Dungeoneer - Interativa
9 Bastão de cetro
Notas iniciais
Sony, Beatrice e He-Man no castelo de Greyskull, que não passavam de ruínas de cor cinza e muito escuras, parecendo uma caverna. Eles então andaram até encontrar a tal feiticeira.
– Olá forasteiros, sejam bem vindos!
– Saudações Feiticeira, esses são meus amigos...
– Beatrice e Sony, já sei – a mulher águia interrompeu He-Man.
– Nossa, você parece com a pessoa que falou telepaticamente comigo – falou Beatrice entusiasmada.
– Eu sou a pessoa que falou com você naquela ocasião. Contatei você porque nossos poderes são semelhantes, então é fácil sincronizar nossas mentes. Você possui poderes psíquicos, não é verdade?
– Sim, mas não são muitos bons, nos momentos que mais precisei eles falharam – a garota ficou cabisbaixa.
– Seus poderes são muito bons, talvez você apenas não tenha aprendido a usá-los corretamente ainda. Pode me dizer quando eles falharam?
– Teve uma vez que um tal de Vingativo queria umas armas mágicas, mas nós nem sabíamos do que ele estava falando, então eu tentei convence-lo de que não tínhamos armas e de nada adiantou. A outra vez foi ontem de noite, quando o cara da rosinha petrificou a rainha de Dungeoneer e quase matou a minha melhor amiga, eu tentei induzi-lo a parar e de nada adiantou.
– Entendo. E quando seus poderes funcionaram?
– Foram duas vezes também. Em uma, convenci mentalmente uma menina que estava lutando contra mim a abandonar a luta, e assim ela tomou coragem e enfrentou uma pirata grande e gorda que coagia a pobre garota a servi-la. A outra foi quando eu convenci um stripper de que ele estava ridículo e então ele parou de tirar a roupa.
– Já entendi. Sua habilidade não é hipnose, mas de sugestão. Com certeza o vingativo e o cara da rosinha que você enfrentou tinham grandes convicções que não podem ser desfeitas tão facilmente. Por outro lado, a menina de quem você falou não queria estar naquela luta, então você fez despertar a coragem que estava escondida nas profundezas mais recônditas do seu coração. E tenho certeza de que, no fundo, o stripper sabia que estava ridículo.
– Em outras palavras, não poderei fazer nada para ajudar meus amigos quando estivermos enfrentando um adversário mais poderoso – Beatrice suspirou desanimada.
– Não é bem assim. A sugestão é apenas um dos seus poderes, porém você possui outros. Já aconteceu, no calor da emoção, de você fazer algo apenas com o poder da mente e que nem você consegue explicar?
– Ah, lembra quando o garoto de cabelo laranja tentou beijar a loirinha, você gritou e ele foi, tipo assim, jogado longe? – contou He-Man, inconvenientemente.
– Como você sabe disso se não estava lá? – perguntou Sony.
– Ah... minha espada me dá a visão além do alcance, consegui vê-los mesmo a quilômetros de distância – disfarçou He-Man.
– Isso aconteceu porque, naquele momento, suas emoções foram ao máximo, causando uma explosão de poder psíquico. Seu poder não é baseado na razão, e sim nos sentimentos. Com certeza você nutre sentimentos muito fortes tanto pela sua amiga quanto por aquele garoto – explicou Feiticeira.
– Tá, a Beatrice é amiga da Loren e apaixonada pelo Kon, e como podemos voltar para Dungeoneer? – apressou Sony.
– Ei, apaixonada pelo Sony uma ova, só não queria que aquele safado se aproveitasse da Loren dormindo – protestou Beatrice.
– Bom meus amigos, não tenho muito mais com o que contribuir. A única coisa que posso dizer é que, minha querida Beatrice, seus poderes irão evoluir apenas quando você aprender a usar suas emoções ao seu favor, e deixar de ter medo dos seus sentimentos. Quando você entender isso, se tornará uma feiticeira tão poderosa quanto eu.
– Estou entendendo. Por favor, me mostre o caminho para desenvolver esse poder e poder ajudar meus companheiros.
– Não posso fazer isso, esse é um caminho que você deve percorrer sozinha.
– E como voltamos pra Dungeoneer? – insistiu Sony.
