Duas vida, apenas uma escolha
13 A Viagem Inesperada
Notas iniciais
Senti um forte empurrão e olhei para a pessoa que tinha me empurrado era o Dan, ele e o Sam estavam na beira da estrada, olhei e vi o caminhão indo ao longe, o motorista deveria estar xingando muito a doida que se pôs diante de um caminhão, ou seja, eu. Os olhares dos garotos eram de raiva, eles deveriam estar pensando que eu quis estar ali, na verdade eu nem sabia o que eu estava fazendo ali, sorte a minha que eu tenho duas pessoas para me salvar, o Dan estava me olhando e ele deu a mão para que eu pudesse levantar, mas eu preferi levantar sozinha e limpei a mão, o Sam atravessou a rua rapidamente e ficou procurando em mim alguma marca ou ferimento, mas eu estava bem, eu estava norma sem nenhum arranhão, tentei dar um meio sorriso para acalmar ele.
–Porque você estava aqui?- Dan perguntou com tom irritado.
–E-Eu n-não sei- eu falei com certo pesar.
–Então porque você veio para cá?- Sam perguntou.
–Eu também não sei- falei olhando para o Dan.
–Vamos para casa- Dan falou revirando os olhos.
Ainda bem que estávamos perto de casa, apenas a 100 metros de distancia de casa, eles foram à frente conversando algo e eu fui atrás, olhei para o meu lado e vi a Yuno parada a uns três passos de mim, amostrando a fileira de dentes brancos em um amplo sorriso que sinceramente estava me deixando com medo, os óculos dela estavam quase caindo, ela ajeitou e voltou a sorrir, ela estava vestida com um lindo vestido preto, ela apontou para o meu lado e eu pude ver uma garota de cabelos brancos que iam até o ombro os olhos verdes, a menina estava com um vestido preto que realçava os cabelos brancos e a cor da pele dela, ela não estava sorrindo, ela estava seria, mas acabou dando um sorriso de canto, ela me olhou dos pés a cabeça e completou o sorriso, escutei passos e vi que o Sam estava vindo na minha direção, continuei andando e chegamos em casa rapidamente, eu olhei para trás e as duas tinham sumido, quando eu entrei subi diretamente para o meu quarto sem me importar com os olhares do Dan presos em mim, deitei e fiquei olhando para o teto, por uma honra de Deus eu consegui dormir.
Eu estava parada em frente a um bosque e quanto mais eu entrava mais feliz eu ficava, mas quando olhei para trás percebendo que não era um bosque, eu estava em um lugar devastado, tinha fogo vindo do norte e cobrindo tudo a extensão de terras que eu conseguia ver e tudo o que estava no bosque gritava e pedia socorro fazendo com que parecessem humanos desesperados por ajuda, o cheiro que subia não era de madeira queimando e sim da própria carne humana queimando e infelizmente o cheiro entrou queimando pelo meu nariz e encheu o meu pulmão, eu estava desesperada, o que eu podia fazer? Eu tentei gritar e a voz não saía, tentei correr e as pernas pareciam que não estavam mais lá, quando o incêndio acabou e eu olhei ao redor percebi que estava em um lugar cheio de corpos queimados. Olhei para o meu lado e a Yuno e a garotinha de cabelos brancos estavam ao meu lado sorrindo como sempre, a menina de cabelos brancos estava com uma garrafa de álcool e uma caixa de fósforos nas mãos e a Yuno com um machado na mão pingando com o sangue, aquela visão me fez estremecer e querer gritar, mas como sempre eu não conseguia, eu olhei ao meu redor e vi pessoas decapitadas e sem alguns membros do corpo, olhe para onde elas estavam e percebi que elas não estavam mais lá, a Yuno apareceu na minha frente levantando o machado e bateu primeiro na minha perna me fazendo cair e começar a perder sangue, depois foi direto na minha barriga, a menina de cabelos braços apareceu ao meu lado quando cai e começou a jogar o liquido em mim fazendo q ardesse todo o meu corpo, quando ela jogou o fósforo em mim peguei fogo e eu não conseguia fazer nada, apenas sentia a minha carne queimar e tudo o que vi depois foi à escuridão.
Acordei totalmente assustada e tudo o que eu podia fazer era tomar um banho, beber um copo de água e finalmente ir para a escola, sorri ao ver que o Sam estava com algumas malas na frente da casa dele, aquelas malas só podiam ser dele. Continuei andando ate a escola e quando cheguei olhei um pouco longe e encontrei o Bruno, ele estava indo para a sala de aula então corri para falar com ele, entramos na sala juntos conversando um pouco, e eu não contei nada para ninguém do meu terrível acidente de ontem, sorri para a Gabriele que me olhava de um jeito ameaçador, como um leopardo olha para a presa antes de matar, um olhar calculista, um olhar frio, e sinceramente uma sentença de morte. Esse olhar só significa duas coisas: ou a pessoa queria te matar, ou ela queria te levar para Cama, quando o sinal tocou anunciando o fim das aulas, as garotas saíram correndo e somente a Gabriele ficou, andei devagar até a porta, antes que eu chegasse a porta ela colocou o pé e eu cai feito uma idiota em câmera lenta no chão, dei um sorriso fraco, e me levantei como se nada tivesse acontecido e andei lentamente até a minha casa, eu estava com raiva mas não adiantaria nada fazer aquilo, não adiantaria eu também querer matar ela. Na rua acabei encontrando o Lucas e eu juro que não tinha nada que ele pudesse fazer para me alegrar, coloquei o fone de ouvido logo assim que ele foi embora, coloquei a musica o mais alto possível, não estava escutando nada e nem queria, ás vezes a gente precisa se desligar do mundo e foi apenas isso que eu fiz, quando cheguei em casa a minha mãe, a Anna e o meu padrasto não estavam em casa, e o Dan deveria ter ido para a casa de algum amigo dele, ou tinha ido para casa de alguma menina, ou tivesse ido jogar vídeo-game com o Colin, sorri para mim mesma porque aquilo era idiotice, joguei a mochila na cama e fiquei apenas de roupa intima, quando a minha mãe saia com a Anna demorava horas e por incrível que pareça elas amavam ir no shopping uma vez por semana, e o Dan quando saia para algum lugar não voltava no mesmo dia, fiquei olhando a televisão por um bom tempo, já estava de noite quando eu recebi uma mensagem que com toda a certeza alegrou a minha noite, o carro da minha mãe tinha quebrado e eles ficariam em uma pousada até que alguém viesse para ajudar eles, chamei a Julia para passar a noite comigo e infelizmente ela recusou, ela disse que teria que sair com o namorado dela, sorri ao lembrar de que ela também tinha namorado, e que eu não tinha nem um urso de pelúcia.
