Droga! O Meu Irmão Não...

46 Cap. 46 - Eu vi no seu olhar.


Notas iniciais
E aê cambada! Ganhei o meu inter-sala de futebol feminino!!!! De 3x1! Eu,CLARO, fiz o primeiro gol! Agora vamos ao que interessa, o Capitulo! É bem pequeno mas de imensa importância viu! E não me crucifiquem por parar numa parte importante, please. Tinha que ser assim. Beijokas!

18/08, Sabádo, às 16:10 — Casa.



Oii Diário lindinho! Como você está? Sei que bem! Mesmo você não perguntando, vou logo dizer que estou maravilhosamente bem!!! Primeiro que eu e Ângelo compramos nossas passagens para a grécia! Como eu nunca viajei para lugar algum, tive que fazer um passaporte. Quando segurei nele (no passaporte), já pude até sentir o cheirinho das ruinas e do mar salgado! Ângelo disse que vamos rodar o país todo, experimentando sabores, odores, roupas, e tudo que nos é possível! O que ainda chateia é que não sei que faculdade cursarei. Poxa, não é facil escolher uma profissão para a vida interia. Ah, finalmente, mas finalmente mesmo aquela parada com a Drika e Patrick se resolveu! Os chamei aqui em casa, também Danilo, claro, na hora do lanche. O primeiro a chegar foi os irmãos, que com a cabeça baixa de vergonha, sentaram no sofá em silêncio.



– Oi Danilo. — Tentei puxar conversa.



– E aí. — Respondeu ele apenas.



– Aí amiga, estou nervoso! — Confessou-me Patrick.



– Eí de casa! Cheguei! — Anunciou Drika, obviamente agindo dese jeito porque estava nervosa.



– Que susto Drika! Não ligo de você já sair entrando aqui, mas pelo menos tocasse a campanhia pra avisar agente! — Exclamei.



– Hehe, foi mal. — Se desculpou ela, sentando no sofá, do meu lado, de frente para o outro sofá que estavam sentados os irmãos.



– Então... — Comecei. — Todos aqui já estão sientes do que aconteceu, certo?



– É. Aham. Sim. — Respondeu, Danilo, Drika e Patrick.



– Muito bem então. Que tal agora cada um falar o que pensa? O que está sentindo. — Propus.



– Tá, e-eu primeiro. — Disse Danilo, surpreendendo a todos. — Você pode até achar que tudo o que rolou foi por causa das biritas, mas eu estava responsa. A bebida queria tomar conta de mim, mas eu estava resistindo, querendo aproveitar ao máximo o momento. Foi legal, gostoso... E quando o meu irmão entrou no quarto e você saiu de cima de mim, indo pra ele, me entreguei ao alcool. Você sabe, eu gosto de você. E quando vi você indo indo pra ele, toda minha esperança de que rolou algo legal entre agente foi por ralo. Caí na real, você tava afim dele e não de mim.



– Dani... — Disse Drika, olhando carinhosamente para Danilo.



– Acho que agora é a minha vez... — Anunciou Patrick. — Primeiro eu quero pedir desculpas. Não devia ter feito, não posso colocar a culpa na bebida porque eu estava 100% sóbrio. E triste também, porque briguei com o Luciano. Usei isso como desculpa na hora e acabei f-fazendo...



– Patri- — Tentou Drika, mas logo interrompida por Patrick.



– Drii, eu te adoro! Gosto mesmo, mas só como amiga. Disse pra você que aceitaria o desafio de ser conquistado por uma garota, mas no fundo eu sabia que isso não ia acontecer. Amo o Lu. Nesses dias que fiquei procurando você pra conversar, fiquei pensando na burrada que tinha feito, na confusão que deu só porque eu não aceitei que o Luciano tinha outra vida além de mim. De verdade, me perdoa.



– Hmmm... Não precisa se desculpar Patrick, eu entendo. Percebi que não estava tão tão afim de você, mas sim pelo desafio. Sou teimosa, adoro uma briga. E a culpa não é só sua. É de todos nós.



– Aí que bunitinho...! — Exclamei, quase chorando, adorando a cena.



– Haha, só você mesmo. — Disse Drika, rindo um pouco, agora se virando para Danilo. — Danny, depois que vim falar com a Carol, comecei a lembrar o que aconteceu... E a parte que menos me arrependi foi quando estávamos só eu e você. Não estou dizendo que tô afim de você, mas que foi g-gostoso o que aconteceu. E foi aí também que percebi que não estava tão afim assim do Patrick. Estava bebada sim, mas se eu gostasse mesmo da pessoa, nunca trairia ela. — Confessou-nos Drika, com as bochechas rosadas de um modo que eu nunca vi.



– M-mesmo? — Perguntou Danilo, embasbacado.



– Ué, qual parte você não entendeu? — Perguntou Drika, ainda vermelha.



Danilo ficou tão alegre, mas tão alegre, que não pôde deixar de demonstrar. Pulou do sofá em um salto e começou a dizer uns "yeassss!!!!!", Drika gostou da animação do garoto, só que não quis que vissemos e acabou dizendo "Aff, crianção!". Hahaha, isso não foi o bastante para acabar com a alegria do garoto e só o encorajou mais ainda pra fazer o que fez. Agarrou a minha amiga ruiva pela cintura, a puxando para si, dando-lhe um beijão estalado na boca! Pois é, quem te viu quem te vê hein Drika! Fora essas duas coisas que aconteceram, nada de tãaao importante assim sucedeu! Mês que vem é o meu niver Diário! Dia 25! Já estou anciosa! Bye bye!



