Notas iniciais
Demorei muito, eu sei! Sorry! Dedico esse cap. pra Duda 1906, que fez niver e pediu um cap no dia do seu aniversário. Não pude atender o pedido no dia, mas posto hj dedicando à você Baby! Muitas felicidades e tudo de bom!

Ah pessoal! Eu realmente não sei o que a profissão que a Carol vai escolher, então se alguém quiser dar um palpite que combine com ela, eu adoraria!

30/05, sábado, às 12:10 — Casa do Papai!

Boa tarde, meu diário! Estou começando a gostar disso, de escrever em você de mês em mês! E se passo dois meses? Haha, brincadeira! Está parecendo mais um relatório, isso sim. Não que eu não goste de contar tudo o que passou comigo para ti, viu! Na verdade eu adoro, porque é contigo que expresso toda a minha dor, alegria, aflição, angústia... Simplismente tudo! O que não consigo guardar no meu coração e nem expressar em voz alta, digo para você que esta sempre disposto a me ouvir. Te adoro, de verdade! Agora chega de melação né? Vou contar o que aconteceu nesse mês. Primeiro falo sobre a situação de Fanny no colégio. Não vou dizer que melhorou, porque isso não aconteceu. A única atitude da diretoria, foi passar uns papéis dizendo sobre gravidez na adolescencia. Qualquer aluno normal sabe que isso é besteira e não resolve nada! Só deixou Fanny mais envergonhada ainda! Felipe anda desabafando (não assume, porque diz que quem desabafa é só mulherzinha) muito comigo sobre tudo que está acontecendo. Bem, ele está meio que apavorado, mas acho que está lidando muito bem.Estou começando a me sentir a irmã mais velha sabe? Porque desde que o Lipe começou a falar e a entender as coisas, é ele que toma conta de mim. Qualquer dúvida ou problema que eu tivesse,
ele estaria ali pra me ajudar. Ando confortando ele, fazendo ele ver o problema menor do que ele é, mesmo que eu não pense assim e também esteje assustada com tudo isso. Também estou dando uma mãozinha pra Fanny, porque poxa, talvez ela precise mais do que meu irmão. Sua familia já era toda desajustada, só que agora sua mãe nem fala mais com ela e seu pai mal segura o olhar quando se encontram. E em falar
no Seu William, pai de Fanny, esse anda explorando meu irmão. Você lembra quando eu disse que ele deu um emprego pro Lipe? Então Lipe está trabalhando como estagiário na empresa de Seu William. E sabe como é díficil a vida de estagiário, ainda mais porque o chefe é o pai da garota que ele engravidou. Todos exploram ele, fazendo-o exercer mais do que sua função! Felipe não reclama, porque sabe que já
é um alívio ter um emprego; Ah, tenho que contar sobre jantar lá na casa do meu pai! Claro, levei Ângelo e Felipe, fanny. Patrick ia sozinho, mas como prometi pra Drika que a ajudaria, o fiz leva-la. Vim muito poucas vezes aqui nessa nova casa do meu pai, não só por falta de curiosidade (Kátia muitas vezes me dá nos nervos!), mas também por falta de tempo! Você sabe, esses problemas adolescentes nada comuns como o meu. Bem, estava tudo tranquilo, mas ninguém sabia porque estavámos todos reunidos ali. Da última vez que aconteceu uma reunião de familia assim, meus pai veio com a noticia que ele e minha mãe estavam oficialmente separados e a cabeça de vento da Kátia estava grávida! Podia ser qualquer coisa!


- Pessoal, — Começou meu pai, levantando-se com uma taça de vinho na mão. — agradesço à todos por estarem aqui comigo e
minha amada, Kátia.

- Verdade, muito obrigada! — Disse Kátia, toda sorridente.

- É melhor eu contar o motivo, não é mesmo? Kátia e eu vamos ter uma linda menina! — Anunciou meu pai.

- Oh, É sério Pai?! — Perguntei, surpresa.

- Sim meu bem, agora vou ter duas princesinhas! — Confirmou meu pai, todo sorridente.

Confesso que fiquei um pouco decepcionada sim. Sabe, era legal ser a única princesinha dele né. Mas agora estou mais tranquila e adorando comprar roupinhas pra ela! É tão fofo as coisas de bebê! Primeiro porque tudo é pequenininho, fofinho e leva babado! Uma pessoa adulta vestindo babado é rídiculo, mas um bebê pode tudo! E quando eu saber o sexo do bebê da Fanny, começarei a comprar pra ele também.
Kátia adorou a idéia de ter uma parceira de gestação! Trocando informações com Fanny, sobre o quanto ia ser lindo e tudo mais, só que ela pensa nos males que isso trás! Claro, fiquei "P" da vida com aquela cabeça de vento! Poxa, ela não pensou no quanto isso está trazendo discórdia, dor e aflição? Ainda bem que não vi a minha própria expressão, porque todos ficaram me olhando quando eu vi Kátia falando toda animadinha com Fanny. Meu pai me levou gentilmente pelo braço até a sacada do segundo andar.


- Pai, o que você ver nessa mulher?! — Perguntei.

- Carol, calma!

- Calma pai?! Você viu, ela nem liga pros problemas da familia, está é toda animadinha!

- E você quer que ela faça o quê?! Que fique chorando?!

- Ah, pai! Eu não sei! Mas ela precisa ficar toda animadinha, como se isso fosse a melhor coisa do mundo?


Será que não pensa no quanto isso está sendo doloroso para os outros?! — Gritei, quase chorando!

- Meu bem... — Disse meu pai, me puxando pra ele, dando um abraço carinhoso.

- Poxa...

- Eu sei porque você está assim. — Disse ele.

- Sabe é? — Disse eu, escondida em seu abraço.