– Primeiro, precisamos de alguém que tenha a habilidade de abrir portais. Porém, como você vieram de um mundo superior, será necessária uma fonte de energia muito intensa, e a única forma de se obter tamanha energia é fundindo uma espada mágica com um bastão de cedro – informou Feiticeira.
– Estamos com sorte, ele sabe abrir portais – Beatrice apontou para Sony.
– É verdade, mas não gosto de ter esse poder – falou Sony em um tom baixo, quase um sussurro.
– Você também tem uma jornada a completar, meu rapaz. Não se envergonhe de seus poderes, e lembre-se, de onde você nasceu não significa quem você é. Agora vaza todo mundo que eu tenho mais o que fazer! – feiticeira expulsou os visitantes.
O trio se retirou e quando saíram do castelo, viram Junpei e Hyugi treinando katás, Loren jogando pedras contra o vento, com o Kon olhando nada discretamente para os atributos físicos da loira, e enquanto isso, Uroro estava sentado e com cara de poucos amigos.
– E aí pessoal, como foi lá dentro? – perguntou Loren.
– Vou fazer um resumão, a feiticeira falou que pra sairmos desse mundo, precisamos de alguém que abre portais e temos o Sony! Agora, precisamos fundir uma espada mágica com um bastão de cetro – contou Beatrice.
– E onde encontramos uma espada mágica e um cetro? – indagou Uroro.
Todos ficaram em silêncio, pensando em uma solução para esse problema, até que o silêncio foi quebrado por Junpei.
– Peraí, vocês lembram que o Uroro tem uma espada que vira um cetro?
– É verdade, nem precisamos fundir, as duas já são uma só – completou Kon.
– Nem vem, de jeito nenhum! Eu sofri muito para conseguir essa zampakutou, não vou arriscar perde-la – Uroro foi taxativo.
– Mas Uroro, precisamos dessa espada para ir para Dungeoneer e depois, para a Terra – argumentou Hyugi.
– Não mesmo!
– Urorinho, não lembra que a rainha foi petrificada... – começou Beatrice.
– Plantificada – corrigiu Uroro.
– Certo, plantificada pelo cara da rosinha? Se não voltarmos para Dungeoneer, ela certamente irá morrer – Beatrice olhou nos olhos do shinigami.
– Está bem, vamos logo com isso – concordou o rapaz.
– A feiticeira falou como fazer isso? – perguntou Loren.
– Ela não entrou em detalhes, mas que tal você – He-Man apontou para o Sony – abre um portal enquanto você, o dono da espada mágica, dá um golpe no portal?
– Vamos tentar!
Sony abriu um de seus portais, então Uroro segurou firme sua zampakutou, armou guarda e deu um golpe em diagonal, do alto para baixo em um movimento muito elegante, como se fosse cortar algo duro como uma rocha. Logo que a espada tocou o portal, ela escapou das mãos do shinigami e foi engolida, desaparecendo para sempre.
– O QUÊ? MINHA ZAMPAKUTOU FOI ENGOLIDA. ISSO É SUA CULPA SONY, APOSTO QUE FEZ ISSO DE PROPÓSITO – Uroro gritou desesperadamente.
– Não bota a culpa nele não, você que é mão furada – repreendeu Loren.
– Fica calmo, é só uma espada – Beatrice tentava consolá-lo.
– Essa era uma zampakutou, um tipo especial de espada que apenas shinigamis conseguem empunhar e, dependendo da habilidade do seu dono, pode sofrer liberações, como a minha que virava um cetro e me dava o poder de voar – explicou Uroro.
– Deve ser igual àquela que o Kon pegou na ilha das virgens não é? – lembrou Junpei.
– E por falar nisso, Kon, onde está aquela Zampakutou que você estava segurando quando entrou no castelo da rainha? – perguntou Uroro.
– Ih, acho que eu esqueci no quarto, quando vieram aquelas gatas chamando a gente eu larguei por lá mesmo – disse Kon.
– VOCÊ É LOUCO? Deixou uma zampakutou largada por aí, e ainda se diz um shinigami – gritou Uroro.
– Eu não digo que sou um xingami, eu nem sei o que é isso – falou Kon tranquilamente.
– Arf, isso deve ser um pesadelo – Uroro não disse mais nada e se afastou do grupo, mas não a ponto de perde-los de vista.
– Tenho que ir amigos, e não esqueçam, segurem bem suas armas – He-Man subiu no gato guerreiro e foi embora rapidamente.
