Duas Fãs e Tanto
5 Capítulo 5: Essas meninas, confessando
Notas iniciais
Primrose e Ciel estavam se preparando para a missão quando chega um vulto loiro e abraça Ciel com todas as suas forças. Ciel olha e seus olhos se arregalam ao máximo, e os de Primrose também, reconhecendo aquela figura.
– SHIERU!! – Gritou. Primrose suspirou – Ah, e oi você também. – Falou, sem dar nenhuma importância. De fato, parecia até com... ciúmes. Primrose ia falar o que ela tinha na mente (que bom que só existiam 7 palavras feias) porém Ciel falou primeiro.
– Desculpe, Elizabeth, mas ela tem um nome e é Primrose! – Ciel saiu do abraço de Elizabitch, ops, Elizabeth – Desculpe por isso, Rosie.
– VOCÊ LEMBRA DO APELIDO DELA MAS NÃO DO MEU?! ISSO É UMA INSOLÊNCIA! – E Elizabeth tem um acesso de raiva – Já chega, Ciel. Você tem que escolher.
– Como? – Ciel se vira.
– Sou eu... – Ela aponta para si mesma – ...ou ela! – Ela aponta com um dedo para Primrose como se ela fosse uma qualquer.
– Apontar é feio, sabia? – Meredith entra no joguinho e decide brincar com Elizabeth – Ah, estou atrapalhando.
– ESTÁ! – Gritam os três. Meredith faz cara de brava.
– AH É ASSIM, E NÓS, CIEL? E NÓS? – Nossa, que drama é esse? Ih, esqueci que ela mencionou ‘nós’ e ‘Ciel’ na mesma frase. Oh, Ciel. Você está fodido.
– AINDA TÊM ESSA BARANGA, SEU MULHERENGO?! AGORA ESCOLHA!! – Ela estava literalmente cuspindo fogo.
– Tudo bem. – Ciel suspira – Escuta, Lizzie, você é muito gentil e linda...
– Que nem o Bonde das Maravilhas. – Primrose dá um tapa em Meredith para ela calar a boca.
– Continuando. Você é linda e gentil mas eu acho que não posso te aguentar, porque ninguém te aguenta. – Primrose e Meredith estavam rindo e até Sebastian, que chegara a alguns minutos depois, começou a rir.
– Caham! – Eles param – Como eu ia dizendo, você é uma desgraça na minha vida e mesmo que você tente me alegrar, só piora tudo. – Ele se vira para Primrose – Você sempre ficou ao meu lado e me fez rir, junto com essa louca aí. – Aponta para Meredith.
– Valeu.
– E por isso, eu fico com você. – E aí eles dão um lindo beijo que dura, no máximo, 10 segundos. Depois disso, Lizzy estava chorando e ia embora – Deixe ela ir, não me importo.
– Ciel... – Primrose cora ao máximo e beija Ciel de volta. Meredith vem e joga arroz neles. – O que é isso? – Primrose aponta para o cabelo cheio de arroz.
– É para os recém-casados! – E assim ela abre um sorriso e joga mais arroz.
– MALDITA SEJA!
Naquela noite...
Primrose e Ciel estavam usando roupas simples, com os cabelos um pouco bagunçados, para não parecerem nobres e sim crianças simples de baixa categoria. Eles estavam andando por um beco, quando ouvem um barulho vindo de trás. Ambos se viram mas não viram nada.
– Que clima de macumba... – Primrose treme um pouco. – O que você acha que é, Gregory? – Primrose pergunta, usando o nome falso de Ciel, Gregory Wordsworth. Fala alto o suficiente para os ladrões poderem ouvir. Ciel dá de ombros.
– Não sei, Ginger... – Ambos planejaram serem irmãos gêmeos, já que eram inimaginavelmente (palavras grandes...) parecidos. Eles continuam andando até pararem na parede do beco – Não tem nada aqui. Vamos embora.
Quando iam se virar, vinte homens aparecem do nada, cercando-os completamente. Eles usavam máscaras que cobriam metade de seu rosto, o que fazia-os quase irreconhecíveis. Eles se aproximam até que Ciel e Primrose tocam as paredes.
– Ora ora, o que temos aqui? Quais são seus nomes, pequeninos? – Um dos homens pergunta, segurando uma máquina que tanto Ciel quanto Primrose sabiam que era um podador. Primrose deu um passo à frente.