(Pov’s Dan)
Caralho o que ela tinha na cabeça dela só podia ser besteira, ela não estava entendendo nada, eu não estava querendo aquilo com ela, aquele foi só um simples beijo e ela já tinha dado o escândalo dela que menina ingrata, não é todo mundo que pode me beijar e somente poucas conseguiram isso, e quando ela consegue ela quer dar um chilique, ela é uma idiota completa, ao quadrado, sorri ao pensar assim da minha querida irmãzinha mais nova, por um ano, mas mesmo assim mais nova. Eu iria para o Crush-Night local, jogar uma famosa partida de xadrez com o Colin, o que realmente eu fazia toda sexta-feira era interessante e todos os que trabalhavam ali sabiam que toda sexta dos últimos quatro anos eu fazia isso, a partida terminou um pouco mais cedo do que o normal e como sempre o Colin perdia com três partidas ganha e sete perdidas, depois pedimos uma porção de batatas e dois copos de guaraná, ele ficou rindo de alguma coisa que viu no celular e depois me olhou com certa expressão de curiosidade.
–O que foi?- perguntei, e sinceramente eu não estava muito a fim de saber o que ele estava pensando.
–Eu estava pensando aqui comigo mesmo- ele falou colocando o braço apoiado na mesa enquanto bebia um pouco do guaraná- sua irmã, a Sofia, ela nem é tão bonita assim, e pra falar a verdade nem é gostosa.
–Veja lá como fala dela- falei um pouco ofensivo tentando defender a Sofia que nem ligava para mim.
–Não me leve a mal, mas é a verdade, ela não é gostosa e ponto final- ele falou absorvendo a minha ignorância e respondendo com sutileza- e sinceramente essa sua mania de tentar ficar com ela é estranho, mas o que você realmente sente por ela?
–Eu não sei, mas eu não tenho uma mania de querer ficar com ela- respondi um pouco mais gentil.
–Você tem sim uma mania de querer ficar com ela, seu idiota- ele respondeu com ignorância- eu disse que era estranho.
Fomos embora e eu tive que realmente pensar em tudo o que estava fazendo, será que eu era um pervertido por querer ficar com a minha meia irmã? Eu não me considerava um pervertido, bom talvez um pouco. Quando chegue a minha casa ela estava dormindo no sofá, tinha alguns envelopes jogados no chão e eu peguei, um era da conta de luz, e dois eram para a Anna, o ultimo era para mim, assustei-me ao ver que era da minha mãe, acho que era uma carta, quando abri tinha uma passagem, cem dólares, e uma carta:
“Querido filho
Aqui quem fala é a louca da sua mãe, bom eu sai daquele inferno que chamam de clinica, mas bem como você e sua irmã estão? Estou morrendo de saudades de vocês, então eu quero fazer uma proposta, vem passar um tempo comigo? Somente você, eu não tenho coragem de encarar a sai irmã ainda, se você quiser tem uma passem nesse envelope, e cem dólares para você gastar com o que você quiser, fale com o seu pai, o endereço da minha casa esta logo abaixo.
Abraços de sua mãe,
Juliana. (rua dos Mendes, casa 2045)”
Realmente a minha mãe era louca, tanto que ela foi internada por tentar matar a Anna, mas eu não a culpo, a Anna é uma chata incondicional, eu queria ver a minha mãe porque fazia um bom tempo que eu não via ela, a Anna odiaria a idéia, mas eu não estou nem ai para o que ela vai pensar, ela é a minha mãe e eu a amo não importa o que ela fez ou o que ia fazer, subi até o meu quarto e peguei uma mala e comecei a colocar algumas roupas de que eu ia precisar para passar pelo menos uns vinte dias, olhei para a prateleira e olhei os portas retratos, tinha uma foto da Sofia, mas eu não queria levar então deixei ali mesmo na prateleira, encostei a mala ao lado da minha cama, e desci ainda vendo a Sofia deitada no sofá, peguei ela e levei até o quarto dela e a coloquei na cama. Quando o meu pai chegou eram quase meio dia, desci e fui falar com ele a respeito da minha viagem, e por incrível que pareça ele recebeu a noticia calmo e despreocupado, peguei a mala e desci com ela, a Sofia estava na varanda, eu olhei para ela na porta parada olhando e sorrindo feito uma garota inocente que queria ajudar alguém, ela me olhou rapidamente pelo canto do olho e voltou a olhar para frente, sorri do gesto bobo dela e me despedi da Anna e entrei no carro, olhei para a Sofia e ela sorriu para mim e eu retribui gentilmente, meu pai me levou até a rodoviária, eu peguei o ônibus e demorei apenas quatro horas para chegar lá e ainda tive que pegar um táxi para chegar lá.
Fale com o autor