Droga! O Meu Irmão Não...

42 Cap. 42 - Filho, eu sou o seu pai.


Notas iniciais
Há, nem demorei! Aproveitem! Meus comentários! Espero 15 por cap! Zoa zoa!

Bjkos!

28/04, sexta, às 15:10 — Casa


Diário lindinho!! À quanto tempo! Eu sei, não devia ficar tanto tempo assim sem te atualizar. É que ando muito, mas muito ocupada mesmo! Não só com as minhas coisas, como as dos outros também. Confesso que não foi só isso e sim preguiça também pra escrever em você. Esse mês foi bastantedifícil, sabe? Essa parada da gravidez da Fanny com o meu irmão. Eles vão casar! Isso realmente não entra na minha cabeça de jeito nenhum. Acho que só vou acreditar quando ver finalmente a barriguinhada Fanny aparecendo. Também ando com a cabeça cheia sobre a minha viagem com Ângelo. São tantas coisacontecendo que nem consigo pensar direito na minha profissão. Você lembra, eu tenho que escolher! Mas meu Deus, como é díficil! Não se decide a profissão da sua vida assim de uma hora para a outra. Cassiane chegou a me indicar um teste vocacional da internet. Não sabe o que é? É um teste com um monte de perguntas sobre a sua personalidade. Você, Diário, deve estar pensando "Hum, que legal! A personalidadevai determinar a profissão!". Puro caô! O meu resultado disse que tenho que trabalhar ajudando pessoas! Que idiotice! Isso porque respondi "sim" na pergunta que rera mais ou menos assim:"Se você encontrar alguémem perigo, o ajudaria?". Tipo assim, What?! Não sou a madre tereza e tal, mas quem não ajudaria? Bem, a questão é que eu realmente não sei o que quero ser! Tem que dar dinheiro, ser fácil e eu tenho que gostar. Como é que se acha uma profissão com esses quesitos para alguém (eu) que não tem qualidade alguma?! Sério, eunão sei fazer nada! Achei que tinha até o ano que vem pra pensar nisso; Hann, já tagarelei demais, não é? Vou começar contando as coisas (mais importantes) desde o fim do mês passado, quando tive uma pequena surpresa (Se jánão bastasse as que tive até agora). Ângelo tinha me pedido que fosse pra casa dele, já que o clima dali estaria realmente tenso. Não é pra menos né? Mimaram tanto a garota pra ela aparecer dizendo que vai ter uma cria?Quando chegamos, tive medo de ser meio que rejeitada pelos meus sogros. Sei que não é minha culpa (eu acho) que o meu irmão engravidou a filha deles, mas mesmo assim me sinto incomodada. Por sorte não tinha ninguém em casa.Fiquei no quarto do meu amor, enquanto ele ia pra cozinha buscar algo para comermos. Como ele estava demorando, fui dar uma olhada no corredor. Fui andando sem rumo, lembrando da festa de aniversário que a Fanny deu.Se não fosse essa festa, como eu chegaria perto do Ângelo? Lembrei também do bilhetinho que deixei ali e da minhacoragem (cara de pau). Nem estava com vontade, mas quando passei perto do banheiro, tive vontade de usá-lo. Um pouco sem nexo né? Mas sabe quando agente vê alguém bebendo algo e dá vontade de beber também? E quando alguém bocejaou dá uma tossida e nos vem uma ânsia de fazer o mesmo? É isso. Mas claro que não sabe, você é um diário! A porta estava fechada, mas como não tinha ninguém em casa, fui logo abrindo-a. Surpresa foi a minha ao ver Fanny de calcinha, segurando um negocio(que mais parecia um palito de picolé) rosa. Lógico, gritamos as duas e fechei a porta! Era a Fanny! Depois de respirar um pouquinho, pensei no que ela estava segurando. Não que eu já tenha usado, mas eu não sou burra! Aquilo era um teste de gravidez! Abri a porta subtamente, independente se Fanny estava bem vestida ou não.

- Fanny! — Exclmei!


— C-carol! E-eu posso explicar!


