Droga! O Meu Irmão Não...

47 Cap. 47 - Esperança


Notas iniciais
Pequeno o cap Né? Mas é porque está acabando a fic! Pois é, vocês vão ter que se despedir dela... Mas eu vou colocar outras fanfics e espero que vocês a leem também. Quando eu estava começando a fic e ninguém dava nada por ela, um amigo meu disse que eu ia chegar aos 1000 comentários. Eu não acreditei. Mas aí fui postando e chegando mais comentário e eu fui tendo mais esperança, só que a fic tá no finalzinho e está longe de chegar aos mil... Então peço as fãs que deixem coments na maioria dos caps pra eu terminar a estória com orgulho (mas do que eu já tenho, claro)! E quem quiser deixar uma indicação, tá valendo! Beijooooo!!!!

07/10, Sexta, às 22:30 — Casa.

E aí... É, acho que você já notou a minha animação. As meninas (Drika e Cassiane) tentaram me levar pra sair, mas eu não tô com saco! Elas não conseguem entender! Poxa, estou aqui sofrendo pra caramba e ainda ter ânimo pra ir à balada? Não dá né! Drika está começando a namorar sério o Danilo e Cá está melhor do que nunca com seu namo. Só eu estou aqui sozinha... Também, quem iria querer ficar perto de mim? Sou só uma chorosa incestuosa! Contei aos meus amigos e à minha mãe que eu e Ângelo brigamos... E que a culpa foi minha. Só quem sabe a verdade é Patrick. Poxa, não posso confessar a minha recaída com o Lipe né? Pedi pra minha mãe não contar nada pro meu pai sabe, ele estava tão feliz se gabando para os amigos que a filha ia fazer faculdade em outro país; Larguei Felipe na hora quando vi Ângelo e Fanny parados na porta do meu quarto, sem expressão. Fanny levou a mão à barriga e saiu correndo. Felipe correu atrás dela, assim como eu corri atrás do Ângelo. Ele desceu as escadas correndo, indo em direção ao seu carro.

- A-amor, espera!! — Gritei.

- ... — Nada respondeu ele, desligando o alarme do carro.

- Ângelo, eu estou falando com você! — Gritei mais uma vez, tentando segurá-lo pelo braço.

- Me solta! — Mandou ele.

- Então para e deixa eu explicar!

- Explicar o que? Que você me traiu? C-carol, ele... Eu não sei nem o que pensar!!!

- Eu entendo... — Disse eu.

- Entende...?Vem cá, ele... é mesmo seu irmão? — Perguntou-me Ângelo.

- É...

Quando cofessei que éramos sim irmãos, Ângelo mudou sua expressão de raiva para raiva e repugnância. Estava com nojo de mim. Eu sabia, por isso nunca contei a verdade para minhas amigas. Elas também sentiriam nojo de mim e logo se afastariam. Meu ex entrou no carro, fechando a porta com força, indo embora. O que mais eu poderia fazer? Não tinha, não tenho e nunca terei desculpa para o que fiz. E também jamáis conhecerei alguém como ele... Jamáis...

12/10, quarta, às 23:10 — Casa.

Eu não aguento, não aguento! Meu coração dói demais! Sei que é clichê, mas é a pura verdade. Só quem perdeu quem ama pode me entender.

12/10, quinta, às 02:30 — Casa.

Droga, droga e DROGA! Aquela expressão que ele fez, de nojo, não sai da minha cabeça...!!

15/10, sábado, às 16:50 — Casa.

Aff, não estou tendo ânimo pra nada! Mas nada messssmo!! Até minhas notas estão caindo (o que já não era novidade)! Todo lugar que vou, penso nele. Vendo todos os casais abraçados e sorrindo, tenho inveja. Não consigo mais pensar em outra coisa! Parece que arrancaram uma parte de mim, uma parte que tanto amei... E ainda amo. Fanny disse pro Lipe que nunca mais ia falar com ele e que quando o filho deles perguntasse quem era seu pai, ela diria que morreu. Bom, é claro que ele ficou desesperado e não sabe o que fazer. Também, como você consegue conversar com uma grávida raivosa e com os hormônios à flor da pele? Mas bem que eu podia... Isso! Já volto Diário!

