Dungeoneer - Interativa
8 Como vocês não percebem que eles são a mesma pessoa?
Notas iniciais
Beatrice abriu os olhos, percebendo que estava deitada em um solo de terra bastante fofa. Levantou-se, quando então começou a se lembrar do que havia acontecido até então.
– Que coisa estranha, eu não me lembro de ter dormido...e nós não estávamos lutando com o cara da rosinha?
Ela olhou ao seu redor, e viu que estava em uma floresta com árvores enormes, algumas com centenas de metros de altura, e todas possuíam caules e folhas muito coloridas. Enfim, viu seus amigos deitados no chão, aparentemente dormindo ou desmaiados.
– Loren...você está bem? – ela sacudia sua amiga que estava no chão usando suas roupas normais, sem armadura.
– Oh mãe, hoje é sábado , me deixa dormir só mais três horinhas – a loira resmungou ainda dormindo.
Beatrice não viu sinais de ferimentos na amiga, então concluiu que ela estava bem. Correu até o Kon, que também dormia tranquilamente.
– Nossa, você parece um bebê dormindo – a garota acariciou levemente o rosto do rapaz.
– AIR BAGS!
Kon levantou rapidamente e apertou os seios da Beatrice com as duas mãos, então a garota deu uma cotovelada no seu nariz, que começou a sangrar.
– Idiota!
Com isso, o resto do grupo se levantou.
– Uaahhh, que soneca gostosa – disse Loren.
– Essa não é a casa da Braqui qualquer coisa, será que voltamos pra casa? – supôs Junpei.
– Duvido muito, essas árvores com certeza não são da Terra – falou Loren.
– Ei, cadê aquele moleque? – esbravejou Uroro.
Todos olharam ao redor e não encontraram o Sony.
– É verdade, ele sumiu – disse Beatrice.
– Sooony – chamou Loren.
– Eu sabia, com certeza ele nos mandou para uma armadilha – resmungou Uroro.
– Com certeza não, lembra do que ele falou com o Sortudo, que poderíamos cair em outra dimensão? Deve ter acontecido isso – falou Kon com uma surpreendente sabedoria.
– O Kon tá certo, e aliás, até ontem de noite você estava do lado do cara da rosinha, quem garante que não é você que quer nos colocar numa furada? – disse Loren.
– Não tenho que provar nada pra vocês – Uroro fechou a cara.
Minutos depois, eles puderam ver Sony chegando correndo e já sem fôlego.
– Gente alguém viu o Hamlet? – perguntou Sony ofegante.
– O que, aquele seu hamster? – perguntou Beatrice.
– Ele mesmo, não o vejo desde que chegamos no castelo.
– Um hamster? A essa hora os guardas já devem tê-lo comido – falou Uroro.
– Não brinque com uma coisa dessas! – Sony falou alto, e todos puderam ver o rosto do garoto ficando extremamente branco, além dos seus olhos terem aumentado de tamanho e tornaram-se totalmente negros.
– Liga pra ele não Sony, você é muito mais gatinho quando tá calmo. Se ele te perturbar muito é só dar uma mijada atômica nele – Loren fez um cafuné no rapaz, que logo teve aquela expressão animalesca substituída pelas típicas bochechas coradas.
Repentinamente, Hamlet pulou de dentro da bolsa da Beatrice, aquela que foi dada pela Braquistócrona, e foi para o colo do Sony.
– Hamlet, que bom que você está bem! Quem diria que o tempo todo você estava escondido nessa bolsa.
– Hamlet!
– Acho que não precisamos ser gênios para perceber que não estamos na casa da Braquistócrona nem na floresta do medo não é – falou Beatrice.
– Na verdade, não estamos em Dungeoneer – concluiu Sony.
– Eu sabia, voltamos pra Terra não é? – perguntou Junpei, esperançoso.
– A esperança é a última que morre – suspirou Loren.
– Já devemos ficar felizes de estarmos num lugar que tem oxigênio – disse Sony.
– Não vamos ficar parados, temos que encontrar alguém que possa dizer onde estamos – sugeriu Kon.
O grupo começou a andar pela estranha floresta, passando por enormes árvores, pedras, alguns riachos e até uns cogumelos gigantes.
– Esse lugar não parece muito diferente de Dungeoneer – falou Beatrice.
– Realmente parece, mas tenho certeza que o portal nos levou pra outra dimensão, caso contrário não teríamos desmaiado – contou Sony.