– Eu sou Ginger Wordsworth e esse é o meu irmão Gregory. Não ouse tocar nele ou em mim e vão embora, seus filhos de cruz-credo!! – Os terroristas (?) viram as semelhanças dos dois e que ambos os nomes começavam com ‘g’ o que significa que...
– Gêmeos?! – Outro homem sai de trás da multidão de terroristas e para a frente, sorrindo – Colegas, isso é prêmio em dobro! Vamos pegá-los! – Porém ele foi impedido quando Ciel tirou a franja do olho direito, revelando o contrato – O que...
– Sebastian, mate-os! É UMA ORDEM! – Gritou, revelando a marca do contrato. Um homem vem de trás e dá uma voadora (NA: eu ri muito escrevendo isso) no homem, mandando ele país afora (NA: Isso também).
– Yes, my lord. – Diz, tirando a luva de uma maneira inevitavelmente sexy. Em um piscar de olhos, 6 dos 19 terroristas estavam no chão. Primrose e Ciel se entreolharam e pegaram as armas dos terroristas.
– No século XXI existe um jogo chamado GTA. Quer jogar? – Pergunta ela.
– Me explique as regras... – Ciel diz, com interesse. Primrose dá um sorriso daqueles de diz ‘uhuu eles estão ferrados’. Eles pegam mais uma arma, fazendo duas.
– Temos que calcular as proporções necessárias para a coordenação geográfica e gráfica. – Ciel a encara – Resumindo: a gente atira que nem dois doidos varridos pra todas as direções e qualquer um que der na telha. Quem atirar mais e matar mais gente ganha. – E ela dá um sorriso tão inocente que ele quase esqueceu que ela era louca.
– Hm, parece justo. – E assim eles começam a atirar em qualquer um e qualquer coisa que veem pela frente. Porém, um dos ladrões vem e atira no braço e na perna de Ciel, que não liga muito porque estava divertido. Depois disso, Meredith se junta ao povo e começa a atirar para tudo quanto é lado, acidentalmente atirando no braço direito de Ciel.
– Ai... – Murmura, mas continua atirando. Depois de alguns minutos, todo aquele tiroteio acaba – Acho que acabamos. – Todos se viram para olhar para ele e seus olhos se arregalam – O que foi?
– Ciel... você tá sangrando! – Ela aponta para os braços direito e esquerdo de Ciel e a perna esquerda. Bem que eu estava sentindo uma ardência, responde Ciel mentalmente.
– Venha, jovem mestre. Vamos dar um jeito nesses ferimentos... – E assim eles seguem Sebastian para fora do beco.
Depois do caso ser resolvido...
Primrose e Ciel estavam sozinhos em um quarto, Ciel enfaixado nos dois braços e na perna e Primrose só tinha ferimentos leves. Eles estavam conversando enquanto tomavam chá, até que Primrose diz:
– Aquilo que você disse – Começou ela –, era verdade? Que me amava?
– Sim. Eu gostei de você desde que chegou aqui... – Ele dá um sorriso sincero – Que tal um jogo de xadrez antes de irmos dormir? – Ele sugere, tentando mudar de assunto porque ambos estavam corados.
– Ahm, eu não sei jogar xadrez. Pode me ensinar? – E ele explica para ela tudo o que é necessário – Agora eu entendo. Vamos!
Duas horas depois...
– Jovem mestre, o que... – Sebastian entra, mas para ao ver que os dois encaravam um tabuleiro de xadrez totalmente desarrumado, sem saída, pelo que parecia – Meu lorde, estiveram jogando uma só partida por duas horas?
– Sim, e estamos empatados. – Ciel explica.
– Ou sem saída. – Primrose completa, e se levanta, quase caindo – Fiquei sentada tanto tempo que minhas pernas nem funcionam mais... – De repente a janela quebra – MASOQ?!
– BASSY! – Aquela voz era bem familiar. Sebastian desviou, puxando Primrose consigo, e Grell cai no chão – Oh, Bassy. Senti tanta saudade e... – Ela olha Rose nos braços de Sebastian – QUEM É ESSA BARANGA?! ESTÁ ME TROCANDO, SEBAS-CHAN? MAS E NÓS, SEBBY, E NÓS?! – Que belo de javú...
