Droga! O Meu Irmão Não...

27 Cap. 27 - Águas cristalinas


Notas iniciais
Mais um pessoal!

12/03, Domingo, às 16:10 — Sala da casa da Familia Price.

Ainnn... Tiii soninho! Acabei de acordar, mas ainda estou morrendo de sono! Tenho um compromisso daqui a pouco então vou logo me arrumar. Não que eu esteja interessada nele ou coisa parecida, sabe. Com o que eu vou? Patrick me ajuda nessas horas, mas agora não tem como eu ligar pra ele. Pensando nisso me bateu aquela saudade. Quero saber como as coisas estão por lá, ainda porque desde que cheguei aqui, não pude falar com ninguém. Quero dizer, telefonar. Parece até que tinguá fica no fim do mundo! Só o telefone do Sogrão é que pega aqui? Mas voltando ao assunto, NÃO SEI O QUE VESTIR! Graças a Deus Fanny saiu com Martha pra compras umas coisas! Não pode ser muito chamativo, não quero que Ângelo perceba que estou saindo. Se bem que ele está na sala vendo jogo e dúvido que notaria. Sempre odiei isso de futebol. Acredito que são malucos correndo atrás de uma bola, mas é justamente esses malucos que vão me ajudar. Nada tira a atenção daquele Homem! Ele torce para o Vasco e é um torcedor fanático e fez questão que eu soubesse para não termos problemas com isso. Fala sério, Há há, isso sim. Pra você ver, não tenho nem time (porque a maioria diz que tem só pra não ter que dizer que não tem); Acho que vou usar uma calça jeans apertada, pois não quero mosquitos me mordendo e nem mostrar que quero alguma coisa! Porque não quero! Ok, ele é lindo, gostosão e faria qualquer uma querer ser a sua Jane. Uma blusa frente única cai bem? Tanto faz, vai ser isso mesmo. AFF, ainda tenho que fazer o curativo... Peraí, só um minutinho (ler o que escrevi da ultima vez) ... Ah, já ia esquecendo de contar o que aconteceu ontem! Bom, fui ao encontro de Ian, não sei, tinha algo em seus olhos que me deixou ainda mais curiosa. Mantinhamos o contato visual enquanto eu andava em direção a ele. Quando já estava bem perto, ele se virou e andentrou totalmente a mata. Eu logo supus que era para segui-lo. Antes de ir em frente, olhei para trás. Onde é que estou me metendo? Foi o que eu pensei na hora. Mesmo com medo e nervosa não voltei atrás; Andamos até a cachoeira. Era como se o ar tivesse ficado mais limpo, mais gostoso de respirar. Suspirei, mais aliviada e sentei, cautelosa, numa pedra enorme.

- Oi... — Começou ele.

- Oi. — Respondi, série, não querendo transparecer o meu nervosismo.

- Meu nome é Ian.

- Eu sei.

- Você não precisa olhar assim pra mim. Está tudo bem. — Disse ele, sorrindo.

- Han?!

- Olha pra você, sua cara diz uma coisa mais seu corpo diz outro. Você está tremendo.

- Oh! Aí, que vergonha. — Expressei, agora vendo que estava realmente tremendo.

- Seu nome é Carol, não é? Esthefanny me falou sobre você. — Disse Ian, mudando de assunto.

- Sim. Já posso até ver que coisas boas não foram.

- Haha, não posso negar. Te chamei aqui para fazer um apelo. — Disse ele, agora sério.

- Que apelo? — Perguntei.

- Por favor, finja que não nos viu. — Me respondeu ele.

- Ian... — Comencei.

- Por favor. — Se apressou em me interromper — Eu devia ter falado isso antes.

- Hm, aí eu sai correndo...

- Não por isso. Vivo aqui, poderia ter te alcansado rápido, mas no fundo eu queria que você soubesse. Que contasse para os outros. — Disse Ian, olhando para o chão.

- O que essa garota tem, HEIN? Eu não consigo entender! Meu Irmão, você, Ângelo!

- ... — Não disse nada, apenas ficou me olhando, confuso.

- Alá! Nem você consegue entender! — Disse, já gritando.

- Pera, pera. Entender o quê?

