Droga! O Meu Irmão Não...
40 Cap. 40 - Carroça desembestada!
Notas iniciais
20/03, Segunda, às 14:10 — Sorveteria.
Essas pessoas me estressam, de verdade! Quando eu penso que tudo vai se ajustar, que vai ficar tudo bem, me vem essas noticias! E pior, não dão nem tempo pra eu respirar, assim, do nada e uma atrás da outra! Bem, você já vai saber. Agora eu começo de onde parei mais cedo.
- Fanny... — Comecei.
- Carol! — Disse ela, levantando da cama.
- Oi...
- E aí, falou com ele? — Perguntou-me ela, falando um pouco rápido demais.
- F-falei. — Respondi, vendo seus olhos inchados.
- E então? O que ele disse?
- Na verdade nada, só perguntou se você está bem... — Respondi, com dó dela.
Percebendo que nem eu poderia ajudá-la, se derramou em lágrimas. Tive que deixá-la, pois eu e Ângelo íamos até a minha casa para comunicar a viagem à Grécia. Os dois estavam felizes na ida para a minha casa, mas estvamos também nervosos. Meu aniverásrio de 18 anos vai ser em outubro! Vou ser maior de idade e tudo vai ser mais fácil! Com esse pensamento, fiquei mais tranquila. Chegamos em casa e vi minha mãe arrumando a sala. Fizemos que ela sentasse e escutásse o que tinhamos para lhe dizer. Ela ficou assustada, claro! Foi Ângelo que contou tudo. Minha mãe não teve palavras, apenas se calou e foi ligar para o meu pai. Meu pai, também preocupado, chegou rápido em casa (lógico né, ele mora no fim da rua). Kátia ficou em casa porque estava passando muito mal (sintomas da gravidez).
- Vocês não acham que estão se precipitando? — Perguntou o meu pai, sério.
- V-verdade. — Concordou a minha mãe, um pouco nervosa.
- Senhor, eu quero que saiba que amo muito a sua filha e que confie em mim.
- Mas a minha princesa-
- Pai, eu já vou fazer 18 anos! — Disse eu.
- E o que isso tem haver? Continua sendo a minha princesinha. — Disse meu pai.
- P-pai... — Disse eu, morrendo de vergonha.
- Se vocês não puderem pagar uma faculdade pra ela, eu mesmo pago. — Ofereceu-se Ângelo.
- Mas rapaz, você não sabe do que está falando. — Disse meu pai.
- Com todo o respeito, minha familia tem dinheiro. E não só ela, eu tenho o MEU dinheiro e te garanto que posso fazer isso.
Estremeci com a firmeza com que Ângelo dizia essas palavras. Pediram que eu e minha mãe saíssemos da sala. Fiquei na cozinha enquanto os "homens" conversavam. Minha mãe disse que essa viagem me faria bem, mas que não queria me ver longe de casa. Ficamos abraçadas esperando a conversa na sala terminar. Ângelo entrou na cozinha, sorrindo bobamente. Traduzindo aquilo como um "conseguimos!", pulei em seu colo, abraçando-o fortemente, dando muitos beijos em seu rosto! Ainda abraçada com ele, vi Felipe parado na porta de casa, nos olhando sério.
- Pode deixar filha, eu e sua mãe vamos pagar a faculdade, mas até o dia chegar, queremos que você tenha decidido o que quer fazer.
- Do que vocês estão falando? — Perguntou Felipe, confuso, entrando na conversa.
- A Carol vem comigo pra Grécia. — Contou Ângelo, rindo, ainda bobo.
- O-oquê?! — Disse o meu irmão, não entendendo.
- É sim filho! — Disse minha mãe, sorrindo também.
- Eu não acredito! Está todo muito maluco aqui agora?! — Gritou Lipe.
- Filho, não fala assim. Eu e sua mãe vamos ficar com muitas saudades dela, mas vai ser uma ótima oportunidade para a sua irmã. — Explicou meu pai.
Felipe subiu correndo para o seu quarto. Bateu a porta com tanta força, que conseguimos escutar o barulho do primeiro andar. Minha mãe disse que isso é normal, já que eu e ele sempre estivemos juntos e não é fácil separar assim de repente. Meu pai acertou uns outros detalhes e depois teve que ir pra Casa, pois Kátia ligou dizendo que estava com muito enjoo. Ela vai fazer a ultrassom para saber o sexo da criança no mês que vem. Não sou lá muito chegada à ela, mas quero muito ir junto (saber a noticia em primeira mão). Dei uns últimos amassos no Ângelo e foi embora. Aproveitei que não tinha nada pra fazer (Mentira! Estava também tentando evitar encarar o meu irmão) e fui logo telefonando para contar a novidade para Patrick.