- E-explicar? Você enganou o meu irmão?!


- N-não!Sim, quer dizer, mais ou menos...

- Mais ou menos?! O que você ta fazendo com um teste de gravidez na mão?! — Perguntei, já gritando.

- Xiii! Fala baixo! Se você está aqui, Ângelo também está! Vem! — Disse Fanny, me puxando pra dentro do banheiro e fechando a porta.


- Falar baixo? O que você quer que eu pense garota?! Você está ou não grávida? — Perguntei.


- ... Pra falar a verdade, e-eu não sei. E-espera, deixa eu me explicar! — Pediu ela.


- Fala.


- É que... — Começou ela, sentando na tampa do vaso. — Quando eu te pedi pra falar com o Lipinho, sobre o tompimento do nosso namorominha mestru já estava atrasada e como você não conseguiu convencê-lo, não podia perder tempo em fazer o exame. Então assumi logo a gravidez...


- !!!


- Fala alguma coisa Carol! — Disse Fanny.


- Então você pode não estar grávida do meu irmão? — Perguntei, já começando a sorrir de alívio.


- Sim... Primeiro eu teho que ler a bula pra saber quando é positivo ou negativo.


- Então lê logo! — Pedi, com uma esperança no coração.


- Espera...! Aqui está dizendo que quando é negativo, aparecerá uma linha vermelha na horizontal e quando é negativo, duas linhas vermelhas. — Explicou ela, pegando o exame que era mesmo quase um palito de picolé.


- Vamos! Vê logo! — Apressei-a.

- Calma, calma! Ué Carol, por que você está mais ansiosa que eu? — Perguntou-me Fanny.


- Você está brincando? É o meu irmão Fanny! Ele ainda é só um adolescente, não merece ser pai nessa idade! Nem você merece isso.


- Desculpa. Por favor, acredita em mim, não fiquei grávida de proposito. A minha mestru já estava atrasada! E quando o Lipinho me dispensou,eu me desesperei, assumindo logo essa gravidez. — Se explicou ela.


- Aff, você é tão... tão tão alguma coisa, Fanny! E se for negativo? O que é que você vai fazer? Enfim, vê logo o resultado!


- Okay...


Ficamos uma do lado da outra e combinamos de virar o "palito" (exame), em nossa direção para vermos o resultado juntas. Contamos de um até três e vimos... Estava ali duas linhas vermelhas na horizontal. Acho que o choque foi maior pra mim dessa vez, porque quando vi Fanny segurando o exame, tive a esperança de que tudo isso de gravidez podia ser apenas um pesadelo que logo ia passar. Mas quando vi essas linhas duas linhas, toda aminha esperança foi pro brejo de novo. Eu fiz a mesma coisa que Felipe, enterrei meu rosto em minhas mãos. Mas não antes de ver Fanny rindo animada e dando certos pulinhos. Não sabia que ser mãe nessa idade gerava esse tipo de reação. Ouvi Ângelo chamando meu nome e fui logo até ele. Fanny pediu que isso ficasse entre nós. Diante daquele sorrizinho todo animado, não pude negar. E pra que eu iria contar? Só ia gerar mais conflitos. Não quero semear a discórdia. No dia seguinte, Fanny voltou pra escola. Felipe anda evitando ela um pouco. Não é certo e talz, mas quem pode culpá-lo? O garoto está assustado. Conseguiram esconder a gravidez durante umas duassemanas. Pensamos que estava tudo bem e poderia esconder a barriga até uns dois ou três meses, mas esse pensamento foi pro água à baixo! Chegamos no colégio (Eu, Lipe e Fanny) e vimos Cá e Dri nos olhando estramente. E não só elas estavam nos olhando assim, mas como todos os outros alunos à nossa volta. Pensei que estam "nos" olhando, mas na verdade olhavam Fanny. Mais precisamente para a sua barriga, dando alguns "cuchichinhos" com a pessoa do lado.

- O que houve? — Perguntei para as minhas amigas.

- Éah... — Começou Cassiane. — É-é que estão falando que...

- Desembucha, Cá! — Apressei-a.

