Duas Fãs e Tanto
4 Capítulo 4: Essas meninas, hippies
Notas iniciais
Depois do pequeno incidente na cozinha, Mey-rin e Finny decidiram espiar no casalzinho quando estivessem sozinhos juntos, pois Mey-rin meio que não acreditou naquela coisa de bolo. Enquanto isso, Primrose e Ciel estavam juntos tentando encontrar uma solução para o caso em suas mãos, mais ou menos as 11 da noite.
– Acha que algum dos bandidos junto daquele outro estava espiando o parceiro e já me reconhece? – Ela pergunta, entrando no jogo de Ciel. Ambos eram muito talentosos para resolver casos, principalmente porque Rose sempre ganha no CSI.
– Acho que não, ou teriam ajudado aquele inútil quando eu ia mata-lo. Além de que, se estivessem lá, Sebastian já teria matado eles, certo? – Ciel questiona. Primrose acaba por concordar.
– Nesse caso nós dois seremos irmãos, então, fingiremos que saímos para um passeio e então capturamos os bandidos. – Ela sugere – Está tudo bem para você?
– Ahm, claro. – Ele concorda – Bem, melhor irmos dormir, certo? Já são onze e meia da noite. – Assim os dois se despedem e vão dormir. Chegando no quarto, nota que Meredith está para baixo.
– O que houve, amiga? – Pergunta Primrose. Meredith olha fixamente para um canto da parede, seus cabelos roxos estavam emaranhados porém não tanto quanto sua cabeça.
– Você sabe que o programa que eu costumava assistir acabou, né? – Primrose, que tinha acabado de se trocar, mirou a amiga com um olhar meio estranho.
– Aquele das trigêmeas vampiras? Sim, eu sei. Por que? – Pergunta, se sentando ao lado da amiga na cama.
– Aquele programa era minha vida! Sem ele, o que eu faço? Sou só um vazio nesse mundo. – Meredith suspira e deita na cama.
– Aww, não fica assim! – A menina de cabelos rosados tenta animá-la – Sabe, você pode fazer outras coisas além disso. Sabe, uma coisa que a Annabelle daquele programa disse é ‘deixe sua aura fluir’. Faça isso!
– CERTO! Mas vou deixar minha aura fluir amanhã porque eu estou mais cansada que aquela professora gorda de história depois de uma maratona. – Assim ela fecha os olhos e dorme.
– Bem, oyasumi. – E assim Primrose também vai dormir.
No dia seguinte...
Primrose e Ciel estavam tomando café da manhã, e conversando sobre como seria o plano para o caso do ladrão, quando Primrose notou que a Meredith não estava presente, e geralmente ela era a primeira na mesa do café da manhã.
– Cadê a Meredith? – Ela pergunta. Ciel olha para os lados e diz que vai procurá-la. De repente Primrose ouve passos. Ela se vira e diz – Bom dia Mere- AHHH O QUE É ISSO?! – Meredith tinha os cabelos bagunçados, estava de pijama e estava com os dentes amarelos, mas sorrindo.
– Bom dia, Rosie. Você está particularmente única hoje. – Responde, se sentando para o café da manhã. Ciel ainda não tinha voltado.
– Meredith, o que houve com você? E porque ainda tá de pijama? – Primrose analisa sua amiga dos pés à cabeça, ou ninho de rato, como poderia chamar aquilo.
– Como você disse ontem, deixei minha aura fluir e agora me baseio no universo como meu deus. – Os olhos de Primrose se arregalam ao máximo.
– MEREDITH, VOCÊ VIROU UMA HIPPIE! – Ciel chega correndo e de repente se depara com... a situação – A DITH VIROU HIPPIE!
– Ai não. – Ciel murmura (NA: Não sei se hippies existiam naquela época mas tá valendo) – Meredith, o que é isso, menina? Uma menina tão... você...
– Ciel, querido. Vê esse rosto? É a minha aura.
– Que tal pentear essa aura?
– Cala a boca. – Ciel fez como Meredith pediu/ordenou e ficou calado, comendo o café da manhã. De repente uma pergunta bateu na cabeça da menina – Rosie, você vai fazer a investigação. Eu vou com você, para aproveitar esse mundo.
– Ahh, vai assim? – Pergunta Primrose, apontando para o corpo de Meredith, vestida de pijama e cabelos desregulados.
– Sim, irmã.
– E vai nos AJUDAR? – Pergunta novamente, altamente duvidando da menina. Também, se você visse uma menina assim e ela te oferecesse ajuda, você aceitaria?
– Sim, irmã.
– Você vai ficar falando isso o dia inteiro se eu te mandar pro quarto, né?
– Sim, irmã.
