Drysteyn
7 Drysteyn Capítulo 3 parte 1
Notas iniciais

Capitulo 3 Parte 1
Quando acordei estava com a cabeça apoiada nas pernas de Kylle, ele sorriu para mim e eu rapidamente me sentei um pouco ruborizada.
— A noite invoquei Fafner, para localizar Haicha e os outros, ela me mandou um bilhete dizendo que estão no subsolo do Colégio, e disse para nós continuarmos escondidos aqui, ela nos avisará quando for para sairmos. – relatou ele.
Devo admitir que estou bastante desconfortável com isso, mas devo confiar nele já que ele me salvou.
Me levanto e começo a remexer em minha bolsa até encontrar meu Dimon; o desenrolo e pressiono minhas mãos nele, preciso ter certeza que há uma criatura aqui dentro. Me concentro e sinto algo bater, fico aliviada em saber que apesar da confusão ele continua vivo.
— Ainda bem. – sussurro e o beijo.
O acomodo em um ninho de folhas, me viro e vejo que Kylle me observa.
— Estava me observando? – pergunto, mas ele nada responde – Não se preocupe, eu confio em você, não irei fugir.
Dito isso parece que ele levou um tapa na cara pela sua expressão. Então ele se levanta, olha ao redor e se dirige em minha frente ficando de costas para mim.
— O que foi? – pergunto.
Ele levanta os braços e sussurra algo; entre suas mãos surge uma esfera composta por raios.
— Derza? – alguém sussurra na entrada da caverna.
Der repente Lilian aparece na entrada, então eu me apreço e seguro o braço de Kylle.
— Lilian. – digo o empurrando e a abraçando-a – que bom te ver.
— Eu vim a pedido da mãe dríade. – diz ela.
— Da mãe dríade? – digo sem pensar.
— Quem é a mãe dríade? – pergunta Kylle.
— Quem é ele? – pergunta Lilian.
— Bem... – digo – Kylle está é Lilian minha amiga dríade, Lilian este é Kylle ele me salvou dos renegados. – um acena para o outro — E a mãe dríade é a mãe e rainha das Dríades, ela é conhecida também como o Oraculo da Floresta, por sua grande sabedoria. E então... o que a mãe dríade te pediu para fazer?
— Ela deseja ver você Derza, e me pediu para lhe buscar. – diz Lilian.
— Como ela sabia que eu estava aqui? – pergunto.
— Ela não sabia. – diz Lilian – eu sabia desse lugar, então vim te procurar aqui.
— Espere um pouco. – digo indo pegar minha bolsa e meu Dimon.
Enquanto isso, Kylle analisa Lilian como se estivesse fazendo um raio X.
— Pronto! – digo cortando o olhar de Kylle.
Seguimos Lilian por entre grandes carvalhos e pinheiros até chegar em uma parte que eu nunca havia visto da floresta. Havia grandes árvores que se estendiam além da onde eu possa ver e mesmo assim não dava para enxergar suas folhas de tão altas. Quando me aproximei vi que não eram árvores e sim uma única árvore, seu tronco era imenso, teria que reunir muitas pessoas para poder abraça-la ou talvez milhares.
— Igdrasil. – disse Kylle.
Lendo minha reação Lilian explica:
— Essa é Igdrasil a árvore mãe de todas as árvores e é aqui que a mãe dríade vive.
— Não é só isso. – diz Kylle – Igdrasil habita outros seres, além de tesouros. Ela possui cinco casas, cada Casa pertence a um elemento da Natureza. A primeira a casa do fogo, A segunda à Casa da Terra, onde deve estar a mãe dríade, a quarta a casa da água e a quinta à casa do ar.
— Você disse cinco casas, e a terceira? – pergunto.
— É a casa do Vácuo. – sabendo que isso iria gerar outra de minhas perguntas Kylle emenda – O vácuo é o conjunto dos quatro elementos, esta casa é desconhecida até mesmo pelos integrantes de Igdrasil.
— Você sabe muita coisa sobre Igdrasil para um forasteiro – diz Lilian em um tom rude a Kylle – coisas que são mantidas em segredo até mesmo de nós. Mais vou lhe contar uma coisa Derza – ela se vira para me olhar – A terceira Casa não é visitada por ninguém, dizem que quem vive lá não gosta de ser incomodado, apenas um ser entrou e saiu de lá. Pelos meus cálculos isso pode ter acontecido um pouco antes de você nascer.