Poucos minutos depois, Adam apareceu, com Pacato andando ao seu lado.
– Estão vendo, quando o Adam sumiu, o He-Man apareceu, e agora que o He-Man foi embora o Adam voltou – apontou Junpei.
– O He-Man esteve aqui? Droga queria ter visto, é que tive um probleminha intestinal e tive que me ausentar – falou Adam – mas tirando o He-Man, o que eu perdi?
–Enquanto você tava cagando, a Beatrice e o Sony entraram no castelo de Grayskull, falaram com a feiticeira, que falou que precisamos fundir uma espada com um cetro. Tentamos a espada do Uroro, só que ela escapou da mão dele e se perdeu em um portal dimensional e ele ficou muito puto – resumiu Hyugi.
– Que excitante! Vamos voltar para o palácio, contar tudo para o Mentor e talvez ele saiba onde encontrar a espada e o cetro e como uni-los – falou Adam.
Todos entraram no estranho veículo e partiram de volta ao palácio. Durante o percurso, sentiram um impacto como se tivessem sido atingidos por alguma coisa.
– Estamos sendo atacados! – Pacato ficou tremendo e se encolheu em um canto.
– Será que não passamos por um buraco, ou quem sabe uma pedra? – supôs Beatrice.
– O Pacato está certo, os sensores dizem que o veículo foi danificado e temos que parar – falou Adam, que parou e saiu, sendo logo seguido pelo restante do grupo.
Do lado de fora, todos perceberam que havia um enorme buraco na lataria. Adam e Hyugi foram avaliar o dano e se havia possibilidade de seguirem viagem, então repentinamente surgiu um esqueleto vestindo um roupão com capuz azul, sentado em um coisa parecida com um jet-ski voador.
– Rendam-se extra -planares, ou encarem as consequências! – ameaçou o monstro.
– Que consequência, nos assustar com essa cara feia? – zombou Loren.
– Cuidado, esse é o terrível Esqueleto, o vilão mais perverso de Etérnia – advertiu Hyugi.
– Eu sei que o momento é crítico, mas preciso perguntar, se você é um esqueleto, como é tão musculoso? – perguntou Junpei.
– Engraçadinhos, eu que abrirei o portal para o outro mundo e o dominarei. Toma!
Esqueleto apontou um bastão com uma caveira esculpida em sua ponta que disparou um raio na direção dos heróis. Hyugi, em um movimento muito rápido, bloqueou a rajada com sua espada de madeira, evitando que seus companheiros fossem atingidos, porém a espada virou cinzas após essa defesa.
– É guerra que você quer? Então vem pra mão – Loren criou sua armadura e espada.
– Como vocês são corajosos – todos puderam sentir a ironia do Esqueleto – mas o único em Etérnia que pode me vencer não está aqui, a vitória já é minha.
Enquanto isso, Adam tentava escapar sorrateiramente, quando foi impedido por Junpei.
– Aonde pensa que vai?
– É que...eu sou muito fraco, então vou me esconder.
– Não vai não! – Junpei foi taxativo.
Adam tentou correr, porém Junpei o imobilizou, agarrando o loiro pelas costas e imobilizando seus braços.
– Veja bem Junpei, estou adorando ser encoxado por você, mas essa não é uma boa hora pra isso.
– Não vem com essa desculpa, você está tentando fugir pra se transformar no He-Man.
– Já falei que eu não sou o He-Man, me solta por favor.
– Não mesmo.
Adam ficou tentando se livrar da “encoxada”, e simultaneamente, Esqueleto continuou a alguns metros acima do solo montado em seu veículo, lançando rajadas de energia com o seu bastão. Felizmente, Sony conseguiu evitar que ele e seus amigos fossem feridos abrindo portais, nos quais os raios entravam e desapareciam.
– Mas que diabos seu moleque, pare de ficar engolindo meus raios – praguejou Esqueleto.
– ENGULA MEU PUNHO!
Uroro gritou e saltou, tentando esmurrar o esqueleto. Pouco antes de atingi-lo, o vilão lançou outra rajada que acertou o shinigami praticamente a queima roupa, fazendo com que ele fosse ao chão ferido, mas ainda consciente.
– Há há há, vocês são muito fracos – provocou.
– Arrg, se eu ainda estivesse com a minha zampakutou – lamentou Uroro, junto com um gemido.