- Oi amoreee! — Disse o meu amigo.
- Oiiiêe!! Eu tenho que contar uma super, hiper, mega novidade pra você!
- Oh God! Conta!
- Vou com Ângelo para a Grécia!!! Vamos cursar a faculdades juntos!!!!
- Girrl!! Isso é verdade?! Que MARA amiga!!! — Exclamou ele.
- Aham aham!
- E quando vai ser? — Perguntou Patrick.
- Lá pro fim do ano. E até lá eu tenho que decidir que faculdade cursar. Se eu fosse boa com números, pedia umas dicas com o Lucian- Ah, ops! Desculpa!
- N-não, tudo bem.
- Hmm... Aliás, vocês ainda estão juntos?
- Eu realmente não sei amiga... Ele anda muito ocupado com a faculdade e não tem todo o tempo pra ficar comigo, mas tem tempo pra sair com uns amigos pra tomar um "shop"! Ficamos de conversar hoje.
- Poxa Patrick, que péssimo hein! E você vai contar pra ele a parada com a Drika? — Perguntei.
- Claro que NÃO, né amiga! Ainda mais que...
- Ainda mais o quê?
- Nada, deixa.
- Fala vai. — Insisti.
- A Drika disse que me ama. — Disse ele, de uma vez só.
- O-o-o quê?!
- Eu expliquei pra ela que não dá, eu soy gay e tudo mais, mas ela disse que não consegue evitar mesmo sabendo disso.
- M-mas...! O que ela tem na cabeça? Eu vou é resolver isso agora.
- Como? — Perguntou Patrick.
- Vou na casa dela! Tchau, beijos!
Desliguei e fui direto pra casa da Drika. Ao cotrário do que se pode imaginar, a casa dela é toda colorida como o quarto do Pe lanza da banda restart. Acho que os pais dela são os pais que toda garota queria ter. Você sabe, ela é filha única e mimada, mas chegou na aborrecência e se rebelou! Fui até seu quarto, que mais parecia outra dimensão. Quase todo vermelho. Quando entrei, ela estava de costas pra mim, mexendo no computador.
- Drii. — Chamei, já dentro do quarto.
- Ah Carol, que susto!
- Haha, a culpa é sua por estar aí distraída.
- É que estou vendo o meu Tumblr.
- O que é isso? — Perguntei.
- É tipo uma mistura de blog, flog e outras coisas.
- Hm, legal... Drika, agente precisa falar sobre o Patrick.
- ... Ele te contou, não foi?
- Aham. Dri, ele é gay! — Falei.
- Eu SEI!
- Mas parece que não!
- Ele também tem namorado. — Disse eu, a relembrando desse "detalhe".
- Idaí? — Perguntou ela, desdenhosa.
- Idaí...!? — Disse eu, ficando assustada com a cabeça dura dela.
- Carol, por que você está se metendo? Não foi você que disse que isso não era da sua conta?! — Me atacou ela.
- E não é Drika, mas ambos são amigos meus e não quero que sofram!
- Ninguém vai sofrer Carol! — Disse ela, já com lágrimas nos olhos.
- Claro que vai Drika! ele é gay!
- Idaí que ele é gay?! O QUE VOCÊ QUER QUE EU FAÇA?! QUE MANDE MEU CERÉBRO ESQUECER ELE?! É ISSO É?!! MAS EU TE DIGO UMA COISA! NÃO DÁ! — Gritou ela.
- NÃO GRITA COMIGO!
- GRITO SIM, POR QUE SÓ ASSIM VOCÊ PARA DE PEGAR NO MEU PÉ!
- O quê?! Pegar no seu pé? Não estou fazendo isso!
- Claro que tá! Não adianta nada eu ficar aqui, me remoendo e não tentar! Porque se eu não conseguir, eu pelo menos corri atrás!
Essa ultima frase dela veio como um tapa em mim. Me fez lembrar do quanto eu tentei pra ficar com Lipe e se eu tentei de menos. Sempre tem o "e se"... Parei de responder e só a abracei forte. Não era culpa estar apaixonada. Voltei pra minha casa já com o pensamento de como iria encarar Lipe. Tenho que ir. Aqui na sorveteria só pode ficar alugando a mesa se você comprar algo e eu não quero gastar mais dinheiro, beijo!
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