– É verdade, quando o Sortudo nos levou da Terra para Dungeoneer nós desmaiamos. Aconteceu o mesmo com vocês meninos? – perguntou Loren.
– Foi assim mesmo – respondeu Kon.
– Só faltava essa, outro mundo maluco – disse Junpei com desânimo.
– Acho bom encontrarmos logo o caminho de volta, a rainha corre perigo – falou Uroro.
Repentinamente, nossos heróis foram interrompidos por um molequinho estanho, com um macacão com tantas cores quanto um ser humano consegue enxergar e orelhas pontudas, correndo desesperadamente.
– Socorro, socorro – o estranho ser gritava, e então se escondeu atrás do grupo.
– O que foi coisinha estranha? – perguntou Loren.
– Ele quer me matar!
Logo surgiu um estanho monstro peludo que até lembra o pé grande, porém sua pelagem era avermelhada, portando uma espécie de pistola.
– O senhor esqueleto não aguenta mais você se escondendo e depois dando lições de moral, vou eliminá-lo de uma vez por todas!
O monstro apontou sua arma para o molequinho e atirou algo parecido com um feixe de laser, porém antes de acertar o gnomo, Kon o pegou no colo e deu um grande salto, de forma que o tiro passou por baixo da dupla.
– Arrggg, malditos sejam! – praguejou a fera.
Loren formou sua espada e armadura e rapidamente aproximou-se do mostro, dando uma espadada no seu braço, ferindo-o e fazendo a pistola cair ao chão.
– Agora você vai nos dizer direitinho onde estamos e porque está perseguindo esse... não sei o que é aquilo – ordenou Loren, apontando a espada para a garganta do monstro.
– Eu...só estou cumprindo ordens – disse a fera chorando.
– Ele está desarmado e não será uma ameaça, se o matarmos, seremos tão maus quanto ele.
Surpresos, os aventureiros procuraram por quem pronunciara tais palavras, e viram um homem loiro e musculoso, com cabelos lisos na altura dos ombros, muito parecidos com do Mello. Ele vestia um estranha cueca com suspensórios e portava uma espada.
– Quem é você? – perguntou Loren, sem parar o que estava fazendo.
– He Man! – o gnominho pulou do colo do Kon e correu até o estanho loiro.
– Se querem respostas, devem ir até o palácio – informou He Man.
– Deixe essa coisa ir embora, olha como ele está assustado – pediu Beatrice.
– Caramba, você e esse cara aí podiam dar as mãos e criar uma ONG tipo um Green Peace que salva criaturas estranhas. Tá bom fera, pode ir – ela abaixou a espada e logo o monstro saiu correndo.
– Como você sabia o nome dele? – perguntou He Man.
– O nome dele é fera? Que coisa – falou Sony.
– Obrigado por terem ajudado meu amigo Geninho, agora preciso ir.
He Man colocou o Geninho no chão e então subiu em um tipo de felino verde do tamanho de um tigre, com uma sela e máscara vermelha, logo partindo para longe.
– O Geninho, salvamos você, agora precisamos saber onde estamos e como sair daqui – falou Uroro.
– Oi, eu sou Geninho!
– Nós já sabemos – irritou-se Loren.
– Hoje nós aprendemos que devemos ajudar os outros sem esperar nada em troca – falou o gnomo.
– Como assim? Não tô entendendo nada – disse Kon.
Um loiro de cueca e camisa rosa, com cabelos lisos na altura dos ombros muito parecido com um Mello bombado, apareceu do nada. Ao seu lado, o mesmo animal que servia de montaria para o He Man, porém sem a sela.
– Vocês parecem perdidos, querem ajuda? – perguntou o loiro.
– He Man, você de novo? – estranhou Junpei.
– Não, quem me dera ser o He Man. Meu nome é Adam, posso ajuda-los?
– Sim, obrigada – disse Beatrice.
– Como assim, vocês não estão vendo? É o mesmo cara que tava aqui antes, só trocou de roupa – gritou Junpei.
– Eu sabia que você era um idiota, não vê que os dois são completamente diferentes? – falou Uroro.
Todos, exceto Junpei, concordaram que Adam e He Man não eram a mesma pessoa, porém mesmo assim o grandão tentava mostrar a semelhança entre os dois aos seus amigos.
– Senhor Adam, eu estava transportando meus companheiros por um portal, mas alguma coisa saiu errado e viemos parar aqui – relatou Sony.
