Droga! O Meu Irmão Não...

26 Cap. 26 - Cabelo de Anjo.


Notas iniciais
Enjoy!

12/03, Domingo, às 12:15 — Sala da casa da Familia Price.

Bom Dia meu Diário lindinho!! Sorry, não deu pra escrever ontem, pois estava muito cansada. Sabe aquele dia que você só tem surpresas? Hoje foi assim (e eu pensando que esse dia de surpresas foi ontem). Mas sem mentira, parte do meu estresse são esses benditos mosquitos! Caramba! São muitos! Uma curiosidade: Será que é só eu que fica olhando o mosquito depois que mata, pra ver se é o da Dengue? Bom, tanto faz. Odeio com todo o meu ser os insetos! Eles são nojentos, feios e ao meu ver, inúteis. Só servem para nos assustar e morrer (porque matamos eles). Eu bem que devia ter trazido aquelas raquetes elétricas que serve pra queimar os mosquitos e pernilongos em vez do repelente. Nem o repelente caro que eu comprei segura essas coisas! Mas mudando de assunto, eu não consigo parar de pensar no que aconteceu comigo e o Lipe no cavalo... Zoolofia? Acho que não, mas se fosse, a essa altura do campeonato zoolofia não fica mais assustador que inscesto; Não que eu odeie bichos, mas só gosto quando é dos outros. Tenho trauma desde pequena. Meus pais, depois de muita insistência, deu um cachorro pra mim e para o Lipe. O meu morreu (pegou uma doença aí) e o do Lipe ficou vivo. Eu triste por perder o meu cachorrinho, Felipe se soliedarizou e me deu o seu filhote. Uma semana depois o cachorro pegou a mesma doença e morreu. Chorei litros! Até pensei que Felipe ia me culpar (porque eu mesma já estava me culpando), mas ele ficou super tranquilo e não acreditava que podia ser culpa minha. Vergonha, eu sei, tendo que ser cuidada pelo irmão mais novo. Decidimos então ter um gato. Dessa vez apenas um, mas o bicho valia por dois, pois foi o mais problemático que tivemos. Ele sim tinha 7 vidas! Sua primeira vida foi gasta com um atropelamento (Uma bicicleta passou a roda na pata dele). A segunda é que caiu do telhado e se ficou todo muído. Aham, é mentira aquilo de que gato cai em pé. Pode até tentar, mas que ganha uns bons machucados ganha. A terceira vida foi marcada quando ele comeu veneno. Venevo de quê? Não sei, só sei que foi veneno. Demos leite a le e o gato se curou. Estavam asfaltando a rua de trás da minha casa e não deu outra! O bicho me aparece todo cheio de piche! Saiu laranja e voltou preto. Tivemos que tosar o gato todo! Tem até uma raça aí de gatos sem pelo! O meu era falsificado. Na quarta vida, ficou desaparecido uma semana e quando chegou aqui em casa, estava todo machucado. Deve ter entrado numa briga por gata no cio. Bem feito! Na quinta, não teve jeito. Ele era muito aventureiro sabe? E adorava atravessar a rua indo de lá pra cá e de cá pra lá. Subiu no telhado do vizinho da frente, e foi pular justamente quando o caminhão estava passando. Claro, chorei muito! Mais porque de tanto ele sofrer acidentes, pensei que o gato era imortal! Ah, o seu nome era pitchuco. É mais pra cachorro, né? Mas quando pequena eu achava o nome mais bonito e fofo do mundo! Sortudo era quem tinha aquele nome; Agora chega de falar de bicho! Vamos ao que interessa;

Ontem fui comer o café da manhã muito tarde. Sai do quarto (Ângelo já tinha se levantado e estava lá fora jogando bola), andando sorrateiramente pelos corredores, descendo a escada na ponta do pé, tentando entrar na cozinha despercebida. FAIL! Fanojenta estava sentada, de pernas cruzadas, tomando café na xícara com o dedo mindinho pra cima.

- Já não era tempo. — Começou ela, me olhando séria.

- Você não presta mesmo. — Disse eu, devolvendo o olhar frio.

- Há! Está sendo irônica? Pensei que era você a garota que deseja o irmão mais do que deve. — Retrucou Fanny, nojenta. FANOJENTA!

- Xiii!! Fala baixo! — Disse eu, à ela, preocupada de que alguém ouvisse.

- Hunpf, tão medrosa... — Disse Fanny, sorrindo. — O negócio é o seguinte: Sei do seu segredo e você sabe do meu. Um empate. Cada um na sua e a vida continua.

- C-claro que não! Eu não vou deixar que você continue traindo o meu irmão! — Tentei

- Se toca garota, quem acreditará em você? Vai, me diga.

- ...

- Sabia... — Finalizou ela, sorrindo debochada, levantando e me dando as costas.

Perdi a fome na mesma hora! Mas como barriga vazia não para em pé, me forcei a comer algumas coisas. Depois de ter passado o susto que tive com Fanny, percebi que pra qualquer lugar que eu olhasse, não via meus sogros. Toda manhã eles estão fazendo a mesmas coisas, Negocios e reclamações. Perguntei a Martha o que tinha acontecido, e ela me explicou que o Sogrão, Senhor William, teve que viajar a negocios e Dona Magda não quis deixar ele ir sozinho. Só rico mesmo para viajar de uma viagem; Ah, Martha é a empregada aqui da casa e a única com o qual eu consigo conversar. Gente boa. Ela é imigrante ilegal (segredo) aqui, veio do México. Uma pessoa simples, tem acho que uns 28 anos e trabalha aqui pra mandar dinheiro pros filhos que vivem na sua terra natal; Não sei o que me deu (com certeza ALOKA), mas sai correndo desde a cozinha, passando pela sala, pela porta (já estava aberta) indo pra fora, vendo por vulto Ângelo parando a bola (estava jogando contra a parede) e me olhando com uma expressão de "WTF"(Que porra é essa?!) no rosto pra pular com tudo que pude na piscina!