Chegamos á frente do tronco e me impressiono mais ainda. Lilian pressiona a mão sobre a árvore e uma outra dríade aparece, diferente de Lilian que possuía as pernas de raízes e o corpo acinzentado com cabelos verdes; essa dríade tinha a pele cinza com cabelos feitos por folhas e uma flor rosa brotava de sua cabeça, ela segurava o que parecia uma chave enorme feita com madeira.
— Quem você traz Lilian? – pergunta a Dríade.
— Trago Derza, a mãe dríade me pediu para busca-la. – responde Lilian.
— E esse aí? – gesticula a dríade.
— É um acompanhante dela. – responde Lilian.
— Muito bem – diz a outra – Entrem.
Ela pressiona a chave no tronco e uma porta que não estava ali se abre. Entramos em um longo corredor que está iluminado por vagalumes. O corredor nos leva a um salão, primeiramente achei que era um salão, mas era uma floresta e no centro era bem amplo e ali havia dríades dançando.
— Uau! – digo fascinada.
— Você ainda não viu nada! – disse Kylle – Cada extremidade tem uma porta escondida que pode te levar entre Salões Cerimoniais das Casas, Bibliotecas, e até mesmo as outras Casas.
— Você já esteve aqui antes? – pergunta Lilian.
— Não, mas ouvi falar. – responde ele.
Lilian olha para Kylle desconfiada e Kylle a encara de volta.
— Então Lilian – digo cortando os olhares – falta muito?
— Não – ela se volta para mim – É logo ali.
Atravessamos o salão e chegamos a uma grande porta.
— Por favor entre – diz Lilian e ela abre a porta para mim – Mais é só a Derza – ela encara Kylle.
— Tudo bem – me viro para ele – pode me esperar aqui se preferir.
Entro e a porta se fecha atrás de mim, olho ao redor estou em uma sala, á livros, pergaminhos, e instrumentos nela e no centro de tudo um grande trono que se estende do chão ao teto, e nele uma figura escondida pelas sombras.
— Aproxime-se Derza. – diz a figura.
Ao me aproximar me deparo com uma dríade bem diferente das outras.
Esta é bem mais humana que as outras a única coisa que a diferencia dos humanos são os seus olhos avermelhados e seu cabelo composto por pétalas rosas e seu vestido é todo feito de flores azuis, como se elas tivessem nascido nele.
— Mãe dríade? – pergunto.
— Sim – ela responde acenando e se levanta em minha direção, ela é bem alta mais ou menos 2 metros de altura – Derza precisamos conversar, minhas filhas acharam isso nas ruinas do colégio.
Ela me estende o cajado que meu pai protegia, eu o pego e ele imediatamente brilha.
— Não era só isso, era? – pergunto
— Não. – ela se dirige ao trono novamente – Grandes mudanças estão por vir, você sabe muito bem, acredito que Haicha lhe contou que esse cajado somente se ilumina para quem tem sangue angelical e consequentemente só alguém poderoso o bastante conseguiria tira-lo daquela caixa de vidro, ou seja eles lhe acharam criança. Você deve imediatamente sair desta ilha, há muitos perigos aqui.
— Mais eu iria para onde? E não posso deixar Shayla...
— Shayla está bem – diz a mãe dríade – consigo ver tudo o que minhas filhas veem e sentir tudo o que acontece em meu território. Aproposito... quem você trouxe aqui?
— É Kylle – digo tão rápido que até me assusto – ele tem me ajudado muito então não vi problema em trazê-lo.
— Cuidado em quem confias. Nem todos são seus amigos. – ela fecha os olhos – Haicha conseguiu restaurar o colégio – ela os abre – Mandarei Lilian a levar até lá em segurança.
— Só mais uma coisa – digo pegando meu Dimon – será que realmente tem algo aqui? Ou está vivo? Faz um bom tempo que ele está assim.
— Não se preocupe Derza, algo muito especial está aí apenas aguardando o momento certo para aparecer.
Com um aceno de sua mão as portas se abrem e Lilian entra seguido de um Kylle desconfiado, no momento em que ele e a mãe dríade se olham parece que o tempo para, os dois se encaram por um bom tempo até que, a mãe dríade pisca como se o reconheceu de algum lugar, Kylle congela e então ela acena para Lilian que nos leva a outro corredor. Olho desconfiada para Kylle que está me ignorando como se nada tivesse acontecido, mas por algum motivo sinto que há algo mais no ar.
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