Droga! O Meu Irmão Não...

34 Cap. 34 - Coca ou Fanta?


Notas iniciais
E aí pessoal? Sei que devo desculpas por não cumprir minha promessa de 1 cap. por dia, então vou logo me explicando.

Cap demorou porque além de ter que escrever, tenho que ir à igreja, assistir minha séries preferidas, estudar muito (com a minha vó dodói, tive que faltar muitas aulas e perder muitas matérias e revisões. Minhas notas foram umas melecas). Ah, e também fiquei noiva. Antes eu e meu amor já nos considerávamos noivos, mas nesse FDs ele fez finalmente o pedido (com ouro) e agora estou oficialmente noiva. Ano que vem já devo estar casando! Huahauahua, bem é isso.

Danilo:

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15/03, quarta, às 9:35 — Intervalo

Bom dia, meu querido Diário! Hoje estou muito feliz... Não, não estou tão feliz assim não! Estou passada! Muito mais que ontem! Eu acho que tenho alguma coisa em mim, que fica gritando "Eu quero me meter em situações estranhas!", por que coisas assim só acontece comigo. À começar por quando eu era bem pequena, meu pai trabalhava muito e minha mãe ficava batendo papo com a vizinha no portão e eu amava (não tanto hoje) manteiga. Foi só disso que precisei para colocar a policia, meus pais e a vizinhança toda atrás de mim. Quando me acharam, estava eu debaixo de uma cômoda dormindo e toda lambuzada de manteiga (estava também com a mão dentro do pote já vazio). Claro, Felipe levou o esporro por que estávamos brincando de pique-esconde e ele devia estar tomando conta de mim. Outra que também aprontei foi quando cortei o pulso. Felipe tinha quebrado uma janela (estava jogando bola dentro da sala) e meu pai teve que comprar vidros novos. Comprou, foi pegar as ferramentas para colocar-las no aro e eu correndo acabei caindo em cima dos vidros. Me rendeu belos 3 pontos. Tenho outras, mas vou parar por aqui por que o interválo não se demora muito a acabar e Fanny já está cansada de me esperar do lado de fora desse cabinete (estamos no banheiro). Sim, estamos nos falando na escola também. Quem não gostou muito disso foi Cá e Dri. Ficaram totalmente pasmas! Estava tudo normal quando dentro da sala de aula, Fanny se levanta e vem me perguntar se eu fiz os exercicios de matemática. Só bastou isso para todas deixassem o queixo cair! Até os outros alunos ficaram surpresos! Acho que minhas amigas vão ter que se acostumar com Fanny, não é? Hoje me deu até uma peninha (maior que a de ontem) dela por não tê-la convidado para a festa de pijama. Ah, em falar em festa de pijama... Meu corpo até estremesse só de lembrar. Não que eu ache nojento sabe... Ok, eu acho nojento sim! Também acho que além de atrair situações estranhas, também atraio pessoas estranhas. Ok, okay, vou contar o que aconteceu!

Depois de uns minutos que Seu Afonso chegou, logo as minhas amigas chegaram aqui em casa também. Claro, minha mãe e meu novo "padrasto" enrrolaram um pouquinho. Cá achou fofinho, mas Drika se acabou de rir vendo eles com todo aquele chamego e manhã de começo de namoro. Eu, claro, morri de vergonha. Finalizado todo essa manhã dos dois, pudemos ir pra casa dele e encontrar Patrick. Ele nos recebeu alegre, mas claramente nervoso. Olhei em direção à Drika e descobri o motivo. E o pior é que a garota nem tentou esconder que estava comendo-o com os olhos! Fui ver os nossos aposentos no andar de cima (enquanto minhas amigas estavam sendo paparicadas pelo Seu Afonso na sala. Haha, ele adora mulher em casa, principalmente quando é uma nora em potencial) e acabei descobrindo que íamos dormir todos no mesmo quarto! Não se assuste, estou me referindo à apenas eu as meninas! Se bem que Patrick também é toda uma garota, então não iria fazer muita diferença. Ele me ajudou a guardar as nossas coisas em seu quarto. Sim, no quarto de Patrick. "Realmente espero que Drika desista, ao ver essas beldades no teto!", foi o que eu pensei vendo os lindos atores colados no teto do quarto. Eu e Cá pegamos nossas bolsas e fomos tomar banho. Claro, o pai de Patrick não é egoísta e eu e a minha amiga pudemos tomar banho ao mesmo tempo e em banheiros separados. Cá no banheiro de lá de baixo e eu no do quarto de Patrick. Deixei, meio hesitante, Drika e Patrick a sós no quarto quarto dele conversando. Tomei um "gostoso" banho, relaxei e coloquei um babydool de corações (só um pouquinho infantil...). Ah, o "gostoso" está em aspas porque estou na casa dos outros. Sei lá, me sinto nua (desculpa o trocadilho) numa casa que não é minha. Eu sei, é sisma, mas fazer o que? Quandos saí do banheiro, vi Drika se aproximando de Patrick. Como estavam sentados na cama, pude só ver a expressão nervosa de Patrick. Fui logo empurrando Drika para o banheiro, e assim tomar o seu banho, para salvar o meu amigo.