- Sim, você Quer ser a minha única princesa.

- Aff paiê, não é só isso! Eu não consigo entender como você gosta dessa mulher! — Disse eu, me desvencilhando de seu abraço e o encarando.

- Mas filha, o amor é assim mesmo! Nem sempre conseguimos explicar.

- Mas com a Kátia é exagero! Ela é totalmente sem noção! E nem loira ela é! — Desabafei.

- Hahaha! — Riu ele, tentando ficar sério. — Estou rindo, mas escuto o que eu digo: Não fala assim dela. Olha o respeito com as pessoas!

- Eu respeito ela! Não estou confessando o que sinto pra qualquer um, e sim com o meu PAI!

- Esta bem Carol, agora me diz o que você tem contra a minha futura esposa? — Perguntou ele, de braços cruzados, tentando não rir.

- Eí, não me olha assim! — Pedi.

- Assim como?

- Como se eu estivesse falando besteira! E não preciso nem responder, porque... Aíii!
Como você não consegue ver? Ela é toda tapada, avuada e burra como uma porta!

- Hahaha, não fala assim dela minha filha. Concordo que kátia seja um pouco... É "sem noção"
como vocês dizem? Então, mas é isso que eu amo nela.

- Não ter cérebro?

- Não é isso! Sabe Carol... — Disse meu pai, se debruçando no parapeito da sacada, olhando para o seu e suas estrelas.
Olha aquela estrela alí.

- Qual delas? — Perguntei, não entendendo.

- Aquela alí, menor do que as outras. — Me respondeu ele.

- Ahhh, já vi... Mas o que isso tem haver?

- Vou te explicar, calma! Pra você, ela é só uma estrela comum, mas pra mim, ela
é a mais bonita, a mais brilhosa, até mais bonita que o sol. E kátia é como essa estrelha aos meus olhos. A mais bela.

- Hmm...

- Eu posso entender que você se atraiu por esse seu namorado, o Ângelo, por ele ser um rapaz boa pinta, mas eu nunca vou entender o que você
sente por ele. Porque isso, só você pode saber.

- Boa pinta? Sério?! Hahaha, ninguém fala mais isso pai! — Reclamei, rindo.

- Carol, te dou uma lição de vida e você só se foca na minha gíria das antigas.

- Hahaha, desculpa pai, de verdade!

- Hey...! Aqui estão vocês! — Disse Lipe, entrando na sacada, com as mãos nos bolsos.

- E aí filho, não devia estar com as sua namorada? — Perguntou meu pai, rindo, passando o braço pelo ombro do meu irmão.

- Ah, isso vocês também. — Acusou-nos ele.

- Hm, é verdade! Vou lá dar uns "amassos" na minha noiva!

- Pai, eca! — Reclamei.

- Deus, esse cara não convence, tentando falar como um adolescente! — Disse Lipe, depois que o meu pai saiu do quarto.

- Hahaa! Mas o pior é a idéia de que ele faz o mesmo que nós com a Kátia! — Disse eu, rindo.

- Pois é... E vocês estavam falando de quê? — Perguntou o meu irmão.

- Da mãe da nossa irmã.

- Hmm, entendi... Carol, é só comigo, ou você também não vai com a cara dela?

- Você não está sozinho nessa meu amigo! Haha, mas o meu pai me falou uma coisa que me fez mudar de idéia sabe. — Disse eu.

- O que?

- Que nós nunca vamos conseguir entender o que ele sente pela Kátia, como ele nunca consiguirá entender o que sentimos pelos nossos amados...
Que no caso é o meu Ângelo e sua Fanny.

- hmmm, acho que ele está certo... — Concluiu Lipe.

- Pois é.

- Notei que você não gostou muito de que vamos ter uma irmãzinha.

- É...

- Vem cá... Você vai ser sempre a falsa caçula. — Disse ele, chegando bem perto de mim, me abraçando e me surpreendendo com cascudos em minha cabeça.

- Aíii!! Hahaha, isso dói sabia!? E por que falsa caçula? — Perguntei, rindo.

- Porque caçula é o mais novo, e você é a mais velha, e ainda tomou o meu lugar!

- Ahhh, mas você nem liga! Sempre gostou de cuidar de mim...!

- É sim, confesso... E agora vou ter que cuidar de mais dois. — Disse ele, dando um longe suspiro.

- Ham? — Perguntei.

- Fanny e o nosso bebê... Não me olha assim, já não estou conformado. E te digo uma coisa, estou começando a... a gostar...

- sério?!

- É... Também acho que a vinda dele vai fazer com que eu e Esthefanny... Você entende, que nos demos melhor.

E em falar nela, veio até a sacada, nos chamar pra sobremesa. Não sei, acho que saí do quarto pior do que entrei. Sabe, a idéia de que Felipe quer se harmonizar com ela e estar feliz com esse filho me deixa angústiada. Estranho, não é? Querer o melhor deles dois, mas ficar triste quando isso está acontecendo. Eu quero o melhor
dos dois e também para essa criança, mas o meu coração muitas vezes se recusa a entender que isso precisa acontecer. Se recusa a aceitar que o Lipe já não cuidará mais só de mim. Que não verá mais somente a mim! Isso dói! Drika perguntou o porquê de eu estar pra baixo. Claro, tive que fingir! E nem podia contar, coitada, ia estragar a noite pra ela. Drika amou o jantar e estar perto do Patrick e seu Pai. Seu Afonso também adorou ver o filho trazendo uma garota. Hahaha, esse meu "padrasto" não se conforma... Deixa eu pensar aqui, acho que é só isso que aconteceu de importante esse mês! Agora vou indo meu Diário Lindinho! Amo-te de verdade! Mês que vem eu volto com mais novidades, okay??

Beijo!

Notas finais
Review? Indicação? *-----*