– Não sei quem vocês são ou de onde vieram, mas se ajudaram o Geninho com certeza são boas pessoas. Acompanhem a mim e ao meu amigo Pacato até o castelo, quem sabe o Mentor poderá ajuda-los – disse He Man, ou melhor, Adam.
– Olha até o tigre verde é igualzinho ao que estava com o He Man, só não está usando aqueles badulaques vermelhos – falou Junpei apontando para o felino, que apenas tremia amedrontado.
– Ah, o Pacato? Não, ele é medroso demais pra ser o gato guerreiro, mas fico muito feliz que você me confundiu com o He Man, quer dizer que você me acha bonito e forte – disse Adam.
O grupo caminhou durante horas pela estranha floresta, até Junpei cansar de tentar mostrar as semelhanças entre Adam e He Man. Enfim, avistaram uma construção muito grande e colorida com vários tons de rosa e salmão, composta por grandes cilindros, prismas e estranhas formas nada funcionais.
– Vamos, esse é o palácio de Etérnia. – convidou Adam.
– Isso é um palácio? Parece mais um presídio colorido – comentou Loren.
– O que é um presídio? – perguntou Adam.
– É um lugar aonde os criminosos ficam presos – explicou Beatrice.
– Não existe isso aqui, nós derrotamos os criminosos, deixamos que fujam para derrotá-los novamente no dia seguinte – informou Adan.
– Definitivamente não estamos em Dungeoneer – falou Uroro.
Todos foram conduzidos pelo Adam para dentro do palácio, que misturava elementos medievais e futuristas. Eles foram até uma sala que se abriu automaticamente quando o grupo se aproximou dela, e dentro havia uma infinidade de máquinas, monitores e botões que ninguém tinha a menor ideia de quais eram suas utilidades.
– Hum, não estou vendo o Mentor, então concluo que ele não está aqui – falou He Man.
– É mesmo, você deve ser um gênio pra chegar nessa conclusão – zombou Loren.
– Ah, obrigado – agradeceu Adam inocentemente.
– Olá Adam, quem são os seus amigos? – perguntou uma mulher de cabelos vermelhos e um body branco com adornos dourados nos seios.
– Olá linda garota, vejo que já está de maiô, gostaria de ir à praia comigo? – Kon segurou a mão da mulher e fez sua proposta.
Beatrice segurou Kon pelo colarinho e o puxou para longe da estranha.
– Oi, essas pessoas não são daqui e estão mais perdidos do que cego em tiroteio. Eles salvaram o Geninho das garras do Fera, então eu resolvi traze-los aqui e ajuda-los de alguma forma.
– Sejam bem vindos, meu nome é Teela. Mas cadê o Geninho?
Todos olharam em volta e não encontraram o Gnomo integrante do Restart.
– Sabe como ele é, deve estar escondido em algum lugar – disse Adam – mas onde está o Mentor?
– Saiu com o Gorpo pela manhã, logo deve estar de volta – informou Teela.
Logo que a ruiva terminou de falar, entrou na sala um homem de meia idade com um bigode que parece uma taturana usando uma roupa cobreada e um capacete dourado com o formato de uma bola de futebol americano. Acompanhando o homem, um...não sei o que é aquilo, mas um ser que parece um pedaço de pano vermelho flutuante com dois olhos, orelhas e um chapéu pontudo.
– Olá Adan, quem são os seus amigos? – perguntou o homem.
– Saudações Mentor. Eles são forasteiros que salvaram o geninho das garras de um dos subordinados do Esqueleto, porém eles parecem perdidos. Pode ajuda-los? – falou Adam.
– Bom, primeiro preciso saber de onde vocês vieram – disse Mentor.
– Da Terra – falaram os terráqueos em coro.
– Nós viemos de Dungeoneer – falou Uroro.
– Seres extra-dimensionais, muito interessante. Não sei se poderei ajuda-los, mas posso explicar muitas coisas a vocês, mas antes disso quero que conheçam uma pessoa. Acompanhem-me.
A turma toda saiu e foram andando até um tipo de terraço, muito grande e de onde era possível avistar uma bela paisagem. Também puderam ver um garoto branco, com aproximadamente 1,75m de altura, cabelos curtos castanhos claros, assim como seus olhos. Ele tinha cerca de uns quinze ou dezesseis anos de idade, e treinava sozinho com uma espada de bambu, muito concentrado.
– Hyugi, gostaria de apresenta-lo a algumas pessoas – anunciou Mentor.
