Drysteyn

6 Drysteyn Capitulo 2 parte 3


Notas iniciais
Olá meus queridos leitores, estou de férias, por isto acho que os capítulos deste mês até agosto estarão bem atrasados. Bom, por isso adiantei esta parte para encerrar o Capítulo de vez. Boa leitura.

Capitulo 2 parte 3

Vou ao sentido contrário do corredor, outro lugar que gosto de ir, paro em frente a sala de treinamento e entro.

Treinar um pouco me faz pensar com mais calma, talvez assim eu possa pensar onde Shayla está.

Pego o arco e a flecha, miro em um alvo e atiro a flecha, que rebate na parede e cai em cima de uma caixa de vidro. Espero que não tenha quebrado nada. Me aproximo e vejo um cajado dourado com uma esfera azul em seu topo com dois aros nas laterais.

— Nossa... que lindo – coloco minha mão sobre o vidro e a esfera do cajado começa a brilhar.

— Derza?

Me viro com um salto, Haicha está parada na porta.

— Desculpe... – digo – é que a flecha... daí o cajado... brilhou...

— Acalme-se – diz ela suavemente e entra na sala – não irei lhe dar bronca por isso, você viu?

— Viu o que?

— Ele brilhou com seu toque, isso prova o que eu lhe disse antes, que você é meio anjo. – Ela toca o vidro – Vê? Com alguém que não tem sangue angelical ele não desperta, agora o toque.

Eu o toco e ele volta a brilhar.

— Haicha... eu nunca tinha visto este cajado aqui antes.

— Ele estava no subsolo, estamos tendo alguns problemas lá, então trouxemos algumas coisas de lá para cá. Este cajado pertenceu a uma tropa de anjos que combatiam demônios por aqui em meio a uma guerra, aí ele se perdeu; foi seu pai que o encontrou e deu as fadas para guardarem, mas muitas delas morreram por causa de renegados, que estavam querendo se apossar dele, então elas o passaram para mim.

Sei, as fadas só não queriam problemas.

— Como não retiraram daqui ainda? Parece tão... simples.

— Está caixa de vidro – ela a toca – tem um selo muito poderoso, só alguém realmente poderoso pode tira-lo daqui, até hoje todos que tentaram retirar o selo viraram cinzas. É isso que acontece – ela sussurra.

Engulo em seco e digo:

— Vou procurar Shayla, Boa noite. – dito isso saio da sala.

Andando pelo corredor me pergunto se Haicha pensava que eu queria retirar o cajado de lá, me deu arrepios quando ela disse aquilo.

Vejo uma figura meio azulada andando pelo corredor, está escuro então não vejo claramente, mas eu a reconheço e corro em sua direção.

— Raiju! – digo e o abraço.

Ele fica imóvel, eu me afasto um pouco.

“Eu não disse para nunca mais me procurar?”. – diz ele nervoso.

— Mais eu não te procurei, você que apareceu na minha frente! – afirmo

Ele suspira.

“Você é tão teimosa”.

Você não tem ideia.

— O que faz aqui? – pergunto

“Há algo estranho acontecendo, e eu vim verificar”.

— Será que é isso que está acontecendo no subsolo? E será que tem algo a ver com Shayla “desaparecida”?

“Talvez; Derza me prometa que não sairá deste lugar e nem ir a cachoeira ou a nenhuma outra parte da floresta, mesmo os corredores não estão sendo seguros, algo está muito errado”.

— Ok, mas e você?

“Eu sou um deus Derza, já encarei coisas piores; bem vou fazer minha ronda, a gente se vê”.

— Até. – aceno e ele desaparece pelo corredor.

Bato na porta de Shayla e ninguém abre e nem dá sinal que tenha alguém ali dentro, tomo medidas de segurança e com um feitiço abro a porta; seu quarto seu quarto está muito bem arrumado, mas a uma grande quantidade de poeira nos móveis. Dou falta de alguns pertences e para confirmar abro seu guarda-roupa, e vejo que algumas peças de roupa estão faltando.

Será que Shayla fugiu? E sim por quê? Para onde e com quem?

Saio rapidamente e tranco a porta como se ninguém estive-se estado ali. Entro no meu quarto e fecho a porta atrás de mim, me deito na cama e penso em Shayla. Faz alguns séculos que nos conhecemos, ou melhor, que eu a conheci, eu ainda penso em Shayla como uma criança de 6 anos, é difícil acreditar que agora ela tem bem mais juízo que eu. Sorrio com o pensamento, e então o sono me vence.

