Droga! O Meu Irmão Não...
31 Cap. 31 - Voando alto!
14/03, terça, às 13:20 — Casa
Você já deve ter notado que eu não bato muito bem da cabeça, não é? E hoje isso se confirmou! Tipo assim, eu sou maluca por acaso? Eu tenho algum parafuso solto? Só pode né, para fazer o que eu fiz! Não uma coisa, mas sim duas! Estou arrependida, eu sei, mas tem algo dentro de mim que ainda sim sabendo que está errado, gosta disso! Um absurdo! E agora que eu pensei que tudo ia ficar legal, que tudo ia melhor... Que eu ia melhorar. Bem, acho melhor contar logo né? Acordei divinamente divina (?) ontem! Olhei para o lado e na cama estava Ângelo, ainda dormindo. Não podia perder a oportunidade de acordá-lo, pois era o nosso ultimo dia naquele sitio. Assoprei de leve em seu ouvido, que pensando que era um mosquito ou algo parecido, deu um tapa pra matar o "inseto". Ou seja, levei um tapa logo de manhã. Pois é, não era a coisa romântica que eu esperava, mas ainda tinha esperança. Então passei para o plano "B" e fui fazer cosquinhas na sola de seu pé. Não deu outra, chutou a minha mão! É sério, eu já ia tacar um travesseiro na cara dele quando Martha bate na porta dizendo que desjejum já estava na mesa.
- UAAARRHHH...! Bom dia minha linda. — Disse Ângelo, depois de um longo bocejo.
- Ahh, haha, hannn... Bom dia. — Disse eu, pasma por ele acordar com um gentil bater na porta de madeira e não no meu assopro e nas minhas cosquinhas.
Ângelo levantou logo, me abraçando e dando um beijo na minha bochecha. Fizemos nossas necesitades matinais no banheiro, trocamos de roupa e logo já estavamos prontos. Acho que era umas 11:50 quando descemos para tomar café da manhã. Estava todo bobo, beslicando a minah bunda, brincando comigo. Eu disse pra ele parar, estava com vergonha de alguma empregada ver, mas como eu estava gostando e rindo também, ele não me levou a sério e continuou. Para nossa surpresa, Felipe e Fanny estavam na mesa, já comendo, nos olhando boquiabertos.
- B-bom dia gente! — Comecei, já ficando vermelha.
- Bom dia... — Disse Fanny, me olhando como se soubesse que estava escondendo algo.
- Bom dia. — Agora disse Felipe, engrossando a voz.
- Me passa a jarra de café — Disse Ângelo, para mim.
- Claro amor. — Respondi, normalmente.
- Valeu... — Agradeceu Ângelo, me olhando nos olhos com uma cara de safado.
- Hahaha, nháa... que foi? — Disse eu, rindo atoa.
- Nada... — Disse Ângelo.
- Por que vocês estão rindo assim? — Pergunto Felipe, sério.
- Por nada... — Respondeu por mim Ângelo, me olhando, mordendo o lábio inferior.
- Para... — Disse eu baixinho, para o meu namorado, rindo com ele.
- Deixa eles Lipinho... — Agora disse Fanny, me olhando, travessa.
- E vocês Esthefanny, como estão? — Perguntou Ângelo à irmã.
- Bem... — Respondeu Fanojenta, olhando para baixo. — Carol, já terminou?
- N-... — Ia responder que não, mas mudei de idéia, ao ver que ela queria falar algo comigo. — Acabei sim, por quê?
- Vem comigo. — Disse ela, se levantando e indo pra fora da casa.
Levantei também e a segui, mas não antes de receber olhares preocupados de Ângelo e Felipe. Poxa, era tão difícil assim imaginar que eu e ela finalmente demos uma trégua? Parece que sim. Saí da casa e vi Fanny sentada em uma das cadeiras que rodeavam a piscina. Fui até ela e sentei na cadeira ao lado.
- Quero tudo! Conta! — Disse Fanny, me assustando.
- Hãan?! — Perguntei, não entendo.
- Não se faça de boba! Está tão óbvio!
- Hein?! Contar o quê? — Disse eu. Okay, não sou idiota, sabia do que ela tava falando.
- Não minta pra mim! Eu sei que rolou algo entre você e o meu irmão! Vocês etão diferentes! Vocês se olham diferentes!
- Tá, eu conto!! Foi maravilhoso!! — Disse eu, histéria, não resistindo e entrando no modo fofoca.
- Fala mais! Eu quero Detalhes!!
- Ah, doeu bastante sabe, mas logo melhorou e eu curti.
- Comigo também doeu. Liga não, logo melhor-... Acho que estamos sendo espionadas. — Disse Fanny, não olhando mais para mim.
- O quê? Quem? Ah... — Disse eu, vendo Ian ao longe, vindo até nós.
- E aí...
- Oi. — Disse eu, sorrindo.
- Oi... — Disse Fanny, um pouco mais cautelosa do que eu.
- Meu pai falou que vocês vão embora hoje.
- Éah. — Disse eu, sentindo que estava sobrando ali.
- Que horas vocês vão? — Perguntou Ian, que até agora não conseguia tirar os olhos de Fanny, e ela dele.
- Daqui a pouco... Estamos só esperando as empregadas fazerem as maladas.
- Hmm... — Expressou Ian, olhando para baixo.