16/10, Domingo, às 00:15 — Casa.

YEEEEEEEAAAASSS!!! Pelo menos isso né garota?! Okay, eu vou te contar! MAS não espere que eu tenha resolvido tudo, porque eu não resolvi. Fui lá na casa dos meus ex sogros afim de conversar com ela: A minha ex cunhada. Por sorte, ou azar, vi Ângelo. Quando ele percebeu minha presença ali, saiu de casa o mais rápido que pôde. Bobão, eu não vim falar contigo! Pensei na hora, mas sabendo que no fundo (nem no fundo precisava estar, porque era óbviooo) eu queria era pular em seus braços, dando aqueles beijos deliciosos! Bati no quarto da Fanny, ouvindo ela dizer um "Pode entrar" desânimado. Entrei, vendo ela cabisbaixa, sentada na sua cama envolta de muitos bonecos e bixinhos de pelúcia.

- Mas oqu-

- Oi... — Disse eu, hesitante

- O que você faz aqui?! — Perguntou ela, surpresa.

- E-eu... Eu vim conversar...

- Agente não tem nada pra falar, agora sai daqui. — Ordenou ela.

- Mas eu-

- Saí daqui!!! — Gritou ela, me interrompendo e jogando ursinhos de pelúcia em cima de mim.

- Eí, cuidado! Aí! P-para com isso Fanny!!

- Então saii DAQUII!! — Gritou Fanny, com raiva, jogando mais bonecos em mim.

- Aí meu olho! Isso dói!!! — Gritei de dor.

- Meu Deus! Machucou?! — Perguntou-me ela, vindo até mim, preocupada.

- N-não sei, aí ai... — Disse eu, esfregando o braço no olho.

- Para com isso garota, está ficando masi vermelho! Deixa eu assoprar... E aí melhorou?

- Melhorou... — Falei, meio caolha.

- Desculpa. — Disse Fanny.

- Tudo bem, eu mereci.

- E como mereceu hein!! — Disse ela, se jogando na cama.

- Haha, é... Esthefanny eu vim-

- Hmmm, esquisito isso... Você nunca me chamou de Esthefanny...

- É, tem que mudar, não é mesmo? Você é a mãe do meu sobrinho, estamos na mesma família agora. — Disse eu, fazendo ela ficar pensativa. — Olha, sei que você está brava comigo e tudo mais, mas-

- Carol-

- Esthefanny, não estou pedindo que você me perdoe, mas sim o meu irmão. Ele está sofrendo tanto... Tanto... Ele fica lá parado olhando as coisinhas do bebê, com um olhar todo tristinho... — Contei, interrompendo ela.

- Aff, eu sei que ele está sofrendo... E é bem merecido viu! Não fala nada com ele, mas eu já o perdoei. — Confessou ela.

- Já? — Perguntei, surpresa.

- Aham... Não que ele saiba, mas eu também o traí, não seria justo eu deixar ele por ele ter também me traído. E também eu o amo muito, não ficaria longe dele... Quem ama perdoa, aprendi isso nos últimos dias... Aí de você se contar Carol! Quero castigá-lo um pouco mais...

- Okay, segredo guardado... V-você acha que o Ângelo vai me perdoar? — Perguntei.

- Carol, eu realmente não sei... Contei pra ele tudo o que eu sabia sobre essa relação de você e o Lipe... Desculpa, eu estava com raiva.

- Tudo bem... Está doendo muito sabe? Você pode não acreditar, mas eu gosto mesmo dele. Penso nele todo o tempo, o tempo todo. Simplismente não sai da minha cabeça!

- Hmmm, acho que você devia dizer isso pra ele. Dizer como você realmente se sente.

- E como isso? Quando ele me vê, corre como se estivese visto uma assombração!

- É mesmo... E que tal você... Ah, esquece!

- Fala! — Insisti, esperançosa.

- Oh, eu não sei se vai dar certo, mas se quer ouvir então lá vai: Escreve uma carta pra ele dizendo o que você sente. Conheço o meu irmão, ele com toda certeza vai ler.

- E-esthefanny...

- O quê?

- EU TE AMO! — Me declarei, pulando em seus braços.

E foi essa a idéia que vou colocar em prática... E ainda com um adicional... Espere pra ver Diário!