Notas iniciais
Olá pessoas. Quase uma semana sem atualizar... Mas aqui está :33 Enjoy :33

Escola, sempre acabando com a vida social das pessoas. Era assim que Nico se sentia. Desde que entrara para o 2º ano do Ensino Médio, não tinha mais tempo para nada. Shopping? Fazia três meses que não ia. Sair com os amigos? Não tinha tempo.

Mas com a chegada do novato, Percy Jackson, na escola Nico se sentia na obrigação de ajudá-lo com qualquer coisa que precisasse. Não gostava muito de fazer novos amigos. Mas lá estava o moreno, sempre puxando assunto, fazendo com que a amizade entre os dois crescesse cada vez mais. Além da amizade crescia outro sentimento.

Amor. Sentimento que nos faz andar nas nuvens, ou cair de um penhasco. Nico sentia algo por Percy e tentava de qualquer maneira para que superasse o amor que crescia com cada sorriso de Percy.

[...]

Duas semanas se passaram desde que o Olhos Verdes entrou no colégio. Nico não entendia sua capacidade e facilidade com que o moreno fazia amizades, e como conseguia ser adorado por todos, até mesmo pelo professor de história que não gostava de ninguém.

[...]

Eram férias. Adorada férias. Nico nunca esperou tanto pelas férias. Um momento de dormir até mais tarde, um momento de paz, sem dever, sem professores chatos. Mas pelo visto ele não conseguiria dormir até tarde naquele dia. Nico acorda com um espanto com a altura que seu telefone toca.

– Alô?

Fala caveirinha.

– Percy?

Lógico, não seria o Harry Potter né. Apesar de eu ser mais bonito.

– Não começa. – disse rindo. – Qual o motivo de ter me acordado às 9 horas da manhã nas férias?

Pelo motivo de que não te vejo há alguns dias. – o coração de Nico palpitou com aquelas palavras sinceras. – Amanhã, meus pais não vão estar em casa.

– E?

Estava pensando em que você pudesse vir dormir aqui. – dessa vez o coração do menor parou de vez. – Vou dar uma festa, aí você já traz suas coisas para dormir aqui.

– Sem problema.

E traga a linda da sua irmã.

– Está querendo ser castrado?

Estou apenas brincando caveirinha. – disse rindo. – Chegue por volta das 7 horas. Até.

– Até.

Nico sentia um misto de emoção e ressentimento. Iria dormir na mesma casa que o dono dos olhos verdes, o mesmo dono por quem se apaixonara logo no primeiro dia. Mas estava com medo de ir, não sabia a razão pela qual sentia o medo, mas resolveu que ia assim mesmo.

[...]

Eram 6 horas da tarde de quinta feira. Lá estava Nico jogado em seu quarto, checando o relógio de cinco em cinco minutos e esperando que o carro de Percy buzinasse em sua casa, para assim se dirigirem a casa do moreno. Já havia deixado tudo pronto, sua mala (que por incrível que pareça era preta com decoração de caveiras pegando fogo), seu casaco de aviador para o caso de começar a fazer frio, sua escova de dente, seu melhor pijama e seu travesseiro.

Quarenta minutos depois Nico houve uma buzina descontrolada na porta de sua casa. Desce as escadas correndo para abrir a porta para que o dono dos olhos verdes pudesse entrar.

– Fala magrelo. – disse o maior abraçando Nico.

– Nem sou tão magro. – disse fechando a cara. – Mas oi Olhos Verdes. Entre.

Adentrando, Percy não pode deixar de admirar a casa de Nico. Era toda bela, pintada com uma cor amarelada. Com um lustre de cristais em cima de uma mesa gigante. Na sala estava uma TV gigante e um tapete felpudo branco que Percy teve vontade de deitar e dormir ali, e em frente ao tapete uma lareira.

– Cara, sua casa é maneira. – disse maravilhado.

– Obrigado. Acho. – disse um pouco encabulado.

– Então você deve ser Percy Jackson. – disse uma mulher com estatura média, olhos negros e cabelo loiro, e com um sotaque italiano. – Prazer, sou Maria Di Angelo, mão de Bianca e Nico.

– Prazer Senhorita Di Angelo. – disse sorrindo. – É mesmo um prazer conhecer uma atriz de perto.

– Obrigado querido. – disse abrindo um sorriso. – Nico vive a falar de você, desde que entrou na escola. – não sabia quem era o mais vermelho, Nico ou Percy, ou o mais sem graça. – Ele disse que você é um aluno aplicado e com muito juízo, mas não falou quão belo você é.

– Obrigado mesmo senhorita.

– Tá, ta. – disse Nico nervoso. – Agora com licença mãe, vou buscar minha mochila. Percy venha.

– Com licença.

Subiram no quarto de Nico. Este cômodo era mais simples que a casa. Decorado com uma tinta cinza. No quarto tinha apenas uma cama de casal, uma ecrivaninha, uma prateleira enorme abarrotada de livros e um guarda roupa.