– Não adianta, eu posso atacar à distância, e aqui de cima nenhum de você conseguirá me alcançar a tempo – gabou-se o Esqueleto.
– Pensa rápido Loren!
Kon segurou convenientemente a loira pelos quadris e deu um enorme salto como só ele conseguia fazer. Loren, mesmo tendo levado um susto, rapidamente entendeu qual era o plano do amigo (além de apalpá-la é claro) e deu uma espadada no tórax do inimigo, que caiu no chão feito jaca podre, enquanto Loren e Kon “aterrissaram” suavemente no chão.
– Maldição! – Esqueleto estava caído no chão e muito ferido.
– Oh não, é nessa hora que o Esqueleto convoca seus capangas e vocês não vão dar conta de todos. Não tem outro jeito, terei que revelar meu segredo – discursou Adam, ainda preso pelo Junpei.
O loirinho bombado ergueu uma espada que ninguém sabe de onde ele tirou e gritou:
– PELOS PODERES DE GAY QUE SOU! EU QUEIMO A ROOOOOSCA!
Enfim, ele se transformou no He-Man, o homem mais poderoso do universo. Na verdade, a única coisa que mudou foram as suas roupas.
– Chuuupa, eu falei que ele era o He-Man, eu tava certo e vocês errados – comemorou Junpei.
– Então você era o He-Man esse tempo todo, por que nunca me contou? – perguntou Hyugi.
– Desculpe garoto, mas esse é um segredo que eu não podia revelar a ninguém, só o fiz porque a vida de vocês é mais importante.
– E o que você faz de tão poderoso? – indagou Loren.
– É verdade, não te vi fazer nada de mais até agora – completou Beatrice.
– Eu sou o mais forte e bonito. Além disso, eu sou o único que pode usar essa espada mágica – ele mostrou sua espada.
– Então deixa de conversa e acaba logo com o esqueleto – apressou Uroro, ainda no chão.
– Se eu matasse o Esqueleto, me tornaria tão mau quanto ele, mas para demonstrar o meu poder, vou apenas rasgar sua roupa com a minha espada.
He-Man pegou a espada, porém quando foi procurar pelo seu alvo, ele havia desaparecido.
– Ué, cadê o puro osso? – estranhou Kon.
– Parece que ele fugiu enquanto ficamos distraídos – concluiu Hyugi.
– Isso não importa, o importante é que ele é o He-Man, vocês estava errados e eu certo – falou Junpei.
– Isso mesmo parceiro, você descobriu o meu segredo, e existe uma regra quando isso acontece: eu devo mata-lo ou então amá-lo, e já vou avisando que eu nunca mato pessoas – contou He-Man.
– Tá me estranhando? Se chegar perto de mim te dou uma voadora – Junpei falou muito sério.
– Foi uma piada – He-Man piscou para o grandalhão.
– Tá bom, ainda precisamos de uma espada mágica – lembrou Sony.
– É verdade, onde vamos conseguir uma? – perguntou Hyugi.
Todos ficaram em silêncio, pensativos, até que a Loren se manifestou.
– Ei, Conan de cabelo chanel, isso que você está segurando é uma espada mágica não é?
– É sim.
– Ótimo, vamos usá-la – decretou a loira.
– Eu concordo, mas apenas depois que falarmos com o Mentor e ele nos explicar perfeitamente o que devemos fazer.
Todos concordaram com a condição do “homem mais poderoso do universo”. Como o veiculo que estavam usando ficou muito danificado e não conseguia dar a partida (como um furo na lataria fez isso?), todos seguiram a pé. Uroro caminhava com dificuldade, mas como era muito orgulhoso, recusou qualquer tipo de ajuda para se locomover.
A caminhada foi longa, de forma que quando chegaram ao palácio já era noite. Antes de entrar, He-Man voltou a sua forma de Adam para não chamar a atenção dos habitantes do castelo.
– Já é tarde, vamos dormir, alguma das empregadas conseguirá quartos para vocês. Já mencionei que eu sou o príncipe de Etérnia? – disse Adam.
– Grande coisa. Não seria melhor procurarmos logo o Mentor e ver o que ele tem a dizer? – sugeriu Loren.
– O Mentor é velho e dorme junto com as galinhas. Amanhã cedo resolvemos isso – falou Hyugi.