- Ah, meu bem! Desculpa! — Comecei a falar, depois de escutar o som do chuveiro ligado.

- Não não amiga, a culpa não é sua... — Disse o meu amigo, ainda rosa. — Então não fica assim!

- Ah, ela é minha amiga né, fui eu que apresentei vocês. — Disse eu.

- Eí, não se preocupe, sei que isso logo vai pas..s...

Patrick não conseguiu terminar a frase, olhando para algum ponto atrás de mim. Segui a direção de seu olhar e fiquei embasbacada com visão de Drika, saindo do banheiro com apenas uma toalha azul turquesa enrrolada no corpo. Sorria, travessa, em minha direção.

- Esqueci a minha roupa. — Disse ela, ainda sorrindo.

Me pareceu que seu sorriso aumentou ao ver que sua bolsa estava na cama entre eu e Patrick. Colocou a perna esquerda na cama, a qual estava na direção do meu amigo. Drika, com seus cabelos ruivos (naquele momento vinho, pois estava molhados) e soltos, mesmo vestindo apenas uma toalha em volta do corpo, não dava para ver o que o pano escondia. Não jogo para o outro lado (e você, Diário, sabe muito bem disso), mas tenho que admitir que sua sensualidade estava no questionamento do que escondia por debaixo do pano. Acho que Patrick nunca viu uma garota seminua tão perto dele, porque seus olhos estavam vidrados nela.

- Drika! — Exclamei.

Saiu correndo, rindo boba, para o banheiro. Perguntei algumas vezes se Patrick estava bem. O próprio, mesmo respondendo que sim, mas não demonstrava isso. Para aliviar a tensão, fomos para a cozinha arrumar o nosso jantar. O Seu Afonso, graças à Deus, pediu algumas pizzas e comprou refrigerante para nós. Estávamos levando a comida para o andar de cima, quando lá do primeiro andar acima de nós, estava Drika e Cassiane nos esperando. Cassiane estava um pouco tímida usando um babydool do mesmo estilo que o meu só que rosa bebê. Mas minha atenção não ficou por muito tempo nela, pois Drika vestia não um simples babydool que usava quando faziamos a nossa festa do pijama em minha casa. Vestia uma lingerie preta de renda. A calcinha era box parecida com as que eu usava, mas a dela era quase que totalmente transparente na parte da cocha (e quando deu uma meia volta, nada sútil, vi que na parte de trás também). As duas vinheram à nossa direção para nos ajudar. Lógico, Drika foi ajudar Patrick.

- Deixa que eu levo. — Disse a minha amiga ruiva, colocando as mãos no ombro do garoto e deslizando até suas mãos para enfim pegar as caixas de pizza.

- Ok-okay...

Patrick respondia meio estático, também surpreso com a ousadia dela. O 'casal' foi andando na frente com eu e Cá atrás. Olhei para Cá, com uma expressão de indignação no rosto. Minha amiga morena levantou os ombros para mim, como que dizendo que não podia fazer nada. Cada uma trouxe um filme para assistirmos ali. Eu levei o "Garota Veneno". Velho, eu sei, mas é mesmo assim é muito engraçado! Cassiane trouxe o drama japones "Memórias de uma geixa", amo de paixão! E Drika trouxe um chamado "À flor da pele", que logo constatariamos ser um filme inútil, pois não tinha conteúdo, só sacanagem. Cá e Dri ficaram na cama e eu e Patrick em baixo, no colchão. Claro, eu não deixaria essa... essa... Ursupadora perto do meu amigo gay! Assistimos primeiro o lindo "Memórias de uma gueixa" e Patrick derramou algumas lágrimas. Pensei que a ruiva ia finalmente ver a flor que o meu amigo realmente era, mas isso só fez ela o adorar ainda mais! Rimos litros vendo (mais uma vez), o filme que eu levei. Finalmente colocamos o pervertido "À flor da pele" que em vez de me deixar agitada, me fez dormir! Acordei, meio desnorteada, com a cabeça deitada no chão. Olhei para a Tv, o filme ainda estava rolando. Olhei em volta, não vendo Drika e Patrick. Acordei de tudo e fui logo procurá-los. Confesso, a casa do meu amigo dava medo. Mal vendo o que estava à minha frente, desci as escadas. Andando cegamente procurando uma tomada, bati o pé na perna de uma cadeira. Tampei minha própria boca para assim não gemer de dor. Agora já avisada, fui andando com as mãos erguidas, sentindo o que estava na minha frente. Apalpando as coisas, senti uma coisa dura, só que quente ao mesmo tempo. Continuei, apertando... Era grande, largo. Desci, estava macio, suave...