- Qu-

- Ah, Cassiane! Que a Fanny tá Grávida! É isso que estão dizendo. — Disse Drika, não aguentando a demora da nossa amiga morena.

- Oh Deus! — Exclamou Fanny, levando a mão à boca.

- Quem contou? — Pergunto Lipe, com o cenho franzido e os punhos fechados.

- Então é verdade?! — Perguntou Cassiane, agora com os olhos arregalados.

- É.. — Confirmei.

- Diz quem foi! — Exclamou Lipe, parecendo que ia bater em alguém.

- C-calma Felipe! — Disse eu.

Drika disse que não tinha certeza, mas achava que era fofoqueira da escola que espalhou a notícia. Eu sabia que ela era fofoqueira e tal, mas quem contou isso pra ela? Porque vidente ela não é! Eu acho. Fanny não parava de tremer. Ela foi criada preservando a aparência, achando que isso era tudo que importava. Sem nem dizer nada, tremendo, foi até a fofoqueira da escola. Claro, seguimos ela. Fanny corria bastante, deixando-nos para trás. Sabe uma coisa que eu percebi? Em todas as escolas tem aquele grupo de garotos infantis e babacas! Que não importa a hora ou humor, sempre sacaneia! Pois foram esses tipos de garotos que apareceram na frente de Fanny, fazendo movimentos com as mãos, indicando uma barriga de grávida. Claro, as pessoas à volta adoraram e racharam de tanto rir. Fanny caiu no chão, chorando, diante de tanta humilhação. Sem nem pensar, corri e me pus à sua frente.

- Que foi hein?! — Disse eu, olhando os garotos com raiva.

- Hoho, se liga pessoal! A mamãe ta chorando! — Disse o garoto, que parecia o líder do grupo.

- O que vocês tem na cabeça? Merda é?! — Perguntei, defendendo-a.

- Uiii, quer também? Não sei quem comeu ela, mas eu faço melhor gatinha. — Disse o babaca, piscando pra mim.

- Pow Lucas, tem que comer e depois jogar o leite fora! — Disse o garoto que estava do lado do Líder, Lucas.

- QUE PORRA! QUER MORRER MOLEQUE?! — Falou grosso Lipe, se pondo à nossa frente, dando um empurrão no peito do Lucas, fazendo-o dar uns passos pra trás.

- Hey Felipe, pera aê! — Disse esse tal de Lucas.

- PERA AÊ É O CARALHO! — Gritou Lipe, com a boca sendo apenas um risco.

- Ah não, sério cara? Tú é que é o pai?! — Perguntou Lucas, surpreso e rindo ao mesmo tempo.

- Sou idaí?!

- Pow cara, tú tinha que gozar dentro?! HAHAHAHAHAHAHA — Sacaneou Lucas, rindo com seus amigos.

Bom, o resto já é bem óbvio né! Depois que Lucas disse isso, Felipe partiu pra cima dele e os dois cairam na briga. Não foi realmente uma briga, porque só Lipe batia. Sei lá, foi estranho ver o meu irmão assim. Socava a cara do Lucas com uma fúria que nunca vi! Minha mãe não gostou nadinha de ser chamada na diretoria. Cá e Dri nem ligam pra isso, continuam amigas da Fanny. Isso é realmente muito bom, pois Fanny se sente mais acolhida, mais segura. Drika dá aquele olhar assassino pra qualquer um que olha diferente pra Fanny e sua barriga. Depois dessa briga no colégio, Felipe não liga mais em esconder que vai ser papai. Ainda não aceitou de tudo, mas acompanha a Fanny em suas consultas no médico. E só faz uns 3 três dias que Ângelo aceitou essa gravidez da irmã. Seu William empregou Felipe na sua empresa. Lipe disse que o sogro está sendo um pouco rígido com ele, mas não o culpa. E Dona Magda nem isso faz, apenas os ignora! Nem comigo ela fala mais! Vou dar uma saída com o meu amor, vamos comprar umas roupinhas de bebê pra Fanny! Sei que ela vai adorar!

Beijo!