O garoto parou o seu treino e virou-se para a direção dos viajantes. Levantou ligeiramente o queixo e respirou fundo.
– Olá Adam, saudações Tila. Vejo que temos duas mulheres e quatro homens aqui – Hyugi fungou mais forte – e um deles não toma banho a dias.
– Peraí...eu, o Kon e o Sony tomamos banho no castelo, então só pode ser você Uroro – falou Junpei.
– Tá louco, eu tomei banho sim – brigou Uroro.
– O Junpei tá certo, você só ficou olhando o Sony o tempo todo – retrucou Kon.
– Idiotas – resmungou Uroro.
– Mas como você sabe disso? – perguntou Beatrice.
– Respondendo a sua pergunta, eu sou praticamente cego, e com isso desenvolvi meus outros sentidos muito mais do que a maioria dos seres humanos. Meu nome é Hyugi Hatori, e vocês?
Todos se apresentaram, e até que Junpei falou “Junpei, campeão estudantil de karatê”.
– Karatê? Vocês não são de Etérnia? – surpreendeu-se Hyugi.
– Nós somos de Dungeoneer – informou Uroro.
– Só eles dois ali – Kon apontou para Uroro e Sony– já nós somos da Terra.
– Terra? – Hyugi sorriu – viu, eu não sou louco, realmente eu vim de outra dimensão, o nome dela é Terra.
– Eu sempre acreditei em você – disse Mentor – agora sentem-se, tenho muito o que explicar para todos vocês.
– Lá vem o momento educativo de novo – Loren já estava bocejando.
Todos se sentaram no chão mesmo, Kon deu um jeito de ficar beemmm encostado na Teela, e Adam deu um jeito de ficar beemmmm colado no Junpei. Mentor então começou a dar a sua palestra.
– Poucas pessoas sabem, mas nós vivemos em um multiverso, ou seja, existem várias dimensões, cada uma com suas características. Nós estamos em Etérnia, e pelo que me disseram, vocês vieram da Terra e Dungeoneer não é verdade?
– É isso mesmo – concordou Beatrice.
– Tá beleza, mas como metemos o pé daqui? – perguntou Junpei.
– Metemos o pé? – estranhou Mentor.
– Quer dizer sair – traduziu Loren.
– Se eu soubesse, já teria ajudado Hyugi a voltar para seu mundo, mas nos últimos anos, eu tenho estudado muito a antiga Teoria das Super Cordas, e cheguei a conclusão de que existem onze dimensões, quatro delas são macro dimensões, como a Terra, Dungeoneer e Etérnia, e as restantes são micro dimensões, menores do que um grão de areia e que, se meus cálculos estiverem corretos, são impossíveis de abrigar vida.
– O que é Teoria de Super Cordas? – perguntou Beatrice.
– É a Teoria de cordas com super simetria – respondeu o Mentor.
– Nossa, entendi tudo – ironizou Loren.
– Você está certo quantos as dimensões. Eu lido com elas, mesmo que só um pouco, desde criança, só não sei explicar porque eu tenho este poder – comentou Sony.
– Não sabe ou não quer dizer? – falou Uroro com um tom de desconfiança.
– É bom saber que você lida com dimensões, talvez isso possa ser útil de alguma forma. Mas vou avisando que existe uma espécie de hierarquia entre os mundos, vou explicar. Imagine uma montanha, em que a Terra é o topo, Dungeoneer está logo abaixo, depois Etérnia e na base, outra dimensão desconhecida. Vir da Terra para Dungeoneer ou de Dungeoneer para Etérnia é relativamente fácil, porém fazer o caminho inverso requer um gasto de energia gigantesco.
– Resumindo, vamos ficar aqui pra sempre – suspirou Beatrice.
– Mentor, será que a feiticeira tem alguma solução? – sugeriu Adam.
– Não custa nada tentar – respondeu o homem.
A “sessão educativa” acabou, com todos se levantando do chão, exceto Loren que nesse momento já havia cochilado no chão.
– Nas histórias que minha mãe me contava quando eu era criança, sempre que a princesa dormia era acordada pelo beijo de um príncipe. Eu sou o príncipe Kon!
Kon abaixou-se e rapidamente aproximou sua boca dos macios e rosados lábios da Loren. Porém, antes que ele a beijasse, Beatrice deu um grito e o garoto de cabelos laranja voou longe, como se tivesse sido empurrado.
– Ei, o que foi isso? – perguntou o rapaz assustado.
