Drogas Árduo Caminho Da Volta
2 Capítulo 3
Logo se passou duas semanas e chefe finalmente me comunicou o "serviçinho" que eu teria que lhe fazer. Era roubar o "Banco Central". Eu não podia me meter nisso, mas eu era obrigado porque devo a ele por causa de droga. Ou eu faço o que me pede ou ele manda me matar. Já se passava das 00h00min, estávamos na frente do Banco, esse horário era perfeito, pois tinha pouco movimento. Quase nada eu poderia dizer. Estávamos mascarados e armados.
Tinha me drogado antes de fazer o serviço para dar uma adrenalina
Havia chegado o momento de entrarmos, mas aquela ideia de que eu não poderia veio novamente à tona. Isso era algo muito perigoso, poderíamos ir para o Xadrez. E eu não queria.
- Eu não vou... — murmurei dando um passo para trás.
- O que? — perguntou meu comparsa.
- É isso mesmo que vocês escutaram. — disse. — Eu não irei fazer isso!
- Como... Como ousa?! — exclamou Axel.
Eles estavam prontos para atacar-me, eu podia ver isso em suas expressões e nos brilhos dos olhos. Anuar parecia o mais calmo da história, mas mesmo assim me olhava com raiva e ódio.
Então comecei a correr o mais rápido que podia. Como o tempo estava de chuva começaram a cair pingos e mais pingos. E logo foi se transformando em uma tempestade. De repente escutei um "estrondo" e quase no mesmo instante uma dor em minha panturrilha direita. A dor fora tão insuportável que me fez cair no chão. Agora sim eu iria morrer, pois com essa perna nesse estado eu não conseguiria ir nem à esquina. Eles vieram até mim, me seguraram enquanto chefe me esmurrava no estomago, no rosto, no corpo inteiro...
Escarrei sangue pela boca diversas vezes. Ele me socou novamente, porém agora de lado. Escutei um "Traque" e uma dor de morrer nas costelas. Minha respiração ficou mais difícil, pensei que iria morrer se eles me batessem mais. Mas pro outro lado eu sabia que eles não poderiam me matar, não agora...
Então eles me deixaram lá caído no chão que mais parecia um rio corrente, devido à enxurrada. Juntei as forças que me restavam e me arrastei atém um canto, me sentei escorado na parede.
Retirei a mascara e joguei no chão para que a enxurrada levasse embora. E fiquei ali, sozinho, ferido e na chuva... Sem ninguém para me amparar. Se pelo menos aparecesse um anjo para me salvar desse pesadelo de vida...
Suspirei pesadamente. — Preciso de uma luz Deus...
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