- Como consegue gostar dessa garota! Ela é tão insuportável! Macumba, é isso!

- A Esthefanny? O que tem ela? — Perguntou Ian.

- O que tem ela?! Isso é sério?! TUDO! — Gritei.

- Ainda não entendo. — Disse ele, confuso.

- Aff, é melhor eu me acalmar se não a coisa não vai ficar boa.

- Haha, é melhor mesmo. — Disse ele.

- Do que você ta rindo?

- De você aí. Eí, não me olha assim.

- Há, nem essa paisagem melhora a minha cara. — Disse eu.

- O que tem ela? — Perguntou Ian.

- Ela quem?

- A paisagem — Disse Ian, olhando pasmo pra minha cara.

- Ah, sim, a paisagem. É que eu adoro cachoeiras. Não que eu já tenha nadado em uma, mas mesmo assim adoro! — Disse eu, rapidamente desconversando, com medo de que ele me achasse meio retardada.

- Vocês estão aqui já faz alguns dias, por que ainda não foi? — Perguntou-me Ian.

- Felipe e Ângelo não querem me trazer. E bom, Fanny também não queria. Agora sei o porquê. — Disse, com os olhos semicerrados, acusando-o.

- Wow... Tinha esquecido. Foi mal aê.

Murmurei um "tudo bem", dando de ombros. Ele olhou, calmo, para a cachoeira, logo mudando para uma expressão sapeca. Na mesma hora pulou na parte funda, nadando. Inveja foi o que senti! E ele sabia, pois fez com a cabeça, indicando para que eu pulasse também. Fiz que não com a cabeça, mas eu queria era tirar a minha virgindade de cachoeira (pelo menos essa). Ian tentou me provocar com "Ahhh, que agora gelada... Está um calor", mas me manti firme. Até que chegou uma hora que eu já não suportava a angustia, meu piscológico fez com que eu sentisse as minhas roupas em chamas! Pulei com tudo na cachoeira gritando um "SAIII DE BAIXO" com gosto. Uma maravilha! Com toda certeza não se compara a uma piscina! Droga, em pensar que fiquei um tempão sem ter experimentado isso. Bati com a mão na água, fazendo-a espirrar no Ian, provocando-o. Ele fez uma expressão de "aé?", e deu uma revanche (muito maior que a minha, já que tem mãos grandes...). Devolvi a rechance, logo recebendo outra. Quando de um passo pra trás, logo gritei de dor. Tinha pisado numa pedra afiada. Vendo minha face repleta de dor, Ian se apressou em me pegar no logo, me tirando da água. Me colocou sentada numa rocha vendo meu pé sangrando muito. Pegou com a mão em forma de conxa, um poco d'água pra limpar o meu ferimento. Não era tão fundo a ponto de ter que dar ponto, então ele apenas (!!) pegou uma folha grande de uma árvore, enrrolou o meu pé e amarrou com o cadaço da sua mermuda. "Komé que é?", me perguntei depois de ver o resultado. Ele me levou, apoiada em seu ombro com ele me segurando, pra fora da mata até a casa. Fanny me olhou boquiaberta. Há, não gostou de ver outra mulher com o seu bofe, não é?! Tá, parei. Felipe e Ângelo ficaram ao meu lado, um na esquerda e o outro na direita, enquanto Ian me colocava no sofá da casa. Martha veio logo, desesperada, querendo saber o que tinah acontecido. Quase teve um infarte quando viu o meu pé sangrando. Fez um curativo sem dó nem piedade, pois doeu pacay... Disse que está acostumada, com seus filhos lá do mexico. Ela está com medo de que meus sogros, seus patrões, briguem com ela por não ter tomado conta das visitas direito (!!). Tenho 17 anos, sei me cuidar sozinha. Mentira, sou totalmente dependente de alguém. Ian mentiu dizendo que me encontrou já machucada dentro da cachoeira. O único que não ficou totalmente convencido foi Felipe. Há! Ele devia é prestar atenção na namorada dele. Outra mentira, quero que preste atenção só em mim, que seus olhos só vejam a mim. No meio da confusão, Ian conseguiu me chamar para nos encontrarmos de novo no mesmo lugar. Ainda estou nervosa (e mancando).

Me deseje sorte! Bye bye!