Todos foram dormir e, incrivelmente, tiveram uma boa noite de sono sem qualquer imprevisto. Logo ao amanhecer, todos levantaram e foram ao encontro do Mentor, na mesma sala cheia de máquinas que haviam se reunido no dia anterior.
– Bom dia. Soube que a Feiticeira falou que vocês precisam unir uma espada mágica com um bastão de cedro. Também sei que vocês foram atacados pelo Esqueleto e que nessa ocasião o Adam revelou a vocês que é o He-Man – relatou Mentor.
– Eu não tive escolha. Até então, apenas você, o Gorpo e a Feiticeira sabiam desse segredo, mas como você sabe tudo o que aconteceu ontem? –perguntou Adam.
– O Geninho me contou.
– Esse gnomo colorido é bem fofoqueiro hein – comentou Loren.
– Espera , você disse bastão de cedro? Não era um bastão de cetro? – estranhou Beatrice.
– Não existe bastão de cetro. Cedro é uma madeira que provém de uma árvore já extinta e portanto, muito rara – falou o homem.
– Arrrg, eu estou cercado por idiotas, perdi minha zampakutou e nem é de um cetro que precisamos – reclamou Uroro.
– Voltamos a estaca zero. Onde vamos encontrar esse bastão? – disse Hyugi.
– O único bastão de cedro que temos notícia pertence ao Esqueleto – informou Mentor.
– Ih, deve ser aquele bastão que o Cara de Osso tava usando pra atirar “nagente” – lembrou Kon.
– Que merda, ele estava na nossa frente, era só tomar ele e voltar pra nossa quase casa – lamentou Junpei.
– Então é fácil, descobrimos onde o Esqueleto se esconde, quebramos ele todo e tomamos o bastão – planejou Loren.
– Mas que indelicadeza, vocês devem ter vindo de um mundo muito violento! Não é assim que fazemos em Etérnia, vamos esperar até que ele nos ataque e então tentamos convencê-lo a nos entregar o bastão – falou Adam.
– Isso nunca vai dar certo – resmungou Uroro.
– Vamos dar um crédito, afinal, aqui é o mundo deles – incentivou Sony.
– Ele está certo. Eu demorei para me acostumar, mas o que o Adam falou faz sentido aqui em Etérnia – reforçou Hyugi.
– Demorou pra se acostumar? Há quanto tempo você está aqui? – indagou Beatrice.
– Hoje é que dia da semana? – perguntou o Hyugi.
– Quarta feira – disse Mentor.
– Três anos e nove dias – falou o garoto da Terra.
– Caramba, não sei como você aguenta, se eu ficar preso nesses universos doidos mais um mês eu acho que vou morrer – comentou Junpei.
– E agora, como fazemos para atrair o Esqueleto? – perguntou Beatrice.
– Eu tenho um plano – disse Adam.
***
Horas depois, todos estavam em uma espécie de deserto, porém havia pedras escuras ao invés de areia.
– Tem certeza que ele aparecerá? – perguntou Sony.
– É claro, ele quer subir para outro universo e sabe que vocês tem a chave para que isso aconteça – falou Adam, já transformado em He-Man.
– O que será que ele pretende? – Beatrice estava curiosa.
– Ora, ele vem a anos tentando dominar Etérnia sem sucesso, certamente ele quer ir para outro universo para tentar dominá-lo – supôs He-Man.
– Dungeoneer possui guerreiros, magos e vários seres muito poderosos, se ele tentar alguma coisa por lá vai virar espeto de churrasco em pouco tempo – comentou Uroro.
O grupo esperou por horas e nada do vilão aparecer.
– Eu tô com fome. Não tem nem um coelhinho pra comer por aqui? – reclamou Loren.
Sony abriu um portal e entrou nele, desparecendo logo em seguida. Uroro ficou resmungando que o garoto estaria fugindo, mas em alguns minutos, ele estava de volta trazendo comida, que entregou para a loira e depois para o restante dos seus amigos.
– Gatinho e me trouxe comida, assim eu gamo – comentou Loren.
– Onde você conseguiu essa comida? – perguntou Uroro, desconfiado.
– Me transportei para o palácio e pedi na cozinha.
– Eu adoraria ter esse poder. Imagina, poder me teletransportar pro vestiário feminino quando eu puder – Kon suspirou.
– Ouço alguém se aproximando rapidamente, cuidado! – advertiu Hyugi.