- Ow, ow, vai com calma... — Disse uma voz um pouco grave, parecendo estar perto.

- Aí, meu Deus! — Exclamei, surpresa e agora olhando para o cara que acabou de acender a luz.

Ele ficou me encarando, analizando-me, parecendo também surpreso. Tive que levantar a cabeça, olhando para cima, para também analizar o homem moreno de olhos claros. Esse cabelo... Esse rosto... Estava reconhecendo esses traços, mas na hora, não consegui pesquisar direito na minha memória de curto praso.

- Não, sério?! — Disse o cara, parecendo incrédulo. — É você a namorada do grande Afonso?

- Hein?! — Disse eu, não entendendo nada.

- Por essa eu não esperava. — Finalizou ele, terminando de me olhar de cima à baixo.

- Eu que o diga! Quem é você? O que você faz aqui? — Perguntei, me afastando vagarosamente.

- Danilo... Eu moro aqui. Quer dizer, não tecnicamente moro aqui, mas você sabe, moro aqui. — "Explicou" ele, como se acreditasse que eu entederia,

- Não, você não mora aqui. Quer dizer, não que eu saiba né. — Disse eu, já esquecendo do perigo.

- Eu disse antes, não tecnicamente, mas eu moro aqui. E... Não sabia que meu pai gostava de carne fresta. — Disse Danilo, voltando a me analizar.

- Seu pai? — Perguntei, confusa.

- Sim, o cara que você esta transando. — Disse ele, naturalmente.

- Eu o quê?! Não estou transando com ninguém! — Disse eu, quase gritando.

- Hey, não precisa negar. É meu pai, eu não ligo.

- O seu Afonso?! — Perguntei, com os olhos arregalados.

- Ah, gosta de chamá-lo do jeito informal... — Contatou Danilo.

- Peraí! Quem você pensa que eu sou?! — Perguntei.

- A Silvia, namorada do meu pai. — Disse ele.

- Não, Silvia é a minha mãe.

- Meu pai com as duas?!?! — Perguntou ele, agora embasbacado.

- Com as duas o quê?! Oh, claro que não! Meu Deus! — Eu já estava ficando cansada de tanto formar um grande "O" com a minha boca.

- Se não é isso... Não, ele não... Sério? Patrick está pegando alguém?

- Eu e o Patrick? Não! Estamos numa festa de pijama! — Expliquei, exaltada.

- Se é assim que você prefere chamar...

- Aff, estamos mesmo numa festa do pijama! E não é só eu que estou aqui, duas amigas minhas também estão. Eu não sabia que o Patrick tinha um irmão...

- Hm, preferem esquecer de mim. Eu moro com os meus avós de parte de mãe.

- Ah, entendo... E o que você faz aqui?

- Bom, tecnicamente eu moro aqui também, então tenho uma chave reserva. — Explicou ele.

- Ah, sim. — Respondi, já tranquila.

- E você? Já está bem tarde, não devia estar dormindo? — Pergunto Danilo.

- Éah, só que acordei e não encontrei Patrick e miha amiga Drika dormindo também. Sabe, vim procurá-los.

- Perdida?

- Um pouco. — Respondi.

- Quer ajuda? — Ofereceu-se ele.

- Adoraria, principalmente por isso aqui ser muito escuro.

Danilo riu, percebendo que eu estava com um pouco de medo. Também pediu desculpas por ter achado que eu era a namorada ninfeta do seu pai. Temos que perdoar não é? Fomos procurando pelo primeiro piso, mas não achamos nada. Subimos as escadas, procurando pelo corredor. Viramos na curva do primeiro corredor indo para o segundo. O segundo também só um pouco menor que o primeiro. No final desse corredor, vimos uma luz acessa, no ultimo corredor. Danilo me disse baixinho que era um banheiro. Fomos até o banheiro, indo de mansinho... A porta estava aberta. Inclinamos, juntos, nossas cabeças para ver o tinha. Acho que a surpresa foi mútua! De ambos por não acreditar que Patrick estava beijando alguém! A minha foi pior porque a garota é a minha amiga! E estavam se agarrando gostosamente! Bom, pelo menos é o que parecia.

Sinal tocou, depois conto o resto! Beijo!