“Derza...” alguém sussurra, abro meus olhos. Estou na beira de um riacho, na minha frente se encontra uma mulher de longos cabelos prateados que alcançam seus tornozelos.

— Mãe? Mamãe – eu a abraço, ela acaricia meu cabelo e me encara.

— Derza você precisa fugir daí.

— Fugir de onde Mamãe?

— Do colégio. Você está em perigo, eles te encontraram.

— Quem me encontrou Mamãe? E fugir para onde?

Ela começa a desaparecer.

— Aqui. – ela coloca algo lilás em minha cruz – meus poderes estão em você, assim que lhe dei este colar.

Ela se afasta.

— Não se vá!

— Não se preocupe Derza, eu sempre estarei com você.

Acordo com um estrondo, me levanto e começo a pegar algumas coisas importantes como roupas, alguns alimentos, água e o diário. Colocando-os em uma bolsa; embrulho meu Dimon em um emaranhado de roupas dentro da bolsa.

— Derza! – Alguém grita através da porta – Derza!

É a voz de Kylle.

— Kylle? – eu abro a porta, assim que a abro ele me abraça.

— Ainda bem. – diz ele aliviado – rápido preciso te tirar daqui e ... – ele olha minha bolsa.

— Eu sei. São os renegados e eles estão atrás de mim, então eu ...

— Não precisa explicar vamos. – ele me puxa para o corredor.

Ouço gritos e explosões enquanto corremos pelo corredor, tento avistar Raiju mais parece que ele não está por perto.

Kylle me leva para fora do edifício, eu paro.

— O que foi? – pergunta ele – vamos logo.

— Não posso me aproximar da floresta.

— Com certeza nesse momento, a floresta é mais segura que aqui.

Ele me puxa e entramos na floresta, escuto passos atrás de nós, Kylle me puxa para trás de uns arbustos, eu fico entre ele e os arbustos. Ele se aproxima mais de mim até me apertar contra ele.

— Fique quieta – sussurra ele em meu ouvido, não me contenho e me arrepio toda.

Escuto vozes entre as árvores:

— Eu vi eles indo em direção aquelas árvores. – diz um renegado.

— Vamos – diz outro e eles saem, tudo fica em silêncio.

Sinto um alivio e expiro, rapidamente Kylle tapa minha boca com sua mão, escuto um bater de asas e Kylle olha além dos arbustos eu também olho. Um anjo com uma cicatriz enorme no rosto pousa do outro lado e analisa o território, depois de conferir ele levanta voo e some.

Kylle tira a mão de minha boca, e continua analisando ao nosso redor; acho que ainda não é o momento de dizer alguma coisa ou me sentir aliviada de algum modo. Ele continua próximo de mim sinto seu cheiro de sândalo misturado com suor.

Finalmente ele olha para mim.

— Você está bem? – diz ele preocupado.

— S... Sim.

Ele se levanta e me ajuda a levantar.

— Precisamos achar um lugar para passar o resto da noite, até que seja seguro voltar. – diz ele.

Eu olho em volta, reconheço esses carvalhos, estamos perto da cachoeira.

— Já sei onde podemos ficar. – digo

A caverna estava intacta assim como a deixei, e muito escura, não havia sinal que nos dizia, que os renegados á haviam descoberto ou não.

— Podemos passar a noite aqui. – digo me aconchegando no tapete.

Ele se senta do meu lado exausto.

— Pode dormir Derza, eu fico vigiando.

— Sabe, — digo – eu estava errada sobre você.

Ele me olha espantado e eu continuo:

— Achei que só quisesse brincar comigo, mas você só tem se preocupado comigo, e acabou de me salvar. Você é uma boa pessoa.

Ele me abraça e diz:

— Não vou deixar ninguém fazer mal a você. – diz ele acariciando meu cabelo.

Não sei quando mais acabei dormindo aconchegada em seus braços.

Notas finais
Espero que tenham gostado, e estejam gostando da história. O começo eu sei que tá meio chato, muito devagar, mas quando eu escrevi a história (e ainda estou escrevendo), a fiz como um livro e estou tendo dificuldades para coloca-la aqui, por isso os capítulos estão em partes. Um outro aviso: vou fazer capítulos extras´contando histórias que fogem do tema original (será assim como alguns OVA's de anime), por enquanto é só. Até breve.