20/09, terça, às 12:10 — Casa.



Está quase chegando Diário! O quê?! Não acredito que você esqueceu! Meu niver caramba! É no domingo!! Claro, não deixei ninguém de fora para a minha festa! Vou fazer 18 e queria uma festa tipo balada/rave entende? Só com os amigos e TODO o colégio! Mas como alegria de pobre dura pouco, meus pais não deixaram. Disseram que querem algo mais familia porque vou ir viajar e vamos ficar longe. Fala sério! Uma palhaçada já que eu só vou viajar no dia 06/11! Então tirando o colégio todo, na minha festa só virá as pessoas mais intimas. Ângelo já me deu o meu presente, mesmo eu dizendo que não precisava (o que é uma grande mentira, claro). Me deu um lindo vestido bege com fitas douradas que até lembra um pouco a Grécia. E como Fanny o ajudou a escolher, o presente é dos dois. Esse ano não vou esperar nada do Lipe, coitado, ele já tem que gastar muito com Fanny e o bebê.



25/09, Domingo, 02:30 da manhã — Minha casa pós-festa.



Meu Deus, Meu Deus!!! Como eu sou burra, idiota, maluca, retardada e outros adjetivos ofensivos! Caraca, que vontade de gritar, xingar tudo e tudo (sendo que a culpada sou eu)! Acho que eu vou me matar. Só assim pra apagar a burrada que eu fiz! Tava tudo tão perfeito, e eu estraguei tudo! Não acredito no que fiz, simpismente não acredito!



02/10, Domingo, às 17:15 — Casa.



Oi Diário... Desculpa desabafar tudo aquilo em você sem explicar nada. Sei que devo uma explicação, mas já confessei e remoi tudo o que aconteceu tantas vezes, meu coração está tão fraco de tanto sentir dor. Meus olhos doem, de tanto que chorei. Minhas dedos ardem, de tanto que tentei esconder, secar, minhas lágrimas. Espera um pouquinho... aaaaAAAAAAAAAAAAAAAAAA AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA

AAAAAAAAAAAAAAAAAAA AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA

AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA

AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA

AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA

AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!


Pronto, já estou um pouco melhor. MENTIRA, ainda continuo me sentindo um trapo!! Poxa, esse foi o pior aniversário que eu já tive! Vou contar agora o que houve. A minha festa foi simplesmente perfeita! Usei o vestido que Ângelo e Fanny me deram e arrasei. Também ganhei muitos outros presentes, como malas pra minha viagem do meu pai e da Kátia, um estojo de maquiagem da Cassiane, um pacote de camisinhas importadas (que brilham no escuro) da Drika, um lindo vestido que eu vi numa revista de moda do Patrick. No final da festa, com todos já indo embora, subi para o meu guardo para guardar os presentes. Claro, não consegui me conter de tanta felicidade. Quando olhei pra trás, vi Lipe parado na porta do quarto, segurando uma caixinha pequena com um laço vermelho.



– O-oi... — Começou ele.



– Oii, vem cá ver o que eu ganhei. — Chamei, mostrando todos os meus presentes em cima da minha cama.



– Legal, vão ser úteis essas malas aqui. — Comentou ele.



– Aham... Lipe, isso aí é um presente pra mim? — Perguntei, já abrindo um longe sorriso no rosto.



– N-ão, quer dizer, é...



– É ou não é? — Perguntei, confusa.



– É, mas acho que você não vai gostar... — Disse ele, guardando o meu presente no bolso.



– Hey, para com isso! Me dá ele! — Pedi, partindo pra cima e tentando pegar a caixinha.



– Mas você não vai gostar! — Insistiu ele, levantando a caixinha lá no alto para que eu não pudesse pegar.



– Mas eu quero ele mesmo assim! — Disse eu, pulando na cama e depois em cima do lipe, conseguindo finalmente pegar o presente. — Yes!



– Eu avisei... — Disse Felipe.



– Oh, um cordão... — Comentei.



– Sabe como eu não levo jeito pra isso, comprar presente.



– O pingente é o simbolo do infinito... Lipe, eu amei! — Exclamei, dando um forte abraço no meu irmão.



– Sério?! Q-ue bom... — Disse ele, ainda abraçado comigo.



– A escolha foi perfeita... — Comentei, ainda juntos, mas nos entreolhando.



– Infinito é o meu amor por você... — Deixou Lipe, o coração falar.


E foi aí que pequei me entregando ao momento mais uma vez. O beijo foi diferente dessa vez, não era desesperado. Nos beijamos com carinho, com saudade... Nossas linguas dançaram em perfeita harmonia... Enquanto nos beijávamos, fiquei pensando no Ângelo e dessa a vez a culpa não veio. Tinha pra mim que essa seria a ultima vez. A ultima vez que o trairia. Mas eu não sabia que essa seria a ultima, a ultima vez mesmo que teria possibilidade de o trair. Paramos um pouco para respirar, e ouvimos um vidro cair no chão e quebrarse. Ângelo e Fanny estavam parados na porta do meu quarto, com olhos esbugalhados sem saber o que fazer.


Notas finais
Meu coment? Indicação? Expresse sua fúria já! xD