– Uaaahhh, o que eu perdi? – Loren acordou confusa.
– O Kon tentou te beijar e agora temos que ver uma feiticeira – resumiu Uroro.
– Não é uma feiticeira, é a Feiticeira. Esse é o nome dela – corrigiu Tila.
– Tanto faz, só precisamos rapidamente voltar para Dungeoneer, ainda existe a chance da rainha Cunegundes estar viva, Deusa, salve a rainha – clamou Uroro.
– Tila, Mentor e Gorpo, fiquem no castelo. Eu ,Pacato e Hyugi acompanharemos os viajantes até a feiticeira – falou Adam.
– Eu? Mas é muito perigoso até lá – Pacato estava tremendo.
– Não tenha medo amigo, sabemos que se algum perigo surgir, é só chamar que He Man, o homem mais poderoso do universo, virá nos salvar – Adam piscou para o felino.
– Não sei por que vocês falam tanto desse He Man, é só um cara de tanguinha que não fez nada até agora – observou Loren.
– Eu também achava isso quando cheguei em Etérnia, mas acredite, o cara é poderoso – contou Hyugi.
Antes de partirem, Gorpo tirou duas flores de dentro do seu chapéu e entregou para as garotas da Terra.
– Se vocês não conseguirem voltar para o seu mundo, ficarei feliz em ter duas mulheres tão bonitas como vocês aqui no palácio de Etérnia – galanteou o estranho ser.
– É Kon, acho que você tem concorrência – disse Loren.
– Amador – falou Kon com desdém.
Adam levou os viajantes até fora do castelo e todos entraram em um estranho veículo sobre rodas todo verde, similar a um tanque de guerra, porém sem as armas. O próprio loiro dirigia o veículo, e lá dentro o Kon ficava dando em cima das garotas, Loren sempre sacaneando alguém, Junpei se esquivando das cantadas do Adam, Uroro olhando para o Sony e bufando e Hyugi meditando. Apenas Beatrice estava alheia a tudo, olhando para o nada, envolta a pensamentos que só ela conhecia.
– Oi, eu sou Geninho!
Todo mundo pulou de susto nessa hora.
– De onde apareceu essa coisa? – perguntou Uroro.
– Vocês sabem onde eu estava escondido?
– Do que esse moleque tá falando? – indagou Junpei.
– Eu estava no telhado do palácio, vocês me viram?
– Claro que não, nós tínhamos mais o que fazer – Loren estava irritada.
– Hoje nós aprendemos que se você tentar beijar uma garota enquanto ela está dormindo, será misteriosamente jogado para longe. Até mais amiguinhos.
– Eu hein –estranhou Sony.
O Geninho desapareceu novamente e os heróis prosseguiram viagem. Após cerca de duas horas, Adam parou o veículo.
– Estamos próximos ao castelo de Grescow, teremos que prosseguir a pé.
O grupo seguiu caminhando por mais uma floresta, até ficarem de frente para uma espécie de caverna toda de pedras cinzas e parecendo bastante escura e sinistra.
– Estamos de frente para o castelo – anunciou Adam.
– Fala sério, isso é um castelo? – estranhou Uroro.
Repentinamente, Beatrice parou, fechando seus olhos e colocando sua mão na testa.
– O que houve Beah, você está bem? – pergutou Loren.
– Não sei, tive a impressão que uma mulher de trajes azuis e brancos estava falando comigo. Ah é, ela tinha asas de águia também.
– Parece a feiticeira, você deve conseguir conectar-se com ela, isso é incrível! O que ela disse? – falou Adam.
– Que apenas pessoas puras ou aquele que possui a espada do poder poderá entrar no castelo de Grescow – informou Beatrice.
– Eu vou ficar por aqui, vejo vocês quando voltarem – Beatrice sentou em uma pedra.
Os outros aventureiros foram para a entrada do castelo, mas parecia que existia uma espécie de barreira que não deixou que eles entrassem, com exceção da Beatrice e do Sony.
– Não acredito que nesse mundo você é considerado puro – reclamou Uroro, olhando para o Sony.
– Que lindo, você é puro – Loren olhava maliciosamente para o Sony.
Enquanto todos estavam distraídos, Adam e Pacato despareceram, e surgiu He Man montado no Gato Guerreiro.
– Meu amigo Adam me contou que vocês querem falar com a Feiticeira. Vou acompanha-los.
He-Man entrou no castelo, então ele sumiu no meio da escuridão, assim como a Beatrice e o Sony.
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