– Tá. – Primrose suspira, enquanto Ciel tinha ido se arrumar para mais uma visita ao Undertaker, porém Meredith parecia que não ia mudar – Meredith, vai se arrumar! Tá parecendo um saco de batatas velho. Todos vão rir de você!
– Quero outra opinião! – Exigiu Meredith.
– Tá bem. – Primrose traz Bard, o cozinheiro, e aponta para Meredith – Descreva-a. – Ordenou. Bard começou a rir e foi embora, ainda rindo – Satisfeita?
– Não me troco e pronto final! Essa é minha aura! – Bufou.
– Tudo bem, fique com essa aura! Mas saiba que, se alguém perguntar, eu não te conheço e nem conheço sua aura. – E assim ela foi se arrumar. Depois disso, ela foi embora se arrumar.
Meredith ficou ali na cozinha, comendo o resto do que sobrou do café, quando Mey-rin chega (ihh não vai prestar) ela olha para Meredith, que comia que nem um leão, fixamente. Depois disso, ela grita:
– JOVEM MESTRE, TEM UMA MENDIGA NA COZINHA! – Grita Mey-rin, mas Meredith achou que não era com ela e continuou comendo. Aí percebeu que talvez a mendiga pudesse comer o café dela.
– MENDIGA? ONDE?! – Fica olhando para todos os lados. Ciel entra na cozinha, olha para a menina comendo que nem uma besta e olhando para os lados, suspirando.
– É só a Meredith que está... canalizando sua aura. – Mey-rin dá um olhar torto para Meredith.
– Ela não devia arrumar essa aura um pouco?
– Tentamos convencê-la, e se a Rose não conseguiu, ninguém consegue. Ela tem MUITA influência sobre essa louca. Vamos, Meredith, temos que investigar. – Meredith segue Ciel.
Depois de muita força de vontade, Meredith conseguiu entrar na carruagem e sair dela sem ser vista, e assim os quatro entraram na agência funerária.
– Meredith, pela décima e última vez, amarre esse cabelo! – Primrose já estava farta da cabeleira gigante que se formara na cabeça da melhor amiga/meia-irmã. – Isso está uma piada!
– Como eu disse antes: quero outra opinião! – Meredith insistiu.
– Tudo bem, você quem pediu! – Primrose abre um caixão com o Undertaker, e leva ele até a Meredith – Descreva-a.
O Undertaker começa a rir histericamente e aponta para Meredith, que deu a Primrose o olhar mais assustador de ‘você está f*dida quando chegarmos em casa!’ que você já viu.
– Aceita a verdade agora, Lady Meredith? – Sebastian finalmente se envolve naquela trama estranha de hippies e decide se manifestar com um sorriso bem sádico.
– Nop. Essa é a minha aura! – Diz, apontando para si mesma.
– Bela aura essa sua. – Undertaker se vira para o Ciel – Ora ora, achei que tinha resolvido o caso, conde. – Ele dá um sorriso macabro.
– Eu tinha achado também, mas acho que aquele pedófilo louco tem parceiros. Vamos investigar hoje à noite. – Ciel explica.
– Bem, aqui estão os corpos...
– Não vai pedir uma piada em troca? – Meredith pergunta, se aproximando dele. Undertaker começou a rir mais.
– Você já é piada o suficiente, menina. Bem, como eu ia dizendo... – Undertaker continua enquanto Meredith suspira... Aquele ia ser um longo dia...
Depois de muito blah blah blah...
Primrose, cansada da atitude rebelde da amiga, pega uma faca grande suspeitamente perto do caixão do Undertaker, e usa a lâmina para mostrar como a amiga estava.
– Rosie, se você está tentando me mostrar que eu estou estranha não vai funcio- CRUZ CREDO O QUE É ISSO?!
– Você.
– Vamos para casa! – Ordena, pegando a mão de Rose e correndo para fora.
– E o caso?! – Primrose grita, tentando impedir a amiga de dar mais um passo. Afinal, ela tinha que ter as informações para resolver aquele caso.
– A GENTE RESOLVE ISSO DEPOIS!
Algumas horas depois...
Quando eles voltam para casa, Meredith corre para o quarto que ela e Rose dividiam. Depois de alguns minutos, ela aparece deslumbrante, e volta para a sala com Ciel e Rose.
– Finalmente! – Primrose corre e abraça a amiga. Meredith puxa Ciel para o abraço, mas acabam os três caindo no chão e rindo feito loucos. – Que bom que você voltou!
– É, também estou feliz. – Meredith para – Prometem que nós três seremos amigos para sempre? – Pergunta à Ciel e Primrose. Primrose responde:
– Sim, irmã.
– E que não importa o que for sempre estaremos um do lado do outro? – Ciel responde:
– Sim, irmã.
– Irritava muito quando eu falava isso? – Os dois respondem:
– Sim, irmã.
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