– Primeiro, Sr. Sutcliff, nunca existiu nós e NUNCA existirá. Segundo, você não tem almas para ceifar? – Primrose arqueou uma sobrancelha ao ouvir o tom de Sebastian, que parecia um pouco irritado.
– Então ela... ele... ISSO é um shinigami? – Grell ficou aborrecido por Rose ter chamado ele de ‘isso’ – Já ouvi falar, mas nunca vi um com meus próprios olhos.
– Grell, o que você está fazendo aqui? – Ciel se manifesta.
– Eu tenho uma alma para ceifar. E ela está aqui. – Grell pega sua foice – É ela! – Aponta para Primrose. A mesma faz uma cara assustada. Grell joga sua foice. Ela vai indo até que...
PAUSA DRAMÁTICA!!!
TWACK!!!
Uma tesoura de jardinagem agarra a serra elétrica no último minuto, fazendo com que Primrose quase desmaiasse, porém ela não desmaiou porque estava divertido.
Meredith entra no quarto e se depara com... qualquer se seja a situação de Sebastian segurando Primrose, Grell mais vermelho que as roupas, Ciel brincando com o tabuleiro de xadrez como se não tivesse visto nada (de fato ele não queria ver) e um homem sexy e estranho na janela.
Isso poderia se chamar, se fosse gênero de filme, de loucura-sem-noção-romântica. Ou qualquer coisa assim. Ah, quer saber?! Não me importa, mesmo. Sou só a narradora.
– Grell Sutcliff, o que você está fazendo? – O homem sai da janela e pega Grell pelos cabelos, puxando ele até que os seus rostos estavam quase se tocando.
– BEIJA! BEIJA! BEIJA! – Todos lançam olhares para Meredith – Ah, não é uma mulher? Que pena. – E ela vai embora como se nada tivesse acontecido. Garota estranha.
– De qualquer maneira, porque estava prestes a matar essa jovem dama? – Aponta para Primrose, que estava tremendo mais que vara verde.
– Por que ela estava, na lista, olhe! – E Grell praticamente enfia a lista na cara do William, que analisa a lista com cuidado.
– Qual o seu nome, dama? – Pergunta a Primrose.
– Primrose Armoris. – Responde, desconfiada e mais perdida de cego em tiroteio, porque, sério...
– Hm. – William olha na lista – Grell Sutcliff! Se você não fosse tão tapado descobriria que na lista está Primrose Armoria, e não Armoris! – William suspira – Sinceramente, você é inútil até para ler um nome. – E assim ele arrasta Grell pelos cabelos e vão embora.
Ciel olha para o tabuleiro.
– Chega de xadrez por hoje...
No dia seguinte...
– AHHHHHHHHHHH! – Grita uma voz. Os três servos + Ciel e Primrose com vassouras entram no quarto de Meredith e encontram ela encima da cama, assustada – É A PIOR COISA DE TODAS!
– O que é?! – Mey-rin pergunta.
– UMA BARATA! – Todos menos Meredith e Mey-rin se acalmam.
– Nos chamou por causa disso?! – Berd pergunta, meio chateado.
– O QUE É PIOR DO QUE UMA BARATA? – Mey-rin pergunta.
– Não ver mais a barata... – Primrose começa. – Como agora. – A barata some e Mey-rin e Meredith prendem o fôlego.
– ... Ou quando ela sai voando. – Ciel aponta para uma barata voando perto de Finny, que pega uma vassoura e sem querer atira para o outro lado da janela. Todos suspiram. Elas eram confusão. Ele e Primrose vão para a sala de estudos dele ajudar na papelada. Depois disso, Sebastian chega com mais uma carta da rainha.
Ciel pega e lê em voz alta:
Querido conde,
Obrigada por resolver o caso. Você e suas convidadas foram de muita ajuda. Porém tem mais um caso a ser resolvido.
Existe um circo que, por onde passa, crianças desaparecem. Gostaria de que resolvesse esse caso para mim.
– Rainha Vitória.
É, mais um caso, Ciel pensa, suspirando. Ele se vira para Primrose – Temos que fazer isso mesmo? Estou com preguiça. – Ela diz e se deita na cadeira, acidentalmente se virando e caindo – Ai...
– Bem nós temos. E só tem um jeito. – Ele para – Temos que entrar nesse circo!
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