- Bom, Ian, foi muito legal te conhecer! De verdade! — Disse eu, levantando e o abraçando.
- Pra mim também.
- Bom gente, eu vou deixar vocês sozinhos.
Dito isso, dei meia volta e voltei para dentro da casa. Quando entrei, pude ver dois homens, enxiridos, bisbiolhatando Ian e Fanny. Não pensei duas vezes, fui olhar também. Desde a janela, eu pude ver que estavam tristonhos. A conversa finalmente acabou e com um abraço carinhoso se despediram. Ângelo estava rindo enquanto observava, mas a expressão de Felipe era a de quem estava intrigado. Depois de se despedirem, Fanny entrou em casa. Claro, cada um arrumou alguma coisa pra fazer. O único que não tentou disfarçar foi Felipe, que encarava Fanny firmemente. Ela fingiu não ligar e subiu as escadas com Felipe em seu ouvido tentando descobrir quem era o tal tarzan. Há! Eu vi que ela estava adorando aquilo e tentando não sorrir.
- Haha, gosto muito... — Disse Ângelo.
- Não fala assim amor! É o meu irmão né. — Disse eu.
- Ata, desculpa. Mas eu não me dou bem com o cara, fazer o quê?
- Eu sei, mas você poderia fazer um esforço para não rir dele, né?
- Até poderia, mas isso seria bem difícil. — Disse Ângelo.
- Não seria não. — Disse eu, fazendo bico.
- Ah, minha linda, não fica assim. Vem cá. — Disse ele, me puxando e me abraçando.
- Assim como? Estou normal.
- Não está não. — Disse o meu namorado, selando a minha boca com vários beijos.
Não demorou muito e o elicoptero já estava no sitio para nos buscar. Me surpreendeu ao ver uma mulher pilotando. E mais ainda por ser incrivelmente bonita! Felipe ainda discutia com Fanny, tentando arrancar-lhe informações daquele cara misterioso (de Ian). Ahh se ele soubesse... Percebi que Ângelo olhava para a pilota (?) enquanto eu estava distraida. "Safado!" Foi o que eu pensei. Cheguei até a pegar no flagra e cutucá-lo. Ele, claro, pediu desculpas e ficou todo envergonhado! Quem disse que homem não é tudo igual? Tá, okay, até eu olharia caso visse um Deus grego na rua, mas é quase impossível não ficar com ciúmes. Quando pousamos na mansão dos Price, fui logo arrumando um carro da familia para ir logo para casa. Estava morrendo de saudades de todos! Acho que até de Kátia e do meu novo irmãozinho! Me despedi de Ângelo e pensando que Felipe faria o mesmo com Fanny, me surpreendi por ele não o fazer. Apenas acenou com a cabeça para ela e entramos no carro que nos levaria a casa. A ida foi terrivelmente silênciosa! Só que naquela hora, eu não entendia o porquê. Como eu ia adivinhar? Não fiz nada de mal à ele. Eu e meu irmão entramos em casa distraídos (cada um em seus pensamentos) e ficamos perplexos ao ver nossa mãe beijando o Seu Afonso! Uma das coisas mais nojentas que eu já vi, dois desintupidores de pia! Nunca achei lindo ver meus pais se beijando e não é agora que isso vai mudar só por que é com o seu Afonso!
- Oh, meus amores! Vem cá! — Disse minha mãe ao nos ver, disfarçando.
- E aí cara. — Disse Seu Afonso, para Lipe.
- ... — Lipe não conseguiu dizer nada, estava boquiaberto.
— E você querida, como foi a viajem?. — Disse agora o meu novo padrasto, para mim.
- Ah... Foi legal. — Falei, ainda surpresa.
- Por que você não sobe lá pra cima pra descansar amorzinho? — Disse minha mãe à mim.
- Ok... — Disse eu.
Não parei duas vezes pra pensar e logo sumi dali, subindo as escadas para o meu quarto. Quando entrei nele, me senti calma e confortável. Era o cheiro do meu cantinho. Lógico, pulei na minha cama para sentir que estava mesmo em casa. Depois de toda essa euforia, fui logo ligar para Patrick para saber o que estava acontecendo. Fiquei tão, mas tão feliz em ouvir a voz dele (e ele da minha)! Patrick me explicou que depois de uns dois dias que eu e Lipe fomos para o sitio, minha mãe convidou o Seu Afonso para jantar aqui em casa (aproveitando que os filhos estavam fora). Patrick notou que seu pai chegou tarde em casa e no dia seguinte, estava todo feliz e cantarolando músicas velhas. Bregas, na verdade. Depois dessa noite, sairam mais algumas vezes e vieram com a noticia de que estavam namorando. Estou pasma sim, mas também muito feliz pela minha mãe! Acho que Felipe nem tanto, mas eu sim! Depois de me acalmar um pouco, contei à Patrick um breve resumo do que aconteceu lá no sitio e ele pirou! Sim, deu aloka nele e me chamou de bixa má! Agora depois de Ele se acalmar, liguei para as minhas amigas (Cá e Dri) para vir hoje aqui e colocarmos o papo em dia. Claro, também chamei Patrick! Calma aí... Falando neles, acho que chegaram!
Ps: Não me deixe esquecer de contar o que aconteceu depois de Felipe vir até mim, me olhando sério!
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