O Esqueleto surgiu novamente voando naquele veículo, atirando contra os heróis com seu bastão.
– Vocês me venceram uma vez, mas não terão tanta sorte agora! – bradou o vilão.
– Ô Esqueleto, você poderia nos emprestar seu bastão só um pouquinho? – pediu He-Man.
– He he he, tu é burro? Eu nunca empresto o meu bastão, muito menos a você.
– O plano falhou, já posso bater nele? –pediu Loren.
– Calma amiga, vou tentar mais uma vez – Beatrice se concentrou e tentou mentalmente fazer com que o inimigo entregasse voluntariamente o seu bastão, sem sucesso.
– É, deu errado – a psíquica deu um sorriso sem graça.
– Beleza, vamos cair pra dentro. VÔO DO DRAGÃO! – Junpei deu uma voadora tentando acertar a moto voadora do Esqueleto, porém não conseguiu alcançá-la.
– Se eu estivesse com a minha zampakutou eu já teria desmontado esse esqueleto – resmungou Uroro.
– Vou te pegar! – Loren se transformou e jogou a espada no Esqueleto, que o acertou e o fez cair ao chão. Sem explicação, a espada voltou imediatamente para a mão da sua dona.
– Passa isso pra cá – Hyugi pegou o bastão.
– Malditos – praguejou o vilão – e agora, o que farão comigo.
– Se fosse em Dungeoneer, você seria imediatamente executado, mas como estamos em nesse universo fraco, deixo que as autoridades locais decidam o seu destino – discursou Uroro.
– Considere que a perda do bastão já é o seu castigo. Agora pode voltar para o seu esconderijo – ordenou He-Man.
Esqueleto já estava se preparando para fugir, quando foi interrompido pelo Junpei.
– Espere, só uma curiosidade – Junpei rasgou o peitoral da roupa do vilão, fazendo cair enchimentos em forma de músculos, e por baixo, havia apenas ossos.
– Ih, você não é bombado, é enchimento – disse Kon, enquanto todos riam.
– Malditos, um dia me vingarei – Esqueleto correu, desaparecendo do campo de visão de todos.
– Não concordo com seus métodos, mas a missão foi cumprida. Vamos ao palácio e mostraremos nossa aquisição ao Mentor – falou He-Man.
Ao retornarem, os heróis mostraram o bastão ao Mentor, que pegou um cartão perfurado e colocou em um “moderno” computador que ocupava uma área de vinte metros quadrados. Após horas apertando teclas aleatoriamente, o homem veio com conclusão.
– Pesquisando em arquivos anteriores ao grande cataclisma, descobri que a única maneira de unir a espada mágica com o bastão de cedro é fazendo a dancinha da fusão – Mentor mostrou no monitor um vídeo onde duas pessoas dançavam, encostavam uma espada e um bastão um no outro e falavam fuuuuusão!
– Ótimo. Eu faço a parte da espada, só precisamos de quem fique com o bastão. Junpei, adoraria tocar minha espada no seu bastão – falou Adam.
– Passo – respondeu Junpei sucintamente.
– Eu posso fazer isso – ofereceu-se Hyugi.
– Ficamos agradecidos, mas rapaz, você já me contou histórias terríveis sobre fome, violência e outras coisas ruins daquele mundo que vocês chamam de Terra, tem certeza que não prefere continuar em Etérnia? – disse He-Man.
– Eu sei disso, mas apesar de ter todos esses problemas, aquele é o meu lugar. Muito obrigado por terem me tratado tão bem durante todo esse tempo, mas existem pessoas que me amam esperando que eu volte pra casa – discursou Hyugi.
– Vamos começar – apressou Uroro.
Cada um dos voluntários pegou sua arma, fizeram a dancinha as tocaram. A espada e o bastão se tornaram um só, virando uma espada com o mesmo formato da anterior, porém toda preta e com um pequeno crânio na ponta.
– Agora Sony deverá abrir o portal e no fim, lance um raio com a espada-bastão que ele se intensificará e poderá leva-los ao universo imediatamente acima do nosso. Sejam rápidos, o portal não ficará aberto por muito tempo – ordenou Mentor.
Sony abriu o portal e imediatamente He-Man disparou o raio energético no portal, que ficou maior. Em seguida, todos entraram nele e sumiram da vista dos nativos de Etérnia.
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