seus ataques e mandou mensagem para os outros, propondo um tratado de paz. Enfim, os três se reuniram para negociar.

— Olá queridos, eu sou Zerus e quero acabar com essa guerra sem sentido – ele se apresentou aos outros dois.

— Sem sentido? Esse cara apareceu do nada e quer me destronar – reclamou o atual rei.

— Não sei por que, mas acho que você esconde o segredo para escapar da Friendzone – falou Poseidon.

— Calma, queridos Poseidon e Rei Gelado. E se eu disser que eu sei como escapar desse lugar deplorável?

Os dois ficaram mudos, então Zerus continuou a falar.

— Só peço a confiança de vocês.

— Isso é desculpa para que aceitemos que você se torne o novo rei – disse Poseidon, raivoso.

— Nada disso. Minha proposta é que você, antigo rei do mar de Dungeoneer, seja coroado o rei da Friendzone — propôs Zerus.

— Como? – reclamou o Rei Gelado.

— Desculpe Geladinho, você não vai aguentar muito tempo contra o PôPô! Damos a vitória ao Poseidon e nós dois nos tornamos o presidente da câmara e do senado, o que acha?

— Não sei... – gelado ainda estava desconfiado.

— Soube que você gosta de princesas. Existe um universo chamado Etérnia que possui uma linda princesa loira chamada She-Ra. Assim que possível, você se transporta para lá e vai atrás dela, tenho certeza que ele não resistirá ao seu chame!

— Estou dentro – Gelado concordou.

— E é claro que você não se importará em ser o soberano da Friendzone, pelo menos até conseguir voltar para Dungeoneer, não é verdade?

— Aceito seu acordo – concordou Poseidon.

Assim, o tratado de paz foi selado e a paz voltou à Friendzone, sob a liderança do Poseidon e logo abaixo, Zerus e o rei Gelado.

FILME QUE ANTECEDE A MORTE OFF

O filme ainda estava passando na cabeça do Poseidon, mas ele acabou não resistindo e morrendo antes do fim.

Yoruichi foi ver como sua amiga estava. Soi Fong estava bem, e quando viu que a morena estava se aproximando dela, fingiu estar desmaiada e prendeu a respiração. Enfim, Yourichi se agachou ao seu lado.

— A Soi Fong não está bem, vai precisar de uma respiração boca a boca – ao ouvir Yoruichi dizer isso, Soi Fong ficou corada e na expectativa pelo “beijo” da sua paixão – Urahara, faz um boca a boca na Soi Soi aqui pra mim!

— Já tô boa! – Soi Fong levantou com um pulo.

Após isso, Urahara providenciou poções de cura para todos. Depois de todos estarem recompostos, ficaram apenas sentados no chão molhado e conversando.

— Se esse cara era o rei da Friendzone, quem é Zerus então? – perguntou Biske.

— Do jeito que o Zerus é filho da puta, deve ter enganado Poseidon e toda a Friendzone, como fez aqui em Dungeoneer – disse Sortudo.

— Deixe-me explicar – Tomoyo entrou na conversa – não conheço grandes detalhes, afinal, eu cheguei na FZ bem depois da guerra, mas o que sei é que houve uma guerra entre o Zerus, o rei Poseidon, que vocês acabaram de conhecer e o antigo rei Gelado. No tratado de paz, ficou acertado que Poseidon seria o rei e Zerus e Gelado, seus braços direito e esquerdo. O objetivo do Poseidon era voltar para Dungeoneer, mas não sei como nem porque o Zerus veio na frente e, com o alinhamento, mais gente conseguiu vir, inclusive eu. Eu queria dar mais informações, mas isso é tudo que eu sei.

— Obrigada, acho que você já explicou muita coisa – Braquistócrona agradeceu – demos sorte da armadura do Poseidon ser viva, assim Yourichi e Soi Fong puderam matá-la.

— Como assim armadura viva? – perguntou Biske.

— Aconteceu com a armadura da Loren, que foi morta no torneio do Mart e consertada pelo Mu.

— Eu lembro dos peitos dela a mostra, a galera ficou doida... — comentou Biske.

— Urahara, acho que você deveria contar para eles a sua participação nessa treta toda – falou Yoruichi, mudando de assunto.

— Isso mesmo Marquês de Sabugosa, fala logo que tu tem culpa no cartório – reforçou Soi Fong.

— Como nós duas já conhecemos essa história, podemos nos retirar não é Soi Fong? – disse Yoruichi.

— E pra onde? – ela perguntou.

— Você me salvou, merece um presente de agradecimento. Vamos procurar um lugar reservado, não quero que ninguém me veja dando a minha gatinha pra você!

Soi Fong ficou saltitando de alegria e assim, as duas mulheres se retiraram. Logo depois, Urahara se levantou.

— Era uma vez... – ele começou a contar sua história.

*****

Os heróis vindos da Terra, após percorrem o longo caminho da serpen... quer dizer, caminho de luz, viram alguma coisa além de luz. Menos o Hyugi, que continuou sem ver nada.

— Acho que chegamos em algum lugar – disse Beatrice.

— Espero que seja no castelo, não vejo a hora de dar uma sova naquela bicha louca e voltar pro meu mundo – falou Junpei, fechando os punhos.

Eles aceleraram o passo e, ao pisar em um chão de pedras, o caminho de luz desapareceu.

— A estrada luminosa sumiu – comentou Kon.

— Então acho que chegamos. Preparem-se, podemos ser atacados a qualquer momento – advertiu Hyugi.

— Não é que o ceguinho está certo? – uma voz histérica disse tais palavras – mas para não dizerem que sou traiçoeiro, vou contar até três antes de atacá-los!

— Quem disse isso? – Kon estranhou.

— Que absurdo Cenourinha, não reconhece a minha voz? Tanto faz, depois que eu matar essa lombriga anêmica que nem deve saber dar e chupar ao mesmo tempo, você será o meu senhor escravo.

— Para de frescura e vem pra mão! – provocou Junpei.

— É verdade. Um, dois, três, hora de vocês morrerem!

Assim, a batalha final teve início.

Notas finais
Capítulo difícil, cheguei a revisar duas vezes, mas acho que foi. Até o próximo!