Drunk In Love

3 Nightmare or Forecast?


Notas iniciais
Bem, demorei um pouco né? e.e Mas aqui está, o penúltimo capítulo :c (deve ser o penúltimo e.e). Enjoy It...

Os beijos entre o casal se intensificaram. Beijos acompanhados por carências de toques. Mãos andavam livremente pela extensão do corpo de ambos, hora arranhando as costas ou apertando as nádegas, fazendo com que a respiração se acelerasse e é claro, os gemidos estavam sempre presentes.

Um telefonema, o necessário para separar o jovem casal.

– Nico, é o seu telefone. – disse Percy com um sorriso sem graça.

– Alô?

Senhor Nicholas di Angelo?

– Sim, quem está falando?

Quem está falando é o Doutor Lucca, precisamos que venha urgentemente para o hospital, e, por favor, traga a carteira de sua mãe, está faltando alguns documentos.

– O que está acontecendo? – indagou já tomado pelo nervosismo.

Tenha calma Senhor di Angelo, sua mãe sofreu um acidente, precisamos que venha o mais rápido possível. – disse o doutor desligando o telefone e Nico ficou ali, antenado, ouvindo apenas o barulho da linha que tinha caído.

– Nico, Nico, Nico, Nico, acorde. – dizia Percy nervoso enquanto sacudia o menor para ver se conseguia retirá-lo do transe.

– Minha... Minha...

– Sua o que?

– Minha mãe está no hospital. – disse posicionando sua cabeça no peito de Percy e deixando com que as lágrimas que estavam presas se soltassem.

– Calma meu pequeno, tudo vai ficar bem. – respondia com uma voz calma e doce enquanto afagava os cabelos escuros como a noite do menor. Nico gostava da voz de Percy. Sempre no comando, com o tom certo para acalmar as pessoas, e o cheiro dele também ajudava. Tinha um cheiro um tanto exótico, um cheiro que fazia com que se lembrasse do mar, da brisa marinha, aquele odor salgado.

– Eles pediram para eu ir para lá. Leva-me? – indagou com os olhos lacrimejando.

– Mas é claro. – respondeu enxugando uma lágrima que escorria com a mão e bagunçando os cabelos do moreno.

[...]

Tinham se passado duas horas que Nico estava no hospital com sua mãe. Percy não saia de perto do menor, queria estar lá ao lado de Nico. De acordo com que o Doutor Lucca disse a Senhora di Angelo fraturou duas costelas e o braço. Tudo isso em decorrência de um carro desgovernado que vinha na rodovia e que atropelou Maria enquanto atravessava a rua.

Nico sabia que estava tudo bem com a mãe, mas não queria ela ali, naquele lugar. Odiava hospitais desde que a última vez em que esteve, há quatro anos, foi quando recebeu a notícia de que seu pai, Hades, tinha morrido.

– Hã Doutor. – disse Nico chamando a atenção do médico.

– Pois não Senhor di Angelo. – respondeu educadamente

– Até quando minha mãe vai ficar aqui?

– Em decorrência das costelas quebradas eu gostaria que ela ficasse por aqui durante quatro dias, para verificar todo direitinho. – Nico sentiu seu coração apertar com aquela resposta.

– Filho. – disse Maria com uma voz abatida. – Não quero que você fique sozinho em casa. Pedi para que Bianca fosse passar um tempo na casa da sua prima Thalia e queria que você fosse para lá também.

– Senhora. – disse Percy se intrometendo no assunto. – Nico, se ele não se importar, pode dormir na minha casa por esses dias. – disse com um tom simpático.

– É uma decisão del...

– Eu vou. – disse cortando a mãe. – Se não se importar.

– Claro que não. – respondeu o dono dos olhos verdes.

– Percy. – disse Maria. – fico feliz com o bem que você está fazendo ao Nico, ele se torna mais divertido e alegre perto de você. – disse exibindo seu melhor sorriso pós-acidente e viu os dois corarem.

[...]

O dia começava a dar sinais de querer clarear quando Percy e Nico chegaram à casa do moreno. Eram por volta de cinco horas da manhã e Nico queria apenas deitar na cama de Percy e apagar.

Nico subiu as escadas sendo abraçado pelo maior. O moreno tinha uma necessidade de proteger o menor, mesmo que não tinha nenhum mal por perto, ele tinha essa proteção para com ele. Queria protegê-lo de tudo de ruim que a vida poderia proporcionar, não queria ver o garoto por quem está apaixonado sofrendo. Ao chegarem ao quarto de Percy, Nico se jogou na cama e Percy deitou-se ao seu lado.

– Percy, me desculpe por não continuarmos aquilo. – disse com um ar um tanto magoado.

– Caveirinha, não se preocupe. Temos muitos dias para isso. – disse exibindo seu sorriso.

Assim trouxe o menor para mais perto de si, aconchegando-o em seu peito, e o abraçando. Não demorou muito e logo sentiu suas pálpebras se fecharem e Percy adentrar no mundo dos sonhos.

“Era um sonho estranho. Estava em um terraço de um prédio de uns dez andares. Na ponta do prédio, pronto para se jogar direto para morte estava alguém. O coração de Percy se apertou ao ver que esse alguém, era Nico, o único menino que amou. Nico o olhou com a cara toda ensanguentada. Há como perder alguém que já não está com você? Ouviu a voz de Nico indagando em sua cabeça seguida pelo pulo do menor diretamente para o escuro, diretamente para a morte.”

Percy acordou rapidamente, abrindo os olhos muito rápido, fazendo com que se cegasse com a luz que adentrava das janelas.

– O que foi? – indagou um Nico sonolento e confuso.

– Nada de mais, apenas um pesadelo. – disse Percy sorrindo para o menor e o trazendo para mais perto de si. Queria sentir que aquele Nico estava vivo, que aquilo não se passara nada além de um sonho. – Alguém está com fome?

– Estou. – disse Nico já com a barriga roncando com a pronúncia da palavra fome.

Percy preparou um café dignamente típico dos americanos. Fez ovos com bacon e panquecas com gotas de chocolate. Nico simplesmente amou o café da manhã.

– Vejo que alguém está mesmo com muita fome. – disse sorrindo e apontando para o prato de Nico, que estava abarrotado de ovos com bacons.

– Não venha com papinho. – disse retribuindo o sorriso. – Eu não como nada desde ontem. E sua comida é uma das melhores que já comi. – finalizando a fala com garfadas de ovos sendo colocados para dentro da boca.

– Sabe você fica tão fofo sendo um babaca. – disse gargalhando.

– E você é um idiota. – disse socando o braço do maior, mas que foi impedido por um braço que o puxou ao encontro do moreno e se beijaram.

– Nico, vamos tomar um banho?

– Juntos. – disse meio receoso.

– Mas é claro. – disse com uma cara safada.

– Mas sem gracinhas no banho. – disse saindo da cozinha.

“No banho sem gracinha, mas depois você é meu Nikinho”

Notas finais
E aí, o que acharam???? COMENTEM
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.