– Não sabia que você gostava de ler. – falava o moreno

– É minha paixão. – limitou-se a responder enquanto Percy olhava os livros que estavam na estante.

– Não acredito.

– O quê?

– Você gosta de Harry Potter e Jogos Vorazes. – disse o maior maravilhado.

– São minhas sagas favoritas. – respondeu sorrindo.

– Então vamos para minha casa?

– Vamos.

Parecia obra do destino o que estava por vir. Percy tropeça no tapete de Nico e cai em cima de Nico, na cama, com seus rostos colados e lábios a milímetros de distância.

– Me desculpe. – disse Percy encabulado.

– Sem problema. – Nico respondeu tomado por um rubor. – Agora vamos.

Realmente, a festa de Percy estava ótima.

Só não gostou de ver Annabeth na festa. Esta tentava dar em cima do moreno centenas de vezes por dia, mas era rejeitada.

Tudo estava uma maravilha. Comida muito boa, bebida a vontade e é claro, música eletrônica. Começou a tocar Never Say Goodbye do Hardwell e Percy o puxa para o meio da multidão para que pudessem dançar. Nico já estava praticamente louco. Tinha bebido algumas doses, e estas começaram a fazer efeito, dando ao menor mais confiança e é claro fazendo ter mais energia, dançando parecendo que o mundo iria acabar a qualquer momento.

A festa durou aproximadamente por 7 horas, acabando por volta das 3 horas da manhã. E a faxina, sobra para quem? Se você pensou em Nico e Percy está correto. Às três horas, estão no jardim os dois juntando copos jogados, garrafas de bebidas vazias, e às vezes cigarros. Pareceu séculos para que acabassem de recolher tudo.

Já dentro de casa, Nico queria saber onde ia dormir, para assim desmoronar.

– Percy, onde que é o quarto que vou dormir?

– Nicozinho, nesta casa há apenas o meu quarto e os do meu pai. – disse dando um sorriso.

– Então o sofá? – disse franzindo o cenho.

Oh céus como ele fica fofo assim, pensava Percy. – Você vai dormir no meu quarto, na minha cama. Isto é, se não houver problemas.

– Na-não, nenhum. – respondeu corando.

Nico não podia acreditar que um quarto podia ser praticamente todo azul. Lençóis, colchas, paredes, cortinas, mesa do computador e estante, todos em tons de azul. Parecia que era até o fundo do mar.

– Parece que alguém gosta de azul. – disse rindo.

– Lógico, minha cor predileta. – disse sorrindo. – e acho que a sua é preto, correto?

– Touché.

– Nico, vou apenas tomar um banho antes de ir deitar. Se quiser já pode ir deitando.

– Sem problema.

Deitou na cama, mas não conseguiu pegar no sono. Ficou imaginando em Percy no banho e “Oh Droga”, acabou que seu membro deu sinal de vida com o pensamento. Pareceram horas que Percy ficou no chuveiro. Saiu apenas enrolado na toalha. Aquela visão enloqueceu Nico. O maior tinha um corpo perfeito, e uma bunda de dar inveja, a viu de relança quando o maior colocava a cueca e um short.

– Ainda não conseguiu dormir? – indagou.

– Não mesmo. – respondeu suspirando.

– Sabe Nico, eu preciso de te contar uma coisa.

– O que é?

– Sabe eu guardei esse segredo desde quando nos conhecemos, com medo das pessoas me julgarem.

– E o que seria isso?

– Nico, eu te amo. – disse corando. – Trouxe você para dormir aqui para assim poder te contar.

– É uma brincadeira Percy? – indagou. – se for esperava que você não fosse assim. – respondeu levantando da cama. – vou dormir no sofá.

– Nico. – disse segurando o braço do menor. – eu te amo. Muito. Desde o primeiro dia que te vi, nunca achei que sentiria isso por um homem. Mas tudo que falo é verdade. – disse com os olhos marejados.

– Percy, eu tenho que admitir que foi muito difícil para mim me conscientizar de que também estava apaixonado por você. Foi difícil, não queria aceitar que estava sentindo isso por um homem. Mas Bianca me disse que o amor não escolhe o sexo da pessoa, e ela tem razão.

– Nico espero que você seja meu.

Disse essa última parte selando os lábios com os de Nico. O menor tinha um sabor um tanto interessante, lembrava a morangos. Beijavam como se fossem um. Beijos ardentes e mesmo quando o maldito ar era necessário, não paravam, ficavam com selinhos e rostos colados.

– Nico, você quer continuar?

Nico sabia muito bem qual era a próxima parte. Sabia que um dia iria acontecer. Por que não ali com o garoto que o amor colocou em seu caminho?

– Sim, vamos continuar. – dando um sorriso bem safado provocando Percy.

Notas finais
E aí o que acharam? Sei que muitos vão falar que está corrido, mas é isso mesmo, pois o próximo capítulo já será o último, planejei apenas 3 capítulos mesmo. :/ Mas COMENTEM.