- CAROL! Você está bem? DIZ! VOCÊ ESTÁ BEM! CAROOOOL! — Disse o meu namorado, me perguntando desesperado, depois de ter corrido pra ver como eu estava.

- Cof, cof! C-CALMA! Croooof! Eu estou bem! — Respondi, tentando calmá-lo e cuspir a água que entrou na minha garganta ao mesmo tempo.

- VOCÊ ENDOIDOU MULHER?!

- Hey! Não grita comigo! — Reclamei.

- Não gritar com você?! Claro, eu devo fingir que não vejo quando a minha namora sai correndo que nem uma maluca e cai na piscina! — Disse Ângelo, irônico.

- Ok, entendi. Não preciso de irônia da sua parte. — Disse eu, mal-humarada.

Me tirou rápido da piscina, me enrrolando numa toalha que estava jogada sobre uma das cadeira de praia, que fica perto da piscina. Sentei na cadeira (Ângelo também) enquanto dividiamos um silêncio chato e incômodo. Acho que ele não gostou desse meu lado aventureiro (MENTIRA), espirito livre sabe? Eu estive calada, mas inquieta ao mesmo tempo. Confio em Ângelo pra contar o que vi, mas é a irmã dele, então em quem ele acreditará? Pensei, na hora. Olhei de sosláio para ele, vendo que pela sua expressão, ainda estava aborrecido. Estava passando o olhar pela paisagem (em tudo, menos em Ângelo), quando pousei a minha vista olhando para a aliança na minha mão. Foi ai que me veio a segurança de que poderia desabafar com ele.

- Ângelo... — Comecei.

- Hum? — Disse ele, ainda sério.

-... Tenho que te contar uma coisa. — Disse eu, ainda hesitante.

- Pode falar. — Disse Ângelo, descontraido, agora curioso.

- Ontem quando você estava dormindo, vi Fanny, indo em direção a mata. Pensei logo que ela estava indo pra cachoeira. E como você nem ninguém nessa casa quer me levar lá... — Disse eu, dando enfânse nessa parte e com um olhar reprovador para o meu namorado — ... Então a segui, sem que ela me visse. Mas nunca que eu ia imaginar vê-la se agarrando com um cara! Um tal de...

- Ian. — Respondeu ele por mim.

- Mas... hein? — Apenas disse eu, surpresa por ele saber o nome do cara e mais ainda por em vez de estar em choque (era o eu esperava), estava se controlando pra não rir.

- Foi mal. Conheço ele. Não posso dizer que somos amigos, mas desde que meu pai comprou esse sítio, viemos pra cá todo os carnavais e feriados. E como ele mora no sitio vizinho, fica dificil não vermos ele. — Me explicou, Ângelo.

- Ah... Mas você não está surpreso? A sua irmã está traindo Lipe! — Disse eu, o mais alto que pude em modo de susurro.

- Não muito. Como eu te disse, sempre viemos pra cá. Então ele e minha irmã ficam todo o carnaval. Confesso que fiquei um pouco surpreso quando você me contou, já que ela está namorando o seu irmão e pensei que não ia acontecer dessa vez.

- Oh! Por essa eu não esperava... Ah, e por favor não conta para o Felip! Sei que tenho que contar, mas tenho medo que ele não acredite em mim! — Implorei.

- Tudo bem. Você sabe que não vou muito com a cara do seu irmão, então isso não me incomoda.

- ... — Fiquei em silêncio, encarando-o com os olhos semicerrados.

- O quê?! Desculpe, mas é verdade.

Entrei em casa (sozinha) me sentindo mais leve. Um pouco menos de culpa. Mas ela voltou a tona, quando vi Felipe sentado no sofá, vendo tv, distraido. Ele me deu um olá, perguntou o por quê de eu estar toda molhada com a roupa enxarcada. Falei qualquer coisa, tentando desconversar. Até pensei em contar-lhe tudo, mas estávamos conversando bem. Se eu contasse, tudo ia ficar de cabeça pra baixo mais uma vez. Ele bravo comigo, me evitando, pois é lógico que escutaria a Fanny e não a mim; Subí as escadas indo para o meu quarto. Me troquei, ficando sequinha novamente. Andei pelo grande terreno que era o sitio, até achar um lindo gramado verdíssimo! Sabe aquele verde tipo planta de plástico? Esse mesmo. Com uma lindo jardim de vários tipos de flores misturados. Estava passando um vento fresco, gostoso, fazendo meu cabelo voar. Sentindo uma enorme tranquilidade, como não sentia a um tempo, me deitei na grama. Não antes de pensar bastante por que sabe como é mato, depois que você deita em cima, fica toda se cossando. Como uma grama tão linda dessas pode me fazer mal? Pensei na hora; Já deitada, olhei em direção a extensa mata. Vi rápido um rosto familiar por trás do tronco de uma rápido, mas quando estreitei os olhos pra ver melhor, o rosto já não estava mais lá. Balancei a cabeça frenéticamente, pensando que poderia ser a minha imaginação. Estresse causa isso. Voltei a olhar para o lindo céu. Meu olhar voltou para a mata, tinha escutado um assovio. Tomei um susto ao ver o amante de Fanny, parado, me olhando. Ele sinalizou com o dedo, chamando-me. Hesitei em ir, mas a minha curiosidade falou mais alto.

Está na hora do almoço! Depois conto o resto!

Bye bye!

Notas finais
Meu review! Mas se quiserem substituir um review por uma indicação, fico muito feliz ;D